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Deputados petistas defendem estado de direito

Publicado em 19/11/2013 15h50

Os deputados Chico Vigilante e Arlete Sampaio, ambos do PT, foram à tribuna da Câmara Legislativa nesta terça-feira (19) para protestar contra a forma como foram presos nove políticos e empresários envolvidos no escândalo do mensalão, no último dia 15.

Vigilante contou ter conversado com vários juristas e concluído que o Estado, na pessoa do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, praticou um "sequestro" dos sentenciados, que não poderiam ter sido enviados para o presídio sem a expedição de uma carta de prisão, segundo ouviu dos consultados. "Foi uma história triste de tirania e ilegalidade", arrematou.

"Independentemente de filiação partidária ou de ideologia, deve ser defendido o estado democrático de direito, o regramento jurídico. Condenados ao regime semiaberto não poderiam ser presos em regime fechado", declarou Arlete Sampaio.

A deputada considerou que há "dois pesos e duas medidas" na Justiça brasileira e referiu-se a "um ex-senador condenado a 30 anos de prisão mas que continua solto, ganhando dinheiro, e que recentemente fez uma festa de U$ 600 mil para comemorar o aniversário da filha". Citou ainda o que chamou de "mensalão do PSDB de São Paulo e de Minas Gerais", o governador de Goiás e o também ex-senador Demóstenes Torres.

Momento diferente - Ao contrário dos colegas petistas, a deputada Celina Leão (PDT) comemorou as prisões. "Estamos vivendo um momento diferente, que serve de reflexão para a classe política: se não mudar, vai todo mundo para a Papuda", afirmou. E completou: "Isso é bom para todos entenderem que cobrar favor ou dinheiro para votar projeto dá cadeia". 

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