Deputados pedem anulação da votação do projeto que altera regras do Fascal
Deputados pedem anulação da votação do projeto que altera regras do Fascal
Em sessão extraordinária remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (26), diversos deputados pediram a anulação da votação do Projeto de Resolução 40/2020, que altera regras do Fundo de Assistência à Saúde da CLDF (Fascal), ocorrida na última quarta-feira (20). O deputado Leandro Grass (Rede) apresentou requerimento com esse objetivo e argumentou que a matéria não constava na ordem do dia, não houve consulta ao Colégio de Líderes e as emendas não estavam disponíveis no sistema Legis da CLDF, fatores que comprometeram a transparência do processo de votação.
Ao apoiar a anulação, o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) disse que aquele processo de votação apresenta uma série de irregularidades e citou, como exemplo, que a emenda número cinco, que propôs a inclusão de ex-deputados e ex-servidores no Fascal, foi protocolada às 22h15, sendo que a sessão extraordinária foi encerrada às 19h22. Segundo o parlamentar, antes que haja qualquer proposta de privatização do plano de saúde deve haver uma auditoria no Fascal. "É preciso anular a votação porque não há como consertar o que nasceu errado", considerou a deputada Júlia Lucy (Novo), ao reforçar que o projeto não gozava de consenso. Ela defendeu a transparência para garantir a segurança jurídica das matérias aprovadas pela CLDF e se manifestou claramente contrária à extensão do plano para ex-deputados e ex-servidores. Também o deputado Fábio Felix (PSOL) classificou como "incomum" o processo de votação da última sessão e argumentou pelo fim do encaminhamento de projetos extrapauta.
Cálculo atuarial – Já o deputado João Cardoso (Avante) ponderou que a Mesa Diretora teve uma "atitude digna ao voltar atrás e dar explicações" na coletiva de imprensa na última sexta-feira (22) na Casa. O parlamentar, que é auditor fiscal, destacou que a Câmara Legislativa contratou uma empresa de consultoria para fazer estudo do cálculo atuarial do Fascal, com início em 8 de maio deste ano. "Apenas com o cálculo atuarial em mãos é que poderemos apontar soluções, junto com os servidores efetivos, que são os verdadeiros guardiões desta Casa", afirmou.
O deputado Chico Vigilante (PT), por sua vez, lembrou que votou contrário à redução de 30% das mensalidades do plano de saúde em 2018. Do mesmo modo, o deputado Delmasso (Republicanos) declarou que também votou contrário àquela redução, a qual contribuiu para o déficit no plano. No comando da vice-presidência da CLDF, responsável pelo Fascal, Delmasso argumentou que a atual gestão publica mensalmente os extratos do plano de saúde desde janeiro de 2019 no Diário da Câmara Legislativa (DCL), o que garante transparência aos atos.
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Franci Moraes
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa