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Deputados debatem situação econômica do Brasil e do Distrito Federal

Publicado em 05/11/2014 14h41

Economia foi o tema central dos pronunciamentos parlamentares durante a sessão ordinária da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (5), em que não houve quórum para a apreciação de projetos.  O deputado Agaciel Maia (PTC) foi o primeiro a utilizar o microfone da tribuna: "Como economista, me preocupa a economia brasileira. Se não crescermos, como vamos investir em políticas sociais, por exemplo?".

Segundo o distrital, o Brasil está "tecnicamente" em recessão. "O Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 deverá crescer 0,3%", apontou Maia, enumerando uma série de questões que, em sua opinião, prejudicam o crescimento econômico do País, como a infraestrutura de transporte e comunicações, os juros altos e a baixa qualificação profissional. Agaciel Maia defendeu, ainda, mais investimentos em educação.

Em aparte, o deputado Olair Francisco (PTdoB) concordou: "Não é só dar o peixe, tem que ensinar a pescar. Não se pode pensar só nos benefícios, como cesta básica e outros, o povo quer mais".

Distrito Federal – O deputado Chico Vigilante (PT) elogiou debate ocorrido nesta manhã sobre o Orçamento do Distrito Federal para o ano de 2015. Segundo ele, os secretários de Planejamento e da Fazenda do DF "derrubaram a ideia de um rombo de R$ 2,5 bilhões no orçamento".

O distrital informou que o DF vai contar com um orçamento de R$ 37,3 bilhões no ano que vem, dos quais aproximadamente R$ 22 bi serão destinados a despesas com pessoal. "Vão sobrar R$ 14 bilhões para outras despesas e investimentos", anunciou.

Vigilante ainda apontou que o governo Agnelo contratou 36 mil servidores por meio de concurso público e tranqüilizou os trabalhadores da educação e saúde, dizendo que o mês de outubro já está pago. "Essa história de orçamento bagunçado é balela", afirmou.

Ainda durante seu pronunciamento, o petista criticou a proposta do governador eleito do DF, Rodrigo Rollemberg, de cortar o ICMS dos medicamentos. "Serão R$ 300 milhões de renúncia fiscal, e a medida não vai beneficiar os mais pobres. Como vão devolver os 17% de impostos pagos no preço de uma aspirina, por exemplo, por meio do Nota Legal?", questionou.

Para Agaciel Maia, o novo governador vai ter que ter "criatividade" para melhorar a arrecadação, atrair indústrias para a cidade e reduzir os gastos desnecessários. Ele defendeu, também, a cobrança dos inscritos na dívida ativa. 

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