Deputados criticam repressão ao carnaval de rua
Deputados criticam repressão ao carnaval de rua

Ulysses também cobrou explicações do administrador de Brasília, Ricardo Pires. "O administrador, que mora no mesmo local do ocorrido, não teve hombridade suficiente para assumir a culpa pelo incidente", afirmou. Rogério disse que "o Bope não agiria sem o consentimento do administrador da cidade" e chegou a pedir o afastamento de Pires. "Se afastaram os policiais envolvidos, por que não afastam também o administrador?", cobrou.
O deputado Cabo Patrício (PT) também responsabilizou Pires pelo incidente. "Antes de culpar a Polícia Militar é preciso levar em conta que a repressão foi fruto de uma decisão política do administrador", apontou.
A deputada Erika Kokay (PT) informou que vai enviar à Mesa Diretora um pedido de convocação para que as autoridades policiais e o administrador de Brasília venham à Câmara esclarecer o episódio. Confronto - A confusão começou quando policiais militares que se encontravam no local solicitaram reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para conter os foliões que insistiam em pular o carnaval na quadra comercial. No confronto, a tropa de elite da PM do Distrito Federal usou sprays de pimenta, bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha contra a multidão, deixando um saldo de 20 a 30 pessoas feridas.