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Deputados criticam repressão ao carnaval de rua

Publicado em 07/02/2008 15h14
A repressão aos foliões do carnaval de rua da Superquadra 203/204 Sul, na noite da última segunda-feira (4), provocou reações indignadas de alguns deputados na primeira sessão ordinária de 2008 da Câmara Legislativa. O deputado Rogério Ulysses (PSB) classificou a ação como inaceitável. "Eu estava no local e posso afirmar que não havia clima para uma ação arbitrária como aquela. Estavam lá centenas de pais, mães, idosos, crianças e deficientes que foram colocados em risco", criticou.

Ulysses também cobrou explicações do administrador de Brasília, Ricardo Pires. "O administrador, que mora no mesmo local do ocorrido, não teve hombridade suficiente para assumir a culpa pelo incidente", afirmou. Rogério disse que "o Bope não agiria sem o consentimento do administrador da cidade" e chegou a pedir o afastamento de Pires. "Se afastaram os policiais envolvidos, por que não afastam também o administrador?", cobrou.

O deputado Cabo Patrício (PT) também responsabilizou Pires pelo incidente. "Antes de culpar a Polícia Militar é preciso levar em conta que a repressão foi fruto de uma decisão política do administrador", apontou.

 A deputada Erika Kokay (PT) informou que vai enviar à Mesa Diretora um pedido de convocação para que as autoridades policiais e o administrador de Brasília venham à Câmara esclarecer o episódio. Confronto - A confusão começou quando policiais militares que se encontravam no local solicitaram reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para conter os foliões que insistiam em pular o carnaval na quadra comercial. No confronto, a tropa de elite da PM do Distrito Federal usou sprays de pimenta, bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e balas de borracha contra a multidão, deixando um saldo de 20 a 30 pessoas feridas.

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