Deputados criticam pressão por divulgação da redação final do PDOT
Deputados criticam pressão por divulgação da redação final do PDOT

De acordo com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Rogério Ulysses (PSB), a escolha da data para divulgação é uma prerrogativa dos deputados e será realizada com toda a transparência."Está uma decisão da Mesa Diretora e da CCJ. Não vamos abrir mão de nossa responsabilidade de analisar o texto, ao máximo, antes de votarmos a redação final", afirmou Ulysses.
Eurides Brito (PMDB), que presidia a CCJ em 2008, observou que não está ocorrendo protelação nem alteração do conteúdo do projeto votado em plenário. "As discussões ainda não começaram, pois a Casa estava envolvida na discussão da composição das comissões".
O presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), Batista das Cooperativas (PRP), salientou que o PDOT demanda um trabalho detalhado. "Não é um projeto qualquer. São 171 artigos e 305 emendas, muitas das quais recomendações do próprio Ministério Público", observou. O deputado Patrício (PT) ressaltou que a notificação do MPDFT leva a população a pensar que os parlamentares "nos meandros da noite" estariam modificando o PDOT. "Quando o projeto do PDOT chegou do Executivo à Câmara, com uma série de problemas, o Ministério Público não fez questionamentos. Essa Casa tem que se defender", afirmou Patrício.
O presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), pretende realizar no início da próxima semana uma reunião da Mesa Diretora para discutir a recomendação formal do Ministério Público à Casa, recebida na última sexta-feira (20).
"Tão logo chegue à Presidência a redação final, vou divulgá-la na Internet e encaminhá-la aos deputados e ao Ministério Público", garantiu Prudente (DEM).