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Deputado diz que Secretaria de Saúde é culpada na "infestação da dengue"

Publicado em 03/02/2016 14h43

O deputado Chico Vigilante (PT) acusou na sessão ordinária  tarde desta quarta-feira (3)  a Subsecretaria de Saúde do governo local de ter sido culpada pela "terrível infestação da  epidemia de dengue no  DF". O parlamentar disse da tribuna que aquela secretaria deixou de aplicar em 2015 recursos orçamentários de mais de  R$ 3,3 milhões que foram aprovados  na Câmara Legislativa  em 2014  para serem  aplicados no controle da dengue "que tomou conta da cidade".

"Eles são incompetentes: só aplicaram R$ 71 mil do que estava previsto no orçamento _ o que representa apenas 2%  do que deveria ser investido", reclamou Vigilante. Ele alertou ainda que "o governo precisa  acordar para o que está acontecendo na saúde do DF". O deputado afirmou que os servidores públicos, como também os pacientes, estão sendo penalizados com o "descontrole"  na gestão da saúde.

Também o deputado Ricardo Valle (PT)  criticou duramente o governo pela "falta de planejamento" na saúde pública no DF.  "Agora no desespero o governo  quer colocar as organizações sociais (OSs)  para gerir a saúde local", afirmou o distrital, defendendo que depois do Carnaval  a Câmara Legislativa precisa chamar de novo o secretário de Saúde (Fábio Gondim) para dar explicações sobre o que pretende fazer  à frente da pasta.

Em aparte, o deputado Reginaldo Veras (PDT), que presidia a sessão, anunciou que ele protocolou requerimento para a realização de audiência pública na Câmara Legislativa no próximo 14 de março (segunda-feira) para discutir a  proposta de contratação das Organizações Sociais na gestão da saúde no DF. "É uma questão de extrema seriedade, que exige um debate profundo", defendeu.

Lei do Silêncio – O deputado Ricardo Valle (PT) defendeu, na tribuna, a aprovação na Câmara Legislativa  de uma lei que revise a atual Lei do Silêncio, a fim de que haja maior tolerância  em relação ao trabalho dos músicos locais, em bares e restaurante.

 Valle afirmou que já recebeu informação de que o GDF se comprometeu a enviar uma nova proposta à Câmara Legislativa a fim de alterar a lei atual, que já foi alvo de muitos debates na Câmara Legislativa. " Não estamos falando de barulho nem som alto nos carros, mas de permitir que os bares possam ter música ao vivo até a meia-noite, com acústica, garantindo  o emprego de muitas pessoas que trabalham no comércio. Queremos resolver essa questão até o final deste semestre" – advertiu.

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