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Deputada sugere tombamento do Beirute

Publicado em 16/04/2008 14h41
Entre a emoção e as lembranças que a comemoração dos 42 anos do Beirute provocaram nos presentes à sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem à data, Erika Kokay (PT) sugeriu o tombamento do bar, "que abriga a alma viva da cidade". Erika procurava resolver a equação proposta por Chico Leite (PT), que lembrou que os bares e restaurantes da cidade têm sido muito questionados por ocuparem espaços públicos: "contemporizar a ordem urbanística e a vizinhança, de um lado, com a cidade real e a possibilidade de gerar empregos, de outro".

:Chico disse que a melhor homenagem que se poderia fazer ao Beirute era trazer o tema a debate sem medo. Defendeu a tese de que é possível adequar os interesses e construir "a cidade que desejamos".

Paulo Tadeu (PT), que presidiu em 13 de março passado audiência pública para debater a questão, disse ter observado durante as discussões que "temos condições, sim, de chegar a uma alternativa pública que faça com que todos os conflitos sejam resolvidos e todos os interesses contemplados".

Para Cabo Patrício (PT), autor da iniciativa da sessão, no Beirute, "apesar da pluralidade de opiniões todos se sentem em casa.
 A história do bar se confunde com a da própria cidade, pois ele é um espaço de construção de cultura".

Democracia - Erika, assim como os demais deputados, citou vários momentos em que o Beirute foi o único espaço possível de exercício democrático em Brasília e  sublinhou que continua abrigando a vanguarda. Por conta dessa característica, a parlamentar propôs que seja criado o "índice de beirutice" para "estabelecer o nível de compromisso e relação intrínseca das pessoas com esta cidade".

O dono do Beirute, Francisco Frota Marinho, o Chiquinho, explicou como construiu essa democracia: "A minha clientela, independentemente de religião, ideologia, raça ou sexo eu abraço.
 A democracia e o trabalho são irmãos gêmeos", completou.

Ao agradecer a homenagem, o representante da segunda geração dos Marinhos, Francisco Emílio, filho mais novo de Chiquinho, fez questão de dizer que têm o maior respeito pela comunidade e está sempre em contato com os prefeitos das quadras onde têm os restaurantes: "o vizinho tem que fazer parte da família".

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