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Deputada critica Ação contra sistema de cotas nas universidades

Publicado em 06/10/2009 11h59
A ação apresentada pelo Partido Democratas (DEM), perante o Supremo Tribunal Federal, pedindo o fim do sistema de cotas no vestibular da Universidade de Brasília (UnB) e em outras universidades federais, foi alvo de críticas hoje (6), durante audiência pública sobre a política de cotas raciais naquela instituição de ensino. A UnB foi a primeira instituição de ensino superior a adotar o sistema no país."O Brasil nem sempre foi 'mãe gentil' com todos: não temos mais que 2% de negros nas universidades, e as políticas de reparação são consideradas racistas, confundindo vítima com algoz", criticou a deputada Erika Kokay (PT), autora do requerimento para a realização da audiência pública.

:O secretário-adjunto da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Elói Ferreira de Araújo, defendeu as políticas de cotas como uma forma de colocar em prática o princípio constitucional de reduzir as desigualdades. "A UnB, a primeira universidade federal a adotar o sistema, está aí para confirmar o acerto dessa política", concluiu.

As mudanças na Universidade de Brasília já são perceptíveis, segundo Raul Cardoso, do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UnB: "As universidades são espaços de poder tradicionalmente 'brancos', mas a 'pluralidade de cores' já começa a aparecer na UnB".

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"Quem é negro?" - A petista Erika Kokay rebateu o argumento de pessoas contrárias ao sistema de cotas que dizem ser impossível identificar quem é negro ou não, para ter direito às vagas nas universidades. "A polícia sabe identificar bem quem são os negros", disse a distrital. Ela aproveitou a ocasião para criticar a falta de políticas para o segmento. "Muitas vezes, a única política que alcança os negros é a de segurança", lastimou.

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