Depoentes tentam se esquivar à responsabilidade sobre pagamento
Depoentes tentam se esquivar à responsabilidade sobre pagamento

Paulo Sávio Cardoso e Hebert Gualberto de Souza, respectivamente ordenador de despesas e presidente da Comissão de Fiscalização da obra da barragem do Rio Preto pela Gautama, tentaram jogar um para o outro a responsabilidade sobre a liberação do pagamento de R$ 345,5 mil à Gautama em 2006, durante acareação feita esta manhã pela CPI que investiga o contrato da empresa com o GDF.
"Como o Hebert havia dito para mim que só faltava o parecer jurídico, e este já estava pronto, falei que ia numa festa de confraternização e depois passava na Secretaria para atestar", disse Paulo Sávio, diante da pergunta do presidente da CPI, deputado Bispo Renato (PR), sobre quem determinou o pagamento. Segundo ele, Marlan é que identificou que não havia o atesto, quando o processo já estava na área financeira para liberação do dinheiro.
"Como já estava no final do ano, não liguei mais. Quem pediu a Marlan para autorizar fui eu, confiando na palavra do Dr. Hebert de que daria o atesto", declarou Paulo Sávio. Em depoimento anterior, lembrou Bispo Renato, Paulo Sávio havia dito que Hebert Souza identificou a ausência de autorização quando o pagamento já havia sido ordenado e declarou para Sandra Regina de Oliveira à época: "A gente não pode fazer mais nada".
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Novamente inquirido, Hebert Souza confirmou que havia autorizado pagamento anterior de R$ 1,2 milhão, mas não o de R$ 345,5 mil porque este último estava sub judice no Tribunal de Contas da União (TCU).
Paulo Sávio negou que tenha conhecido memorando assinado por Hebert, datado de 22 de dezembro de 2006, dizendo que o pagamento não deveria ser feito.