Depoentes confirmam venda de Kombi para denunciante
Depoentes confirmam venda de Kombi para denunciante

Geraldo, ex-servidor do gabinete de Erika, apresentou denúncias contra a deputada por suposto uso de "caixa 2" em campanha eleitoral.
Segundo Olívio, primeiro depoente do dia, o pagamento da Kombi foi feito em duas parcelas. A primeira, no valor de R$ 1 mil reais, foi realizado por Geraldo a Olívio em dezembro de 2002 e o restante foi pago em junho de 2003, no valor de R$ 4 mil. Esse valor foi depositado na conta de Cláudio Almeida Maciel, que teria emprestado o número de sua conta para que o irmão recebesse a segunda parcela da transação. Olívio apresentou à Corregedoria uma procuração que comprova a venda do veículo a Geraldo Batista Almeida Júnior.
O segundo depoimento de hoje na Corregedoria foi do motorista da deputada, Cláudio Almeida Maciel. Em depoimento realizado na semana passada, ele havia admitido ter recebido R$ 4.
000,00 da suposta "conta-laranja", atribuindo tal pagamento referente à venda da Kombi. Hoje, além de ter confirmado seu depoimento anterior, esclareceu que recebeu outras duas transferências bancárias da conta de Geraldo. Uma no valor de R$ 200,00 e outra no valor de R$ 150,00. Segundo Cláudio, os valores referem-se ao pagamento de empréstimos pessoais que fez a Geraldo.
O terceiro e último depoente do dia foi o representante da empresa de factoring Prisma Fomento Comercial, José Fernandes. Ele confirmou que conhecia Ailton Passos Jardim, ex-servidor do gabinete de Erika Kokay, para quem constumava descontar cheques. Confirmou que descontou três cheques para Ailton nos valores de R$ 4.
914,00, R$ 4.
480,00 e R$ 6.
680,00. Além desses, ele disse que trocou um cheque no valor de R$ 4.
750,00 para a Gráfica Dominante, também a pedido de Ailton.
O corregedor da Câmara Legislativa, deputado Rôney Nemer (PMDB), afirmou que os depoimentos de Cláudio e de Olívio, juntamente com a documentação apresentada, em princípio, confirmam a venda da Kombi a Geraldo. O depoimento de José Fernandes também indica que Ailton se utilizava da empresa de factoring Prisma para trocar cheques oriundos da conta em nome de Geraldo Batista da Rocha Júnior.
Neste caso, Rôney só estranhou o fato de alguém recorrer a uma empresa de factoring, mesmo tendo saldo positivo em conta. "Precisamos descobrir de onde veio o dinheiro dessa conta e para onde foi", acrescentou.
O corregedor assegurou, novamente, que pretende concluir seu parecer sobre o caso Erika dentro do prazo previsto, ou seja, até o dia 24 de setembro próximo. Disse que trabalhará com a máxima isenção após ouvir o maior número possível de pessoas e partirá de duas teses: se havia o esquema de caixa 2 no gabinete de Erika Kokay e, se ficar comprovado o esquema, deve-se investigar se a deputada sabia ou não do mesmo ou se teve participação nele.
:Novos depoimentos - Na segunda-feira (17/9), a partir das 9 horas, estão previstas as oitivas de Veri de Souza Brilhante, ex-segurança nomeado por indicação da deputada Erika Kokay; Geraldo Batista da Rocha Júnior, ex-servidor do gabinete da deputada e autor das denúncias do suposto "caixa dois"; e Aliomar Carvalho de Jesus, diretor de Assuntos Previdenciários da Associação dos Funcionários Aposentados do BRB, que recebeu um cheque no valor de R$ 5.
400,00.