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Depoentes confirmam arranjos no pagamento à Gautama

Publicado em 12/11/2007 09h50
Os novos depoimentos de Marlan Ramos Freitas e de Sandra Regina de Oliveira, à CPI da Gautama, reforçaram os indícios de que foi feito um arranjo, contrariando as normas, para liberação do pagamento de R$ 345,5 mil à empresa, no final de 2006. Sandra Regina, responsável à época pelo processo da Gautama, disse que não lembrava exatamente o período em que tirou a licença do Natal. Durante esses dias, Marlan Freitas, que substituía o ordenador de despesas Paulo Sávio, autorizou o pagamento apesar da obstrução imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Sandra confirmou que já havia voltado do recesso, dia 27 de dezembro, quando a autorização foi anexada ao processo. Negou, porém que ela havia feito o procedimento, apesar de ser a principal responsável pelo processo.

Exceções - Marlan alegou que sempre lia os processos antes de liberar, mas fez exceção ao da Gautama pela exigüidade de tempo, acrescentando que fazia o que o executor mandava. Sandra confirmou ter substituído por quase um mês o gerente financeiro José Eduardo Correia, mas que Paulo Sávio estava acima dele. "A gente não pagava uma conta de luz sem autorização dele", sustentou. Sandra, junto com Hebert Gualberto de Souza, presidente da Comissão de Licitação, eram os responsáveis por todos os procedimentos relativos à obra da Gautama. Hebert também estava de licença quando a autorização foi dada, mas antes de sair disse que não atestaria a liberação. Normalmente, Sandra Regina é que despachava os processos para o setor financeiro ordenar o pagamento, mas, no caso da Gautama, quando ela tomou conhecimento o processo já estava no setor, sem que ela tivesse encaminhado e ainda sem a autorização.

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