CPI da Gautama: Hebert depõe e não consegue explicar contradições em contrato
CPI da Gautama: Hebert depõe e não consegue explicar contradições em contrato

Hebert, que acumulou funções como presidente da Comissão de Licitação que sagrou a Gautama como vencedora da concorrência para a construção da barragem, como fiscal dos serviços realizados e como executor do contrato, discorreu sobre aspectos técnicos das obras, mas não soube dizer porque atestou execução de serviços que não haviam sido prestados.
De acordo com os deputados que o inquiriram - Bispo Renato (PR), Cabo Patrício (PT) e Brunelli (DEM) - , a CPI esperava respostas mais conclusivas do depoente para os fatos, visto que trabalhara na Secretaria de Agricultura de março de 1999 a abril de 2007, tendo participado praticamente de todo o histórico que envolve o contrato da secretaria com a construtora Gautama, mas insistiu em dar às explicações um caráter apenas técnico.
Acareações - A fim de tentarem obter respostas consistentes às indagações objetivas feitas ao depoente, os deputados decidiram atribuir caráter reservado à reunião, que até então era aberta.
De 11h40 às 13h30, Hebert foi ouvido reservadamente.
A partir de suas informações, a CPI decidiu promover duas acareações, entre Hebert e o topógrafo Emirton de Araújo Carvalho, e entre Hebert e o advogado Júlio Castro Cavalcante, que depôs no último dia 10.