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CPI da Gautama confirma pagamento de propinas

"Já se sabe que foi paga propina, sabe-se quem pagou e quem recebeu. Ele [o depoente] levou", disse o presidente da CPI da Gautama, deputado Bispo Renato (PR), ao final do depoimento do engenheiro Edson Kauark do Rio, gerente de contrato da empreiteira, na manhã de hoje. Por enquanto, as informações detalhadas não podem ser divulgadas, sob pena de prejudicar o andamento das investigações. De acordo com os deputados, a CPI já tem embasamento para as oitivas de Zuleido Veras e Maria de Fátima Palmeira, no final de abril.
Publicado em 17/03/2008 15h15
A CPI da Gautama tem comprovação de que a empreiteira pagou em duplicidade e com valores mais altos pelos mesmos serviços a cargo da empresa subcontratada Topocart. "Já se sabe que foi paga propina, sabe-se quem pagou e quem recebeu.
  Ele [o depoente] levou", disse o presidente da Comissão, deputado Bispo Renato (PR), ao final do depoimento do engenheiro Edson Kauark do Rio, gerente de contrato da Gautama. Essa foi também a opinião do deputado Cabo Patrício (PT). Por enquanto, as informações detalhadas não podem ser divulgadas, sob pena de prejudicar o andamento das investigações, acrescentou Bispo Renato. De acordo com os deputados, a CPI já tem embasamento para as oitivas de Zuleido Veras e Maria de Fátima Palmeira, no final de abril.

Segundo Bispo Renato, o depoente mentiu sobre esse e outros aspectos. "Ele já veio a Brasília instruído sobre o que iria dizer", declarou.
 A parte do depoimento feita a portas fechadas, de acordo com o presidente da CPI, nada acrescentou ao que o engenheiro falou no plenário.

A Gautama-Topocart recebeu valor equivalente a 1.

200 hectares, quando o projeto previa 356 hectares, entre 2005 e 2006. Além de pagar a mais, a Gautama pagou duas vezes pelo mesmo serviço, com recursos do GDF.

 Conforme Edson Kauark, a NCA, além do projeto básico, foi encarregada de trabalhos complementares ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O GDF liberou R$ 3,5 milhões para a Gautama, no período em que Kauark esteve à frente do contrato. O GDF destinou mais R$ 20 milhões, no Orçamento de 2007, para execução das obras do Rio Preto, sendo R$ 10 milhões para a secretaria de Obras e R$ 10 milhões para a de Agricultura. Kauark, que durante o governo passado trabalhava dentro da secretaria de Agricultura, não procurou qualquer membro do governo atual visando à liberação desses recursos e foi inquirido sobre esse fato pela CPI. "Pedi demissão em abril de 2007" - foi a resposta do depoente.

Zínia Figueiredo de A. Araripe - Coordenadoria de Comunicação Social

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