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Corregedor pede arquivamento de processo contra Erika Kokay

Publicado em 24/09/2007 16h57
O corregedor da Câmara Legislativa, Rôney Nemer (PMDB), apresentou nesta segunda-feira (24) seu parecer opinativo prévio sobre as acusações de que Erika Kokay (PT) supostamente coagiu Geraldo Batista - ex-funcionário de seu gabinete - a abrir uma conta para movimentar caixa dois. Rôney foi favorável ao arquivamento do processo por não haver provas do envolvimento da deputada.

A existência da conta de Batista, que movimentou cerca de R$ 150 mil, foi confirmada após os depoimento dos beneficiados pelos recursos, mas apenas a acusação sustenta que Erika tinha conhecimento. "Não encontramos nenhuma prova ou documento, por isso sugiro o arquivamento dos autos".

O parecer agora segue para Comissão de Ética que vai analisar se concorda com a decisão do corregedor. Caso contrário, a investigação pode ter continuidade.
 O processo também poderá ser encaminhado à Polícia Federal, Receita Federal e ao Ministério Público. "Essa conta é muito obscura.
 É preciso determinar qual a origem dos recursos e que serviços foram pagos", observou Nemer.

Em sua defesa, Erika assegura que jamais tratou com Geraldo sobre a abertura de uma conta. A distrital também alegou a inviabilidade das acusações, por entender que a conta é de 2003, ou seja, os fatos dizem respeito à legislatura passada. O corregedor, no entanto, discordou da alegação e disse que o parâmetro da Corregedoria é a inverstigação sobre indícios de quebra de decoro parlamentar, seja a que tempo tenham ocorridos os fatos da denúncia.

Denúcia - Geraldo protocolou no dia 14 de agosto, na Câmara Legislativa e em diversos órgãos públicos, um documento que acusa a petista de tê-lo forçado a abrir uma conta bancária. Anexo havia cópias de cheques e extratos que comprovariam as movimentações bancárias, além das acusações gravadas, feitas por ele, em DVD. Durante os depoimentos à Corregedoria, Aylton Passos Jardim, acusado de ser o administrador da conta, negou participação em movimentações financeiras fraudulentas, alegando que a conta servia para o pagamento de dívidas.

 "A versão de Aylton - principal testemunha - bate com a da mulher de Geraldo, que sustenta que a conta foi aberta para ajudar um amigo" ( o próprio Aylton), afirmou o corregedor.

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