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Coral de cegos busca apoio da Comissão de Educação para compra de instrumentos musicais e artísticos

Publicado em 06/06/2018 10h38

Em busca de apoio para projetos de música, artes cênicas e artesanato, o coral do Centro de Ensino Especial para Deficientes Visuais (CEEDV), formado por cegos e pessoas de baixa visão, fez uma apresentação durante a reunião da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC) na manhã desta quarta-feira (6).

Segundo a professora de música, Clarissa Barros, são necessários instrumentos musicais e equipamentos adequados para os projetos da escola, a exemplo do coral "Olhos do Coração" e do grupo teatral "No Escuro", que encena peças de sensibilização e atua com poesia e música. A professora de braile, Gabriela Passos, lembra que para as aulas de artesanato são necessários também materiais com textura e objetos em relevo para favorecer o ensino de estudantes cegos e de baixa visão.

Para atender ao pleito do CEEDV, a comissão comprometeu-se com recursos na ordem de R$ 100 mil por meio de emendas parlamentares, de modo colaborativo entre os deputados Wasny de Roure (PT), Raimundo Ribeiro (PPS), Juarezão (PSB) e Prof. Reginaldo Veras (PDT). "Projetos como esses precisam ser valorizados", afirmou o deputado Raimundo Ribeiro, que agradeceu ao coral pela apresentação.

Atlas escolar do DF – Também pleitearam apoio da comissão para o projeto Atlas Geográfico, Histórico e Cultural do DF as professoras de Geografia, Cristina Leite, da Universidade de Brasília (UnB), Miriam Bueno, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e Vânia Souza, da regional de ensino de Santa Maria.

"Precisamos sistematizar e organizar as informações espalhadas pelas regiões administrativas do DF", esclareceu Cristina Leite, em defesa da elaboração de atlas escolares que mostrem as particularidades do território do DF, realidade não contemplada em livros didáticos. A ferramenta, ainda de acordo com a professora, será usada no ensino e aprendizagem para desenvolver o "sentimento de cidadania e pertencimento ao DF".

O presidente da comissão, deputado Wasny de Roure (PT), garantiu que o colegiado irá discutir o melhor modo de viabilizar o projeto, cujo tema foi elogiado pelo deputado Reginaldo Veras (PDT), que também é professor de geografia. "Não existe material com qualidade suficiente nesse sentido para abranger o ensino fundamental e médio", considerou. O deputado Wasny de Roure reforçou a importância da aproximação entre a comunidade escolar e os trabalhos da comissão, o que seria resultado, inclusive, das visitas que os integrantes do colegiado têm feito às escolas do DF.

Diplomas estrangeiros – Entre as matérias apreciadas pela CESC na reunião de hoje (6), a comissão aprovou o projeto de lei n° 1.769/2017, que isenta os refugiados do pagamento de taxas de revalidação de diplomas. A medida, que vale no âmbito do DF, inclui o reconhecimento de diplomas de graduação, mestrado e doutorado revalidados pela Universidade de Brasília. "Os diplomas estrangeiros precisam ser validados por uma universidade pública brasileira para que possam ser reconhecidos em território nacional", lembrou o autor da proposta, deputado Lira (PHS). A isenção das taxas, que podem atingir até R$ 2 mil, segundo o parlamentar, vai permitir que os refugiados possam exercer suas profissões no Brasil.

Franci Moraes
Foto: Silvio Abdon
Comunicação Social - Câmara Legislativa

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