Conselheiros de saúde querem melhor gestão dos hospitais públicos no DF
Conselheiros de saúde querem melhor gestão dos hospitais públicos no DF

Ao ressaltar a importância da atuação dos conselhos de saúde, Dr. Charles enfatizou aos conselheiros "que mais importante ainda do que os recursos orçamentários gastos na saúde é a gestão e a qualidade no atendimento à população".
O deputado Chico Leite (PT) condenou, com um relatório em mãos, a não aplicação dos recursos previstos no Orçamento do DF. Segundo o parlamentar, dos R$ 41 milhões orçados para a manutenção do Programa Saúde da Família (PSF), em 2009, só foram gastos 2,3 milhões. Disse também que só 9,5% foram gastos com as internações familiares. "A prioridade do governo é com as empreiteiras e não com a saúde da população", afirmou.
A relevância do trabalho feito pelos conselheiros de saúde foi destacada pelo deputado Reguffe (PDT). Ele enfatizou em seu discurso que em 2008 o GDF gastou R$ 146 milhões com o fornecimento de medicamentos à população, enquanto na vigilância e limpeza dos hospitais foram gastos R$ 140 milhões. "Isso não está certo", comentou, ao criticar a constante falta de remédios nos hospitais.
Pessimista, o deputado Cabo Patrício (PT), vice-presidente da Câmara Legislativa, disse, na Comissão Geral, que "nada do que foi dito é novo, e nada vai ser modificado a curto prazo". Ele voltou a cobrar a instalação de uma CPI para a saúde, sustentando que "uma quadrilha se instalou na Secretaria de Saúde".
A deputada Erika Kokay (PT) voltou a criticar a terceirização do Hospital de Santa Maria, a utilização de kits usados nos hospitais como se fossem novos e a falta de marcação de consultas para pacientes com problemas psiquiátricos. "Sem atendimento, pacientes estão sendo amarrados dentro de casa pelas famílias", protestou.
O conselheiro de saúde do Gama, Mauro Sérgio Rego, protestou contra a situação daquela cidade. Disse que o centro cirúrgico teve que ser interditado na última semana por causa de vazamentos e fez um apelo para que a UTI não seja desativada, "por falta de profissionais".
Já o conselheiro de Sobradinho, Carlos Alberto, defendeu a necessidade de adoção de uma "política de saúde para o Distrito Federal", afirmando que os problemas verificados não ocorrem por falta de recursos, mas por má gestão administrativa.