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Comissão geral defende regulamentação de equipes especiais nas escolas

Publicado em 09/09/2008 18h21
A regulamentação das equipes de atendimentos especiais de psicólogos e pedagogos que atuam nas escolas públicas e a criação de gratificação específica para esses profissionais foram as principais bandeiras defendidas hoje (9) à tarde pelos participantes da Comissão Geral que a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara Legislativa realizou no auditório, para discutir a situação de "risco" enfrentada por eles.

Foi o próprio secretário de Educação, José Luiz Valente, quem tranqüilizou os deputados distritais, professores, pedagogos e psicólogos que debateram o problema na Comissão Geral.
 Ele assegurou a permanência daquelas equipes nas escolas públicas e se comprometeu a analisar as reivindicações prioritárias que seriam encaminhadas a ele, ao final da Comissão Geral.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputada Erika Kokay (PT), ressaltou a importância do compromisso assumido pelo secretário. Mas defendeu que a regulamentação do trabalho daqueles profissionais nas escolas públicas "deveria ser uma política de Estado, inclusive assegurada pela Lei Orgânica do DF".

Também o professor Washington Dourado, representante do sindicato da categoria (Sinpro), enfatizou a necessidade de se aprovar a regulamentação daquele serviço de atendimento especial aos alunos. "É um serviço de alto gabarito, que precisa  ser reconhecido, inclusive com a definição de suas atribuições e gratificação específica".

"Depósitos de meninos" - O deputado Rogério Ulysses (PSB) manifestou seu apoio às propostas discutidas na Comissão Geral, lembrando sua condição de "professor de escola de periferia". O parlamentar afirmou que aqueles profissionais são geralmente os mais qualificados nas escolas. "Eles atuam com jovens rotulados de alunos problemas e são indispensáveis para que as unidades de ensino não se tornem "depósitos de meninos".

O deputado Reguffe (PDT) também apoiou as reivindicações de regulamentação e gratificação aos pedagogos e psicólogos das equipes especiais,"pois lidam com a formação de valores entre os estudantes". E lamentou que o secretário de Educação não tenha ficado até o final do encontro para dialogar com os professores outras questões graves que afetam a qualidade de ensino no DF. "Vou encaminhar minhas sugestões por e-mail", anunciou.

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