Publicador de Conteúdos e Mídias

Cid Varela recebe homenagem post mortem

Publicado em 18/03/2009 12h50
O responsável pela construção do Correio Braziliense e da TV Brasília, inaugurados no mesmo dia que a nova capital e superintendente dos Diários Associados em Brasília até sua morte, em 1990, Edilson Cid Varela, foi homenageado hoje com o título de Cidadão Honorário de Brasília post mortem, que foi entregue à sua viúva, D. Nita Varela.

Dr. Charles (PTB), cujo gabinete teve a iniciativa de propor a concessão do título e que presidiu a sessão, disse que falar de Cid Varela é contar grande parte da história de Brasília. O deputado lembrou que ele respondeu ao desafio de Assis Chateaubriand com coragem e determinação e que nunca perdeu a imagem do homem simples que fez dele uma pessoa admirada e cercada sempre por amigos.

A deputada Eurides Brito (PMDB), líder do governo, rememorou fatos da vida de "um dos homens mais fortes que pisaram o solo de Brasília e de um trabalhador obstinado", afirmando, por seu turno, que a história de Cid Varela se confunde com a história do Correio Braziliense e esta com a da nova Capital.

A honradez e humildade do homenageado foram destacados pelo deputado Bispo Renato (PR), que se referiu ao legado que é o Correio Braziliense no cotidiano da cidade, como leitura obrigatória de quantos querem estar em dia com as notícias divulgadas pelo jornal.

Outros deputados, como Leonardo Prudente (DEM) e Aylton Gomes (PMN), enviaram mensagens de adesão às homenagens ao homem que, formado em veterinária e direito, optou pelo jornalismo como fonte de realizações pessoais.

Na mesa dos trabalhos, nomes de pessoas que trabalharam e conviveram com o superintendente dos Diários Associados, como Jairo Valadares, que dirigiu a TV Brasília, e Adirson Vasconcelos, biógrafo do homenageado, que manifestaram a justeza da homenagem e reconheceram suas virtudes.

Também presentes à sessão o presidente do Correio Braziliense, Álvaro Teixeira da Costa, Wellington Moraes, representando o governador Arruda, e Ronaldo Junqueira, que reafirmaram a admiração pelo homem que "tirou do nada, em quatro meses, duas grandes empresas".

Nita Varela agradeceu comovida a homenagem e disse que se sentia em casa pois via no plenário muitos familiares e amigos de Cid Varela. Reconheceu que fazia-se justiça a uma pessoa que desde que chegou à cidade, em 1959, nunca mais se afastou, até sua morte, em 1990.

Mais notícias sobre