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CEOF aprova alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias

Publicado em 20/02/2019 10h38
A Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, aprovou em sessão extraordinária nesta quarta-feira (20), o projeto de lei nº 68/2019, do Executivo, que modifica a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. A votação havia sido adiada ontem a pedido do presidente da Comissão e relator da proposta, deputado Agaciel Maia (PR), que se posicionou hoje pela aprovação.
 
O PL faz uma série de mudanças em pontos da LDO incluídos ainda pelo governo de Rodrigo Rollemberg, como a retirada de isenções de ICMS. O governo argumenta que a correção dos erros é necessária para que a "peça de planejamento do governo para 2019 evidencie corretamente a previsão da receita e os benefícios fiscais".
 
Em seu parecer, Agaciel Maia destacou a retirada da redução da alíquota do IPVA, que havia sido inserida na LDO, mas cujo projeto específico não foi aprovado em 2018. A proposta também insere isenções de ICMS para óleo diesel, destinado às empresas concessionárias do transporte público do DF, para comercialização de maçã e pera, além de reduções de alíquota para operações com fumo, cachimbo, isqueiros e diminuição da base de cálculo tributário de produtos agropecuários, alimentícios e de querosene de avião.
 
Outra alteração proposta nesse projeto de lei é a reinserção da base de cálculo do ISS sobe os serviços de agenciamento e corretagem ou intermediação de seguros no anexo de renúncias fiscais.
 
Votação – Além do relator, os deputados Eduardo Pedrosa (PTC) e José Gomes (PSB) votaram pela aprovação do PL 68/2019. Júlia Lucy (Novo) se absteve após apresentar críticas e demandar a correção do projeto antes da análise pela CEOF. Lucy enumerou problemas nas metas fiscais comparadas, na margem de expansão de despesas - ampliada de 127 milhões para um pouco mais de 500 milhões -, na metodologia de cálculo do resultado nominal e nos valores da projeção de renúncia. "O governo abre mão de receitas, por meio de renúncias e redução de alíquotas fiscais, e, para não comprometer a meta, ele a altera dentro do projeto. Isso desrespeita os princípios orçamentários, especialmente, o que é previsto na constituição e na Lei de Responsabilidade Fiscal".
 
Em resposta Agaciel Maia disse que as alterações se inserem num contexto de transição de governo e que serão reajustadas e analisadas em profundidade na elaboração da próxima LDO.
 
Após a votação, o deputado Eduardo Pedrosa criticou a isenção fiscal ao fumo e cobrou tratamento igualitário para todos os hortifrutigranjeiros embalados no DF.
 
Bruno Sodré e Karine Teles (estagiária)
Fotos: Rinaldo Morelli/CLDF
Comunicação Social - Câmara Legislativo

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