Câmara realiza seminários sobre economia sustentável no cerrado
Câmara realiza seminários sobre economia sustentável no cerrado

Os seminários são promovidos pela Frente Parlamentar Ambientalista do Distrito Federal em parceria com a ONG Agência Brasileira de Meio Ambiente e Tecnologia da Informação (Ecodata). Após a solenidade de abertura, ocorrem debates e mesas redondas, abertas ao público, sobre os desafios da Economia Verde, Pesquisa, Tecnologia e Assistência Técnica, experiências de sucesso, Código Florestal e PEC do Cerrado.
Em seu discurso de abertura, o deputado Cláudio Abrantes (PPS) observou que o DF tem sofrido com a falta de planejamento e de incentivo a empresários que atuam de maneira sustentável. "Essa é uma economia que preserva o meio ambiente para as próximas gerações, mas que também agrega valor, tornando os produtos mais rentáveis".
O coordenador de meio ambiente do Ministério Público de Goiás, Jales Mendonça, afirmou que o cerrado é o bioma mais esquecido pelo Estado Brasileiro. "Em Goiás, por exemplo, o Governo Federal não cria um parque nacional há 50 anos".
Por outro lado, o representante do Ministério do Meio Ambiente, Fernando Lírio, destacou que o país vem estabelecendo um princípio de favorecimento ao cerrado e de conscientização internacional sobre a importância da preservação do bioma.
Já o secretário de Desenvolvimento Urbano do DF, Jacques Pena, disse que ainda há muito a ser feito pelo governo local, mas que há bastante gente trabalhando e atuando positivamente para a preservação. "O DF está preocupado com a questão. Queremos que a nova política de desenvolvimento econômico do DF contemple mecanismos para que uma árvore do cerrado valha mais em pé do que derrubada", garantiu Pena.
Apesar de ausente à solenidade de abertura, o deputado Joe Valle já havia ressaltado que a pauta da economia verde se faz necessária para que sejam revistos os modelos de desenvolvimento e crescimento econômico no Cerrado e no país. Para Joe Valle, é preciso incentivar setores que adotem os princípios da chamada economia verde, como a agroecologia e o agroextrativismo.
Marco regulatório - O início do debate sobre o marco regulatório do cerrado é outro destaque do encontro. A iniciativa tem o objetivo de garantir que a preservação, conservação e utilização do bioma sejam orientadas por normas e leis específicas. O marco regulatório será proposto pela ONG Ecodata e Fundação SOS Mata Atlântica à Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara Legislativa.
O presidente da Ecodata, Donizete Tokarski, cobrou mobilização da população em defesa do cerrado, que, segundo ele, tem taxas de degradação seis vezes maiores que as da Amazônia. "Precisamos de uma marco regulatório para o cerrado, mas também que a sociedade se aproprie do tema. Quem não conhece não ama".