Câmara Legislativa realiza homenagem à Guiné Equatorial
Câmara Legislativa realiza homenagem à Guiné Equatorial

Em comemoração ao aniversário de 47 anos de independência da Guiné Equatorial, a Câmara Legislativa realizou hoje (13) sessão solene em homenagem ao país da África Ocidental. A iniciativa partiu do deputado Lira (PHS), que defendeu mais aproximação entre o Brasil e o continente africano. "Essa solenidade manifesta um desejo de aproximação, seja comercial ou cultural. São gestos que consolidam a amizade entre os povos e solidificam a paz, pois só há paz quando há vontade de aproximação", afirmou o distrital.
O embaixador da Guiné Equatorial, Benigno-Pedro Matute Tang, ressaltou a trajetória do país desde a independência em relação aos colonizadores espanhóis e portugueses. "Foram 200 anos de ocupação e exploração. Não podíamos utilizar nossas vestimentas tradicionais nem praticarmos nossos cultos ancestrais. Não podíamos nem mesmo cantar nossa canção de independência, um grito de liberdade escrito por um homem que foi perseguido e que até hoje não sabemos onde foi sepultado. Quando os colonos deixaram o país, levaram com eles todos os equipamentos e máquinas das fazendas. Fomos o país mais pobre da África até descobrirmos o petróleo", observou.
Segundo o diplomata, o país planeja entrar para o grupo dos emergentes até 2020. "Nossa meta é garantir educação, moradia, saúde, água, eletricidade e estradas para todos. Para isso, contamos com a presença de várias empresas brasileiras no nosso país, colaborando com o governo", informou.
Por fim, o embaixador exaltou a necessidade de mais união entre brasileiros e africanos: "Muitos brasileiros não sabem nada sobre a África e muitos africanos só conhecem o Brasil pelo samba e futebol. A imagem que o ocidente apresenta da África é somente de miséria, o que não é verdade. O propósito disso é impedir que nos aproximemos. Eles querem nos dividir para poderem controlar nossas ideias e manterem o neocolonialismo econômico. Temos que nos unir, como diz um ditado bantu: a mão tem cinco dedos, mas não se lava a cara com um só"