Câmara Legislativa debate importância da educação física na escola
Câmara Legislativa debate importância da educação física na escola

A importância da educação física no sistema educacional do Distrito Federal foi tema de audiência pública, nesta sexta-feira (23), no plenário da Câmara Legislativa, por iniciativa dos deputados Arlete Sampaio (PT) e Chico Vigilante (PT). Durante cerca de três horas, integrantes da Secretaria de Educação do DF, professores, estudantes e representantes sindicais debateram os desafios em torno da questão, como a falta de interesse dos alunos pela atividade.
Vigilante chamou a atenção para questões que considera fundamentais e precisam ser discutidas. "Por que há tanta falta de interesse dos alunos pela educação física? Quais são as dificuldades que impedem uma participação maior dos jovens nessas atividades? O que precisa mudar no sistema educacional?", provocou. Arlete Sampaio destacou a principal dificuldade relatada pelos profissionais. "O maior problema está na relação entre os professores de educação física e a Secretaria de Educação, que precisamos aprofundar", afirmou.
Representando o Centro Acadêmico de Educação Física da Universidade de Brasília, Carolina Moniz buscou apresentar uma visão crítica da profissão. "O nosso maior desafio é superar o conservadorismo da área. Precisamos de uma formação humana, para além do mercado de trabalho. Nós não adestramos corpos simplesmente, mas lidamos com seres humanos. Nossa formação precisa levar isso em conta, em busca de uma educação física comprometida com os nossos desafios", disse.
Manoel Alves, do Sindicato dos Professores do DF, reclamou da baixa remuneração dos profissionais. "O salário do professor de educação física é o 34º entre todas as profissões de nível superior do DF. A remuneração é baixa e as condições de trabalho são ruins", apontou.
A subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação, Edileuza da Silva, destacou a necessidade de mudança de paradigmas curriculares. "A educação física era tratada nos currículos escolares de maneira que não criava interesse nos alunos. Hoje estamos rompendo com esse modelo que privilegia uma visão rígida de ciência, procurando garantir a formação continuada dos professores, a parceria com as universidades e a garantia do direito da autonomia pedagógica dos profissionais", observou.