Câmara discute situação de adolescentes ameaçados de morte
Câmara discute situação de adolescentes ameaçados de morte

A experiência do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) foi apresentada como estratégia para lidar com jovens em situação de risco.
O programa foi criado em 2003, pelo Governo Federal, e é executado no DF pela Valor Cultural, organização da sociedade civil de interesse público atuante na área de direitos humanos. Para o promotor de defesa da infância e da juventude, Oto de Quadros, a continuação do programa é essencial. "Esperamos sinceramente que o programa não morra com a próxima transição de governo", afirmou.
A coordenadora nacional do programa, Márcia Ustra Soares, lamentou a posição do Brasil em uma pesquisa recente sobre homicídios entre os jovens. "O Brasil é o quinto país do mundo em morte de jovens. Aqui, um jovem tem trinta vezes mais chance de ser assassinado do que um jovem europeu que vive nas mesmas condições econômicas. Há aqui um verdadeiro extermínio de uma parcela da sociedade constituída por negros jovens e pobres", apontou.
A deputada Erika Kokay (PT) criticou a posição que o DF ocupa nessas estatísticas. "Temos o maior IDH do Brasil e, ao mesmo tempo, estamos em quarto lugar no número de jovens assassinados. O mais gritante é que muitos desses jovens estão cumprindo medidas socioeducativas, ou seja, estão sob a tutela do próprio Estado", afirmou. Para participar do programa, a criança ou adolescente ameaçado deve ser encaminhado pelo Ministério Público, Poder Judiciário ou Conselhos Tutelares.
Para entrar em contato com o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte no Distrito Federal, ligue para (61) 3967-7760 ou escreva para o endereço eletrônico ppcaamdf@valorcultural.org.br.