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Câmara discute desenvolvimento de parques tecnológicos no DF

Publicado em 15/10/2014 12h31

Parques tecnológicos devem gerar produtos e serviços inovadores. Os problemas para desenvolver parques dessa natureza no Distrito Federal foram debatidos em audiência pública realizada nesta quarta (15) no plenário da Casa por especialistas da área de ciência e tecnologia, além de representantes do governo, instituições acadêmicas e organizações sociais. O deputado Joe Valle (PDT), autor da iniciativa, destacou a importância de discussões programáticas como esta para amparar políticas públicas.

Os parques tecnológicos surgiram na década de 70 em Stanford, na California, a partir da necessidade de reunir conhecimento de ponta gerado em universidades e instituições que transformassem esse conhecimento em produtos, serviços e negócios. Esta explanação, feita pelo diretor do Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Suarez, resgatou a ideia original dos parques. Ele enfatizou que a sinergia entre esses polos – conhecimento de ponta e mercado – é basilar nas discussões. Por isso, o objetivo do Parque Científico e Tecnológico da UnB é, segundo Suarez, congregar grupos de pesquisa, agências de fomento, start ups, órgãos governamentais e empresas de mercado. A construção do parque está em andamento no campus Darcy Ribeiro, informou.

Para o presidente do Instituto de Brasília de Tecnologia e Inovação, Claynor Mazzarolo, o principal problema para "construir a capacidade regional de inovação é o capital humano". Ele enfatizou que hoje não há profissionais em número suficiente para trabalhar em parques digitais.  Outro problema são os recursos para converter o conhecimento em negócio. "Se não houver capital humano e investimento não vai ter parque tecnológico, simples assim", afirmou.

O cientista e presidente da Sociedade Brasileira de Biotecnologia, Luiz Antonio Barreto de Castro, alegou que ciência e tecnologia formam a "inteligência de uma nação" e são os parlamentares e a academia os responsáveis por levar essas informações aos cidadãos comuns. Ele defendeu a existência, no DF, de biofábricas e a produção de biosimilares de remédios a partir do uso de animais e plantas transgênicos. O público também se manifestou durante a audiência, sendo que o principal pleito foi colocar efetivamente o parque tecnológico em prática.

Joe Valle, que é integrante da Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia e Inovação, argumentou que a frente é uma das ferramentas para tratar as demandas ouvidas hoje. O deputado esclareceu que dessa audiência pública vão ser formados grupos de trabalho, e, posteriormente, seminários, com o objetivo de elaborar um documento coeso sobre o tema. A intenção, segundo ele, é realizar a primeira reunião de trabalho já na semana seguinte ao segundo turno das eleições.
 

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