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Câmara discute ações para reduzir assassinatos de jovens

Publicado em 10/08/2012 11h52

 O  alto número de assassinato de jovens e adolescentes no Distrito Federal preocupa a Câmara Legislativa. Nesta quinta-feira, à noite, os deputados distritais realizaram audiência pública, no plenário, para discutir  os crimes letais que vitimam essas pessoas no DF. A iniciativa  do debate foi da deputada Arlete Sampaio que, ao analisar o Índice de Homicídio na Adolescência no Brasil - IHA 2008, ressaltou que se medidas sérias não foram adotadas o mais rápido possível para reduzir essa tendência, "mais de 36 mil adolescentes serão assassinados entre 2010 3 2016". De acordo com o IHA, o risco de ser vítima de homicídio é 12 vezes superior para os adolescentes do sexo masculino e quase três vezes mais alto para os negros.

Arlete ressaltou também na audiência pública que é preciso que o Estado defina ações estratégicas, prioritárias, integradas e articuladas, para a construção de uma política que enfrente de verdade a situação da violência letal, considerando todas as dimensões que compõem a vida dos adolescentes e jovens. Propôs ainda que o legislativo local aprofunde discussão da violência contra os jovens. "O BrasiI já instituiu políticas públicas que atentam para a problemática da violência letal contra adolescentes e jovens, agora precisamos discutir e propor ações no âmbito do Distrito Federal", disse. 
Desafios- De acordo com o Promotor de Justiça da Defesa da Infância e Juventude do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Oto Quadros, "o quadro não é novo e nos faz refletir sobre a cultura da violência em que vivemos mergulhados". Quadros defendeu a necessidade de iniciativas mais fortes para combater a questão. Segundo ele, é necessário sensibilizar a administração pública para a questão, com ações como, por exemplo, o fortalecimento dos Conselhos Tutelares.

Para  a deputada Federal Érika Kokay (PT/DF), o desafio é imenso.  "É necessário avançar na legislação, mas leis só não bastam. É preciso instituir políticas públicas territorializadas, com focos nas diferentes realidades e focadas nas redes construídas em cada território. Além disso, é preciso focar, e estabelecer o protagonismo", disse.

O secretário de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF, Daniel Seidel, defendeu a necessidade de políticas publicas integradas. "As políticas públicas precisam dar um salto de qualitativo. Precisamos de foco e de redes de proteção abrangentes e integradas", disse. "Na Sedest estamos trabalhando no processo de qualificação dos serviços e uma boa notícia é que conseguimos garantir no Orçamento do DF, para o ano de 2013, R$ 500 milhões em recursos. É uma grande vitória", afirmou.

 

 
 
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