Câmara debate uso de câmeras no monitoramento do DF
Câmara debate uso de câmeras no monitoramento do DF

Está previsto para junho de 2013 o ínicio da primeira etapa de operação de um novo sistema de monitoramento do Distrito Federal, composto por 1600 câmeras que vão agir no combate à criminalidade e aos incêndios florestais. As câmeras contarão com softwares analíticos que poderão reconhecer faces humanas, placas de veículos e acusar o acontecimento de eventos inusitados, como objetos deixados em locais públicos. A implantação desse sistema, orçado em R$ 65 milhões, foi discutido na manhã desta segunda-feira (24), em audiência pública no plenário da Câmara.
O evento foi proposto pelo deputado Washington Mesquita (PSD). O parlamentear explicou em seu discurso que a intenção do projeto não é violar a privacidade da população, mas garantir o direito de ir e vir e a proteção da propriedade. "A maior parte dos delinquentes são oportunistas, as câmeras vão intimidar esse tipo de ação e dar agilidade à atuação das forças de segurnaça em pontos críticos", observou o parlamentar.
Quem apresentou o plano de monitoramento foi o subsecretário de modernização e tecnologia de segurança pública, Celso Neneve. O representante do GDF disse que as câmeras serão dispostas nos locais de maior criminalidade, em reservas e parques do DF. Em junho de 2013, o sistema de monitoramento começa com 835 câmeras de alta definição, fixas e móveis, e que estarão interligadas a centrais de monitoramento remoto instaladas em unidades da Polícia Militar, distribuídas na cidades do DF. "Teremos um olhar 24h que vai previnir a ocorrência de crimes e fornecer provas materiais para a investigação da polícia judiciária", afirmou Neneve.
Representando o Corpo de Bombeiros Militar do DF, o tenente coronel Reginaldo de Lima disse que o monitoramento, que também utilzará câmeras com sensibilidade térmica, vai otimizar a utilização do efetivou e vai possibiltar uma resposta mais rápida aos focos de incêndio. Já o comandante-geral da PM, coronel Suamy Santana, destacou o investimento em inteligência e tecnologia. "Não bastam ser câmeras, elas têm que ser inteligentes, avisar anormalidades. Senão precisaríamos de uma batalhão para analisar as imagens".
Avanço - Cleber Pires, presidente da Associação Comercial do DF, afirmou que a implantação do sistema de monitoramento não deve ser vista como "um investimento caro" e que experiências semelhantes ocorrem em outras cidades do país, com resultados positivos. "No interior de São Paulo existem verdadeiros big brothers em alguma cidades, o que fez com que os criminosos procurassem outros locais para agir", argumentou Pires.
O diretor-geral da Polícia Civil, Jorge Luis Xavier, também vê com bons olhos a implantação do circuito fechado de vídeo. "Vamos dar um salto na Segurança Pública, uma vez que estamos bastante atrasados na utilização das câmeras de monitoramento. O DF vai voltar a ser referência com essa nova tendência de combate à criminalidade", apostou Xavier.