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Câmara debate futuro do BRB

Publicado em 21/09/2007 11h40
Por iniciativa do deputado Rôney Nemer (PMDB), a Câmara Legislativa realizou, na manhã de hoje, audiência pública para discutir a real situação financeira do Banco de Brasília (BRB) e a possibilidade de sua venda ao Banco do Brasil, que já mostrou interesse na compra.

À mesa da audiência, dois parlamentares que, antes de eleitos, foram presidentes do Sindicato dos Bancários do DF: o deputado federal Augusto Carvalho (PPS-DF) e a deputada distrital Erika Kokay (PT). Compõem a mesa, ainda, o conselheiro da OAB, Jomar Alves Moreno; o presidente da Associação dos Funcionários Aposentados do BRB, Luiz de Oliveira; o representante da diretoria provisória da Associação dos Servidores do BRB, Júlio César Amorim; e o representante do Sindicato dos Bancários, Antonio Eustáquio Ribeiro.

:Ao convidar os componentes da mesa, o deputado Rôney Nemer informou que o presidente e toda a diretoria do BRB foi convidada mas não viria. Para prestar alguns esclarecimentos estavam presentes dois funcionários que se recusaram a participar da composição da mesa. O presidente do Banco do Brasil, também convidado para a audiência pública, encaminhou carta justificando sua ausência por ter compromissos agendados anteriormente. Na carta, esclarece que não há, ainda, um processo de negociação para a compra do BRB.
 O Banco do Brasil apenas anunciou, por meio da publicação de um "fato relevante", seu interesse na compra.

Rôney Nemer abriu a sessão reafirmando a preocupação da Câmara Legislativa com a situação do BRB, principalmente pelo envolvimento da instituição com os fatos denunciados pela Operação Aquarela. Para o parlamentar, a imagem da instituição não pode continuar a ser denegrida como vem sendo, inclusive com a imprensa divulgando que o banco seria ineficiente. "A instituição é jogada na lama, mas a culpa não é da instituição. É dos gestores públicos que a administraram como se fosse sua casa, sem levar em consideração os interesses institucionais ou do povo de Brasília", afirmou o parlamentar. Rôney prometeu ouvir mais do que falar já que, segundo ele, o que "devemos discutir é o destino das famílias dessas pessoas que trabalham há muitos anos pela instituição". O deputado lembrou aos presentes que nada poderá ser feito com o Banco sem a aprovação da Câmara Legislativa:  "Esta Casa não vai se omitir, mas depende da galeria cheia, porque aqui não tem voto fechado. Não é como aquela vergonha do Senado", concluiu.

:Rôney citou os grandes números do BRB - crescimento de 22,34% do lucro líquido, de 9,62% do patrimônio e de 59,77% do ativo total - para questionar: "se o banco está crescendo, não está claro que o problema era de gestão? O que será feito com os funcionários se o BRB for vendido?" O deputado lembrou a privatização da Telebrasília que, quando foi anunciada foi dito que os servidores teriam todas as garantias, "no entanto, não foi nada disso que aconteceu", concluiu.

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O deputado federal Augusto Carvalho (PPS), defendeu que o BRB seja vendido ao Banco do Brasil. "É a nossa garantia de que continuará sendo um banco público e de que os direitos e interesses dos funcionários e dos aposentados do BRB sejam respeitados". Augusto disse que a própria marca do banco, "uma marca forte", poderá ser preservada.

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