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Câmara celebra o Dia Nacional do Livro Infantil

Publicado em 18/04/2008 12h37
A deputada Eurides Brito (PMDB) disse hoje que o brasileiro lê pouco, em média, talvez, um livro por ano, e que essa limitação pode estar associada à falta de estímulo e de formação do leitor na própria escola. A deputada disse que a leitura não deve ser obrigatória, mas incentivada, aos presentes à sessão solene organizada por seu gabinete para celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil, data essa que comemora também o nascimento de Monteiro Lobato, o grande autor nacional de obras infantis.

O secretário de Educação do DF, José Luiz da Silva Valente, chegou a alterar a agenda para comparecer à sessão, segundo assinalou Eurides. Valente comentou a alegria de estar num evento que comemora um dos itens mais importantes da educação, e aproveitou para pedir apoio e compreensão para as muitas mudanças que o governo está realizando nesse campo. "Estamos fazendo as mudanças todas de uma vez para ter tempo de efetuar as correções de rumo ao final", explicou.

A vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro, Iris Borges, confirmou pesquisa feita pelo órgão de que o brasileiro só lê 1,8 livros por ano.
 Adiantou que nova pesquisa deve sair até o final do ano, quando se saberá se houve crescimento desse número ou não. E aproveitou para fazer um apelo, no contexto de sua exposição sobre a leitura como fator de inclusão social: instituir nas escolas o "agente de leitura", dentro do esforço de formar leitores.

:Depois de muito trabalho, conseguiram passar a gramática para o segundo lugar e o livro para o primeiro, comemorou a professora Vanda Gebrim Rodrigues, gerente de Multimídia da Secretaria de Educação, considerando que isso se deu por força de consciências críticas. Para Vanda, cabe à escola formar leitores competentes, e isso está sendo de diversas formas, inclusive pelo esforço do governo que, nos anos de 2005/2006, adquiriu 500 mil livros.

O projeto BiblioSESC, implantado em 22 estados da federação, foi detalhado pela gerente do Sesc - Estação 504, Sarita Pacesi Muniz de Melo, como uma iniciativa muito bem sucedida. No DF, o projeto começou este ano, mas está presente em sete localidades carentes, com resultados além do esperado. Segundo Sarita, 21% do acervo de três mil livros já foram emprestados e nunca houve problema de devolução e furto de livros.

A idéia, segundo a gerente do Sesc, é chegar a 720 mil atendimentos anuais, em todo o país, e fechou a apresentação com uma frase de Monteiro Lobato bem apropriada ao momento: "Ainda acabo fazendo livros onde as crianças possam morar".

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A sessão teve momentos literários, com a apresentação, pelos alunos da Escola Classe 3 do Núcleo Bandeirante, de projetos "Conto de Fadas" e "Pequenos Poetas". Também o gerente de Cultura e Educação da Administração Regional do Guará, Adilson Cordeiro Didi, leu poema de sua autoria e apresentaram-se os professores repentistas Satero Vicente e Valdenor de Almeida, da Diretoria Regional de Ensino de Santa Maria, enaltecendo o livro.

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