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Câmara aprova criação da Companhia Metropolitana de Trânsito

Publicado em 22/10/2008 20h13
Apesar das reclamações dos deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) de que não havia acordo para votação, a base governista colocou em pauta e aprovou o projeto de lei 840/2008 que cria a Companhia Metropolitana de Trânsito (CMT). Segundo a mensagem encaminhada pelo Executivo - autor do projeto - a nova autarquia visa melhorar o controle e a fiscalização do trânsito no Distrito Federal.
 O deputado Reguffe (PDT) justificou seu voto em contrário, por não concordar com a criação de novos cargos comissionados. "Esse projeto cria mais 54 cargos em comissão, que resultarão, até o final do ano, um custo de R$ 416 mil. Em 2009, mais R$ 1,007 milhão, o que dá para comprar 30 ambulâncias", reclamou o pedetista. O projeto teve 17 votos favoráveis, 5 contrários e 2 abstenções.

O líder do PT, Cabo Patrício, também manifestou-se contra o projeto, ao considerar que ele "abre a porteira para a corrupção e não traz benefício social. Como esperar que se contratem bons fiscais de trânsito por R$ 1.

200? Isso é o fim do Detran que tem um dos melhores quadros do Brasil", observou Patrício. Os deputados do PT prometeram lutar contra a "inconstitucionalidade" do projeto que seria uma "punição" aos servidores do Detran que estão em greve.

   O PL determina que o Detran-DF passará a exercer exclusivamente funções instrutórias e reguladoras, que lhes são atribuídas por força do Código Nacional de Trânsito. "Vocês serão muito bem aproveitados na CMT, chefiando as equipes formadas por agentes concursados. Vejo a Companhia como um complemento ao serviço do Detran e não como o fim do órgão", explicou o líder do governo Leonardo Prudente (DEM).

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