Câmara apoia luta dos autistas por programas de inclusão
Câmara apoia luta dos autistas por programas de inclusão

Ao abrir os debates com especialistas, parlamentares, representantes do governo e de associações de parentes, Siqueira Campos observou que o autismo vem ganhando projeção à medida que são desvendadas suas manifestações, o que exige, em consequência, intervenções do poder público para responder às necessidades de seus portadores. "Entre essas necessidades, figuram o encorajamento, o apoio e gente especializada para atender a tais demandas", afirmou .
A deputada Eliana Pedrosa (PSD) ressaltou a importância da comemoração da data (2 de abril) e também destacou que a divulgação de informações sobre o autismo diminuiu a discriminação. "As pessoas deixaram de ser marginalizadas, pois eram vistas como pessoas que não queriam se socializar e interagir com os demais", argumentou.
Já o coordenador de Educação Inclusiva da Secretaria de Educação, Antônio Gomes Leitão, enfatizou que é preciso acabar com o preconceito sobre as limitações dos autistas. "Todo mundo aprende, basta haver o momento, o ambiente e a metodologia certos".
Também compondo a mesa da sessão solene, o presidente do Conselho de Defesa da Pessoa com Deficiência do DF, o advogado Yuri de Melo, denunciou que escolas particulares estão cobrando mensalidades maiores para crianças com autismo. "No DF, a escola pública está dando o exemplo de inclusão. Sabemos que a criança com autismo deve ser tratada de maneira diferenciada, mas as escolas particulares devem diluir esses custos", observou.
Já a gerente do Centro de Atenção Psicologia Infantil da Secretaria de Saúde, Valdelice França, relatou o atendimento de 150 crianças e integral com cuidados intensivos. "Nosso fim é propiciar maior qualida de vida e a inserção social das crianças e maior autonomia para nossos pacientes", destacou.
Dia Mundial - O Dia Mundial do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU,) há cinco anos, para chamar a atenção para um problema que já assumiu grandes proporções, ante a estimativa de que a doença atinja cerca de 70 milhões em todo mundo. No Brasil, esse número chega a dois milhões, segundo a Associação Brasileira de Autismo (ABRA).
O autismo é considerado pelos especialistas como uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, dificultando o estabelecimento de relacionamentos. A doença não tem padrões rígidos, vez que seu espectro abrange comportamentos fechados e distantes, como também deficiências da fala. Mas isso não significa que seus portadores não apresentem inteligência às vezes superior à média ou que sejam capazes de obter sucesso na carreira profissional. Já é possível detectar a síndrome antes dos dois anos de idade e, assim, buscar alternativas para combatê-la.