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CAF aprova desafetação de área para construção da nova rodoviária

Publicado em 03/03/2008 13h16
A Câmara Legislativa deu hoje o primeiro passo para viabilização da construção da nova rodoviária de Brasília. Foi aprovado pela Comissão de Assuntos Fundiários (CAF) o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 54/2007, de autoria do Executivo, que desafeta área pública de uso comum do povo, correspondente a 86.233,47 m², localizada no Trecho 4 do Setor de Múltiplas Atividades Sul (SMAS), próxima à Estação do Metrô do ParkShopping. O projeto segue agora para votação pelo plenário da Câmara.

O relator do projeto, na CAF, deputado Leonardo Prudente (DEM), explicou que a aprovação do projeto pela Casa representará a autorização legislativa para desmembrar a área em questão. Isso possibilitará a construção da nova estação rodoviária e também a implantação da Via Interbairros e sua faixa de domínio. Explicou que as obras previstas deverão ser viabilizadas por meio de parcerias público-privadas, como forma de redução de custos para o governo.

A reunião da CAF contou também com a presença dos deputados Benício Tavares (PMDB), presidente da Comissão, Batista das Cooperativas (PRP), vice-presidente, Berinaldo Pontes (PP) e Erika Kokay (PT). Erika foi a única a votar contra o projeto por entender que ele foi apreciado sem a necessária fundamentação técnica, composta de anexos que comprovem a viabilidade das obras. Segundo a deputada, da forma como foi conduzida, a votação na CAF feriu o que estabelece a Lei Orgânica e por isso mesmo pode ter a sua legalidade questionada pelo Ministério Público.

Artesãos históricos - A CAF também aprovou hoje projeto de lei (PL 2.

295/2006) do deputado Leonardo Prudente (DEM), que assegura o direito de preferência aos chamados "artesãos históricos", quando da realização do processo de licitação para a permissão de uso dos espaços públicos na Feira de Artesanato da torre de Televisão de Brasília.

Considera-se artesão histórico para efeitos desta lei, os artesãos, os artistas plásticos e os manipuladores de alimentos, cadastrados nas secretarias de Trabalho e de Cultura, como tal, há mais de dez anos ininterruptos.

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