Aumento de impostos volta a ser debatido em plenário
Aumento de impostos volta a ser debatido em plenário

No dia seguinte à aprovação do projeto de lei nº 142/2015, do Executivo, que prevê o aumento das alíquotas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), do Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITBI) e do ICMS sobre combustíveis, o pacote fiscal do GDF voltou a ser tema de pronunciamentos no plenário da Câmara Legislativa. O deputado Chico Vigilante (PT), que votou contra o PL, foi o primeiro a levantar a discussão, criticando a aprovação da matéria e apontando como um "pedacinho da maldade" o aumento do ITBI de 2% para 3% (50% a mais).
"Isso só vai ampliar o número dos contratos de gaveta", afirmou Vigilante, ao argumentar que os altos valores vão inibir a escrituração de imóveis. Ele defendeu também que o PL não precisava ter sido votado ontem, com tanta urgência. Para o distrital, o aumento de impostos contraria o que o governador Rollemberg afirmava durante a campanha eleitoral: "Ele dizia que dinheiro tinha e que o que faltava era gestão. Então por que meter a mão no bolso da gente?".
Já o deputado Agaciel Maia (PTC) saiu em defesa da proposta do governo: "Não havia escolha. Ou não pagamos os servidores e instalamos o caos em Brasília, ou propomos medidas para sanar a situação e normalizar a cidade". Ele observou, contudo, ainda ser preciso implementar uma política de regularização fundiária no DF, com vistas a ampliar a arrecadação.
A regularização de terras no DF também foi defendida pelo deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT), como forma de incrementar a receita local. "Se fizermos uma força-tarefa para regularizar os condomínios, a capacidade de arrecadação será fantástica", afirmou.
O deputado Wasny de Roure (PT) lembrou ainda que a proposta de aumento do IPTU deverá ser reenviada à Casa. "E não podemos onerar a sociedade, que já está preocupada", destacou.
Conta de água - Na sessão de hoje. De acordo com o parlamentar, o aumento foi o maior do País. Ele quer que o secretário de Meio Ambiente e que os diretores da Caesb e da Adasa compareçam à Casa para explicar o percentual, bem como para apresentar o que está sendo feito para evitar o racionamento de água no DF.