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Audiência pública discutiu alternativas de estacionamento no Plano Piloto

Publicado em 24/11/2009 11h53
Nas quadras comerciais das Asas Sul e Norte, há fila dupla dos dois lados das ruas, e carros invadem calçadas em alguns locais. Esse cenário é cada vez mais comum no Plano Piloto, provocando conflitos entre comerciantes, moradores e consumidores. Alternativas para solucionar esse embate foram discutidas em audiência pública nesta terça-feira (24), no auditório da Câmara Legislativa. As propostas serão encaminhadas para o governador."A falta de vagas em Brasília é um problema antigo e ainda sem solução", disse o autor do requerimento, deputado Raimundo Ribeiro (PSDB). Ele criticou a atuação do Executivo ao longo dos anos: "Falta comprometimento do governo com essa questão".

:Representando o presidente da Casa, deputado Leonardo Prudente (DEM), o coronel Jair Tedeschi - chefe de gabinete da presidência da Casa - disse que o Distrito Federal conta hoje com mais de 1 milhão de veículos. "Nossa frota duplicou em 10 anos", afirmou. Para Marta Bittar, da Associação Comercial do DF, essa situação tende a se agravar ainda mais com o alargamento de pistas que conduzem ao Plano Piloto: "Vai haver mais carros em trânsito, e sem local para estacioná-los".

:Como alternativa, Tedeschi, que já foi diretor geral do Detran-DF, citou a construção de edifícios-garagem. Outras alternativas levantadas durante a audiência foram:  a construção de estacionamentos subterrâneos, a implantação de vagas rotativas, e o aproveitamento de estacionamentos ociosos, como os do Parque da Cidade, para suprir a falta de espaço para os automóveis.

:Em discussão há algum tempo, a colocação de brita em áreas verdes de quadras residenciais próximas aos comércios locais foi descartada pelo secretário de Ordem Pública, Roberto Giffoni.

Tombamento - O presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes, Cleiton Machado, colocou o tombamento de Brasília como um dos grandes empecilhos para solucionar o problema da falta de vagas. "Muitas ideias esbarram nesse ponto: as pessoas dizem que tem que ter área verde, porque isso é uma questão de qualidade de vida, mas se esquecem de que ter onde parar o carro também o é", enfatizou.

:Eduardo Rossetti, do Iphan, explicou que o fato de a capital ser tombada não pode ser visto nunca como "amarra": "O título é uma qualidade de Brasília, e tem que ser respeitado". Ele acredita que investimentos em transporte de massa seriam uma boa alternativa para a falta de estacionamentos.

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Maurício Goulart, da Seduma, concordou: "Todas as cidades que solucionaram esse problema restringiram, de alguma forma, o uso do carro".

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