Audiência pública discute Lei Maria da Penha
Audiência pública discute Lei Maria da Penha

Desde que foi sancionada pelo presidente Lula, no dia 7 de agosto deste ano, 22 processos envolvendo violência contra a mulher foram julgados no DF, mas nenhum agressor foi condenado.
Para que a lei seja cumprida de fato, discutem a questão, neste momento, no plenário da Casa, o desembargador George Leite, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios; a subsecretária de Articulação Institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Suely Oliveira; a promotora do Núcleo de Defesa da Mulher, Laid Cerqueira; a assessora do Cfemea, Mylena Libardoni; a delegada-chefe da Delegacia da Mulher, Rosana Gonçalves, entre outros representantes de entidades ligadas à causa.
Violência – De acordo com pesquisa da Fundação Perseu Abramo, ocorrem no País mais de dois milhões de casos de violência doméstica por ano.
A lei define como casos de violência contra a mulher "qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial".
Maria da Penha - Após lutar durante 20 anos para ver seu agressor condenado, a biofarmacêutica Maria da Penha Maia virou símbolo da campanha pelo fim da violência doméstica. Em 1983, o marido, professor Marco Antônio Herredia, tentou matá-la duas vezes. Na primeira, deu um tiro e ela ficou paraplégica. Na segunda, ele tentou eletrocutá-la. Herredia foi preso em outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Hoje, está em liberdade.
Maria da Penha atua em movimentos sociais contra violência e impunidade. Atualmente, é coordenadora de Estudos, Pesquisas e Publicações da Associação de Parentes e Amigos de Vítimas de Violência (APAVV) no Ceará.