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Audiência pública defende contratações de fonoaudiólogos

Publicado em 21/09/2012 08h26

Fonoaudiólogos do DF querem  o  GDF  apresente de um projeto de lei à Câmara Legislativa que garanta a contratação de um profissional da categoria para cada escola. A proposta foi uma das principais medidas discutidas e aprovadas na audiência pública que  aconteceu na manhã desta sexta-feira, no plenário,  para debater os problemas  enfrentados por professores e alunos em virtude da falta de fonoaudiólogos no DF.  

A presença desses profissionais na escola foi destacada como um importante fator para os processos de aprendizagem e ensino, contribuindo para o bem-estar e a saúde de estudantes e professores. Pesquisa realizada pela fonoaudióloga Jane Quintanilha revelou que 74,5% dos professores da rede pública de ensino do DF apresentavam alterações vocais, como rouquidão e cansaço.

O levantamento foi feito em 2006, durante o mestrado de Quintanilha na Universidade de Brasília (UnB), e teve como amostra 250 professores. "Essas pessoas precisam de saúde vocal para exercerem seu trabalho e é necessário investir na prevenção de problemas como a disfonia", destacou a presidente do Conselho Regional de Fonoaudiologia da 5ª Região, Sílvia Ramos.

Surpreso com o índice de problemas vocais entre os educadores, o deputado Professor Israel Batista (PEN), autor da iniciativa de realização da audiência pública, disse que o percentual "sensibiliza e justifica a criação de uma carreira e a contratação de novos profissionais na Secretaria de Educação".

Segundo Renata Collicchio Costa, do Conselho Federal de Fonoaudiologia, a pasta de Educação do GDF não tem em seu quadro atual fonoaudiólogos educacionais. Ela citou a experiência de Palmas (TO), onde a presença de fonoaudiólogos nas escolas diminuiu os gastos com saúde pública.

A deputada federal 

Impacto na aprendizagem - A diminuição da atenção e da concentração, a dificuldade de entender o que o professor fala e a irritabilidade são algumas questões que podem ser trabalhadas com a ajuda de um fonoaudiólogo educacional. "Meu filho, assim como centenas de outras crianças, enfrentou sérios problemas de alfabetização e de relacionamento na escola, porque ninguém identicava que ele tinha dificuldade auditiva", contou Mônica Aviani, presidente do Movimento em Defesa das Pessoas com Distúrbios do Processamento Auditivo Central. Para ela, muitas crianças chegam a sair da escola por conta de problemas como os enfrentados por seu filho. "Tudo isso poderia ser evitado se houvesse profissionais da fonoaudiologia na escola", defendeu.

"É muito importante ouvir a situação das famílias para entender a via crucis que atravessam, dessa forma os gestores podem trabalhar  para aumentar o conforto da sociedade - que é o nosso papel", disse Israel Batista. 

 

 

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