Audiência pública defende contratações de bombeiros civis
Audiência pública defende contratações de bombeiros civis

O projeto de lei 556/2011, que estabelece o número de bombeiros civis em edificações públicas e particulares do Distrito Federal, foi tema de audiência pública na Câmara Legislativa na manhã desta quinta-feira (14). De autoria do deputado Wellington Luiz (PPL), que conduziu o evento, o PL estimulou discussões sobre a importância da atuação daquela categoria na prevenção de tragédias, bem como sobre possíveis conflitos com bombeiros militares.
"É inegável a importância dos bombeiros civis, profissionais que, em quantidade suficiente, poderiam ter minimizado a recente tragédia em Santa Maria (RS)", afirmou Wellington Luiz na abertura da audiência.
Marcos Pato, assessor do parlamentar, defendeu o PL que define um quantitativo de brigadistas por instituição para evitar situações como a do zoológico de Brasília: "Milhares de crianças passam por lá nos finais de semana e não há nenhum brigadista". O deputado Robério Negreiros (PMDB) aproveitou para denunciar o número insuficiente de bombeiros civis no próprio Palácio do Buriti.
Trabalho complementar – "Bombeiro militar é função de Estado, o trabalho do brigadista é complementar", reforçou o deputado Rôney Nemer (PMDB) ao tratar de alguns pontos de conflito na regulamentação da profissão de bombeiro civil. "Não deve haver disputa entre um serviço que é público e outro que é privado", completou a deputada Celina Leão (PSD).
Para o vice-presidente da Associação dos Bombeiros Civis do DF, Orlando Júlio Santa Cruz dos Santos, o Brasil investe pouco em prevenção de incêndios e outros acidentes: "Não há espaço para corporativismo".
"Não há qualquer dicotomia", esclareceu o tenente-coronel, diretor de vistorias do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Edgard Sales Filho. "Estamos comprometidos e envolvidos com a luta de vocês", falou aos brigadistas presentes. Ele lembrou, ainda, que a profissão surgiu dentro do próprio Corpo de Bombeiros, que em 1985 começou a credenciar brigadistas como apoio civil especializado. "A preocupação é com a qualificação do profissional", concluiu o tenente-coronel.
Nomenclatura – Apesar de defender a regulamentação da profissão de brigadista, o secretário de Defesa Civil do DF e bombeiro militar há 30 anos, coronel Antonio Porto, reconheceu um "conflito de origem" na luta da categoria: a nomenclatura. "É mesmo tão importante para os profissionais serem chamados de ‘bombeiros civis', por que não receberem o nome de ‘brigadistas'?", questionou.