Audiência defende maior participação popular na gestão de parques do DF
Audiência defende maior participação popular na gestão de parques do DF

O Distrito Federal conta com 68 parques e 21 unidades de conservação ambiental. Muitas dessas áreas têm problemas fundiários, sofrem com o assédio de grileiros ou não contam com equipamentos de lazer para a comunidade. Para discutir o programa "Brasília, Cidade Parque", do GDF, com a população e autoridades, o deputado distrital Joe Valle (PSB) realizou audiência pública na tarde desta sexta-feira (10), no plenário da Câmara Legislativa. No encontro, foi anunciado que uma comissão da sociedade civil vai acompanhar de perto as ações do governo.
Em seu discurso de abertura, Valle defendeu uma gestão socioambiental com a participação da comunidade, baseada nos princípios da legalidade e transparência. O objetivo é que haja continuidade e segurança no processo de implantação e administração dos parques e unidades de conservação no DF. "É preciso uma construção coletiva de uma política ambiental de longo prazo, com ampla participação social", afirmou o distrital. Após o parlamentar abrir os trabalhos, dez pessoas inscritas discursaram sobre os problemas de diferentes parques do DF. Todas as reivindicações serão encaminhadas ao GDF.
Para o promotor da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Roberto Carlos Batista, a principal questão a ser resolvida é de ordem fundiária. "O Instituto Brasília Ambiental (Ibram), que é o gestor dos parques e unidades de conservação, deve decidir como será o processo de regularização", observou. O promotor também estimulou a população a levar suas reivindicações e denúncias ao Ministério Público.
Já o presidente do Ibram, Nilton Reis, relatou os avanços do governo na regularização fundiária e na construção de infraestrutura, porém admitiu que muitos parques ainda estão no papel. "Já tiramos seis parques do papel e temos recursos para mais 28", ressaltou.
Com relação às reclamações de insegurança e de ação de grileiros, o representante do Batalhão de Polícia Ambiental, tenente coronel Claudio Ribas, explicou que o modelo aplicado é o de policiamento rotativo, as chamadas rondas. "Todas as áreas de conservação são percorridas diariamente, temos 130 homens e nove viaturas. Também atendemos chamadas de emergência", esclareceu o militar.