Audiência abre discussão sobre proposta do GDF para gestão das escolas públicas
Audiência abre discussão sobre proposta do GDF para gestão das escolas públicas

Além de tratar do processo de escolha dos dirigentes, o projeto do GDF amplia a autonomia das escolas, inclusive do ponto de vista financeiro; dá caráter deliberativo às decisões do Conselho de Educação; e determina que os cinco cargos subordinados ao diretor sejam ocupados por servidores efetivos, informou a assessora jurídica da Secretaria de Educação, Eunice de Oliveira Santos. Também participaram da audiência os deputados do PT, Cabo Patrício e Erika Kokay, representantes do Sindicato dos Professores (Sinpro) e da Universidade de Brasília (UnB).
Recursos financeiros - Eunice Santos informou que o projeto revoga a Lei que trata da destinação de recursos financeiros às escolas e limita em R$ 8 mil o valor máximo a ser repassado. "O objetivo é ampliar o aporte de recursos e imprimir agilidade à sua liberação", explicou, acrescentando que haverá também maior transparência, com a obrigação de as escolas publicarem os recursos transferidos na Internet, no Diário Oficial e nos jornais de grande circulação.
Etapas de seleção - O projeto de gestão compartilhada estabelece três etapas na seleção dos candidatos ao cargo de diretor. Em primeiro lugar, haverá a avaliação do conhecimento, por meio de prova escrita e análise de títulos. Em seguida vem a fase de capacitação, e a partir dela, a apresentação de um plano de trabalho pelo candidato.
Professores substitutos - O projeto de lei do GDF acaba com a atual política de substituição de professores, estabelecendo o pagamento por hora/aula, criando uma central para administrar o banco de horas. "Hoje, os professores temporários têm as mesmas vantagens dos efetivos", justificou a assessora da Secretaria de Educação.