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Associações cobram mais políticas públicas para autistas

Publicado em 02/04/2013 09h45

 

O plenário da Câmara Legislativa transformou-se numa grande roda de capoeira, na manhã desta terça-feira (2). Eram alunos do projeto "Vamos Começar a Brincadeira" do Centro de Ensino Especial de Santa Maria que, até mesmo em cadeiras de rodas, demonstraram movimentos como a ginga, floreios e acrobacias, para comemorar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

Promovida pelo deputado Wellington Luiz (PPL), a solenidade reuniu, além de parlamentares, representantes do governo e de entidades da sociedade civil que lidam com a questão. Mas a sessão não foi somente de comemoração. A principal reivindicação é para que o GDF coloque em prática a Lei nº 4568/2011 que estabeleceu a obrigatoriedade de o Poder Executivo proporcionar tratamento especializado, educação e assistência específicas a todos os autistas, independentemente de idade, no Distrito Federal.

"Temos de fazer sempre mais, para que todos os cidadãos brasilienses sejam tratados com o mesmo direito", declarou o parlamentar. Ele garantiu apoio da Câmara Legislativa às entidades e disse que as políticas públicas de inclusão devem ser prioritárias. Wellington Luiz também homenageou, com a entrega de moções de louvor, profissionais e organizações que apoiam os autistas.

O deputado Robério Negreiros (PMDB) afirmou que é favorável aos programas de intervenção precoce, que oferecem  condições para o desenvolvimento de crianças autistas. "Temos de trabalhar numa perspectiva de escolas inclusivas", acrescentou, lembrando a edição recente de lei de sua autoria que extingue o pagamento de taxas anteriormente cobradas pelas escolas, na matrícula, para alunos com deficiências.

Para o deputado Olair Francisco (PTdoB), "muito ainda deve ser feito pela comunidade autista". O parlamentar observou que mesmo com dificuldades, quando estimuladas, as pessoas com deficiências podem realizar diversas atividades, como foi a apresentação de capoeira durante a sessão solene. "Por isso, é necessário um maior apoio do Estado", concluiu.

A representante do Movimento Orgulho Autista de Brasília, Célia Sadako, destacou que a informação é outra arma na luta contra o preconceito. "A sociedade não sabe o que é o autismo. Mas, quando as pessoas são informadas, elas reagem positivamente e apoiam a causa", disse. Também estiveram representados no evento, a Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção; a Associação dos Amigos dos Autistas do DF; o Grupo Tudo Azul – Projeto Hospedando Anjos; a OAB-DF; e a Secretaria de Educação.

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