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Aprovada destinação de R$ 18 milhões para o SLU

Publicado em 08/12/2015 15h53

Votado em caráter de urgência, o projeto de lei nº 811/2015 foi aprovado pelo plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta terça-feira (8). O PL, de autoria do Executivo, abre crédito suplementar na Lei Orçamentária Anual no valor de R$ 18 milhões, para pagar os empregados terceirizados do SLU e garantir a manutenção do serviço de limpeza no DF. Trabalhadores do setor lotaram a galeria do plenário e comemoraram a aprovação da proposta.

Da tribuna, deputados manifestaram apoio ao projeto e criticaram o atraso no pagamento dos salários. "O normal é trabalhar e receber. É absurdo deslocar gente para lutar para receber o salário", criticou o deputado Agaciel Maia (PTC).

O deputado Chico Vigilante (PT) lamentou, ainda, os baixos salários dos trabalhadores do SLU: "É uma mão de obra semiescrava. Já vi alguns esquentando marmita dentro da lata de lixo". Em contraposição, as empresas contratadas pelo governo "ganham milhões", segundo o distrital. "A empresa tem capital de giro e não pagou o empregado por incompetência. E sequer paga multa por atraso", completou.

Também do PT, o deputado Wasny de Roure cobrou do GDF que envie projetos para pagar trabalhadores com antecedência, de forma a evitar a sensação de insegurança entre os envolvidos. Já o deputado Chico Leite (Rede), fez questão de destacar que, se depender da CLDF, nenhum trabalhador vai ficar sem salário.

Terceirização – O debate acerca do PL nº 811/2015 extrapolou o conteúdo da proposta em si. "Terceirizado tem de ser tratado como servidor", disse Agaciel Maia. Em seu pronunciamento, o distrital defendeu, em especial, o aumento do valor do auxílio alimentação recebido por empregados terceirizados. "Quando ele vai ao mercado, não importa se ele é deputado ou um servidor que ganha altos salários", afirmou.

Na opinião da deputada Luzia de Paula (Rede), o trabalhador que ganha menos é justamente quem deveria receber um auxílio alimentação maior. "Teríamos um país melhor e mais igualitário", concluiu.

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