Ação da PM no 7 de setembro é discutida em plenário
Ação da PM no 7 de setembro é discutida em plenário

A ação repressiva da Polícia Militar do Distrito Federal durante as manifestações ocorridas no último 7 de setembro foi discutida nesta terça-feira (10), no plenário da Câmara Legislativa. A deputada Eliana Pedrosa (PSD) reclamou que "os jovens foram covardemente calados e impedidos de ostentar suas faixas e cartazes de protesto".
A distrital destacou a atuação do capitão Bruno Rocha, que usou spray de pimenta em manifestantes e, ao ser questionado por um cinegrafista, disse que agiu daquela forma "porque quis", desafiando os manifestantes a denunciá-lo à Corregedoria da PM. "A simplicidade e naturalidade com que o militar tratou o uso do spray nos leva a pensar na inversão de valores no trato com manifestações. Hoje, todo manifestante é tido como baderneiro, até que se prove o contrário, mesmo aqueles que lutaram nas ruas pela redemocratização do nosso País", criticou Eliana.
O deputado Chico Leite (PT) concordou e lembrou que seu partido sempre defendeu o policiamento comunitário. "Fiquei constrangido com a atuação da polícia no 7 de setembro. Claro que não podemos generalizar, pois a atitude de um ou outro policial não pode representar a corporação. Mas quero uma apuração quanto à ação deliberada e cínica do capitão, que agiu mal. Precisamos apurar esse fato justamente para separar os maus dos bons policiais", reclamou.
A deputada Celina Leão (PSD) ressaltou que o comandante-geral da PM e o secretário de Segurança apoiaram a ação do capitão. "O pior é ver que essas autoridades apoiaram o que aquele capitão fez. Estamos testemunhando cidadãos e jornalistas apanhando covardemente. Se essa Casa não se manifestar, é porque é conivente com essa arbitrariedade", criticou.
Em defesa da PM, falou o deputado Agaciel Maia (PTC). "Preciso fazer a defesa da Secretaria de Segurança. Todos reconhecem como é difícil enfrentar multidões. Os policiais têm que aguentar cuspe na cara e ‘nego' jogando pedra e pau. A PM cumpriu seu papel", defendeu.