Benedito Domingos - Por mais mulheres na política
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Benedito Domingos - Por mais mulheres na política
15/08/2014 17h42| Considerando os 34 países das Américas, o Brasil ocupa a 30ª posição no ranking de representação feminina no Parlamento. "Honestamente, uma vergonha para nossa nação", lamenta o deputado Benedito Domingos (PP). Para o parlamentar, é preciso criar programas de apoio e realizar campanhas de incentivo à participação da mulher na política, "dando acesso a recursos de financiamento de campanha e abrindo mais espaços nos partidos políticos". | |
A legislação eleitoral tem procurado abrir espaço para a participação da mulher na vida pública. Atualmente podemos verificar a participação da mulher em funções públicas nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Elas têm poder e influência na nova economia e compõem 52,13% do eleitorado brasileiro.
Os partidos políticos são obrigados a reservar uma participação mínima de 30% e uma cota máxima de 70%, para qualquer um dos sexos. A instituição dessa lei foi resultado de uma luta por maior participação feminina, o que pode ser considerado um avanço. Contudo, no Brasil, infelizmente, apenas 9,6% dos assentos no Congresso Nacional são ocupados por mulheres, mesmo com uma presidenta. O Brasil está na posição de número 156 no ranking da representação feminina no Parlamento, entre 188 países, conforme levantamento que consta na cartilha + Mulher na Política: Mulher, Tome Partido, feita pelo Senado Federal. Na comparação com 34 países das Américas, ocupa o 30º lugar. Honestamente, uma vergonha para nossa nação.
Temos uma lacuna a ser preenchida, porque é inegável a competência, por luta e por conquistas, das mulheres, que quando têm autoridade nas mãos, apresentam-se extremamente competentes, trazem avanços sociais para as famílias e para a coletividade e não deixam dúvidas quanto ao trabalho exercido com excelência.
O ano de 2014 marca o aniversário dos 82 anos do direito de voto feminino no Brasil, conquistado em 1932. É tempo de as mulheres conquistarem a isonomia no poder, como condição de termos uma sociedade profundamente democrática para mulheres e homens. Para isso, precisamos de novas articulações sociais, políticas, culturais e econômicas. No Camboja, uma iniciativa dirigida pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), em parceria com sete ONGs, deu formação em matéria de campanhas políticas e de governança a 919 candidatas. A iniciativa ajudou a aumentar o número de mulheres candidatas a cargos públicos de 16%, em 2002, para 21% em 2007, e o número de mulheres eleitas subiu de 8,5% para 15%.
É preciso capacitar, criar programas de apoio, além de realizar campanhas de incentivo, a fim de despertar as condições para que as mulheres participem dos processos decisórios do País, dando acesso a recursos de financiamento de campanha e abrindo mais espaços nos partidos políticos.
A mulher tem a grandeza de exercer qualquer atividade com dignidade, desde a sua casa até o Palácio do Planalto.
*Benedito Domingos é deputado distrital pelo PP