Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 22/2026
DCL n° 063, de 06 de abril de 2026 - Suplemento
Ver DCL completoCÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
TERCEIRA SECRETARIA
Diretoria Legislativa
Setor de Registro e Redação Legislativa
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
4ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA 22ª SESSÃO ORDINÁRIA,
DE 26 DE MARÇO DE 2026.
INÍCIO ÀS 15H07
TÉRMINO ÀS 15H52
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos.
Está aberta a sessão.
Em virtude da não publicação prévia da ordem do dia para a data de hoje, a sessão ordinária
se converte em sessão de debates, conforme art. 114, §§ 2º e 3⁰, do Regimento Interno da Câmara
Legislativa do Distrito Federal.
Como não se verifica o quórum mínimo de presença, suspendo os trabalhos até que ele se
complete.
(Os trabalhos são suspensos.)
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Está reaberta a sessão de debates.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Boa tarde, deputado Chico Vigilante e
deputado Max Maciel, presentes nesta sessão de debates. Boa tarde àqueles que assistem a esta
sessão.
A crise no Distrito Federal é cada dia maior. O governador tem anunciado sua saída do
governo para tentar concorrer. Eu não acredito mais, deputado Chico Vigilante, na candidatura de
Ibaneis para o Senado. Esta semana falamos e ouvimos em vários lugares que Ibaneis virou ativo
tóxico da política.
Só que, deputado Max Maciel, assume como governadora desta cidade a vice Celina, que
estava em campanha nesses últimos anos. Hoje saiu uma notícia muito grave sobre uma
investigação da Polícia Federal de ligações da Celina com o Vorcaro, no esquema do Banco Master, o
esquema de R$30 bilhões.
Essa turma sequestrou a cidade, deputado Chico Vigilante. Utilizou o BRB, o patrimônio do
Distrito Federal, para fazer um bando de negócios e abandonou a nossa cidade.
Da mesma maneira que o Ibaneis não reúne mais condições de permanecer no cargo de
governador, a vice Celina também não. Diante das investigações, hoje não existem condições
políticas e morais para ela conduzir a cidade.
O Distrito Federal, o BRB, as políticas públicas, as empresas públicas desta cidade e o
patrimônio da população precisam de pessoas que não estejam envolvidas nesse negócio do Vorcaro
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– o gangster que está preso – com o Banco Master e o BRB.
Infelizmente, o Distrito Federal está caminhando para esse desastre, para esse lamaçal.
Nós vamos insistir, deputado Chico Vigilante e deputado Max Maciel, aqui nesta casa, que é
mais do que urgente e necessária a abertura da CPI do Banco Master para investigar todos os
tentáculos que essa organização, que essa associação criminosa conseguiu infiltrar no Distrito
Federal.
Quem, de fato, está envolvido? Quem foram os mandantes para que o BRB fizesse essas
operações? Onde foi parar o dinheiro desta cidade? Então, não adianta o Ibaneis sair e a Celina
assumir. Eles fazem parte do mesmo programa, fazem parte do mesmo projeto, fazem parte da
mesma turma que operacionalizou esse ataque ao Distrito Federal.
E é sempre importante lembrar, deputado Chico Vigilante, o partido da vice-governadora
Celina Leão: o PP, o PP do Ciro Nogueira, que indicou o ex e o atual presidente do BRB. Então,
querer dizer agora que não tem responsabilidade é tentar enganar de novo a população desta
cidade.
Trago, deputado Chico Vigilante, mais 2 assuntos que considero muito importantes. Nós
estamos chegando ao limite do prazo para o Governo do Distrito Federal encaminhar propostas e
projetos de reajustes e de reestruturação das carreiras dos servidores públicos desta cidade, e esta
casa aprovar. Há 2 carreiras importantes em greve: os professores da Universidade do Distrito
Federal e os assistentes sociais, a carreira da assistência social. Eles estão em greve hoje, tentando
negociar com o Governo do Distrito Federal. E, até agora, não há movimentação.
Há uma categoria, deputado Chico Vigilante – pela qual vossa excelência também tem
lutado, e nós também –, que ficou de fora do reajuste dos 25% dos cargos comissionados que o
governo apresentou e esta casa aprovou no início do governo, no início desta legislatura, que é a
equipe de direção de escolas: os diretores, os vice-diretores, os supervisores pedagógicos e
administrativos e os chefes de secretaria. Eles não receberam os 25% nas suas gratificações.
Nosso mandato, nossa bancada, deputado Chico Vigilante, em todos os anos, de 2023 para
2024, de 2024 para 2025 e de 2025 para 2026, apresentou e protocolou emendas ao orçamento, e
elas foram aprovadas e sancionadas. O orçamento deste ano, o orçamento do ano passado e o
orçamento do ano retrasado tinham previsão para pagar os 25% dos diretores, vice-diretores,
supervisores, chefes de secretaria, mas o governo não encaminhou, não fez o pagamento e agora o
prazo está chegando ao fim.
Nós estamos agora, mais uma vez, oficiando à Secretaria de Educação, à Secretaria de
Economia e à Casa Civil, pedindo novamente que esse projeto chegue aqui o mais rápido possível,
para que possamos votá-lo na semana que vem e fazer justiça. Vamos corrigir a injustiça de terem
deixado de fora os dirigentes das carreiras Magistério e PPGE, os diretores e a equipe gestora das
escolas do reajuste de 25% e de uma outra correção necessária: a equiparação das gratificações dos
diretores e vice-diretores das escolas classes e ensino fundamental com as de ensino médio. Nós
temos cobrado isso e hoje, mais uma vez, estamos protocolando. Há orçamento, há necessidade. É
preciso corrigir essa injustiça. Falta vontade política do Governo do Distrito Federal. Pressão nós
vamos continuar fazendo para votarmos o mais rapidamente possível.
Eu quero lamentar, deputado Chico Vigilante, o que aconteceu hoje, em frente à Secretaria
de Educação, durante um ato dos estudantes da UESDF, a União dos Estudantes Secundaristas do
Distrito Federal, diante dos escândalos de corrupção na cidade, do Ibaneis, da Celina, do Master e do
caso da Secretaria de Educação: Hélvia, Isaias, os aluguéis milionários e os problemas das escolas.
Mais uma vez, a truculência imperou, e os estudantes foram recebidos no shopping – é um absurdo
a Secretaria de Educação funcionar num shopping – com spray de pimenta e muita violência por
parte da Polícia Militar do Distrito Federal. Quero repudiar, mais uma vez, a ação truculenta do
governo Ibaneis, do governo Celina e da gestão Hélvia e Isaias, que se negam a sentar, conversar e
dialogar com a entidade legítima de representação dos estudantes.
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Por fim, quero não apenas lamentar e repudiar, mas informar, deputado Chico Vigilante, que
também estou acionando o CNJ diante de mais uma infeliz, injusta, absurda, ilegal e cruel decisão do
Poder Judiciário, desta vez do TJDFT. Vou ler aqui: “A Justiça do Distrito Federal, por meio do juiz
Luciano Pifano Pontes, inocentou um homem que engravidou uma adolescente de 13 anos, em
Planaltina”.
A denúncia, deputado Max Maciel, feita pela mãe da menina de 13 anos, é de que o homem
invadiu a casa e estuprou a menina. A Justiça do Distrito Federal, por meio do juiz Luciano Pifano
Pontes, inocentou o homem, inocentou o estuprador e, na decisão, afirmou que não ficou
demonstrada, nas provas, a intenção de cometer estupro de vulnerável, apesar de o exame de DNA
ter confirmado a paternidade do estuprador.
Não há demonstração, deputado Chico Vigilante. O Código Penal brasileiro é nítido e
objetivo: relação sexual com menores de 14 anos é considerado estupro de vulnerável. Não há
interpretação da lei. Não há subjetividade nesse caso. A justiça brasileira não pode ser conivente
com a violência contra as mulheres, com o estupro, com a violência contra meninas e adolescentes.
É um escândalo essa decisão.
Estamos acionando, deputado Chico Vigilante, o CNJ mais uma vez. Não podemos mais
tolerar isso.. O presidente Lula acaba de anunciar, inclusive, uma força-tarefa nacional, uma
mobilização do governo federal, incluindo no currículo das escolas, mais uma vez, a necessidade de
se discutir educação sexual, o combate à violência e o combate ao feminicídio.
O Senado Federal, nesta semana, dá uma resposta importante à sociedade, equiparando o
crime de misoginia ao crime de racismo. Há um setor da extrema-direita que acha isso um absurdo,
uma aberração. Aberração é o que aconteceu, infelizmente, no Distrito Federal: o Poder Judiciário
inocentar um estuprador, segundo o juiz, por falta de evidências.
Portanto, seguimos nessa luta em defesa dos direitos das mulheres e no combate
necessário, diário e constante à violência contra mulheres, ao feminicídio, à misoginia e ao
machismo. Isso passa por educação sexual nas escolas, isso passa por educar crianças e
adolescentes desde cedo nas escolas, isso passa por envolver as famílias e passa também por um
sistema judiciário que não pode salvar ou proteger estupradores e criminosos.
Sendo assim, deputado Chico Vigilante, fica aqui esse pedido. Já estamos acionando o CNJ e
vamos pedir também que a Mesa Diretora desta casa se manifeste sobre esse episódio lamentável,
cruel, ilegal e injusto da Justiça do Distrito Federal.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Muito obrigado, deputado Gabriel Magno.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, boa tarde. Boa tarde,
deputado Gabriel Magno. Boa tarde a todos que nos acompanham nesta sessão discursiva.
O que eu queria pontuar, deputado Chico Vigilante, é que, na data de hoje, o presidente
desta casa, deputado Wellington Luiz, a quem agradeço, recebeu a direção do Sindicato dos
Metroviários, a fim de impedir que a greve avance a partir do dia 30. A categoria reivindica uma série
de demandas históricas, de fato, e outras aguardam que o próprio governo encaminhe a esta casa
alguns pedidos.
O presidente, deputado Wellington Luiz, fez alguns acordos; entre eles, que a casa possa
participar da forma de financiar as horas extras pendentes dos trabalhadores metroviários, além do
compromisso de que o governo encaminhe o concurso ainda neste semestre. É muito importante o
concurso ainda neste semestre, para que todo o trâmite avance, o certame seja de fato realizado e,
até o fim do ano, ocorram as nomeações, a fim de que, em 2027, sejam feitos os treinamentos e a
recomposição do quadro dos metroviários do Distrito Federal. Hoje, a vacância é de 300 pessoas.
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Deputado Gabriel Magno, imagine o que é trabalhar em um ambiente em que você não pode
ir ao banheiro, porque, se você se ausentar, deixará a catraca liberada. Imagine existir uma pessoa
com mobilidade reduzida em um vagão, que precisa de ajuda, e o servidor não tem condição de
auxiliá-lo nessa situação? Nós buscamos realizar essa conversa na terça-feira, mas o presidente
conseguiu nos receber hoje. Essa conversa ficou sinalizada. Haverá uma assembleia do sindicato no
domingo, e nós esperamos que, de fato, o governo cumpra o combinado, faça os acertos
necessários. Precisamos buscar também crédito no orçamento para que o metrô não colapse de vez.
Faço um pedido à Secretaria de Transporte e Mobilidade. Nós estamos acompanhando a
linha 110.2, que é a linha de ônibus que mais transporta pessoas no Distrito Federal. A Universidade
de Brasília movimenta mais de 50 mil pessoas por dia. São 249 viagens permanentemente na
universidade, deputado Gabriel Magno. Porém, em razão do trânsito, das intercorrências e da falta
de planejamento do transporte público e priorização do transporte individual, os estudantes estão
chegando atrasados na aula. Deputado Chico Vigilante, o professor está impedindo o aluno de entrar
em sala de aula na universidade, porque o estudante chegou atrasado.
Isso aconteceu nesta semana na Universidade de Brasília. O aluno pega um ônibus até a
rodoviária, um metrô até a rodoviária e, depois da rodoviária, ele tem que pegar o ônibus da linha
110. A logística é alheia ao passageiro. Há obstrução de via, há um problema grave dentro da
rodoviária de acostagem desses ônibus. Eles se acumulam numa fila gigantesca, e os estudantes não
conseguem chegar no horário de aula. Nós estamos solicitando providências da Secretaria de
Transporte e Mobilidade. A comissão acompanhou o transporte, e a frequência dos ônibus não está
em conformidade com a ordem de serviço. Nós constatamos que há uma intercorrência de vias e de
acesso à rodoviária que precisa ser sanada para que esses ônibus encostem, acompanhem o fluxo
necessário e cheguem, como combinado, no horário de pico, de 3 em 3 minutos. Sem dúvida
nenhuma, isso é fundamental.
Quero dizer a todos os estudantes, discentes, aos professores da Universidade de Brasília
que nós estamos atentos à situação, acompanhando e notificando os casos junto à Secretaria de
Transporte e Mobilidade do Distrito Federal para que verifique a situação. A comissão já constatou
que isso não está em conformidade.
Para encerrar, deputado Gabriel Magno, o senhor mencionou esse assunto grave. Quando
lemos, nem conseguimos ouvir o argumento de uma pessoa que afirma não haver provas de que um
homem adulto viole sexualmente uma criança de 13 anos de idade. Isso não é um fato novo no
Brasil. Recentemente aconteceu em outro estado. Um magistrado dá um tipo de sentença muito
parecido e inocenta o agressor. O Brasil precisa rediscutir não apenas novas normas jurídicas, mas
também as interpretações adotadas. Quase sempre são homens decidindo sobre a vida das
mulheres. São homens que acabam dizendo que o outro não teve intenção. Não quero acusar
ninguém. Estou apenas refletindo. Talvez as pessoas olhem para si e pensem: “Acho que eu faria o
mesmo e não seria problema”. Não há cabimento alguém inocentar o agressor diante de um fato
consumado.
O pior, deputado Gabriel Magno, é que, às vezes, alguns setores da sociedade impedem até
o acesso ao aborto para essa criança. Alguns querem que ela tenha o filho e conviva com o filho que
é fruto de uma violência, o que representa uma violência dobrada para uma criança cuja vida foi
definitivamente interrompida. Portanto, eu também quero me solidarizar com você e dizer que
repudiamos esse tipo de conduta, esse tipo de ação.
Presidente, vou encerrar meu discurso. Mais uma vez, convido toda a população para uma
festividade. Sexta-feira será um dia de muito agito na cidade de Ceilândia. Haverá festa, corte de
bolo, sessão solene e exposições nas cidades. A Casa do Hip-hop realizará atividades. Na Praça do
Cidadão, na Galeria Risofloras haverá a exposição chamada Terra dos Incansáveis. Convido todos
para curtirem uma das melhores cidades do Distrito Federal.
Quem quiser aproveitar, pode comer uma boa buchada. Eu sou filho de paraibano e adoro
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uma buchada na feira. Eu não posso falar o nome porque vou fazer propaganda, deputado Chico
Vigilante. Existe uma banca do meu amigo Chico na feira. Quem conhece sabe. Porém, precisa pedir
a buchada no dia anterior para ele caprichar. Vale a pena dar uma volta na feira de Ceilândia, ir à
Casa do Cantador, tirar foto na Caixa d’Água, comer nas lanchonetes de rua e ir às casas de eventos
da Via Leste. Ceilândia cresceu muito – é verdade –, mas precisa de muito mais, por mais 55 anos
de luta e resistência.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Convido o deputado Gabriel Magno para
presidir esta sessão, já que eu também pretendo me pronunciar.
(Assume a presidência o deputado Gabriel Magno.)
PRESIDENTE DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Assumo a presidência.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante, líder do Partido dos Trabalhadores.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores
deputados, estou vendo aqui uma matéria no Metrópoles: uma fala do presidente do Banco Central
do Brasil, Gabriel Galípolo. Ele afirma que o problema do Banco de Brasília não é de liquidez, o
problema é de patrimônio.
Portanto, penso que a situação está muito mais difícil de ser resolvida, porque o patrimônio
do Banco de Brasília, hoje, é menor do que era antes. É só verificar que as ações do Banco de
Brasília, em 5 anos, tiveram uma queda de 91%. A redução é de 91%. Isso levou junto, por
exemplo, o Iprev-DF. O Iprev tinha 35% das ações do Banco de Brasília, hoje não tem mais nada.
O Galípolo diz também que a solução para o Banco de Brasília – e quem está falando é o
presidente do Banco Central – passa por uma proposta do acionista majoritário. E quem é o acionista
majoritário? O Governo do Distrito Federal. Quem é o gerente do acionista majoritário? O senhor
Ibaneis Rocha, que vem botar a culpa na oposição, dizendo que nós somos os culpados pela quebra
do Banco de Brasília.
Na verdade, o culpado pela quebra do Banco de Brasília tem CPF e se quiser tem CNPJ:
Ibaneis Rocha. Ele é o culpado por tudo isso. Foi ele quem levou o Banco de Brasília a essa situação
dramática que está vivendo. E agora o Galípolo pontua muito bem essa realidade.
Hoje saiu uma matéria dizendo que há dezenas de telefonemas, mensagens do Vorcaro com
a senhora Celina Leão, vice-governadora. Ela está dizendo que não tem. Pois que venha tudo a
público, que a Polícia Federal publique todos os relatórios. Porque nós sabemos que quem indicou a
direção passada do Banco de Brasília foi, exatamente, o Ciro Nogueira, do PP, amigo predileto do
Vorcaro. Eles pegaram o Banco de Brasília para fazer negócios. Enquanto os servidores, professores,
trabalhadores da saúde e uma série de outros ficaram superendividados, houve pessoas que foram
ao suicídio em função das dívidas, esse pessoal estava fazendo essa farra, essa lambança com o
Banco de Brasília. E agora está aí o resultado.
Portanto, eu estou defendendo – a exemplo do que falou o deputado Gabriel Magno – a
instalação urgente da CPI que vai investigar o Banco de Brasília e o Banco Master. Eu topo,
deputado Gabriel Magno. Já propus isso para o pessoal do PL e de outros partidos que querem fazer
a coisa com seriedade. Eu topo nos sentarmos com o objetivo de criarmos um relatório comum de
pedido de CPI, com as assinaturas dos deputados em ordem alfabética. Acho que o pessoal também
topa fazer as assinaturas por ordem alfabética. Depois, elegemos o presidente da CPI, com
compromisso de que ele faça as convocações necessárias, e indicamos o nome de quem queremos
para ser o relator. Vamos fazer uma CPI séria para que possamos efetivamente aprofundar as
investigações e apontar os culpados. O que não pode é ficarmos nesta situação em que estamos:
vendo o banco definhando, acabando e o Distrito Federal afundando, sem a Câmara Legislativa fazer
absolutamente nada.
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A Câmara Legislativa não pode ficar na inércia, fazendo de conta que não tem nada a ver
com isso. Não pode. Este é o Poder Legislativo, e ele tem que ter independência. Mesmo os
deputados que nomearam secretários, administradores e outras pessoas deveriam vir junto conosco,
no sentido de instalarmos essa CPI para fazer uma investigação verdadeira – a exemplo do que
fizemos na CPI de 2003 a 2004, que investigou o cartel dos combustíveis do Distrito Federal. Nós
provamos que havia um cartel. A Polícia Federal, depois, na Operação Dubai, comprovou que havia
um cartel e, agora, o Cade aplicou uma multa de R$150 milhões, porque ficou efetivamente
comprovado que havia um cartel. Foi o trabalho feito pela Câmara Legislativa que revelou esse
cartel.
Portanto, estou propondo à Câmara Legislativa a instalação imediata dessa CPI para passar o
Distrito Federal a limpo.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Obrigado, deputado Chico Vigilante.
Pergunto ao deputado Max Maciel se quer fazer uso da palavra novamente.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos
conforme informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento
Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica
CNJ – Conselho Nacional de Justiça
Iprev-DF – Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal
TJDFT – Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa - Substituto(a), em 31/03/2026, às 19:14, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
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00001-00012545/2026-88 2602589v2
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