Olair Francisco - Desigualdade social
Artigo
Olair Francisco - Desigualdade social
12/09/2014 12h11| Em artigo, o deputado Olair Francisco (PTdoB) discorre sobre a desigualdade social no Brasil, apontando suas principais causas e defendendo possíveis formas de solução. "Urgente se faz, há muito tempo, a implantação de fato de uma política pública capaz de fortalecer o combate à desigualdade social", afirma. Para ele, "não será possível combater esse problema nas grandes cidades sem um programa de geração de empregos industriais, de maiores salários e de uma reforma urbana de combate à especulação imobiliária". | |
A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. Existem várias formas que referenciam esse conceito, diversos tipos de desigualdades, desde desigualdade de oportunidade até desigualdade de escolaridade, de renda, de gênero, entre outras.
A desigualdade social no Brasil tem sido fortemente debatida em várias instâncias, inclusive o processo de modernização é citado como um dos fatores precursores deste mal. A desigualdade social – chamada muitas vezes de desigualdade econômica – é um problema social presente em todos os países do mundo, decorrente da má distribuição de renda e, ademais, da falta de investimento na área social. Processo que ocorre, principalmente, nos países chamados subdesenvolvidos ou não desenvolvidos, mediante a falta de uma educação de qualidade, de melhores oportunidades no mercado de trabalho e também da dificuldade de acesso aos bens culturais e históricos pela maior parte da população. Em outras palavras, a maioria fica à mercê de uma minoria que detém os recursos, gerando as desigualdades.
Urgente se faz, há muito tempo, a implantação de fato de uma política pública capaz de fortalecer o combate à desigualdade social. Não será possível combater esse problema nas grandes cidades sem um programa de geração de empregos industriais, de maiores salários e de uma reforma urbana de combate à especulação imobiliária, a qual inviabiliza o acesso à moradia digna pelo mais pobre.
Não é possível pensar em combater a desigualdade social sem aplicar mais recursos na educação.
Não é possível combater a desigualdade social no meio rural sem promover a democratização da propriedade da terra, com uma vigorosa reforma agrária.
Enfim, mesmo quem não acredita que a redução das desigualdades socioeconômicas seja uma exigência de justiça social, conforme estampado na Constituição brasileira, tem razões de sobra para desejá-la, ao menos instrumentalmente; isto é, como política pública comprovadamente eficiente no combate às várias mazelas sociais.
Países menos desiguais ostentam, em regra, índices menores de criminalidade, melhores níveis de saúde pública, mais confiança e solidariedade entre as pessoas e mais perspectivas de desenvolvimento sustentável.
Que, com o advento do voto nos próximos dias, possamos refletir acerca da justiça social.
*Olair Francisco é deputado distrital pelo PTdoB