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DCL n° 191, de 08 de setembro de 2025
Extratos - CLDF - Saúde 3/2025
Brasília, 03 de setembro de 2025. Fundamento Legal: Inciso IV, do art. 74, da Lei 14.133 de 1º de abril de 2021 e alterações. Justificativa: Objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento. Autorização da despesa: pelo Ordenador de Despesa, Geovane de Freitas Oliveira. Ratificação: pelo Diretor do FASCAL, conforme competência delegada pelo Presidente da CLDF, por meio do Ato do Presidente nº 255/2024, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 102, em 15 de maio de 2024.
Processo SEI n.º 00001-00035669/2025-51. Contratada: NEOVIV - ATIVIDADE MÉDICA
AMBULATORIAL LTDA., CNPJ: 22.052.321/0001-72. Objeto: prestação de serviços de consultas médicas, procedimentos e terapias conforme Laudo Técnico de Vistoria para Credenciamento nº SEI 2304751 e despacho da perícia médica do FASCAL nº SEI 2305901.
Ratifico, nos termos do artigo 74 da Lei 14.133, de 1º de abril de 2021, a inexigibilidade de licitação de que trata o referido processo, tendo em vista as justificativas constantes dos respectivos autos processuais. Publique-se para as providências complementares.
GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA
Diretor do FASCAL
Documento assinado eletronicamente por GEOVANE DE FREITAS OLIVEIRA - Matr. 24088, Diretor(a) do Fascal, em 04/09/2025, às 10:22, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site: http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0 Código Verificador: 2305999 Código CRC: 1A9670A3.
DCL n° 191, de 08 de setembro de 2025
Avisos - Sindical/ASSECAM 1/2025
Ofício nº 105/2025 - SINDICAL
Brasília, 5 de setembro de 2025.
Ao Senhor JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário Geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Assunto: Publicação do edital resumido das Eleições do Sindical.
Senhor Secretário Geral,
O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal – SINDICAL solicita a publicação no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, no dia 8 de setembro do ano em curso, o edital resumido de convocação para as eleições da Diretoria e do Conselho Fiscal para o biênio 2026/2027, conforme documento anexo.
Certos de contar com a compreensão e colaboração de Vossa Senhoria, agradecemos antecipadamente pela atenção dispensada.
Atenciosamente,
VICTOR LÚCIO FIGUEIREDO
Presidente do Sindical
Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal
Setor de Indústrias Gráficas – Quadra 02, lotes 420/440 – Ed. City Offices, sl. 231 e 233. CEP 70610-420.
Fone: (61) 3347-8400 - www.sindical.org.br / administrativo@sindical.org.br
SINDICATO DOS SERVIDORES DO PODER LEGISLATIVO E DO TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL - SINDICAL
EDITAL RESUMIDO DE CONVOCAÇÃO PARA AS ELEIÇÕES DA DIRETORIA E DO CONSELHO FISCAL PARA O BIÊNIO 2026/2027
O Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal – Sindical, no uso das atribuições previstas nos artigos 32, inciso IX e 54, do Estatuto, e tendo em vista deliberação da Diretoria, em reunião ordinária do dia 7 de agosto de 2025, CONVOCA todos os associados para Assembleia Geral Ordinária de Eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal, a ser realizada da seguinte forma: Item 1 - Data, hora e local da votação: A eleição será realizada no dia 6 de novembro de 2025, das 9h às 18h, em duas urnas, uma no hall do auditório do edifício sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal - CLDF, no andar térreo inferior e outra no Espaço de Convivência, do edifício anexo do Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF. Item 2 - Prazo para registro de chapas e horários de funcionamento da secretaria do Sindical: O registro de chapas será feito, exclusivamente, na secretaria do Sindical, localizada no SIG Quadra 02, lotes 420, 430, 440, Edifício City Offices, sala 231 e 233, entre os dias 9 e 23 de setembro de 2025, das 09h às 12h e das 13h às 18h. Item 3 - No caso de empate entre as chapas mais votadas ou não havendo registro de nenhuma chapa até o encerramento do prazo para inscrição, nova eleição será realizada no dia 8 de dezembro de 2025, nos respectivos locais e horários previstos no item 1, deste Edital. Item 4 - O edital completo da eleição encontra-se à disposição na sede do Sindicato, no site www.sindical.org.br e nas bibliotecas da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF e no Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF.
Brasília, 8 de setembro de 2025.
VICTOR LÚCIO FIGUEIREDO
Presidente do SINDICAL
DCL n° 191, de 08 de setembro de 2025 - Suplemento
Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 71/2025
ATA DE SESSÃO PLENÁRIA
3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA
71ª SESSÃO ORDINÁRIA,
DE 2 DE SETEMBRO DE 2025.
INÍCIO ÀS 15H41 TÉRMINO ÀS 17H49
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos
trabalhos.
Está aberta a sessão.
Convido o deputado Robério Negreiros a secretariar os trabalhos da mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo secretário.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Iolando (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Rogério Morro da Cruz (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Roosevelt (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix (Pausa.)
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (Bloco PSOL-PSB. Como líder.) – Presidente, deputados, deputadas,
quem assiste a esta sessão pela TV Câmara Distrital, quem nos acompanha na galeria da Câmara
Legislativa, não podemos deixar de falar de um tema que é o assunto do dia de hoje. O Brasil vive um
momento histórico, um julgamento histórico, até porque isso nunca aconteceu antes neste país. Por
isso, o dia de hoje é histórico.
Um ex-presidente da República está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal por tentativa
de golpe de Estado. Isso é muito importante, porque o Brasil já vivenciou 14 tentativas ou golpes
consumados, e ninguém, em sua história, nunca foi punido por isso.
Deputados, para que tenham uma noção, Juscelino Kubitschek sofreu 2 tentativas de golpe –
em uma delas, inclusive, havia um plano para bombardear os palácios dos 3 Poderes –, mas,
posteriormente, ele anistiou os golpistas. Sabem o que esses mesmos golpistas fizeram depois? Deram
o golpe de 1964, que impôs ao país uma ditadura de 21 anos. Por isso, não é possível relativizar uma
tentativa de golpe no Brasil. Não podemos relativizar esse tipo de ação. É necessária uma punição
rigorosa para que esse tipo de conduta não se repita neste país.
O meu sonho é que, daqui a algumas décadas – 50 anos –, quando alguém com a mesma
mentalidade de Bolsonaro ou da cúpula golpista pensar em dar um golpe de Estado, lembre-se de que
o Brasil já puniu golpistas, de que o Brasil já prendeu pessoas que tentaram dar um golpe de Estado
utilizando o aparato estatal e atuando dentro das instituições. Por isso, é tão importante falarmos sobre
esse tema.
Quando uma tentativa de golpe de Estado não dá certo, muitas pessoas tentam dizer: “Eu não
fiz. Nós não tentamos. Nós não agimos. Não era bem isso. Essa minuta de golpe não era golpe. Não
era o que íamos tentar.” Mas isso está claro. As investigações são diretas e objetivas. Há um brigadeiro
– que era o chefe da Força Aérea Brasileira – contando que daria voz de prisão, porque circularam a
tentativa de golpe, assediaram autoridades da República e organizaram essa tentativa. O que estamos
tratando aqui não é brincadeira.
Nesta casa, há 24 deputados distritais sentados em suas cadeiras, eleitos pelo povo, pelo voto
popular. Se respeitam o voto popular, se respeitam a democracia, devem agir agora para que golpes
não ocorram neste país. Para quem tentou qualquer golpe... Parece um golpe que atinge somente o
Palácio do Planalto, mas não é; ele atinge toda a escala democrática brasileira, a participação popular,
a voz de todas as pessoas – as pessoas que verdadeiramente defendem a liberdade.
Fala-se muito em liberdade. Há discurso sobre liberdade de opinião para lá e para cá. Quem
defende a liberdade, defende a liberdade na democracia: poder falar e discutir o que se pensa. Em
uma ditadura, o deputado que sobe à tribuna para expressar sua opinião e fazer oposição é preso –
mais do que preso, é torturado. Ele é torturado por aqueles que hoje dizem defender a liberdade.
Portanto, hoje, o meu desejo é que esse julgamento – que deve durar, no mínimo, 2 semanas
– tenha um desfecho realmente rigoroso para quem tentou dar um golpe de Estado. E não apenas para
o andar de baixo, para aqueles 1.500 que confessaram e assinaram acordos de confissão em relação
ao crime de tentativa de golpe, mas para a cúpula que organizou, estimulou e tramou esse golpe. Que
essa turma seja realmente punida e presa pelos crimes que cometeu! Que não haja qualquer
possibilidade de anistia neste país!
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dando continuidade ao comunicado de líderes,
concedo a palavra ao deputado João Cardoso.
DEPUTADO JOÃO CARDOSO (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Boa tarde, senhor
presidente, senhoras e senhores deputados, pessoal da imprensa e servidores.
Hoje, quero falar sobre um projeto de lei, encaminhado pelo Executivo à Câmara Legislativa,
que chegou ontem, dia 2. Já tratamos dessa proposição no Colégio de Líderes, e todos entenderam sua
importância. Trata-se do Projeto de Lei Complementar nº 79/2025, que altera a Lei Complementar nº
806. Essa lei complementar prevê a flexibilização da regularização, na Terracap e na Seduh, de
terrenos ocupados por entidades sociais e templos de todos os segmentos.
Isso é um ganho muito significativo. Por quê? Porque o governo tem interesse na
regularização, e as entidades já estão instaladas nesses locais. Existe um marco temporal de 2016 para
trás. Muitos templos estão instalados desde esse período. Os templos religiosos e as entidades de
assistência social trazem um benefício muito grande para a sociedade, principalmente pelas ações em
prol da comunidade que está próxima a eles.
Então, eu agradeço a todos os parlamentares pelo apoio. Nós iremos, com as nossas
assessorias, estudar o projeto de lei e, se tudo der certo, ele será pautado e aprovado, permitindo que
se dê celeridade à regularização dos templos religiosos e demais segmentos de ação social aqui no
Distrito Federal.
Presidente, quero parabenizar o Seminário Redemptoris Mater, que fez sua 14ª Jornada de
Portas Abertas. Mais uma vez nós destinamos emenda parlamentar a esse evento e fiscalizamos sua
aplicação. Milhares de pessoas se fizeram presentes em uma festa onde houve cultura, lazer e
religiosidade – é óbvio. Agradeço à Secretaria de Cultura e à Secretaria de Turismo, que sempre têm
nos apoiado e permitido a realização desses fomentos, bem como a fiscalização deles. Então, na
pessoa do reitor, padre Paulo de Matos, quero parabenizar a 14ª Jornada de Portas Abertas, porque sei
que é por meio desse tipo de evento que se traz o bem para a população e para aqueles que formam
sacerdotes para a evangelização.
Agora quero falar sobre a Lei nº 7.336/2023, uma lei de minha autoria aqui na Câmara
Legislativa do Distrito Federal, que reconhece como PCDs os fibromiálgicos. A lei foi questionada no
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, e eu quero aqui louvar a Procuradoria da
Câmara Legislativa do Distrito Federal, que ingressou no processo para responder ao não
reconhecimento da lei. Paralelamente a isso, eu quero ressaltar que o presidente da República, o
presidente Lula, sancionou uma lei federal de semelhante teor, a Lei nº 15.176/2025. Portanto, o
presidente da República, por meio de lei editada pelo Congresso Nacional, reconhece os fibromiálgicos
como pessoas com deficiência. Isso é muito importante.
Devido à nossa lei e à lei federal, quero dizer aos que sofrem com fibromialgia que fiquem
tranquilos, porque tanto o governo federal quanto o governo distrital e esta Câmara Legislativa os
reconhecem como PCDs. Logo, logo vocês terão reconhecidos todos os direitos de pessoas com
deficiência e poderão usufruir deles. Eu fico muito contente com isso.
Para mim, faz valer o mandato ser autor de uma lei que permita atender a essas pessoas que
sofrem tantas dores e, muitas vezes, são julgadas, porque outras pessoas acham que as dores não são
verdadeiras. Os médicos vieram aqui e já provaram que existe, sim, essa doença e é possível
diagnosticá-la. Parabéns a todos os fibromiálgicos por essa vitória. Parabéns também à Anfibro, na
pessoa da presidente, Márcia, que sempre está conosco, aqui, dando apoio e nos apresentando as
demandas.
Por fim, quero falar sobre os empórios rurais. Nós fizemos um empório rural lá em Sobradinho.
É um empório muito bom. Foi a primeira obra feita com recurso público pela Secretaria da Agricultura.
O empório em Sobradinho fez um sucesso danado. O governador Ibaneis Rocha esteve na inauguração
e hoje é cliente lá.
Nós, com a Secretaria da Agricultura, na pessoa do secretário Rafael – a quem elogio –,
decidimos fazer o empório rural do Jardim Botânico. Eu vou destinar emenda parlamentar para isso – e
é claro que o parlamentar que quiser participar será bem-vindo. A área já está reservada, o projeto já
está pronto. Ficará perto do balão do Jardins Mangueiral e vai abranger toda aquela região. Quero,
sim, apoio do deputado Rogério Morro da Cruz. Nós seremos parceiros nesse projeto.
Outro empório também será feito lá em Brazlândia. Pedirei apoio ao deputado Iolando, quero
que ele participe comigo desse projeto que beneficiará vários produtores rurais. Isso será muito bom.
Esse trabalho traz um excelente serviço para a comunidade e traz oportunidade de os produtores rurais
e feirantes comercializarem seus produtos.
Presidente, finalizando, quero falar sobre o Circuito Cultural das Paróquias, que já se tornou um
sucesso em todo o Distrito Federal. É uma demanda que recebi, inicialmente, do nosso cardeal dom
Paulo e que já estamos executando. O circuito acontece em 54 paróquias. Entramos com a emenda
parlamentar e temos o apoio da Secretaria de Turismo – agradeço ao secretário Cristiano Araújo – e,
também, da Secretaria de Cultura – agradeço ao nosso amigo, o secretário e ex-deputado Claudio
Abrantes. Já realizamos o circuito em várias paróquias.
Até hoje, até este momento, neste ano, já foram 24 paróquias beneficiadas: Paróquia Nossa
Senhora da Paz, no Gama; Santuário da Mãe Rainha Três Vezes Admirável, no Lago Norte; Paróquia
São Mateus e São Lucas, na Ceilândia; Paróquia da Ressurreição, na Ceilândia; Capela Santa Clara de
Assis, em Taguatinga; Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, no Riacho Fundo II; Capela São
Paulo II, no Guará; Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Gama; Comunidade Shalom, na Asa Sul;
Capela Rainha da Paz, no Sudoeste; Paróquia Santa Clara e São Francisco de Assis, no Jardim
Botânico; Paróquia Senhor Bom Jesus, na Ceilândia; Paróquia Nossa Senhora das Graças da Medalha
Milagrosa, na Asa Norte; Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Gama; Paróquia Nossa Senhora
Aparecida, em São Sebastião; Paróquia Santo Antônio, na Ceilândia Sul; Paróquia São Marcos e São
Lucas, na Ceilândia Sul; e Paróquia Ressurreição, na Ceilândia. Há ainda 30 paróquias que serão
beneficiadas neste ano, presidente deputado Ricardo Vale.
Eu falo para minha esposa que eu devo me santificar desta vez, porque eu vou a todas, assisto
à missa e tenho de ficar, depois, para verificar, fiscalizar e acompanhar o evento.
Fico muito contente por saber que estamos fazendo esse trabalho, que se transforma em
evangelização. A evangelização traz pessoas que estão, muitas vezes, em situações de risco, de
criminalidade, de abuso, de violência, de drogadição, de alcoolismo, e as leva para a igreja, onde elas
são evangelizadas. O governo ganha com isso, e toda a população do Distrito Federal também ganha.
Eu fico feliz por participar desse projeto cultural, porque a evangelização, a palavra de Deus,
chega a pessoas de todas as comunidades das quais aqui estamos falando.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado João Cardoso.
Registro a presença dos estudantes e dos professores do Centro Educacional 203 do Recanto
das Emas, participantes do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do
Legislativo.
A TV Câmara Distrital está filmando vocês. Sejam bem-vindos. Obrigado pela presença.
Registro, também, a presença dos aprovados da Polícia Penal do Distrito Federal, bem como
dos agentes de saúde, que marcam presença aqui mais uma vez, assim como dos técnicos de
enfermagem. (Palmas.)
Todas essas carreiras reivindicam as nomeações dos aprovados.
Dando continuidade ao comunicado de líderes, concedo a palavra ao deputado Rogério Morro
da Cruz.
DEPUTADO ROGÉRIO MORRO DA CRUZ (Bloco União Democrático. Como líder.) – Presidente,
desejo uma ótima tarde aos pares e aos servidores da Câmara Legislativa.
Eu não poderia deixar, nesta tarde, de parabenizar todos os moradores do Jardim Botânico,
bairro que ontem completou 21 anos. Quero aqui deixar um abraço a todos os moradores, a todos os
síndicos.
O Jardim Botânico, na verdade, é cercado por vários condomínios, os quais têm ajudado muito
o Estado. Os condôminos daquela região, deputado Max Maciel, já preparam a cidade, fazem asfalto,
colocam água, fazem a rede de energia, cuidam da segurança. Sou exemplo disso, pois fui porteiro no
condomínio Solar de Brasília, onde trabalhei mais de 19 anos da minha vida.
Eu não poderia deixar de parabenizar os empresários e todos os moradores do Jardim
Botânico.
Eu quero falar diretamente aos moradores da querida e amada São Sebastião. Todos os
moradores ali me interrogam, nas minhas redes sociais, em grupos do WhatsApp, sobre a questão da
regularização da cidade.
Eu destinei R$8,5 milhões para regularizar e escriturar a cidade. Esse processo já se iniciou.
Destinei recurso também para a carreta da Codhab, que já desceu na cidade para facilitar esse
trabalho.
Quero dizer que São Sebastião será escriturada. O governador Ibaneis Rocha tem dado aval e,
em breve, teremos as escrituras. Quero falar também para você, morador do Morro da Cruz, que eu
destinei R$5.200.000 para regularização e para os projetos urbanísticos. As empresas já foram
contratadas pela Codhab. Em breve, se Deus permitir, novidades e obras de grande relevância para a
nossa cidade estarão prestes a acontecer, principalmente nesse cinturão em volta dela – que engloba o
Morro da Cruz, o Zumbi dos Palmares, a Vila do Boa e o Capão Comprido –, onde é preciso que seja
feita essa drenagem. O processo está bem adiantado porque a cidade tem deputado presente, que
mora dentro de um bairro dela, o Morro da Cruz, onde ainda não há saneamento básico, mas estamos
lutando por isso.
Tenho uma notícia boa para os moradores do Residencial Vitória. A Caesb já está com um
projeto para fazer uma elevatória e, em breve, será feita a tão sonhada rede de esgoto para acabar
com esse transtorno que os governantes passados deixaram. Eles não cuidaram do Residencial Vitória
nem do residencial Bela Vista também. Hoje estive com a nossa governadora Celina e falamos sobre a
pavimentação das 3 ruas, que já está autorizada. A Novacap será acionada para fazer esse trabalho.
Para finalizar, presidente, quero parabenizar o nosso amigo Mayk Montalvão, do Espaço
Tropical, e sua equipe – Júnior e todos ali – pela temporada que fizeram dentro do Morro da Cruz: o
Beach Bar. Realmente esse evento de suma importância ficou para a história. Eles encerraram com
chave de ouro, levando cinema para essas crianças. Houve muitas músicas boas também, muitas
diversões. Quero deixar registrado que irei apoiar esse grande projeto, não só para São Sebastião, mas
para todo o Distrito Federal. Parabenizo-os pelo evento que ficou no calendário da nossa cidade.
Que Deus nos abençoe e muito obrigado pela oportunidade!
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra à deputada Paula
Belmonte. (Pausa.)
Quero registrar a presença dos estudantes e dos professores do Centro Educacional 203 do
Recanto das Emas, participantes do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola
do Legislativo. Sejam bem-vindos. Agradecemos muito a presença de vocês.
Concedo a palavra ao deputado Wellington Luiz.
DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Presidente, em primeiro lugar, permita-me registrar e
agradecer a presença do ex-deputado federal e ex-ministro Ronaldo Fonseca, um amigo. Com você e o
Eduardo juntos, com certeza, soluções estarão a caminho.
Presidente, quero me dirigir a vossa excelência, ao deputado Chico Vigilante, ao deputado
Gabriel Magno e fazer um pedido, em nome de todos os servidores da segurança pública do Distrito
Federal. Vivemos um momento delicado. Tenho que reconhecer, primeiramente, deputado Chico
Vigilante, a sensibilidade que o presidente Lula sempre teve com as forças de segurança, pois o último
aumento que efetivamente houve foi na época do presidente Lula, numa reunião que tivemos com o
ministro José Dirceu.
Neste momento, passamos por uma situação que nos causa enorme preocupação, já que este
processo está tramitando no governo federal há algum tempo. A ideia é que os efeitos financeiros
começassem a contar a partir de setembro, mas esse projeto ainda se encontra no governo federal,
quando já deveria ter sido encaminhado para o Congresso Nacional. Isso está causando grande aflição
no seio das categorias – da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Neste caso, percebemos que já está ocorrendo uma movimentação. Amanhã, deputado Ricardo
Vale, haverá uma assembleia tanto dos policiais civis quanto dos delegados. Isso é ruim para um
momento como este, já que o projeto saiu do Distrito Federal e o governador Ibaneis – que é o gestor
do fundo – deu todas as condições para que ele seja aprovado pelo governo federal e encaminhado ao
Congresso Nacional.
Deputado Chico Vigilante, por algumas vezes, vossa excelência nos acompanhou em reuniões
no MGI, para que buscássemos uma solução rápida para este problema. Este é um alerta que estamos
fazendo, porque, diante dessa situação, se não houver o devido encaminhamento com relação à
reestruturação das forças de segurança, sem dúvida nenhuma haverá uma reação das categorias, o
que não seria uma coisa boa.
Volto a dizer: este é um governo que, reconhecidamente, sempre teve cuidado com as forças
de segurança do Distrito Federal. Eu vivi isso muito de perto, como presidente do sindicato da Polícia
Civil e como deputado, em outros mandatos. Então, queria pedir aos nobres companheiros do Partido
dos Trabalhadores – que têm nos ajudado, que têm sido sensíveis a isso – que nos ajudem a destravar
esse processo no governo federal.
A deputada federal Erika Kokay tem ajudado bastante, mas nós sabemos que só a união de
força de vossas excelências é que vai permitir que tenhamos a tranquilidade necessária para encerrar
esse processo e dar aos nossos policiais civis e aos demais membros da segurança pública um direito
que é sagrado – até porque quem tem a chave do cofre é o Governo do Distrito Federal, que é o gestor
do fundo e já manifestou a sua vontade de que esta reestruturação aconteça. Contamos com o
presidente Lula, contamos com suas equipes técnicas, para que encerremos isso. Peço apoio aos
nobres companheiros do Partido dos Trabalhadores neste processo.
Obrigado. Um forte a braço a todos e a todas.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Wellington Luiz,
presidente desta casa.
Concedo a palavra à deputada Paula Belmonte.
DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA. Como líder.) – Obrigada, presidente, obrigada à
Câmara Legislativa.
Quero falar da minha alegria de termos na CLDF os jovens do ensino médio do CED 203 do
Recanto das Emas. Para mim, é uma alegria estarmos juntos aqui. Estamos falando da polícia, há
várias pessoas no plenário. Quero dizer de nós, parlamentares. Para mim, é uma grande honra estar no
parlamento. Nós somos 24 parlamentares. Sejam muito bem-vindos! Sintam-se em casa. Esta é a casa
do Poder Legislativo, é a casa do povo. Que Deus abençoe vocês!
Eu me sinto muito honrada, presidente, de estarmos em um parlamento com 24
parlamentares. Somos 4 mulheres. Não é fácil estarmos aqui. Uma campanha política é uma campanha
forte para nós, que somos mães, esposas e donas de casa. Quero dizer do meu compromisso com cada
mulher que está nesta Brasília e no Brasil. O meu compromisso é, sim, com a população. Meu
compromisso é representar, cada vez mais, uma população correta, uma população que tenha
princípios e valores.
Quero dizer aos estudantes que estudem, porque o estudo pode nos levar aonde quisermos.
Principalmente para nós, mulheres. Vamos sonhar, sonhar em ser alguém, sonhar em fazer alguma
coisa. Não pode namorar, o mais importante é estudar, para que consigamos chegar lá. Eu sou fruto
de escola pública e, para mim, é uma honra tê-los aqui, ter esta oportunidade de fortalecermos a
educação. O lugar da mulher tem que ser honrado e eu quero honrar cada mulher.
Que Deus abençoe a cada uma de nós!
O nosso mandato, como procuradora especial da Mulher desta casa, nos traz muita
responsabilidade como parlamentar, como mãe e como defensora da educação, da boa política pública
e de que as coisas cheguem com responsabilidade à população do Distrito Federal. Esse é o nosso
compromisso.
Agradeço mais uma oportunidade de estar aqui, representando o grupo de mulheres. No Brasil,
mais de 50% da população são mulheres, que muitas vezes são invisibilizadas. Estamos com este
compromisso: a cada mulher é devido respeito, e nós vamos sempre defender o acesso a
oportunidades e, principalmente, a igualdade de oportunidade para cada ser humano.
Que Deus nos abençoe! Muito grata por tudo.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputada Paula Belmonte.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante. (Pausa.)
Registro a presença dos estudantes e professores do Centro Educacional 203 do Recanto das
Emas, participantes do Programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da Escola do
Legislativo. Nós ficamos muito felizes em tê-los aqui. Obrigado pela presença.
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Como líder.) – Boa tarde, presidente. Uma boa tarde aos
demais parlamentares, às equipes de assessoria, aos alunos que estão aqui, à imprensa e a você,
cidadão de Brasília e do Brasil, que assiste a esta sessão pelo YouTube e pela TV Câmara Distrital.
Falou-se aqui, um pouco antes de mim, sobre o processo que está em julgamento no Supremo
Tribunal Federal. Chamá-lo de julgamento é até um elogio. O que acontece ali é uma farsa, nula de
pleno direito desde o seu nascedouro. O que nasceu e que está sendo julgado é uma farsa que está
sendo exposta ao mundo por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes.
Todos esses processos são nulos de pleno direito, porque houve o cometimento reiterado de
ilegalidades. O Eduardo Tagliaferro, que era assessor do ministro Alexandre de Moraes, disse que ele
próprio forjou documentos na investigação que tramitava contra alguns empresários. A busca e a
apreensão feitas contra alguns empresários tiveram origem em uma matéria jornalística.
Talvez isso não signifique muita coisa para quem não está acostumado a lidar com o direito,
mas isso não pode acontecer. O juiz não pode ver uma matéria jornalística e mandar fazer busca e
apreensão na casa, no escritório e nas empresas de empresários. Essas coisas não funcionam assim.
Depois, ele não pode mandar seu assessor forjar um documento, dizendo que havia ordem ou
demanda do judiciário para que isso acontecesse em data anterior. Isso macula de nulidade o
processo, deputado Chico Vigilante.
Essa aberração jurídica que está sendo julgada no Supremo é nula de pleno direito. Nenhum
dos réus tem foro privilegiado ou prerrogativa de foro – repito, nenhum dos réus que está sendo
julgado tem prerrogativa de foro. Eles não têm foro privilegiado e estão sendo julgados pelo Supremo
Tribunal Federal. Isso fere o duplo grau de jurisdição. Todo cidadão brasileiro tem direito ao duplo grau
de jurisdição, que significa o direito de recorrer. Mas a esses não foi concedido o duplo grau de
jurisdição. Ao presidente Bolsonaro não foi concedido o duplo grau de jurisdição, sabem por quê?
Porque não é processo. É só perseguição política. Os alvos eram escolhidos antes.
O Eduardo Tagliaferro falou isso! Na audiência pública que está acontecendo agora no Senado
Federal, ele falou assim: “Os alvos eram escolhidos antes. E, a partir da escolha do alvo, nós
investigávamos.” Isso não é direito. Isso não é ato válido do Poder Judiciário.
Qual será o resultado disso? É só questão de tempo. Tudo vai ser anulado. Um dia, o Estado de
direito vai voltar a vigorar no Brasil. Aliás, a ministra Damares Alves já protocolou um pedido de
suspensão do julgamento, em razão do que está sendo revelado pelo Eduardo Tagliaferro.
O absurdo que acontece hoje faz sangrar a democracia brasileira. Não me refiro à democracia
relativa do PT e do Lula, mas à democracia de verdade, que respeita as instituições, o Poder Judiciário
e o voto do povo. Essa democracia está sangrando. No entanto, isso vai passar. Isso vai acabar. O que
está sendo exposto é grave e vai terminar em nulidade. Todas as pessoas que foram acusadas
injustamente vão ser colocadas em liberdade, seja pela anulação dos processos seja pela anistia.
Deputado Hermeto, a situação do Brasil é tão grave, tão grave que países voltam os olhos para
a nossa nação. O Brasil está sendo punido porque não é mais um Estado de direito, e existe gente
achando isso bonito. Existe gente achando que isso é disputa ideológica e disputa política. Essa
perseguição não vai acabar bem para o Brasil. Porém, isso tudo, mais cedo ou mais tarde, vai ser
anulado.
A perseguição que se faz ao presidente Jair Bolsonaro é a perseguição que se faz a todos os
cidadãos que se levantam contra o regime ditatorial que está posto no Brasil. Um dos deputados que
me antecederam falou que, em ditaduras, parlamentares são perseguidos pelo que falam da tribuna.
Bem-vindos ao Brasil de 2025! Marcel van Hatten: perseguido pelo que falou da tribuna. Bia Kicis:
perseguida pelo que falou da tribuna. Tantos outros são perseguidos pelo que falaram da tribuna!
Em breve, voltará a vigorar no Brasil o Estado de direito. O presidente Jair Bolsonaro será
inocentado porque nunca cometeu crime. Todos também serão inocentados.
Eu encerro dizendo que a farsa, a perseguição e a tortura – que fizeram mais de 500 pessoas
confessarem crimes que não cometeram para serem usados hoje como provas – vão acabar. As
pessoas confessaram sob tortura. Se a tortura continuasse, elas confessariam até que votaram no Lula.
Isso vai acabar. O Brasil vai voltar à normalidade e ao Estado de direito. A verdade e a liberdade
prevalecerão. É só questão de tempo.
Peço ao presidente Jair Bolsonaro, a todos que estão sendo julgados injustamente, aos presos
pelo dia 8 de janeiro e às suas famílias: fiquem firmes, porque a verdade, a liberdade e a justiça
prevalecerão.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Thiago Manzoni.
Registro, mais uma vez, a presença dos estudantes e dos professores do Centro Educacional
203 do Recanto das Emas, participantes do programa Conhecendo o Parlamento, sob a coordenação da
Escola do Legislativo. Ficamos muito felizes com a presença de vocês. Sejam todos bem-vindos!
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores
deputados, conheço esse colégio, presidente. Eu sei do trabalho bonito realizado pela direção e do
comportamento exemplar dos estudantes. Sempre que visito essa escola, sou muito bem recebido.
Portanto, estão todos de parabéns. Sejam bem-vindos à nossa Câmara Legislativa.
Presidente, está acontecendo hoje esse processo de julgamento tão esperado pelo mundo! O
mundo aguardava esse julgamento, porque o Brasil está dando um exemplo de democracia, em que às
pessoas que cometem crimes é conferido o direito de defesa. Todos tiveram direito de defesa. Assim, o
processo é apurado e, depois, vêm as punições – e não venham me dizer que não cometeram crime!
Há um rosário de crimes cometidos por essa gente. É pouca coisa tramar a morte do candidato
eleito Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e de um ministro do Supremo
Tribunal Federal, cuja morte por pistoleiros também foi contratada? Esses pistoleiros se escondiam no
Exército Brasileiro com o apelido de kids pretos.
É pouca coisa a dinamite que colocaram em um caminhão com 66 mil litros de combustíveis no
aeroporto de Brasília, na véspera do Natal? Isso poderia ter levado aquele aeroporto pelos ares, e
milhares de pessoas teriam morrido naquele dia. Alguém acha pouco a bomba que tentaram colocar na
Rodoviária de Brasília para implodir o local e, também, matar pessoas?
Colocaram uma dinamite nas torres de alta tensão de Furnas para desligar o sistema elétrico
brasileiro, colocaram fogo em ônibus no dia 12 de outubro de 2022, data da diplomação do presidente
Lula, e consolidaram toda a trama golpista com as invasões ao Congresso Nacional e com a
depredação do Congresso, do Supremo e do Palácio do Planalto. Essa gente está sendo julgada por
isso – e será condenada, tenho certeza.
O Brasil está sendo um exemplo para o mundo, como um país que busca efetivamente a
preservação da democracia. Portanto, quero parabenizar o ministro Alexandre de Moraes, todo o
Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal, pelas investigações independentes que tem realizado.
Parabéns pelo trabalho que vocês têm feito e pela defesa efetiva da democracia neste país.
Dito isso, presidente, quero falar de um ato muito importante que aconteceu na Ceilândia,
minha querida cidade, onde moro desde 1977. No sábado passado, estive em um ato cultural no Sesc
da Ceilândia. Estava lá o cantor Hungria. O nome do show era Sesc + Rap. Deputado Gabriel Magno,
havia 12 mil pessoas concentradas dentro do espaço do Sesc – 12 mil pessoas! Todas estavam
absolutamente comportadas, absolutamente em ordem, enquanto aplaudiam as músicas que foram
tocadas naquele dia.
Conversei com o presidente da Fecomércio, José Aparecido, com o Valcides, diretor do Sesc, e
falei, deputado Ricardo Vale: “Que maravilha! Não caiu uma folha das árvores que estavam lá.” Houve
uma demonstração clara do comportamento exemplar da nossa população de Ceilândia, com pessoas
de todas as idades – homens, mulheres, jovens, crianças – que participaram daquela bonita festa.
Portanto, está de parabéns o Sesc e está de parabéns a Ceilândia pelo comportamento
exemplar que tem demonstrado nas atividades culturais que acontecem na nossa cidade.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Presidente, só gostaria de agradecer aos meus amigos,
os alunos que estão aqui conosco. Eu saí da tribuna e eles gentilmente me pediram para tirar foto com
eles.
Eu me senti muito honrado por tirar foto com vocês. Obrigado pelo carinho, pessoal. Que Deus
abençoe o futuro e a vida de vocês! Que o caminho de vocês seja de muita prosperidade e alegria!
Muito obrigado pela honra que vocês me concederam hoje.
Obrigado, presidente. (Palmas.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dando continuidade ao comunicado de líderes,
concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Obrigado, presidente. Boa tarde a todas
as pessoas que acompanham mais esta tarde no plenário, aos estudantes do CED 203, bem como a
toda comunidade escolar do Recanto das Emas.
Presidente, eu subo a esta tribuna hoje para falar de 3 assuntos fundamentais da última
semana e desta.
É início do mês de setembro, em que nós comemoramos a semana da pátria, a semana do
Brasil, da sua independência, da sua história conflituosa na garantia dos direitos, por meio da luta e da
resistência democrática. A história deste país é marcada, presidente, por sucessivas tentativas de golpe
de Estado. Algumas, deputado João Cardoso, deram certo, e nós amargamos páginas tenebrosas da
nossa história com ditaduras, inclusive a ditadura militar sanguinária, que desapareceu com pessoas,
que prendeu, torturou e assassinou milhares de brasileiros que defendiam a democracia.
E nós vivemos, no dia 8 de janeiro de 2023, a consumação de mais uma tentativa de golpe de
Estado, que fracassou. E, hoje, um dia histórico da democracia brasileira, inicia-se um julgamento; o
julgamento do Bolsonaro, o julgamento dos generais, o julgamento daqueles e daquelas que
organizaram, que planejaram um golpe de Estado, que, felizmente, não aconteceu.
Bolsonaro hoje não está sendo julgado por vandalismo. Ele está sendo julgado por liderar uma
organização criminosa armada, que tentou explodir com uma bomba o Aeroporto Internacional de
Brasília; que planejava assassinar o presidente e o vice-presidente da República e ministros do
Supremo Tribunal Federal; que planejava um golpe de Estado, um ataque à democracia; e, como já
dito e revelado por diversas provas, planejava inclusive assassinar pessoas.
É um dia histórico, presidente, que o mundo todo acompanha com muita atenção. A imprensa
livre do mundo hoje noticiou o que começa a acontecer na Suprema Corte brasileira, a imprensa livre e
também a imprensa comercial do mundo. Até a The Economist publicou em suas páginas e sua capa
que o Brasil hoje é o exemplo de democracia para o mundo – a The Economist. Talvez a extrema-
direita suba nesta tribuna e diga que a The Economist virou comunista, ou que foi comprada pela
esquerda internacional. Não me parece.
A imprensa livre do mundo hoje olha para cá com muita atenção, porque a Suprema Corte, as
forças institucionais deste país resistiram a um golpe de Estado e vão fazer o que deve ser feito com
tentativas de golpe de Estado: resiliência, coragem e altivez, sem se dobrar às ameaças autoritárias de
quem acha que é dono do mundo, de quem acha que, por presidir o país mais importante do mundo,
economicamente, tem o direito de mandar e colocar o mundo de joelhos. Não tem!
Hoje, presidente, nós temos muito orgulho de sermos brasileiros e brasileiras. Hoje, nós temos
muito orgulho de defender a Constituição de 1988, de defender um julgamento democrático em que os
réus, mais uma vez, conseguem fazer piada com os juízes, diferentemente do que acontecia na
ditadura militar que eles sempre defenderam.
O Brasil e o mundo vão acompanhar isso, porque a única resposta para pacificar este país é
não anistiar nem ser conivente com a impunidade daqueles e daquelas que tentaram um grave crime
contra a democracia brasileira e, consequentemente, presidente, contra os nossos direitos.
Vamos acompanhar esse julgamento com muita atenção e vamos celebrar o fato de que, pela
primeira vez na história deste país, será feita justiça. As nossas instituições não se dobrarão às
ameaças autoritárias daqueles que queriam implantar, mais uma vez, uma ditadura no nosso Brasil.
Eu termino o meu discurso, presidente, esperançoso, pois a história do Brasil está sendo escrita
esta semana. Escreveremos páginas mais felizes para o povo brasileiro, para a história do mundo
democrático. Mais uma vez, reafirmamos o orgulho de sermos brasileiros e brasileiras e de estarmos ao
lado da justiça e da democracia.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Gabriel Magno.
Concedo a palavra ao deputado Hermeto.
DEPUTADO HERMETO (Governo. Como líder.) – Boa tarde, senhor presidente. Boa tarde,
deputados e servidores.
Vou abordar 2 temas rapidamente.
Primeiro, venho fazer coro ao deputado Wellington Luiz. Deputado Chico Vigilante, deputado
Gabriel Magno, ajudem-nos. A nossa recomposição salarial está pendente. Estou vendo pessoas tirando
fotos, estou vendo pessoas fazendo vídeos, estou vendo todo tipo de coisa, deputado Chico Vigilante.
O dinheiro é do Fundo Constitucional. Os 18,8% que o governo federal ofereceu para a Polícia Militar,
para o Corpo de Bombeiros e para a Polícia Civil ferem a proposta que encaminhamos.
O governador Ibaneis fez todos os cálculos com base no Fundo Constitucional. Houve um
estudo estruturado feito pela Secretaria de Economia. Então, faço esse apelo: vamos aprovar a matéria
da forma como ela foi encaminhada. Senão, deputado Chico Vigilante, quem vai ficar como vilão são os
senhores, com toda sinceridade. Refiro-me não aos senhores, mas ao governo federal, deputado Chico
Vigilante. É que o senhor faz parte do partido.
Falou bem o ministro José Dirceu quando comentou: “Gente, só não vê quem não quer. O
dinheiro está lá; o dinheiro é deles.”
Estou fazendo este apelo hoje nesta tribuna para que o governo federal encaminhe
rapidamente a matéria, pacificada com a ministra Esther, e mande essa medida provisória. Estou
errado, deputado? Esse é o trâmite! Casa Civil, faça isso.
O presidente Lula sempre gostou da Polícia Militar. Ele sempre teve um carinho especial pela
Polícia Militar. Inclusive, há muitos anos, quando a Lei nº 12.086 foi feita, os policiais militares, todos
fardados, lotaram o Ginásio de Esportes, e o presidente assinou a lei.
Então, faço esse apelo aqui, em nome da nossa corporação, em nome dos nossos policiais
militares, que estão esperando esse reajuste, essa recomposição salarial. Faço esse apelo
principalmente em nome do pessoal da reserva, deputado Chico Vigilante, que está esperando, porque
o pessoal da ativa ainda tem algumas vantagens – recebe auxílio, pode fazer serviço voluntário, tem
formas de complementar o salário –, mas aquele que já foi para a reserva, que está em casa, não
recebeu nada, está apenas esperando esse reajuste. Muitos deles, deputado Chico Vigilante, foram
para a reserva e hoje ajudam filhos e netos. Meu gabinete recebe constantemente policiais
aposentados na reserva pedindo ajuda: “Deputado, ajude-me, porque tenho meu filho, tenho meu
neto”. Muitos não se prepararam para ir para a reserva, mas isso não é culpa deles.
Por isso, faço esse apelo, presidente, deputado Ricardo Vale, que conhece bem a cúpula, como
a Gleisi Hoffmann; o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para que nos ajude. O dinheiro é nosso, o
recurso está disponível; se não for utilizado, voltará.
Agora, passando a outro tema, quero agradecer ao relator do PLN nº 10, deputado federal
Vicentinho – do PP, se não me engano –, não sei qual o estado dele. Ele acatou a emenda do deputado
federal Rafael Prudente, que inclui, já para a próxima semana, a contratação de 1.200 policiais
militares e 700 policiais civis, que ingressarão agora, em novembro, na Polícia Militar e na Polícia Civil.
Quero agradecer a ele, porque o orçamento do Distrito Federal já contempla esses recursos, e
apenas precisamos da autorização desse crédito, que está sendo aberto agora. O deputado federal
Vicentinho já deu parecer favorável – ele é o relator desse PLN – e hoje a comissão esteve lá. Graças a
Deus, se tudo correr bem, na terça-feira que vem, estará aprovado. Ele já pautou e vai votar para
incluir a contratação dos 1.200 policiais militares e dos 700 policiais civis. É mais que justo, pois nosso
efetivo precisa muito dessa recomposição de homens e mulheres, que só vêm abrilhantar a nossa
corporação.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado Hermeto.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para comunicado.) – Boa tarde, presidente deputado Ricardo
Vale. Quero deixar registrado que gostei do seu boné. Saúdo os parlamentares presentes e toda essa
galeria, especialmente os alunos da Escola Classe 203 do Recanto das Emas. Sejam muito bem-vindos
à Câmara Legislativa do Distrito Federal. É um prazer falar com vocês. Mando um salve e um abraço de
cada um de vocês.
Presidente, acompanhamos nas últimas 2 semanas o aumento de tristes dados de violência no
trânsito do Distrito Federal. Tivemos, em um único dia, 4 mortes no trânsito – capotamento, sinistro
com motociclistas, atropelamentos. Infelizmente, mesmo que tenha havido redução da mortalidade em
comparação ao ano passado, os números ainda são muito altos. A cada 4 dias, por exemplo, 1
motociclista morre no trânsito do Distrito Federal.
O que chama atenção é, mais uma vez, o debate que nós temos feito: precisamos requalificar
as vias do Distrito Federal. Precisamos entender que carro não pode mandar da forma que manda no
Distrito Federal. Há vias de 60 quilômetros por hora, 80 quilômetros por hora, com o trânsito de alta
densidade populacional, e isso está custando vidas.
É verdade também que a imprudência contribui drasticamente para isso. As faixas de pedestre
não são mais respeitadas – motoristas que cresceram ouvindo “paz no trânsito” hoje, ao volante, não
conseguem respeitar a faixa de pedestre. Precisamos rediscutir as faixas elevadas, se for o caso.
Precisamos rediscutir a velocidade nas vias e garantir a vida das pessoas, pois toda vida importa.
Alguns ciclistas foram atropelados na BR-070; uma pessoa foi atropelada na Avenida Samdu,
em Taguatinga; um carro capotou no Colorado; na subida do Colorado, há constantes acidentes com
caminhões.
É importantíssimo retomarmos o projeto do anel viário no Distrito Federal. É um projeto que
está pronto, foi iniciado, tem a rota definida. Precisamos de obras para implantá-lo. Acho que era nisso
que o DER deveria se concentrar, em vez de concretar vias. Vamos fazer o rodoanel, para permitir que
os caminhões que queiram seguir o seu trajeto sem parar no Distrito Federal deem a volta e não
passem pelas BR-040 e BR-020. Há um trânsito pesadíssimo entre elas. Vejam o que acontece no
trânsito. Esse anel viário vai impactar a população do Entorno, de Valparaíso. Até chegar à região
central do DF, nós presenciamos um trânsito terrível.
A comissão tem se empenhado nesse tema da mobilidade, tendo em vista que o Distrito
Federal conta com uma política de mobilidade a pé, estabelecida pela Lei nº 7.463/2024, de minha
autoria.
Falando nisso, presidente, nós encaminhamos 2 ofícios, um à Secretaria de Transporte e
Mobilidade e outro à Administração Regional de Plano Piloto, além de uma representação ao Ministério
Público, contra aquelas bolotas de concreto – que o professor Benny, da Universidade de Brasília,
chama de ovos de avestruz – em plena Rodoviária do Plano Piloto. A concessionária simplesmente não
possui nenhuma autorização, mas colocou esses objetos no meio da calçada, o que impede que
pedestres e pessoas com mobilidade reduzida circulem livremente por aquele local. O argumento deles
é de que isso serve para evitar que um carro saia do estacionamento sem pagar. Ora, concessionária,
vocês ganham para administrar o estacionamento! Contrate pessoas para vigiar o estacionamento!
Antes, havia os flanelinhas na rodoviária, que lavavam e vigiavam os carros. Ninguém saía
dando essas fugas. “É óbvio, deputado. Agora, há uma cancela. Eles podem fugir sem pagar.” Bem,
mas não existiam esses objetos horrendos, que ferem todo o tombamento da cidade e dificultam a
locomoção das pessoas. Houve, na comissão, denúncias de pessoas idosas que tiveram dificuldade em
se locomover, porque tiveram que dividir espaço com os carros para acessar a rodoviária e chegar ao
Na Hora.
Nós estamos acompanhando essa situação. Fizemos uma representação ao Ministério Público e
encaminhamos ofício a esses 2 órgãos em que solicitamos a retirada imediata daquelas bolotas. Se não
há autorização, eles devem retirar.
Faço, então, um questionamento aos órgãos do Distrito Federal. Se fosse um ambulante que
estivesse lá parado, automaticamente a polícia ou o DF Legal chegaria e retiraria todo mundo, porque
não haveria autorização. No entanto, a concessionária fura o chão, coloca bolas de concreto que
impedem a circulação das pessoas – sem autorização – e, mesmo assim, elas permanecem lá, como se
estivesse tudo certo, tudo resolvido, como se não houvesse problema nenhum. Não pode haver 2
pesos e 2 medidas.
Se o regramento determina autorização e plano... Ainda que haja autorização, está errada a
forma como foram alocadas e está errado o tipo de segregação entre veículo e pedestre. Não é isso
que a Política Nacional de Mobilidade Urbana e o Estatuto da Cidade preconizam. Calçada é para
pedestre, não é para bolota de concreto.
Para encerrar, presidente, eu quero dizer que, conforme alinhado com a base do governo, está
na pauta de hoje o Projeto de Lei nº 1.477/2024, que prevê a obrigatoriedade de iluminação pública
em abrigos e paradas de ônibus. Eu quero aproveitar a minha fala e solicitar, caso haja votação no dia
de hoje, que ele seja colocado em votação. É o item nº 71: Projeto de Lei nº 1.477/2024.
Nós encaminhamos recurso para a Secretaria de Obras e Infraestrutura, para contratar a CEB
Ipes, para iluminar todas as passarelas da EPTG. A comissão fez a fiscalização dessas passarelas, fez
diligências. Mostrou, inclusive, como estava a situação. Essa passarela faz com que as pessoas passem
por debaixo dela. Recentemente, uma moradora do Distrito Federal sofreu violência sexual em uma
dessas passarelas, porque estava escuro.
Então, a fim de que tenhamos um melhor regramento, faço esse alerta. Se deixar a iluminação
como está, eles vão continuar iluminando somente vias, estacionamentos e praças públicas.
Infelizmente, os abrigos e as passarelas ficarão de fora, porque não há previsão legal para eles, e nós
queremos garantir essa previsão legal.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Dou continuidade ao comunicado de
parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP. Para comunicado.) – Boa tarde, presidente,
deputados, deputadas, assessores, os que assistem à nossa sessão pela TV Câmara Distrital e alunos
dos colégios.
Presidente, estou estarrecido e, ao mesmo tempo, extremamente feliz.
Quero começar fazendo uso da palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, o maior livro do mundo, o
livro verdadeiro e real. Passará o céu e passará a terra, mas a palavra de Deus jamais passará.
Deputado Thiago Manzoni, em Isaías 59, 14 e 15, diz-se que a justiça é posta de lado e o direito é
afastado. Isso está na Bíblia. A verdade anda tropeçando no tribunal e a honestidade não consegue
chegar até lá. A verdade desapareceu, e os que procuram ser honestos são perseguidos.
Eu ia fazer outro discurso, mas quero trazer a internet, que ainda é livre. Em alguns sites estão
publicadas as seguintes frases: “Urgente: Tagliaferro prova que Moraes forjou documento para busca e
apreensão”; “Assessor de Moraes mostra inéditas conversas de como fraudes de Moraes aconteciam”;
“Provas de crime de Moraes estão sendo levadas a Trump”; “Censura: Moraes acaba de derrubar o
canal de Eduardo Tagliaferro, que está abrindo a verdade no Senado Federal”; “Escândalo: Tagliaferro
revela mais de 1.000 páginas que provam a condução viciada de processos por Moraes”; “Moraes
derruba canal no YouTube de Tagliaferro, que estava fazendo a transmissão da comissão do Senado”;
“Bomba: militantes do PT eram informados do gabinete de Moraes, segundo Tagliaferro”; “Ex-assessor
desafiou Moraes”; “Tagliaferro diz que perseguição foi exclusiva contra a direita”; “Tagliaferro confessa:
era tudo contra a direita”; “Bomba! Um sistema criado para calar a oposição: criticar ministros, urna ou
eleição já era motivo para entrar na lista negra de um gabinete paralelo que Moraes tinha”; por fim,
“Assessor mostra provas inéditas de fraude de Alexandre de Moraes e como acontecia” – são provas
inéditas.
Eu fiz uma leitura da Bíblia no começo e vou fazer a menção de outro texto que, há 2 anos,
deputado Thiago Manzoni, eu mencionei nesta casa, sentado na minha cadeira, como membro titular
da CPI do dia 8. O Salmo 89, 14 diz: “Justiça e juízo são a base do teu trono”. Há 2 anos, eu oro com a
minha família e com a minha igreja, e a minha oração é: Deus, traz a justiça do céu para a terra,
porque a justiça da terra está corrompida.
Vou abrir aspas, porque, quando estamos na tribuna, temos que ter muito cuidado. “Tagliaferro
estava prevendo que poderia ser perseguido pelo que está falando e fez tudo de um computador
particular, e não do TSE, e de um telefone particular. Ele guardou todas as provas para mostrá-las no
tempo oportuno.” Isso é estarrecedor. Se for confirmado – prestem atenção: estou falando “se” – tudo
o que diz Tagliaferro – diga-se de passagem, assessor do ministro Alexandre de Moraes, que conduzia
a assessoria do ministro e que trabalhava por ordem do ministro –, a decisão é: persegue a direita;
pega um polo e massacra, pega outro e exalta.
Caso isso se confirme, nós estaremos diante do maior golpe, sim, da história desta nação: a
perseguição e a tentativa de calar a direita.
Vejam bem como é a vida: na sexta-feira passada, fui condenado, em primeira instância, por
um juiz substituto, por uma fala, nesta casa, sobre uma professora de um colégio. Não citei o nome da
professora nem fiz uma denúncia anônima. Eu reverberei o que recebi no meu gabinete, como
parlamentar, de membros da minha igreja, a respeito da filha, que, no colégio, não aceitou que a
esquerda falasse de religião de matriz africana. Eu não vou externar isso aqui, para não parecer que
estou afrontando a justiça, por mais que eu não concorde. Irei recorrer a todas as instâncias
necessárias, mostrando que eu estava correto, porque eu estava como parlamentar, com a confiança
de alguém que me colocou aqui fazendo a denúncia que um pai trouxe.
Deputado Thiago Manzoni, o juiz que me condenou não foi capaz de chamar os pais e a criança
para ouvi-los. É uma adolescente que terminou o ensino médio agora e dorme mediante uso de
remédio controlado. Mas vossa excelência sabe por que fui condenado? Vou usar o nome do deputado
Gabriel Magno, que está bem ali. O deputado Gabriel Magno pegou a professora e um advogado do
Sindicato dos Professores, e eles foram ao tribunal contra mim. É o parlamento. Deve-se aceitar. Fui
condenado em primeira instância.
Quero finalizar dizendo que é a vida cristã que nos ensina a amar a quem nos odeia; a, se nos
baterem em uma face, dar a outra; a, se nos chamarem para caminhar 1 milha, caminhar 2; a pagar o
mal com o bem.
Chegou um pedido de cassação do deputado Gabriel Magno, e ele veio falar comigo, na minha
cadeira. Como eu discordo peremptoriamente também, eu falei: “Você tem meu aval”. O processo dele
foi arquivado na Mesa Diretora, com o meu voto. Nós aprendemos isto de Jesus: não pagamos o bem
com o mal, nós devolvemos o bem para quem precisa.
Entendo que é hora de a esquerda começar a ter um pouco mais de juízo, porque a história é
verdadeira e cruel. Quando ela vem com a sua verdade, não há mentira que fique escondida. Não há
nada que dure para sempre. Não há nada feito às ocultas que não será revelado. E a história parece
que está começando a mostrar a ponta de um iceberg para revelar a verdade desse pseudogolpe, cujo
fim seria – ou será – humilhar o presidente Bolsonaro com uma pena estratosférica, colocando-o de
repente até na Papuda, como símbolo de humilhação. Mas justamente o dia em que se começa o
julgamento do presidente Bolsonaro é o dia em que um ex-assessor direto do ministro Alexandre de
Moraes, seu braço direito, está descortinando toda a verdade dessa sanha persecutória que a esquerda
move contra a direita, nesta nação.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Thiago
Manzoni.
Deputado Thiago Manzoni, desculpe-me. Vou passar a palavra para a deputada Doutora Jane,
que está inscrita também e precisa se retirar para um outro compromisso. Peço a gentileza de deixá-la
falar antes, até porque as mulheres devem ser sempre prioridade, mesmo.
Concedo a palavra à deputada Doutora Jane.
DEPUTADA DOUTORA JANE (MDB. Para comunicado.) – Boa tarde a todos. Obrigada,
presidente, pela gentileza. Obrigada, deputado Thiago Manzoni.
Presidente, pedi a palavra hoje para me solidarizar – sei que esse sentimento é de toda a
Câmara Legislativa – com as famílias do Paranoá que perderam seus entes queridos de forma tão
trágica. Foram 5 mortos: queimados, encurralados, presos em uma sala trancada com cadeado.
Observamos que tudo estava equivocado, tudo estava errado: uma instituição sem licença, com janelas
e portas gradeadas por fora. Além dos 5 mortos, há 11 hospitalizados, 2 deles em estado gravíssimo.
Por isso, é urgente que a Câmara Legislativa atue. Tomei a iniciativa de propor um projeto de
lei que visa estabelecer uma fiscalização mais acurada sobre essas instituições, com a criação de um
cadastro distrital para elas, para que o Estado possa ter controle sobre essas entidades, sobre o que
elas fazem. Pela proposta apresentada por nós, essas instituições só poderão funcionar após o
cumprimento de todos os requisitos. Aquelas que não se submeterem ao registro e aos cuidados
internos – como, por exemplo, equipamentos de combate a incêndio, rotas de fuga, sinalização nas
rotas de fuga – para evitar outros incidentes semelhantes a esse que ocorreu, e que não estiveram
devidamente cadastradas estarão sujeitas à suspensão do registro, interdição em até 30 dias e multa
que varia de R$10 mil a R$200 mil. São penalidades severas, para que possamos, a partir de então, ter
um controle maior sobre essas instituições. Infelizmente o Instituto Liberte-se, no Paranoá, da forma
como estava funcionando, acabou vitimando essas pessoas.
Sabemos que, no Distrito Federal, há uma situação de drogadição, e os drogaditos buscam
essas instituições. Hoje, eu tive a oportunidade de ouvir o depoimento da mãe de uma das vítimas.
Ocorreu algo muito interessante: dei uma entrevista pela manhã e percebi que repeti exatamente o
que ela havia dito, sem tê-la ouvido antes – isso é fruto da minha experiência como delegada.
As pessoas procuram essas instituições porque não sabem como resolver o problema da
drogadição. Por incrível que pareça, elas buscam as instituições mais baratas. No entanto, essas
instituições não oferecem planejamento, acompanhamento psicológico, atendimento psiquiátrico, não
fazem qualquer protocolo de efetiva recuperação. Imaginam que a recuperação se dará apenas se
trancafiarem o indivíduo, se o separarem da droga ou do álcool por um período. Acham que isso vai
produzir a cura.
A mãe relatou que recebeu um desconto e, por conta disso, o filho não teve acesso a nenhum
atendimento especializado, o que acabou redundando nisso que eu disse anteriormente.
Essas instituições acabam funcionando como prisões que separam o indivíduo da vida secular,
e as pessoas acreditam que isso produz qualquer tipo de tratamento, qualquer tipo de cura.
Precisamos realmente fiscalizar as instituições que procedem dessa maneira, que demonstram
total falta de preparo para promover a recuperação dessas pessoas.
Presidente, faço um pedido aos colegas parlamentares: vamos fazer uma tramitação célere,
para aprovarmos esse projeto com urgência, a fim de que a Câmara Legislativa dê à sociedade a
resposta de que ela tanto precisa. Que o Estado tenha um controle maior sobre essas instituições!
Mais uma vez, manifesto minha solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos.
Quero dizer que sentimos muito por essa situação.
Coloco o meu mandato à disposição. Sei também que a Câmara Legislativa está pronta para
oferecer qualquer tipo de ajuda de que essas famílias estejam precisando neste momento.
Muito obrigada.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputada Doutora Jane.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Eu gostaria de referendar, deputada Doutora
Jane, minha solidariedade às famílias.
Existem muitas casas de recuperação no Distrito Federal que são extremamente sérias.
Eu me somo a vossa excelência até porque sou o presidente da Frente Parlamentar em Defesa
das Comunidades Terapêuticas. Temos um grupo muito grande, aliado ao deputado federal Ismael,
presidente da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Terapêuticas no Congresso Nacional.
Ele esteve aqui conosco no lançamento da nossa frente parlamentar. Eu me solidarizo e me coloco à
disposição. Estamos juntos. Eu conheço esse trabalho. Muito desse trabalho é feito pelas igrejas
evangélicas, católicas e por centros espíritas, que patrocinam e ajudam essas casas de recuperação,
essas comunidades terapêuticas.
Parabéns!
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para exercer meu
direito de resposta já que fui citado pelo nobre colega deputado Pastor Daniel de Castro.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT) – Eu quero deixar as coisas muito transparentes.
Primeiro, eu não acompanhei o processo que o deputado mencionou na tribuna. Não sei o teor
da decisão. Eu não acompanhei esse processo que nada tem a ver com qualquer ação ou atuação
desta casa ou de algum parlamentar desta casa. Acho que o deputado tenta confundir as coisas ao
misturar um processo a que ele responde na justiça por, pelo que me consta de informações da
imprensa, declarações feitas não da tribuna deste plenário, mas de suas redes sociais, com uma
tentativa de cassação do meu mandato devido à minha atuação no CEL, em que eu dialoguei com o
conjunto dos parlamentares. São coisas absolutamente distintas! Não há nenhuma conexão entre as 2
coisas. Como advogado, o deputado sabe que o processo judicial, nesse caso, não partiu de uma ação
do meu mandato. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal! De novo: eu não sei o
teor do processo, muito menos acompanhei a sua tramitação ou vi a sua decisão.
Para encerrar, presidente, eu preciso destacar 2 coisas. Quanto ao meu envolvimento no caso
do CEL, o Centro Educacional do Lago, houve de fato atuação da Comissão de Educação e Cultura, que
foi provocada pela escola diante de uma denúncia. Eu repito aqui neste plenário: qualquer escola,
qualquer professor e professora que se sentir ameaçado ou ameaçada no seu direito à liberdade de
cátedra, no seu direito de ensinar, ou qualquer estudante que se sentir ameaçado em seu direito
constitucional de aprender pode me procurar.
Cito que no sistema legal brasileiro há 3 leis: a Lei nº 10.639/2003, lei federal que obriga o
ensino de história e cultura afro-brasileira em todas as escolas do Brasil; a Lei nº 11.645/2008, federal,
que obriga o ensino de história e cultura das tradições populares indígenas deste país; e a Lei nº
3.456/2004, distrital, que determina a implementação e o cumprimento da Lei nº 10.639/2003 no
Distrito Federal.
O que a escola fez – isso já foi comprovado por processos administrativos na Secretaria de
Educação – foi cumprir a lei, foi cumprir o currículo do Distrito Federal e o currículo nacional, e aplicou,
em sala de aula, metodologias pedagógicas por meio de uma professora formada na Eape, a escola de
formação da Secretaria de Educação. Não me parece que a justiça seja a instância de resolver qualquer
problema relacionado a essas questões.
A Comissão de Educação e Cultura desta casa, sob a minha presidência – quero deixar isto
nítido e transparente – receberá e defenderá todas as escolas, professores e professoras, sua liberdade
de cátedra e o exercício do magistério naquilo que a lei determina.
Para finalizar o meu direito de resposta, com todo o respeito por vossa excelência, deputado
Pastor Daniel de Castro, apesar das divergências ideológicas, que fazem parte da democracia e do
parlamento, quero dizer que resolvemos nossas questões nos debates desta tribuna, nos debates da
comissão, de maneira democrática e republicana. Eu não pedi para ninguém processar parlamentar.
Vossa excelência, na semana passada, desta tribuna, usou o microfone para pedir explicitamente que o
Governo do Distrito Federal me processasse pelo que eu disse na tribuna. Essa não é, presidente e
nobre deputado, a prática do meu mandato. Esse processo (Falha na gravação.), porque, às vezes, é
preciso repetir várias vezes, não saiu, não foi gestado pelo nosso mandato. Nós vamos acompanhar e
defender as escolas, mas não fomos nós. Foi uma ação – de novo – do Ministério Público. Eu não pedi
que nenhum parlamentar fosse processado, diferentemente do que disse quem hoje me acusou de
fazê-lo.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Eu não quero ficar no pingue-pongue, não,
mas, deputado Gabriel Magno, eu não o acusei de ter feito algo. Eu falei que vossa excelência fez o
acompanhamento, e isso o senhor não pode negar – concorda? –, até mesmo por ser presidente da
Comissão de Educação e Cultura. Eu não disse o que o senhor está falando, não. Preste atenção no
que eu falei.
Eu quero dizer o seguinte: dessa comissão eu também sou membro titular. Eu mando um
recado para os pais e para as mães de Brasília: podem continuar trazendo denúncias que eu vou
continuar divulgando-as no parlamento. Esse é o meu papel. Se eu for responder a outros processos,
não haverá nenhum problema. O meu gabinete está reunido, agora, com 6 advogados, para fazer
recurso à segunda instância, e eu tenho convicção de que eu vou derrubar a decisão em segunda
instância. Primeiro, porque, mesmo com a utilização da pecha da lei que vossa excelência utiliza, se
estivesse falando de ensino cultural, religioso, de vestimenta, de escravidão, da língua, nós
aceitaríamos.
Eu não vou mais me alongar, presidente, porque, se eu falar mais, pode ser que eu responda a
outro processo. Porém, eu sei o que foi falado, tenho todas as provas, tenho todos os vídeos e,
naturalmente, por um direito, como advogado, eu recorrerei à segunda instância, irei para o tribunal.
Serão 3 desembargadores, e não um juiz substituto. Se necessário, irei ao STJ. Se necessário, irei ao
STF. E mais: os vídeos, eu já os tirei, porque eu sou advogado e cumpro decisão judicial, mas o direito
de recorrer eu irei exercer.
Pai, mãe, filhos, pais de alunos evangélicos que estão nas escolas, todas e quaisquer denúncias
que vocês tiverem podem trazer à comissão, que eu também as analisarei. Podem trazê-las ao meu
gabinete, que eu denunciarei dentro do que me é direito, de acordo com o art. 35 (sic) da Constituição
federal.
Por mais que o juiz tenha citado o próprio artigo, ele o fez vinculado com decisões do Supremo
Tribunal Federal, dizendo que aquilo não era absoluto, era relativo – relativo para a direita; para a
esquerda, pode tudo.
Obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Thiago
Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para comunicado.) – Vou aproveitar o gancho, porque,
lamentavelmente, as coisas são meio relativas, hoje, no Brasil.
Para se ter ideia, nós temos hoje, ocupando o cargo mais alto do Poder Judiciário brasileiro, o
cargo de presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Luís Roberto Barroso.
O ministro Luís Roberto Barroso foi a um evento político na UnB, um evento da UNE. Nesse
evento da UNE, ele fez um discurso acalorado e falou: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. Esse é o
presidente da corte que hoje julga o Bolsonaro. A primeira turma, que está julgando o presidente
Bolsonaro agora, é composta pelo ex-advogado do Lula, o Zanin; pelo ex-ministro da Justiça do Lula, o
Flávio Dino; e pelo ministro Alexandre de Moraes, que é um desafeto pessoal do presidente Bolsonaro.
Cara, se o Brasil fosse um país minimamente sério e coerente, esse julgamento nem estaria
acontecendo. É por isso que eu disse e repito: isso é uma farsa. Isso é uma farsa.
Ontem, o ministro Luís Roberto Barroso falou, publicamente, que o extremismo vai ser
colocado à margem. É porque extremista é sempre o outro.
Veio o Eduardo Tagliaferro, deputado Max Maciel, que revelou conversas entre o gabinete do
ministro e o PGR, combinando como eles iriam atuar para prender, para investigar.
Lembram, quando era o Moro e o Deltan Dallagnol, o escândalo que foi feito? “Ah, o Moro
conversava com o Deltan Dallagnol e tal”. Agora, é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes
conversando com o PGR.
É duro ouvir isso. Eu também não ia querer ouvir, não, se eu estivesse no lugar deles.
Os caras vão julgar e eles querem dar um ar de seriedade a esse julgamento. Para isso, eles
têm que contar com uma série de mecanismos para omitir e esconder o que dizem e fazem. Mas a
internet ainda está aí para todos. Está tudo revelado para quem quiser ver. Talvez, se você ligar em
alguns canais de televisão, não veja isso. Mas, se acessar o Metrópoles, isso estará disponível no
portal. O que está sendo revelado no Senado Federal agora é um escândalo de proporções
inimagináveis. Antes, era um juiz de primeira instância com um procurador, e já foi tudo anulado.
Agora não é assim. Trata-se de um ministro relator no Supremo Tribunal Federal, que, em conluio com
a PGR, está julgando pessoas que não têm foro privilegiado ou prerrogativa de foro – o nome que
quiser dar para isso. É tudo nulo.
Vou avisar a vocês o que vai acontecer: o castelo de cartas que vocês construíram vai ruir. Ele
está caindo. O PP e o União Brasil acabaram de desembarcar do governo Lula. Eles falaram que estão
fora do governo e que vão entregar todos os cargos. Sabe por quê? Porque o castelo de cartas que
vocês construíram vai ruir. Eles já viram que isso vai acontecer. Isso vai ser anulado no Poder Judiciário
e no Poder Legislativo: os presos políticos serão anistiados. Aliás, os líderes que representam 292
deputados federais na Câmara dos Deputados já disseram que querem votar o projeto da anistia,
porque nem todo mundo é cego. Há pessoas que veem a covardia que está sendo feita contra alguns.
Há pessoas que ainda atinam com a racionalidade, que ainda têm o cérebro entre as 2 orelhas e
pensam. Elas sabem o que está acontecendo: é uma covardia, é uma farsa, é uma perseguição
desmedida. Há aqueles que comemoram. Há aqueles que defendem as mulheres só quando é
conveniente, mas, quando uma delas é presa por escrever de batom numa estátua, falam: “Sem
anistia. São 14 anos de cadeia.” São covardes, são torturadores, são piores do que os acusados por
eles de terem praticado tortura no regime militar. São hipócritas, são demagogos. Vou repetir: são
covardes, são hipócritas, são demagogos.
O tempo de vocês está acabando. O tempo em que a hipocrisia dominou está acabando. O
castelo de cartas de vocês no Judiciário e no Executivo está ruindo. Se já estava difícil governar o Brasil
com o apoio desses partidos, sem o apoio deles, o desgoverno de vocês está acabando. Em 2026, o
Brasil vai voltar aos trilhos de novo. A direita vai voltar.
Eu fico agradecido, deputado Chico Vigilante, porque ainda há pessoas no espectro político de
vocês que têm racionalidade, como o senhor. Infelizmente outros não a têm.
Eu peço a Deus que abençoe o nosso país e que a verdade e a liberdade voltem a reinar nele.
Que o espírito da verdade venha sobre o Brasil e que a liberdade prevaleça!
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra à deputada Dayse Amarilio.
DEPUTADA DAYSE AMARILIO (PSB. Para comunicado.) – Obrigado, presidente.
Presidente, eu não vou entrar no mérito do assunto que estava sendo discutido um pouco
antes da minha fala, até porque eu acredito que o tempo de muitos está acabando. Eu sou cristã e
tenho a certeza de que Jesus está voltando. Realmente, o tempo vai acabar para todo mundo, para o
hipócrita de lá, o hipócrita de cá. Pedimos que Deus tenha misericórdia mesmo deste país.
Estamos aqui é para falar da vereança para a qual somos eleitos, dos nossos projetos. Trago
para vocês a frustração de haver projetos tão importantes na pauta, projetos de parlamentares, e
termos tanta dificuldade para aprová-los, para discutir, nesta casa, as necessidades da cidade e os
nossos projetos. Mais uma vez, o plenário está esvaziado. Haverá na pauta projetos do Executivo, e
nós continuamos com muitos projetos que aguardam há meses para serem votados.
Eu tenho falado muito sobre a saúde. Eu estou aqui para lutar pelo SUS. Sou, sim, uma
defensora do SUS. Quero trazer à tona o tema da saúde mental. Nós vimos a situação de um local que
estava funcionando na ilegalidade e onde algumas pessoas morreram. Precisamos falar sobre isso e
sobre o atendimento da Rede de Atenção Psicossocial no Distrito Federal, que é uma das grandes
dificuldades que nós temos e para a qual precisamos pensar em soluções.
Estou com um documento que foi levantado pela Raps, Rede de Atenção Psicossocial, dos
territórios do Paranoá e do Itapoã. Quero parabenizá-los. Este documento foi encaminhado à Comissão
de Saúde e à Secretaria de Saúde e levanta alguns dados e faz alguns questionamentos. Gostaria de
mencionar algumas partes dele para mostrar o quanto é importante discutirmos esse tema.
Eles apontam que estudos da OMS mostram que são os mais pobres e vulneráveis que correm
maior risco de desenvolver doença mental. Segundo a Opas e a OMS, em 2019 quase 1 bilhão de
pessoas, incluindo 14% dos adolescentes do mundo, viviam com algum tipo de transtorno mental. A
depressão e a ansiedade aumentaram mais de 25% só no primeiro ano de pandemia, e as mortes por
suicídio já somam 1 a cada 100 mortes. Pessoas com transtornos mentais têm, em média, de 10 a 20
anos de vida a menos quando comparadas à população geral.
Agora, quero trazer dados do Brasil. De acordo com a OMS, o Brasil é o país que tem o maior
número de pessoas ansiosas do mundo. Entre todos os países, aqui há o maior número de pessoas
ansiosas! A ansiedade atinge cerca de 9,4% da população. A depressão já acomete 5,8% da população
brasileira e soma 12 milhões de pessoas. Nós já sabemos, por estatísticas, que 1 em cada 4 brasileiros
sofrerá com algum problema de saúde mental ao longo da sua vida. E o transtorno mental se associa
muito à vulnerabilidade do território.
Presidente, quero defender que, de fato e de verdade, se dê maior orçamento e capilaridade à
rede de atenção primária. Eu tenho falado muito isso. Nós estamos preparando um relatório pela
Comissão de Saúde em que vamos apontar os problemas que levantamos, bem como suas soluções.
Nós estamos fazendo um trabalho de Executivo, um trabalho sério, um trabalho que mostra onde o
investimento bem alocado melhoraria os dados e indicadores da saúde.
Um desses alvos é a atenção primária, em que há 2 grandes problemas. O primeiro é que os
locais onde há mais população vulnerável são aqueles em que as equipes de saúde da família não
chegam, aqueles em que não existe equipe consistida. Nós temos apenas 1 equipe para atender 2 ou
até 3 vezes mais pessoas do que o número recomendado para cada equipe.
O segundo problema é que, quando falamos de saúde mental, pensamos muito nos Caps, mas
nós temos um problema, que é a epidemia do transtorno mental na adolescência. A criança deveria ser
atendida pela Unidade Básica de Saúde e, em caso de necessidade de tratamento especializado,
deveria ser encaminhada aos centros de especialidades – CAPSi, Compp e Adolescentro. Todos eles
estão na Asa Sul, na região central do Distrito Federal. Muitas vezes, além de esses locais não terem
vaga, as famílias não têm condição de pagar a passagem para o deslocamento até a consulta. Nós
precisamos chegar aonde a população está! E uma das formas de chegar lá é fortalecermos a atenção
primária e capilarizarmos a Rede de Atenção Psicossocial. Precisamos pensar não só na construção de
mais Caps, mas também no fortalecimento da capilaridade da atenção primária.
Eu não poderia deixar de falar que não se faz saúde sem servidores. Não há concurso para
psicólogo desde 2014. Nós estamos diante de um problema que nós já sabemos que é uma epidemia,
e muitos dos locais que mais precisam, os locais que atendem transtorno mental – como, por exemplo,
Nupavs, Cepavs e Adolescentro –, estão funcionando sem assistente social e psicólogo, porque não se
realiza concurso para essas especialidades na Secretaria de Saúde desde 2014. O déficit está
gigantesco.
Entendo as dificuldades, mas também entendo que o secretário de Economia precisa estar a
par de tudo. Com muita sensibilidade, vamos tentar mostrar os dados para que ele veja a prioridade da
pasta da saúde. Que pensemos juntos em soluções que passam pelos servidores e pelos concursos,
mas também por priorização! É preciso atacar com orçamento os locais que terão maior impacto. É
lógico que é necessário haver transparência na aplicação dos recursos. Pedimos a sensibilidade do
secretário de Economia e agradecemos ao secretário Maurício Amaral e à Casa Civil. Tenho certeza de
que vamos levar dados importantes para que possamos ser ouvidos e pensar juntos.
Obrigada, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra ao deputado Chico
Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para comunicado.) – Presidente, são 17 horas e 21 minutos
desta terça-feira, dia 2 de setembro. Pelo visto, não vamos votar nada nesta casa, hoje.
Parece até que o Distrito Federal está tranquilo e que a população não tem problema nenhum,
que os transportes estão funcionando maravilhosamente bem, a saúde está na maior tranquilidade,
todas as escolas estão climatizadas, e há pleno emprego no Distrito Federal. Parece até que existe tudo
isso, mas nada disso é verdade.
Vou falar de um drama real da vida das pessoas. No Distrito Federal, milhares de pessoas são
pacientes de câncer e não têm plano de saúde. Vou citar 2 casos que podem ser exemplares para os
demais. No meu gabinete, ontem, recebi uma companheira, a Fátima. Ela é psicóloga e servidora da
Secretaria de Educação do Distrito Federal. Ela está com câncer no intestino e no ovário. Ontem, ela
chegou ao meu gabinete de cadeira de rodas, quase à beira da morte. Ela está desesperada por um
tratamento, e o tratamento não sai. Ela está sentindo que a morte a está rondando e não tem
atendimento. Não é possível que o Distrito Federal continue assim. Conheço um rapaz que foi criado
junto com os meus filhos. É o Rodrigo, morador do Setor P Sul. Ele tem 44 anos, tem filhos, esposa e,
agora, está com câncer. Ele chora o dia inteiro, pensando em como vai cuidar dos filhos, naquela
situação e sem atendimento. Isso é desumano. Essa realidade não pode continuar acontecendo no
Distrito Federal.
É importante debatermos o que estamos debatendo, ou seja, a tentativa de golpe, mas é
fundamental falarmos da necessidade real do povo.
Outro dia, eu soube que havia 540 pessoas com bolsa de colostomia no Distrito Federal. Elas
haviam feito tratamento contra câncer, as bolsas foram colocadas e depois não foram retiradas.
Estou fazendo um requerimento à Secretaria de Saúde. Eu quero a relação completa das
pessoas que estão padecendo de câncer no Distrito Federal e não estão sendo tratadas. Uma lei
disciplinaria em quantos dias, desde a constatação da doença, deve ser iniciado o tratamento. Quero o
relatório com os nomes, idades e endereços de todos os pacientes. De posse desse relatório, vou
acionar o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal.
Não é possível que essa situação continue acontecendo da forma como está acontecendo na
capital da República. Isso é inaceitável! Isso é desumano! Não dá para continuar desse jeito, até
porque todos nós – e essas pessoas que são pacientes – também pagamos impostos. Todas elas têm
direito ao tratamento pelo SUS. Isso não está correto. Não é possível, não dá para tolerar essa situação
que está acontecendo no Distrito Federal.
Estou trazendo a denúncia. Tomarei todas as providências para que essas pessoas sejam
efetivamente atendidas. Essa situação é inaceitável!
Quando se recebe um diagnóstico de câncer, há praticamente uma sentença de morte. Se
houver tratamento em tempo hábil, as pessoas sobreviverão. Sem tratamento, elas vão falecer. Não
aceitaremos que pessoas fiquem em casa esperando a hora em que a morte vai chegar. Isso eu não
aceito. Creio que esta casa inteira deveria se levantar contra essa situação. A sociedade inteira de
Brasília precisa se levantar contra esse absurdo. Obrigado.
(Assume a presidência o deputado Pastor Daniel de Castro.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Deputado Chico Vigilante, digo a
vossa excelência que isso é uma das coisas que mais me doem na alma. Uma prima minha faleceu de
câncer. Eu a vi definhando. Na reta final, ela vomitava e expelia partes dos seus órgãos destruídos pelo
câncer. Agora, um pastor extraordinário, um amigo, um homem extremamente inteligente, está
doente. Ele já realizou um primeiro tratamento e, recentemente, o câncer voltou de forma
extremamente agressiva.
A situação é como vossa excelência falou. Quando uma pessoa, deputado Ricardo Vale, recebe
um diagnóstico desses, é quase como receber um atestado de morte. Então, precisa haver um cuidado
imediato. O tratamento precisa ser imediato.
Rogo ao nosso secretário de Saúde, doutor Juracy – uma pessoa extraordinária –, que ele
observe isso e que o Governo do Distrito Federal possa dar à situação prioridade extrema. Todos que
precisam de saúde devem ter prioridade, mas o câncer não espera.
Concedo a palavra ao deputado Ricardo Vale.
DEPUTADO RICARDO VALE (PT. Para comunicado.) – Obrigado, presidente.
Senhoras e senhores deputados, estamos vivendo um momento muito bom no nosso país, um
momento em que a economia brasileira se recupera. Mesmo com todo o processo de perseguição e de
taxação por parte do governo dos Estados Unidos contra o nosso país, a economia resiste. As políticas
públicas no campo da economia têm dado resultado. A inflação está sob controle, diferentemente de
muitos países. O desemprego está batendo recordes com as menores taxas. Neste momento, se não
me engano, há cerca de 6% da população desempregada. Esse é um recorde histórico no Brasil. Há
muito tempo não havia um índice de desemprego tão baixo em nosso país. Os preços dos alimentos
estão caindo. Todos os preços estão despencando – de todos os produtos, de todos os alimentos.
Isso é muito bom, porque o nosso país é pobre. No país, há muita gente que ainda não tem
condições, que vive de salário mínimo. Quanto menores os preços estiverem, mais dignidade e mais
inclusão social haverá. O salário mínimo, que mencionei há pouco, tem crescido. Pela previsão, no
próximo ano, estará em R$1.630.
Portanto, há muitos aspectos positivos. Fiz questão de vir a esta tribuna hoje para falar sobre
isso. Porém, há outro ponto também muito importante, que é o julgamento do ex-presidente Bolsonaro
e de seus comparsas, que tentaram dar um golpe de Estado no nosso país. Esse ponto é importante
porque a nossa soberania e a nossa democracia têm que ser preservadas.
Este é um momento histórico. Esse processo tem sido muito transparente. O processo de
julgamento desses golpistas tem sido muito correto, embora alguns venham aqui dizer que isso é
injustiça, que não houve tentativa de golpe. Apesar desses argumentos, sabemos que o curso do
processo está correto.
Eu espero, sinceramente, que o Bolsonaro e toda essa cúpula de aloprados que tentaram dar
um golpe de Estado sejam punidos e sejam presos, para que isso sirva de exemplo – para qualquer um
que vier a governar este país – de que não se pode atentar contra a nossa democracia. Não se pode
nem imaginar dar um golpe de Estado.
Se esse golpe que o Bolsonaro tentou dar tivesse prosperado, o que seria deste país?
Certamente, deputado Fábio Félix, nós nem estaríamos neste plenário. Nós sabemos que, num regime
de ditadura militar, tudo é fechado – até o parlamento e o Supremo –, e o poder passa a ser do
presidente. Foi isso que o Bolsonaro imaginou, foi isso que ele planejou. Planejou coisas absurdas, a
ponto de construir a possibilidade de matar o presidente eleito, Lula; o vice, Alckmin; e o ministro do
Supremo Alexandre de Moraes. É um negócio espantoso o que essa turma tentou fazer.
Nós torcemos para que eles realmente respondam por isso – sejam punidos e presos – e para
que possamos continuar defendendo a nossa democracia e a nossa soberania, embora haja deputados
e empresários conspirando contra o nosso próprio país. Há gente lá nos Estados Unidos tentando
armar situações para atrapalhar o governo federal a melhorar a qualidade de vida do nosso povo.
Ainda há gente tentando dar um golpe. É tentativa de golpe atrás de tentativa de golpe. Eles não
sossegam.
É por isso que todos os democratas deste país, independentemente de partido político, têm
que ter responsabilidade neste momento, para enfrentarmos essa extrema-direita e para não
permitirmos, em hipótese alguma, que o bolsonarismo e a extrema-direita cresçam. Que possamos
derrotar esse setor político! Isso é algo triste na nossa história. Que eles nunca mais voltem a governar
o nosso país! Nós precisamos definitivamente defender a nossa democracia e a nossa soberania. Que
eles paguem muito caro pela tentativa de golpe que eles tentaram dar em nosso país!
Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Concedo a palavra ao deputado
Gabriel Magno.
Devolvo a presidência ao nobre deputado Ricardo Vale.
(Assume a presidência o deputado Ricardo Vale.)
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para comunicado.) – Presidente, obrigado.
Há 2 questões fundamentais para o nosso debate hoje. Felizmente, já foi dito aqui por alguns
parlamentares que parece que o Governo do Distrito Federal abandonou a cidade. O governador
Ibaneis não quer governar, a vice está preocupada em fazer campanha antecipada e esqueceu os
problemas do Distrito Federal.
Vou citar, deputado Ricardo Vale, as últimas notícias da semana quanto à saúde. Morreu uma
mulher no Paranoá esperando cirurgia ortopédica. Na fila, 19 mil pessoas esperam para fazer
endoscopia. Há uma fila quilométrica para exames e cirurgias, conforme relatos que escutamos aqui
hoje. Por falta de médicos, em Ceilândia, UTI para recém-nascidos fecha. Esse é o caos da saúde no
Distrito Federal.
A deputada Doutora Jane expôs nesta tribuna o desmonte completo da política deste governo
na saúde mental. É preciso dizer isso. Deixo aqui minha solidariedade às famílias cujos entes queridos
morreram. A clínica funcionava ilegalmente, sem registro para estar aberta.
Essa política, deputado Fábio Félix, tem sido incentivada, muitas vezes, pelo próprio Governo
do Distrito Federal, com as comunidades terapêuticas. São várias as denúncias que a Frente
Parlamentar em Defesa da Atenção à Saúde Mental recebe todas as semanas: violação de direitos,
tortura, pessoas internadas privadas de liberdade. Tudo isso contraria o que prevê a lei. Até um
hospital psiquiátrico continua funcionando, de maneira ilegal, no Distrito Federal!
O governo atua contra a Raps. O governo atua contra o atendimento, o cuidado e a liberdade
para as pessoas que sofrem problemas de saúde mental no Distrito Federal! Essa tragédia era
anunciada, lamentavelmente!
Neste ano, deputado Ricardo Vale, no Hospital São Vicente de Paulo, 2 pacientes que estavam
internadas morreram sob os cuidados do governo. Além disso, trago novamente a tragédia do incêndio
em uma clínica ilegal. Isso tem acontecido em várias das comunidades terapêuticas no Distrito Federal.
Na educação, o descaso é o mesmo! Nós vivenciamos, nas últimas semanas, o crescente
ataque violento às escolas e o desprezo total do governador com relação a educação.
Na semana passada, deputado Ricardo Vale, graças à ação corajosa e assertiva da equipe
pedagógica de uma escola, foi desarmado um ataque com armas contra o estabelecimento. Foi assim
graças à equipe pedagógica da escola: professores, professoras, direção, coordenação pedagógica.
Sabe o que o governador falou sobre a educação e seus profissionais? Nada! Ele elogiou apenas a
Polícia Civil. Esta merece elogios, obviamente, porque desmontou e prendeu quem queria atacar a
escola; mas a polícia agiu a partir da denúncia e da ação pedagógica da escola. Apesar disso, foi zero –
zero! – palavra do governador Ibaneis para os professores, para as professoras e para a comunidade
escolar!
Essa tem sido a postura do governo, que, aliás, acionou a justiça para não permitir que os
servidores públicos do DF recebam o que têm direito. Refiro-me ao retroativo do calote que este
governo permitiu que acontecesse. É assim que tem sido a política deste governo para a cidade:
desastrosa! É importante falar disso.
Trago isso, presidente, porque – enquanto a saúde e a educação sofrem – o governo
encaminhou para esta casa o Projeto de Lei Orçamentária Anual do ano que vem, 2026. Deputado
Ricardo Vale, nós já acionamos a Secretaria de Economia; a Comissão de Economia, Orçamento e
Finanças desta casa; e o próprio governo federal. Trata-se de um escândalo! O Fundo Constitucional,
de acordo com a previsão da LOA, em 2026, vai crescer R$3,2 bilhões. Sabem qual é a proposta do
governo? A proposta é tirar da educação R$240 milhões e tirar da saúde R$250 milhões. Já para a
segurança, quer alocar mais R$3,7 bilhões.
É um escândalo o que este governo está fazendo com esta cidade! As pessoas estão sofrendo
nas escolas, as pessoas estão morrendo nos hospitais e nas UBS, e o governador tira R$500 bilhões da
saúde e da educação, apesar de o fundo ter previsão de crescer R$3 bilhões. É um abandono completo
desta cidade!
Isso tem a ver também, presidente, com o debate que quero trazer, relacionando-o com uma
pergunta ao governador Ibaneis e à vice-governadora Celina Leão. Um parlamentar usou a expressão
castelo de cartas. De fato, o castelo de cartas da extrema-direita desmoronou.
Nós vimos, na semana passada, deputado Ricardo Vale, a maior operação contra o crime
organizado da história deste país: a operação Carbono Oculto. Ela expôs – e ainda vai expor – muita
coisa sobre como funciona o crime organizado no Brasil. Nós sempre dissemos que o crime organizado
não se movimenta nas periferias das nossas cidades, mas, sim, na Faria Lima – com os multibilionários,
com aqueles que gerem bilhões de reais em ações fraudulentas, que agora estão sendo desmoronadas.
Está vindo à tona muita coisa, como, por exemplo, o uso de postos de gasolina. Adivinhem
quem vendeu a BR Distribuidora?
Também foi revelado que utilizavam fintechs e bets em seus esquemas. Adivinhem quem, no
Congresso Nacional, é contra taxar as fintechs e as bets? Com isso, criaram uma rede de mentiras para
desmontar uma ação da Receita Federal que visava investigar essas empresas e permitir que a Receita
tivesse controle – o mesmo controle que os bancos já exercem. Trata-se de uma rede de mentiras,
de fake news, das quais agora, mais uma vez, a operação da Polícia Federal revela quem se beneficiou.
Na denúncia da Polícia Federal está registrado o pagamento de propina para Ciro Nogueira, do
PP, partido que, como foi dito aqui hoje, está saindo da base do governo Lula. Eles precisam responder
à Polícia Federal. É a sociedade brasileira que vai investigar.
Deputado Ricardo Vale, 2 questões surgiram. A primeira delas é a relação nada transparente e
nada republicana de uma dessas fintechs, a Reag, com operações bilionárias, inclusive com o Banco
Master – o mesmo Banco Master que o governo Ibaneis e a vice-governadora Celina querem comprar
por R$2 bilhões.
Na CPMI do INSS, no Congresso Nacional, tanto eles falaram: “Quem tem medo? Quem tem
medo?” Nós não temos medo da investigação! Não temos medo de torná-la nítida e transparente!
Deputado Max Maciel, a CPMI do INSS revelou que o Banco Master contratava consignados utilizando
as mais variadas formas de fraude no INSS. De novo o Banco Master! E quem quer comprá-lo? O
governador Ibaneis e a vice-governadora Celina Leão.
É inadmissível que, diante desses escândalos que já surgiram – e virão muitos outros –, diante
do caos que esta cidade vive, permitamos que o Governo do Distrito Federal, por meio do BRB, gaste
R$2 bilhões para comprar um banco que ninguém quer, que está totalmente enrolado e que passará a
responder à Polícia Federal e à justiça deste país.
Para encerrar, presidente, deixo a pergunta que o povo de Brasília e do Distrito Federal merece
ver respondida: “Governador Ibaneis, por que o senhor quer comprar o Banco Master?” Essa resposta
precisa ser dada à população do Distrito Federal.
Nós da bancada do PT, presidente, estivemos na semana passada na Polícia Federal e no
Banco Central do Brasil e protocolamos ações para impedir essa compra escandalosa de um banco que
está totalmente comprometido e que ninguém quer comprar, apenas o governador Ibaneis e a vice-
governadora Celina Leão.
Obrigado, presidente.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Concedo a palavra.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, primeiramente, eu gostaria de me solidarizar
com as famílias atingidas pela tragédia ocorrida no Paranoá, citada pela deputada Doutora Jane e pelo
deputado Gabriel Magno. É lamentável a situação, pois foram 5 pessoas mortas carbonizadas, 11
pessoas feridas. Algumas ainda estão hospitalizadas. Isso, de fato, para além da solidariedade, traz a
nós uma reflexão muito importante sobre o atendimento em saúde mental, especialmente quando se
trata da questão de álcool e drogas no Distrito Federal. Eu acho que nós temos que fazer um debate
muito franco e técnico sobre esse assunto.
Há várias instituições que fazem internações e atendimento a pessoas com uso abusivo de
álcool e drogas e que não têm competência e qualidade técnica para essa intervenção. Falta formação
aos profissionais, faltam equipes multidisciplinares, faltam evidências científicas para essas
intervenções. Muitas dessas instituições são financiadas com dinheiro público para promover essas
intervenções, que, muitas vezes, não têm base científica e teórica que garantam a sua efetividade.
É importante dizer que a ausência do Estado, dos Caps e de uma rede de saúde mental que
seja realmente previsível e qualificada faz com que haja o crescimento dessa rede alternativa que é
chamada de comunidade terapêutica.
Há uma série dessas unidades. Por mais que muitas delas sejam bem-intencionadas e que
usem o elemento religioso no acompanhamento das pessoas internadas ou em algum tipo de
tratamento, nós sabemos que a ausência do poder público de forma qualificada e correta faz com que
haja precarização no atendimento.
Do meu ponto de vista, há precarização. Existem inúmeras instituições – como essa – que não
têm alvará, que não têm critérios técnicos para funcionamento, que não têm credenciamento
adequado. Isso é gravíssimo! Isso não só coloca em risco a dignidade das pessoas, com consequências
trágicas – como aconteceu nesse caso –, mas também configura uma série de violações de direitos
humanos: pessoas trancafiadas, pessoas submetidas a trabalho forçado. Muitas denúncias já chegaram
à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa. Muitas denúncias
chegam a comissões e órgãos de direitos humanos no país todo. Essa situação é muito grave.
É preciso que se ligue um alerta pelo menos para 2 encaminhamentos. O primeiro é que a
Secretaria de Justiça e Cidadania, o Ministério Público e o Conselho de Política sobre Drogas atuem de
forma correta. Atuar de forma correta não quer dizer repassar recursos para qualquer instituição, mas
sim cobrar que haja critérios técnicos para o funcionamento, inclusive com equipes multidisciplinares
com formação adequada para isso.
O segundo, presidente, é que o governo tome vergonha e qualifique sua rede de saúde mental.
É preciso contratação de profissionais das mais diversas áreas para atuar nos Caps e em todas as
demais unidades que fazem atendimento de saúde mental do DF. Falta psiquiatra; faltam enfermeiros
e enfermeiras; faltam psicólogas, psicólogos, assistentes sociais e uma série de outros profissionais
para que o atendimento aconteça de forma qualificada.
O SUS é o melhor lugar para que haja o atendimento e o acompanhamento das pessoas que
fazem uso abusivo de álcool e outras drogas. Isso tem que ser feito de forma correta e séria.
Que esse acontecimento muito triste traga, no mínimo, essa reflexão e essa responsabilidade
para o Governo do Distrito Federal.
Muito obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Obrigado, deputado.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria
Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
PRESIDENTE DEPUTADO RICARDO VALE (PT) – Não há quórum para deliberação.
Registro a presença da deputada Dayse Amarilio, do deputado Max Maciel, do deputado Gabriel
Magno, do deputado Fábio Félix e deste que vos fala, deputado Ricardo Vale.
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme
informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da
Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Anfibro – Associação Nacional de Fibromiálgicos e doenças correlacionadas
Caesb – Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal
Caps – Centro de Atenção Psicossocial
CAPSi – Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil
CEB – Companhia Energética de Brasília
CEB Ipes – CEB Iluminação Pública e Serviços S.A.
CED – Centro Educacional
CEL – Centro Educacional do Lago
Cepav – Centro de Especialidades para a Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica
CLDF – Câmara Legislativa do Distrito Federal
Codhab – Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal
Compp – Centro de Orientação Médico-Psicopedagógica
CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
DER – Departamento de Estradas de Rodagem
Eape – Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação
EPTG – Estrada Parque Taguatinga
Fecomércio – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
LOA – Lei Orçamentária Anual
MGI – Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
Nupav – Núcleo de Prevenção e Assistência a Situações de Violência
OMS – Organização Mundial da Saúde
Opas – Organização Pan-Americana da Saúde
PCD – Pessoa com Deficiência
PGR – Procuradoria-Geral da República
PLN – Projeto de Lei do Congresso Nacional
Raps – Rede de Atenção Psicossocial
Seduh – Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
Sesc – Serviço Social do Comércio
STF – Supremo Tribunal Federal
STJ – Superior Tribunal de Justiça
SUS – Sistema Único de Saúde
TSE – Tribunal Superior Eleitoral
UBS – Unidade Básica de Saúde
UnB – Universidade de Brasília
UNE – União Nacional dos Estudantes
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
DCL n° 221, de 10 de outubro de 2025
Pautas 6/2025
CSA
Pauta - CSA
PAUTA DA 6ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL
Local: Sala de Reunião das Comissões
Data: 14 de outubro de 2025, às 10h
I – Comunicados:
1. Da Presidente da Comissão;
2. Dos membros da Comissão.
II – Matérias para discussão e votação:
1. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.085/2024, de autoria da Deputada Dayse Amarilio, que “Institui e inclui no calendário oficial do Distrito Federal o dia da Marcha pelo parto Humanizado, a ser comemorado no dia 17 de junho de cada ano.”
Relatoria: Deputado Gabriel Magno
Parecer: Pela aprovação da matéria.
2. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.209/2024, de autoria do Deputado Robério Negreiros, que “Institui o Programa Distrital de Assistência Especializada em Epidermólise Bolhosa.”
Relatoria: Deputado Gabriel Magno
Parecer: Pela aprovação da matéria.
3. Parecer ao Projeto de Lei nº 742/2023, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto, que “Estabelece a obrigatoriedade de informação sobre a Tipagem Sanguínea e o Fator RH nos exames de sangue realizados em hospitais e laboratórios de análises clínicas do Distrito Federal e dá outras providências.”
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
4. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.248/2024, de autoria do Deputado Pastor Daniel de Castro, que “Estabelece a obrigatoriedade de colocação de placas informativas sobre como identificar um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em locais públicos e privados de grande circulação de pessoas no Distrito Federal.”
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
5. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.322/2024, de autoria do Deputado Chico Vigilante, que “Dispõe sobre a instituição da Política do Sorriso Saudável na Terceira Idade, destinada a pessoas idosas domiciliadas em clínicas e residências geriátricas, instituições de longa permanência, casas-lares ou similares no Distrito Federal e dá outras providências.”
Relatoria: Deputado Martins Machado
Parecer: Pela aprovação da matéria.
6. Parecer ao Projeto de Lei nº 700/2023, de autoria do Deputado Robério Negreiros, que “Institui Diretrizes para a criação do Programa de Combate às Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) no Distrito Federal.”
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria.
7. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.376/2024, de autoria do Deputado Roosevelt, que “Institui a Carteira de Identificação do Paciente Oncológico e dá outras providências.”
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria, com acatamento da emenda aditiva.
8. Parecer ao Projeto de Lei nº 1.546/2025, de autoria do Deputado Hermeto, que “Proíbe a diferenciação no prazo de marcação de consultas, exames e outros procedimentos, entre pacientes cobertos por planos ou seguros privados de assistência à saúde e os custeados por recursos próprios.”
Relatoria: Deputado Pastor Daniel de Castro
Parecer: Pela aprovação da matéria, na forma do substitutivo.
9. Indicação n° 8969/2025, de autoria do Deputado Fábio Félix que “Sugere ao Poder Executivo o desenvolvimento de pesquisa sobre o perfil dos cuidadores de pessoas em cuidados paliativos no Distrito Federal.”
10. Indicação n° 8928/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de saúde para o Hospital de Brazlândia.”
11. Indicação n° 8950/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de saúde para a UBS 05 do Riacho Fundo II.”
12. Indicação n° 9013/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo a reforma do Hospital Regional do Gama - HRG.”
13. Indicação n° 9014/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial - CAPS no Gama.”
14. Indicação n° 9037/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização no Centro Obstétrico do Hospital Regional de Samambaia - HRSAM.”
15. Indicação n° 9048/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de saúde para a UPA de Samambaia.”
16. Indicação n° 9049/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de saúde para o Hospital Regional do Gama - HRG.”
17. Indicação n° 9063/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que implemente fiscalização e contratação de profissionais de saúde para a UBS 03 do Riacho Fundo II.”
18. Indicação n° 9077/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo a implantação de uma Unidade Básica de Saúde - UBS no Itapoã Parque, no Itapoã.”
19. Indicação n° 9151/2025, de autoria do Deputado Joaquim Roriz Neto que “Sugere ao Poder Executivo que sejam realizadas melhorias na infraestrutura da UBS 02, na QR 611, em Samambaia.”
Brasília, 09 de outubro de 2025.
NATALIA DOS aNJOS MARQUES
Secretária da CSA
| Documento assinado eletronicamente por NATALIA DOS ANJOS MARQUES - Matr. 23815, Secretário(a) de Comissão, em 09/10/2025, às 17:43, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 221, de 10 de outubro de 2025
Designação de Relatorias 1/2025
CCJ
Designação de Relatores - CCJ
De ordem do Presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Deputado Thiago Manzoni, e nos termos do art. 167, § 3º, do Regimento Interno da CLDF, informo que as proposições abaixo relacionadas foram designadas aos membros desta Comissão para proferirem parecer.
PRAZO PARA PARECER: 16 dias úteis, a partir de 10/10/2025
| DEPUTADO CHICO VIGILANTE | DEPUTADO IOLANDO |
| PL 1819/2025 | PL 1710/2025 |
| PL 1089/2024 | XXXXXXX |
RENATA FERNANDES TEIXEIRA
Secretária da CCJ
| Documento assinado eletronicamente por RENATA FERNANDES TEIXEIRA - Matr. 23962, Secretário(a) de Comissão, em 09/10/2025, às 14:09, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 221, de 10 de outubro de 2025
Atos 529/2025
Presidente
Ato do Presidente Nº 529, DE 2025
O PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, tendo em vista a Lei Distrital nº 4342/2009, e o que consta nos processos nºs 001-000517/2019 e 00001-00041176/2025-50, RESOLVE:
EXONERAR, a pedido, a partir de 9 de outubro de 2025, JONIE CARLO DE OLIVEIRA MAZO, matrícula n° 24.539, ocupante do cargo efetivo de Analista Legislativo, categoria profissional Agente de Polícia Legislativa, nomeado pelo Ato do Presidente nº 65, de 2024, publicado no DCL de 21 de fevereiro de 2024.
deputado WELLINGTON LUIZ
Presidente
| Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 09/10/2025, às 19:05, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 221, de 10 de outubro de 2025
Portarias 423/2025
Gabinete da Mesa Diretora
Portaria-GMD Nº 423, DE 7 DE outubro DE 2025
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de 2017, considerando a solicitação 2356889 e as demais razões apresentadas no Processo SEI 00001-00041560/2025-52, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização, sem ônus, do auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal para a realização da Sessão Solene em Homenagem ao Programa Na Moral - Educação para a Integridade, no dia 14 de outubro de 2025, das 19h às 22h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pela servidora Maria Ignez Cirino Silva, matrícula 22.326, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOÃO MONTEIRO NETO
Secretário-Geral/Presidência
| JOÃO TORRACCA JUNIOR Secretário-Executivo/1ª Vice-Presidência | JEAN DE MORAES MACHADO Secretário-Executivo/2ª Vice-Presidência |
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| BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA Secretário-Executivo/1ª Secretaria | ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES Secretário-Executivo/2ª Secretaria |
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|
| RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA Secretário-Executivo/3ª Secretaria | GUILHERME CALHAO MOTTA Secretário-Executivo/4ª Secretaria |
| Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-Executivo(a), em 07/10/2025, às 10:58, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JEAN DE MORAES MACHADO - Matr. 15315, Secretário(a)-Executivo(a), em 07/10/2025, às 12:19, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr. 21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 07/10/2025, às 15:24, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GUILHERME CALHAO MOTTA - Matr. 24816, Secretário(a)-Executivo(a), em 07/10/2025, às 15:30, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-Executivo(a), em 07/10/2025, às 17:12, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr. 23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 09/10/2025, às 09:35, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 09/10/2025, às 14:41, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |
DCL n° 221, de 10 de outubro de 2025
Portarias 425/2025
Gabinete da Mesa Diretora
Portaria-GMD Nº 425, DE 08 DE outubro DE 2025
O GABINETE DA MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, em conformidade com o Ato da Mesa Diretora nº 50, de 2011, e com o Ato da Mesa Diretora nº 46, de 2017, considerando a solicitação (2361899) e as demais razões apresentadas no Processo SEI 00001-00037860/2025-37, RESOLVE:
Art. 1º Autorizar a utilização, sem ônus, do auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal para a realização de Reunião de Gabinete, 25 de outubro de 2025, das 8h às 13h.
Parágrafo único. O evento será coordenado pelo servidor Vitor Hugo Palmeira Siqueira, matrícula 23.665, que será responsável por entregar o espaço nas mesmas condições que o recebeu.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
| JOÃO MONTEIRO NETO Secretário-Geral/Presidência | |
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| JOÃO TORRACCA JUNIOR Secretário-Executivo/1ª Vice-Presidência | JEAN DE MORAES MACHADO Secretário-Executivo/2ª Vice-Presidência |
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| BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA Secretário-Executivo/1ª Secretaria | ANDRÉ LUIZ PEREZ NUNES Secretário-Executivo/2ª Secretaria |
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| RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA Secretário-Executivo/3ª Secretaria | GUILHERME CALHAO MOTTA Secretário-Executivo/4ª Secretaria |
| Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr. 21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 08/10/2025, às 16:21, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por GUILHERME CALHAO MOTTA - Matr. 24816, Secretário(a)-Executivo(a), em 08/10/2025, às 16:39, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-Executivo(a), em 08/10/2025, às 18:04, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JEAN DE MORAES MACHADO - Matr. 15315, Secretário(a)-Executivo(a), em 08/10/2025, às 18:34, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA - Matr. 23698, Secretário(a)-Executivo(a), em 09/10/2025, às 09:35, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por ANDRE LUIZ PEREZ NUNES - Matr. 21912, Secretário(a)-Executivo(a), em 09/10/2025, às 16:49, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 09/10/2025, às 18:11, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025. |
| A autenticidade do documento pode ser conferida no site: |