Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 69/2025
DCL n° 189, de 04 de setembro de 2025 - Suplemento
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3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA
ATA CIRCUNSTANCIADA DA
69ª SESSÃO ORDINÁRIA,
DE 27 DE AGOSTO DE 2025.
INÍCIO ÀS 15H08 TÉRMINO ÀS 16H37
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os
nossos trabalhos.
Está aberta a sessão.
Convido o deputado Pastor Daniel de Castro a secretariar os trabalhos da mesa.
Sobre a mesa, expediente que será lido pelo secretário.
(Leitura do expediente.)
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Dá-se início ao comunicado de líderes.
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder.) – Senhor presidente, senhoras e senhores
deputados, na tarde de hoje, quero falar da Lei nº 15.163, de 3 de julho de 2025. Essa lei trata da
alteração da Lei nº 13.146, de 6 de junho de 2015, da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e do
Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Todos eles tratam de questões dos idosos no Brasil.
Essa lei atual, sancionada pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (sic), é
fundamental para a proteção dos idosos. O que acontecia antes dessa modificação era que um filho,
um neto ou um parente qualquer espancava o idoso e era levado para a delegacia, onde se abria um
inquérito. Dali a alguns dias, após ser julgado, ele pagava algumas cestas básicas e estava tudo certo.
Ele voltava para a casa do idoso, onde continuavam os espancamentos.
A partir da aprovação dessa lei, que já está sancionada e está vigendo no Brasil, qualquer um –
filho, neto, neta ou quem quer que seja – que espancar um idoso vai direto para a cadeia. A lei
aumentou a pena de 2 para 5 anos de detenção.
O que mais acontece neste país é o destrato aos idosos. O idoso, que cria filhos, que cria
netos, depois é maltratado. Precisamos acabar com isso! Precisamos fazer com que os idosos recebam
um tratamento digno. Para isso, os governos locais também precisam agir. Aqui no Distrito Federal,
não há um espaço público digno para os idosos. Eu, como procurador do idoso, estou propondo uma
série de medidas para que os idosos venham a ser atendidos em seus pleitos.
Para as pessoas que estão assistindo a esta sessão terem ideia, 19% da população que mora
no Lago Sul é idosa. É lá onde há mais denúncias. Por que há mais denúncias lá? Porque as pessoas
são mais escolarizadas, conhecem os seus direitos e buscam as autoridades. Em Ceilândia, onde,
segundo pesquisa da Codeplan, cerca de 9% da população é idosa, as denúncias não são tantas
porque as pessoas têm medo e, muitas vezes, nem sequer sabem que têm direitos a serem atendidos.
É preciso que a sociedade inteira se una em defesa das pessoas idosas. Poderíamos aprender
com a China, uma nação de 1.300.000 habitantes, com a economia que mais cresce no mundo, que
trata bem os seus idosos. Lá, os idosos são tratados com dignidade.
Precisamos que os idosos sejam tratados com dignidade aqui em Brasília, aqui no Brasil. Todo
mundo fala da necessidade de construção de creches, e é bom que haja creches para as crianças, mas
precisamos de espaços adequados, com todos os equipamentos públicos, para os idosos também.
Assim como cuidamos das crianças e dos adolescentes, precisamos cuidar também dos nossos idosos,
pois é uma população desassistida que necessita de tratamento digno e adequado.
Eu consegui aprovar uma lei aqui, chamada 60 Mais, pela qual os idosos podem andar
gratuitamente nos ônibus e no metrô. No entanto, precisamos educar os operadores do sistema para
que respeitem nossos idosos e saibam que não se trata de um favor que está sendo prestado a eles.
Eles têm um direito. As empresas são remuneradas. Isso está embutido na tarifa técnica. Portanto, não
é nenhum favor. O idoso não paga porque nós já pagamos por ele. Essa é a grande verdade.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra ao deputado Gabriel
Magno. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Daniel Donizet. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Como líder.) – Boa tarde, presidente. Boa tarde aos demais
parlamentares presentes, à imprensa, às equipes de assessoria, a você que assiste à nossa sessão pelo
YouTube, pela TV Câmara Distrital e, logo mais, pelo Instagram.
A situação do Brasil é cada vez mais degradante. As coisas que têm acontecido no país eram
estarrecedoras até bem pouco tempo atrás; hoje, beiram o inacreditável. Não sei se vocês se lembram
de um rapaz que foi preso por tráfico de drogas, foi levado para audiência de custódia e ouviu da juíza
estas perguntas: “Você foi bem atendido? Foi bem tratado? Está com frio? Quer um casaco? Quer um
cafezinho quente?” Não sei se vocês se lembram desse episódio. Aconteceu. Esse é apenas um
exemplo de como traficante é tratado no Brasil, de como bandido é tratado no
Brasil. Aliás, vou falar de outro bandido, André do Rap, que foi solto e não foi monitorado por ninguém.
Ninguém sabe onde ele está. Talvez ele não fosse tão perigoso para ser monitorado.
Por outro lado, um advogado chamado Lucas Brasileiro foi preso no dia 8 de janeiro e está
detido há mais de 2 anos. Ele veio a Brasília para fazer uma prova de concurso. Ele foi até a Esplanada
dos Ministérios, estava do lado de fora e, segundo consta, se abrigou no prédio do Palácio do Planalto
para se proteger dos gases e das bombas que estavam sendo utilizados pela polícia para dispersar a
multidão. Ele chegou por volta das 17 horas e 40 minutos, quando tudo já estava quebrado. Esse
homem está preso até hoje. A avó materna dele faleceu. Ele foi ao velório da avó algemado, cercado
por vários policiais, como se fosse traficante – mas não aquele a quem aquela juíza perguntou: “Quer
um cafezinho quente? Está com frio?” Ele foi ao velório da avó, ficou algemado lá, teve poucos minutos
diante do caixão da avó e não pôde sequer abraçar a própria mãe, que tinha perdido a mãe.
Esse é o Brasil de hoje: é onde traficantes, vagabundos e bandidos são tratados a pão de ló, e
há inocente apodrecendo na cadeia. O Brasil, atualmente, é considerado pelas nações como um regime
de exceção.
Aí, um palhaço de um deputado foi até a frente do condomínio do ex-presidente Bolsonaro e
gravou quanto tempo demorava chegar de lá à Embaixada dos Estados Unidos. Esse sujeito estava na
lista da planilha da Odebrecht. Esse sujeito está no cargo por força de uma liminar do ministro Gilmar
Mendes, porque foi condenado, em segunda instância, por improbidade administrativa, acusado de ter
roubado o município de Nova Iguaçu. Esse sujeito oficiou à Polícia Federal dizendo que o Bolsonaro
podia fugir. Bolsonaro voltou dos Estados Unidos para o Brasil porque quis. Ele não foi para outro país
porque não quis, porque ele não é criminoso, nem é ladrão, nem corrupto, diferentemente desse
safado.
Aliás, há uma outra deputada, cujo codinome era Amante, que também está envolvida em tudo
quanto não presta. Eles andam muito juntos.
Esse sujeito oficiou à Polícia Federal, que oficiou ao Ministério Público. E o Ministério Público – é
de pasmar – requereu no processo que fosse destacada uma equipe da polícia para ficar na frente da
casa de um ex-presidente da República que está em prisão domiciliar, com uma tornozeleira eletrônica
na sua perna.
Para que serve, então, aquela tornozeleira eletrônica, já que ela não monitora ninguém, já que
é necessária uma equipe lá? É que o objetivo não é monitorar, é humilhar. O objetivo é uma vingança
pessoal.
Imaginem como o mundo enxerga isso. O mundo vê um deputado fanfarrão gravando um
vídeo ridículo e oficiando a órgãos do poder público para que esses órgãos escancarem a perseguição
dele e atendam à perseguição dele contra o ex-presidente Bolsonaro. O que se esperava? Esperava-se
que os órgãos públicos guardassem o mínimo de imparcialidade, o mínimo de equidade e de justiça na
tomada de decisão. Mas não foi assim. A Polícia Federal – lembram que o Dino falou que a Polícia
Federal era agora a Polícia Federal do Lula? –, a outrora honrosa Polícia Federal agora é a Polícia
Federal do Lula. A Polícia Federal do Lula oficiou a PGR, no caso o Ministério Público, que um dia já foi,
no direito brasileiro, o titular da ação penal – agora nem tanto. Agora é o Lindinho o titular da ação
penal.
E o Supremo Tribunal Federal, em mais uma dessas decisões que expõem o Brasil diante da
comunidade internacional e fazem o Brasil ser sancionado, colocou uma equipe de polícia na frente da
casa do presidente Bolsonaro.
A Polícia Federal falou que precisava ficar dentro da casa do presidente Bolsonaro. É para
humilhar, é para perseguir. É um regime de exceção. Não existe mais lei. É o direito penal do inimigo.
O art. 5º da Constituição federal, que diz que todos são iguais perante a lei, está revogado
implicitamente. Está na cara de todo mundo o que está acontecendo.
No entanto, não há humilhação, deputado Iolando, que dure para sempre. Essa farsa vai
acabar, de um jeito ou de outro. Seja como for, isso não tem como acabar bem para o Brasil, porque,
aos olhos do mundo, o Brasil atualmente é uma ditadura. E ditaduras não acabam bem.
Eu termino fazendo um apelo ao Poder Judiciário brasileiro, em especial aos ministros do
Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça falou no 24º Fórum Empresarial Lide, no final
de semana, que é necessário um exercício de autocontenção do Poder Judiciário. Eu faço um apelo aos
ministros do Supremo Tribunal Federal: que esse exercício de autocontenção aconteça antes que seja
tarde demais, porque, se o Brasil continuar a marcha que está em curso, vai acabar como a Venezuela,
com os navios do exército americano na sua costa, e o ditador Maduro convocando até as donas de
casa para fazer frente aos Estados Unidos. Há alguns amantes do Maduro que deveriam ir para lá
ajudá-los.
Eu espero que o Brasil não chegue a esse ponto. Espero que o Brasil não precise viver isso! Eu
espero que o Brasil volte a atinar com o Estado de direito e que voltemos a ser todos iguais perante a
lei, e que a lei deixe de ser um instrumento de perseguição política. O povo está vendo que a direita
está sendo perseguida há anos! O povo percebe e o povo vê! Nas urnas, a resposta deles vem! O ano
de 2026 está logo ali. Governaremos novamente o Brasil e colocaremos o Brasil nos trilhos. Obrigado,
presidente.
(Assume a presidência a deputada Paula Belmonte.)
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Concedo a palavra ao deputado
Fábio Félix. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado João Cardoso. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (Minoria. Como líder.) – Boa tarde à deputada Paula Belmonte,
que preside esta sessão, e a todas as pessoas que nos acompanham neste dia 27 de agosto, Dia do
Psicólogo.
Eu quero não só parabenizar essa categoria tão importante, deputada Paula Belmonte, mas
também trazer um grave problema da nossa cidade e do Distrito Federal, que é o déficit desses
profissionais tão importantes na rede pública. Há uma lei federal e uma distrital que o governo Ibaneis-
Celina não cumpre. A lei diz o seguinte, deputada Paula Belmonte: em cada escola do Distrito Federal é
preciso que haja pelo menos 1 psicólogo.
Nós fizemos uma representação ao Tribunal de Contas, que averiguou, em recente vistoria e
levantamento, que apenas 11% das unidades escolares possuem psicólogo. Estamos falando de quase
700 escolas sem esses profissionais tão importantes. Temos visto aumentar os casos de violência, os
problemas de saúde mental de estudantes, dos profissionais, dos trabalhadores de escolas e da
sociedade em geral.
Na saúde pública, a situação também é alarmante. Hoje, segundo levantamento feito pela
própria Secretaria de Saúde no Portal da Transparência, há, na secretaria, um déficit de mais de 9 mil
horas semanais de atendimento em psicologia. Isso significa mais de 200 psicólogos e psicólogas que
não estão atendendo à população no Distrito Federal.
Eu falo isso para reforçar a cobrança ao Governo do Distrito Federal para que cumpra a lei – a
fim de valorizar essa carreira tão importante para a construção de uma sociedade com mais saúde,
com especial atenção à saúde mental – e para que fortaleça uma política de saúde mental integradora,
emancipadora, com cuidado e liberdade. Infelizmente, vemos muito que a prioridade do governo não é
o fortalecimento da Raps, não é a construção de Caps que funcionem com servidores públicos, mas
muitas vezes fortalecer atendimentos na lógica de manicômios, de reprodução de violência, de
atentado a direitos.
Deputada Paula Belmonte, quero tratar de um tema nacional. Parece que a extrema-direita no
Brasil e o PL, particularmente, estão meio perdidos. Esses dias, deputado Chico Vigilante, o presidente
do PL, o Valdemar, corrupto famoso no Brasil, comparou o Bolsonaro com o Che Guevara. Ele disse
que o Bolsonaro está cada vez mais parecido com o Che Guevara. Percebemos também que falta
estudo para essa turma, pois há desrespeito à história, desrespeito à vida das pessoas. Eles estão
completamente desesperados.
Deputado Chico Vigilante, um líder do Partido Liberal no Congresso Nacional, o Sóstenes
Cavalcante, disse agora que vai fazer de tudo para dificultar a votação da MP que prevê indenização
aos aposentados vítimas da fraude do INSS. São palavras do líder do Partido Liberal de que vai fazer
todo o possível para garantir que os aposentados não recebam aquilo que foi tirado deles. Essa é a
agenda do Partido Liberal, outro líder do partido no Congresso Nacional disse que o Partido Liberal vai
fazer de tudo para isso!
Querem agora boicotar a proposta do governo federal para isentar do Imposto de Renda quem
ganha até R$5.000. Essa é a bancada dos super-ricos; é a bancada do privilégio; é a bancada da fome.
Deputada Paula Belmonte, áudios revelados há 2 semanas escancaram o que está em jogo e o
que interessa para essa turma: salvar a familícia. Não importa se para isso precisam vender o Brasil,
não importa se para isso precisam entregar a população brasileira ou votar e obstruir a agenda e a
pauta do país de garantia de geração de emprego e renda. Essa agenda tirou o Brasil de novo do mapa
da fome.
Aquele que em breve vai ser condenado colocou no seu governo desastroso – que destruiu o
Brasil, vendeu o país para os grileiros e para as madeireiras ilegais – uma granada no bolso dos
servidores públicos. Esta é a agenda da extrema-direita: o filho, um deputado que está fugido nos
Estados Unidos, tenta salvar o pai da prisão. Querem impunidade.
Agora o discurso do representante do Partido Liberal é ironizar os direitos humanos, que são
fundamentais na lógica muito desigual que existe no sistema penal e carcerário brasileiro. Deputada
Paula Belmonte e deputado Chico Vigilante, essa é uma pauta histórica da nossa bancada, mas do lado
deles ela sempre foi motivo de chacota, sempre foi motivo para dizerem que direitos humanos são para
os humanos direitos, ou que direitos humanos eram a pauta da escória da sociedade.
Vejam bem, o Bolsonaro – que está sendo muito bem tratado pelo sistema judiciário brasileiro
– faz piadinhas na frente do juiz. Estão sendo garantidos todos os direitos dos seus advogados, da sua
defesa, de se defender diante do sistema judiciário. Todas as prerrogativas estão sendo garantidas.
Agora eles querem defender os direitos humanos, mas não para a população carcerária
brasileira, em que há muitos presos injustiçados, sem julgamento. Eles querem só para a família, para
os interesses pessoais. O objetivo dessa turma é salvar o Jair Bolsonaro para que ele não responda
pelos crimes gravíssimos que cometeu contra o Brasil, contra a Constituição brasileira, contra a
democracia e o Estado democrático de direito. Felizmente, nós não estamos na ditadura militar que
essa turma defendia.
Nós não estamos no regime de exceção que torturava, que matava, que sequestrava
familiares. Eles entravam nas casas sem mandado de segurança, e as famílias nunca mais conseguiam
ver seus entes queridos, que ficavam desaparecidos. Esse é o regime que essa turma defende, turma
que tinha orgulho de defender torturador; que, nessa mesa, aplaudiu um torturador, inclusive na CPI
do 8 de janeiro.
Felizmente, nós não estamos nesse regime ditatorial. Nós vivemos em uma democracia em
construção, com muitos problemas. O principal dos problemas é algo a que essa turma hoje se opõe: a
garantia de direitos plenos para o conjunto de brasileiros e brasileiras. Deputada Paula Belmonte, essa
é a agenda que o povo brasileiro quer. Tenho certeza de que o povo vai dar uma resposta nas urnas
mais uma vez, no ano que vem, como fez em 2022, resposta que essa turma, que não tem apreço
algum pela democracia, não consegue aceitar até hoje.
Presidenta, nós estamos nos aproximando do dia 7 de setembro, quando comemoraremos a
Independência do Brasil. Se tudo der certo, se a justiça brasileira cumprir seu papel, comemoraremos
essa data com uma grande notícia para o povo brasileiro: celebrar a independência, celebrar a
soberania nacional com a responsabilização daqueles que atacam cotidianamente e tentaram destruir a
Constituição e a própria democracia.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Obrigada, deputado Gabriel
Magno, pela defesa da nossa educação. Nós precisamos estruturar nossas escolas.
Aproveito para informar que está ocorrendo na casa um seminário sobre a primeira infância,
com a presença de alguns professores. Se o senhor, assim como os demais parlamentares, quiser
passar por lá, será uma oportunidade para fortalecermos cada vez mais uma educação inclusiva,
voltada para o desenvolvimento cognitivo das nossas crianças. É na infância que formamos o cidadão,
e isso é fundamental.
Concedo a palavra ao deputado Pastor Daniel de Castro, pelo Bloco A Força da Família.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO – (Bloco A Força da Família. Como líder.) – Boa tarde,
presidente, deputada Paula Belmonte. Muito obrigado.
Cumprimento os nobres deputados e deputadas presentes, os nossos servidores e aqueles que
assistem à nossa sessão pela TV Câmara Distrital e pelas redes sociais.
Presidente, a pauta é a mesma; mais uma vez vai ser um assunto nacional, porque o Bolsonaro
é o centro de todas as atenções, por incrível que pareça, mesmo preso. O homem está preso, e ele é
atenção de vocês também. Toda vez que a esquerda abre a boca, de 10 palavras ditas, 9 vezes
aparece o nome Bolsonaro. Eles falam de injustiça, de direito, e querem inclusive dar aula de direito,
como se o conhecessem.
Eu estava preparado para fazer um discurso, mas não vou fazê-lo. Vou apenas fazer referência
a uma nota da Gazeta do Povo que traz algumas posições elencadas pelo Deltan Dallagnol – de quem,
injustamente, foi retirado o mandato e que hoje está em primeiro lugar nas intenções de voto no
Paraná.
Deltan afirma: “Moraes cerca Bolsonaro com a polícia a pedido do PT: as 5 ilegalidades da
decisão”. Vamos a elas. O ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido do PT formulado pelo
Lindinho, que fez aquele vídeo em frente à embaixada.
Aliás, ontem protocolei pedido de cassação do mandato do deputado federal Lindbergh Farias,
porque ele não merece ter mandato. A Lei da Ficha Limpa proíbe a candidatura de quem é condenado
em segunda instância, principalmente no caso dele, por improbidade administrativa. Ele foi condenado
em primeira instância, recorreu e perdeu por unanimidade – 3 desembargadores. Ele recorreu ao
Superior Tribunal de Justiça – é bom que a Brasília que está assistindo ao meu discurso saiba disso – e
perdeu. Então, o que fez? Uma jogada. Em um fim de semana, ele intentou o mesmo pedido e
conseguiu uma liminar com um desembargador de plantão. Portanto, ele é candidato sustentado por
uma liminar – um condenado em primeira e segunda instâncias por improbidade administrativa!
Deputado Thiago Manzoni, eu pedi tanto a cassação quanto o encaminhamento dele ao Conselho de
Ética, por infringir o art. 5º e os arts. 240 até 244 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Ele
sugeriu o fuzilamento de todos os cidadãos de direita. Isso é crime!
A política aceita, deputado Chico Vigilante, qualquer embate, mas há limites. Sugerir a morte...
Aliás, já sugeriram isso sobre o Bolsonaro, e ninguém está preso. Jogaram bola com a cabeça do
Bolsonaro, e ninguém está preso. Mandaram matar o Bolsonaro, e ninguém está preso. Encontram
tudo, inclusive conversas privadas de Bolsonaro com Silas Malafaia e com seu filho, mas não
encontram as conversas de Adélio com outras pessoas, não encontram as imagens do Ministério da
Justiça do dia 8 de janeiro. É incrível essa polícia! É por isso que o Deltan Dallagnol diz que o ministro
Alexandre de Moraes atendeu a um pedido formulado pelo PT e determinou – pasmem, senhores,
gastando dinheiro público! – que Bolsonaro fosse cuidado e monitorado 2 vezes – bis in idem. Há um
cerco 24 horas por dia na casa de Bolsonaro, que está submetido a monitoramento com tornozeleira
eletrônica.
Deltan segue afirmando que há 5 ilegalidades nessa decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A primeira é a prisão preventiva sem fundamento, porque não há motivo legal para a prisão
preventiva do Bolsonaro, já que o ex-presidente não descumpriu a medida de não usar as redes
sociais. Ele apenas telefonou para os seus apoiadores e atendeu a uma ligação do Nikolas Ferreira.
A segunda ilegalidade é o cerco policial sem previsão legal, deputado Thiago Manzoni. Não
existe cerco policial previsto no ordenamento jurídico, então, trata-se de uma medida ilegal tomada –
pasmem! – por um ministro da mais alta corte. Não existe na lei um monitoramento com policiais 24
horas por dia. Essa é mais uma cautelar criativa que viola direitos e abre espaço, gente, para
arbitrariedades.
A terceira ilegalidade é a ocorrência de transtorno e custo social. O cerco atrapalha os vizinhos,
expõe moradores a risco e custa caro. Dezenas de policiais são deslocados, a segurança pública fica
prejudicada e centenas de milhares de reais são gastos.
Há ainda o objetivo político-eleitoral – diz o Deltan. A decisão não é só jurídica, ela é política!
Bolsonaro está silenciado, sem rede social, impedido de conceder entrevista, sem comunicação com
aliados. Ele está sem comunicação até mesmo com seu filho Eduardo, que está nos Estados Unidos.
Segundo o ministro do STF, o objetivo é silenciá-lo. Com isso, Bolsonaro não consegue articular o PL,
nem mobilizar apoiadores. O resultado é claro: ele e todo o seu grupo estão enfraquecidos para as
eleições de 2026. Há 1 caminho. Há 1 narrativa. Mas eles estão esquecendo que nós estamos aqui, de
prontidão.
Presidente, eu finalizo dizendo que o 7 de setembro é um dia de todos nós. Eu particularmente,
em quase todo 7 de setembro, gosto de ir à Esplanada dos Ministérios, de participar, de ver a
Esquadrilha da Fumaça. Quero deixar aqui um desafio para o PT, para esse governo estabelecido:
chamem o povo para ir à Esplanada dos Ministérios no dia 7 de setembro. Nós faremos a nossa
manifestação no Brasil todo e monitoraremos tudo. Eu já adquiri drones, deputado Thiago Manzoni, e
monitorarei os 2 movimentos. Depois, Brasília, trarei a filmagem aqui para a Câmara Legislativa e a
exibirei para mostrar quem verdadeiramente tem gente, quem verdadeiramente tem povo.
A verdade é que nunca na história desta nação houve uma perseguição tão implacável contra
um político. Na política aceitamos muita coisa, muita coisa mesmo, como aceitamos quando foi a vez
do Lula. Ninguém fez isso contra o Lula, e olhem que ele estava condenado em todas as instâncias
deste país. A direita não fez isso com ele. Eu imagino o que aconteceria se o PSDB, que estava no
governo, fizesse isso contra o Lula naquela época. Mas eles tiveram todos os seus direitos, foram para
os Estados Unidos buscar anistia, invadiram a Esplanada dos Ministérios, invadiram o Congresso
Nacional, queimaram o Ministério das Relações Exteriores, queimaram o Ministério da Agricultura –
fizeram de tudo – e estão todos aí, soltos. Ninguém respondeu por nada.
O que me encabula é que ontem se pagaram todos os preços para o irmão do Lula não ser
convocado para a CPMI do roubo do INSS. A cada dia que passa, vemos que o governo diz uma coisa e
faz outra. Esse é o governo da esquerda. Esse é o governo do PT.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Deputado Pastor Daniel de Castro,
por compor a Mesa Diretora, o senhor não quer assumir a presidência para que eu possa me
pronunciar durante o comunicado de líderes? Eu falo e depois reassumo a presidência.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Sim, senhora.
(Assume a presidência o deputado Pastor Daniel de Castro.)
PRESIDENTE DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Concedo a palavra à deputada
Paula Belmonte.
DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA. Como líder.) – Primeiramente, agradeço sua
gentileza, deputado Pastor Daniel de Castro. Que Deus o abençoe!
Eu tenho a honra de falar desta tribuna. Eu me sinto muito responsável pelo voto que recebi
para estar aqui. Vejo que este é um lugar de onde nós podemos transformar a esperança em
realidade.
Desde ontem, nós estamos realizando a Semana Legislativa pela Primeira Infância. É algo
fundamental para mim. Eu sou autora da lei federal que instituiu o mês de agosto como o Mês da
Primeira Infância, para trazer aos estados e municípios a responsabilidade de olhar essa criança como
um cidadão de direito e, principalmente, como um cidadão do futuro. Não adianta falarmos de um país
onde nós queremos que haja mais consciência, que as pessoas tenham mais informação – porque esta
é a verdadeira democracia: é a informação, é a educação –, se nós não trabalharmos a nossa infância.
Em todos os países desenvolvidos, quando um bebê nasce, eles já fazem o monitoramento da
cadeia de educação e de saúde das crianças. Aqui, como foi dito, nós estamos com defasagem.
Eu quero aproveitar a fala do deputado Gabriel Magno a respeito dos psicólogos para dizer a
eles isto: quero agradecer e desejar tudo de bom a todos os psicólogos.
Há defasagem de tudo nas escolas. Hoje, há mais professores contratados, mas com contrato
temporário. Esses professores não criam vínculo com as crianças, e isso é um prejuízo para a
educação. Quando nós defendemos... Eu não quero um Estado maior, não. Eu até defendo um Estado
reduzido, mas a educação é essencial. Nos países desenvolvidos, o filho do pobre e o filho do rico
estudam na mesma escola!
Nós estamos falando da capital federal, que tem, inclusive, desmobilizado as bibliotecas, as
salas de informática para colocar aluno na escola – quer dizer, estão desestruturando a escola para
nela colocarem mais alunos em vez de construir escola, deputado. É muito triste ver isso.
Nós precisamos fortalecer a educação do nosso país, principalmente a educação na capital do
Brasil, para que as nossas crianças se desenvolvam e tenham oportunidade de entender o que é
cidadania. A política só vai mudar com a informação e com a educação, mas isso tem que deixar de ser
discurso político e se tornar uma ação efetiva. Os diretores e os professores estão exaustos! Eu não
estou falando da questão salarial, que é, sim, uma pauta importante, mas de estrutura educacional.
Muitos diretores e professores tiram dinheiro do bolso para trazer um material pedagógico diferente. É
bonito de se ver? É bonito. É louvável fazer isso? É louvável. Mas está certo em escola de ensino
infantil a criança comer cuscuz todos os dias? Eu adoro cuscuz – com manteiga, com ovo –, mas é
certo todos os dias uma criança de 4 anos comer cuscuz? Eu quero saber se o filho de algum deputado
come cuscuz a semana toda. E nós estamos falando de crianças com alta vulnerabilidade.
Um diretor esteve aqui e nos contou que, infelizmente, os professores têm que dar banho em
algumas crianças, porque a mãe não faz isso e está se formando ferida na criança, deputado Thiago
Manzoni. Estamos falando da vulnerabilidade das pessoas, da falta, muitas das vezes, de educação.
Higiene é saúde. E a escola está totalmente desestruturada.
Uma criança, ontem, aqui, deputado Gabriel Magno, me fez um pedido: “Deputada, arruma um
parquinho para a minha escola?” O mínimo que uma escola infantil deve ter é parquinho. É o mínimo!
Eu não estou pedindo nada mais do que isso.
Nós estamos falando de uma educação totalmente abandonada, mesmo respaldada por
emenda parlamentar. Eu falo isso com propriedade, porque eu sou uma das deputadas que mais coloca
dinheiro na educação, principalmente na educação infantil. Como é isso? E as nossas estão crianças
comendo cuscuz a semana toda? As nossas crianças não têm um parquinho de qualidade?
As salas estão desestruturadas e isso não permite que se possa dar uma aula diferente para
elas. Vão ser colocadas mais crianças dentro da escola para fazer número? Educação não é número; é
qualidade. Não adianta nós falarmos de democracia enquanto a população não tiver informação
adequada, enquanto não criarmos as crianças com formação adequada de cidadão. Nesta casa, só se
faz discurso de política de esquerda e direita, quando, na verdade, precisamos focar na educação.
Mais uma vez, eu falo de um projeto que eu exalto, chamado NaMoral. Ele foi aprovado por
todo este parlamento e tem feito diferença. Mas não adianta o projeto ser implantado numa escola
para trazer conhecimento de integridade, de princípios e valores, se ela não tiver estrutura, se os
professores estiverem exaustos.
Infelizmente, as nossas crianças com atipicidade não estão tendo nenhum respaldo.
Presidente, mais uma vez, eu venho falar da importância da educação, mas, principalmente, da
ação para que possamos transformar nossa cidade, para que possamos transformar a realidade das
pessoas. Por intermédio de quem transformamos a realidade das pessoas? É por intermédio das
crianças, e não da política.
Eu fico muito satisfeita e muito honrada quando falam assim: “Aquela mulher, aquela deputada
defende a criança”. Defendo mesmo. Criança não tem título de eleitor. Eu as defendo porque acredito
que as crianças de hoje são o futuro. Ontem nós é que éramos crianças e hoje estamos fazendo o
presente.
Que Deus abençoe as nossas crianças! Vamos, sim, juntos, mudar a educação do Distrito
Federal.
(Assume a presidência o deputado Thiago Manzoni.)
PRESIDENTE DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL) – Ainda há algum líder que queira fazer uso
da palavra em nome da respectiva liderança? (Pausa.)
Encerro o comunicado de líderes.
Dá-se início ao comunicado de parlamentares.
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel. (Pausa.)
Concedo a palavra ao deputado Chico Vigilante.
(Assume a presidência a deputada Paula Belmonte.)
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Para comunicado.) – Senhora presidente, senhoras e
senhores deputados, eu quero recomendar às pessoas que estão assistindo à nossa sessão,
especialmente aos deputados que defendem os atos e as práticas do Capitão Capiroto, que leiam uma
reportagem de ampla repercussão publicada na revista Veja, em 25 de outubro de 1987.
O Capitão Capiroto Jair Bolsonaro é golpista e terrorista desde aquele tempo. Foi ele, junto com
outro capitão do Exército, que planejou implodir quartéis do Rio de Janeiro, deputado Gabriel Magno, e
colocar bombas na adutora de Guandu, que fornece água para a cidade do Rio de Janeiro. Aquele ato
terrorista foi investigado e foi feita uma perícia dele. A Polícia Federal comprovou que ele era um
criminoso já na época. A perícia feita comprovou que era verdadeira a reportagem da Veja. Ele sempre
faz assim: fala algo, depois diz que não falou; escreve algo, depois diz que não escreveu. A Polícia
Federal periciou até os croquis que indicavam as explosões a serem feitas na represa de Guandu.
Portanto, ele é um criminoso!
Eu me pergunto como é que nós, brasileiros, deixamos uma praga dessas ganhar a Presidência
da República! Quanto o povo brasileiro afundou durante o mandato dessa praga! Ou alguém acha que
foram poucas as 700 mil mortes por covid? Alguém acha que isso foi pouco? Alguém acha que não foi
nada aquele gesto dele imitando as pessoas que estavam morrendo sem fôlego porque os aparelhos de
oxigênio não foram enviados para Manaus? Isso é muito grave! Não dá para defender o Capiroto.
Eu tenho o maior respeito por um deputado que discursou aqui hoje, mas vocês estão
lembrados de como foi quando o Lula estava preso? O irmão dele morreu e não permitiram que ele
fosse visitar o irmão. Alguém protestou contra isso? Estão lembrados de quando o Lula estava preso e
morreu o netinho dele, que era o ser que ele mais amava na vida, e não permitiram que ele fosse ao
velório?
A direita aplaudiu isso. Aquela tal de Zambelli aplaudiu isso. Ela agora está lá para as bandas
da Europa, na Itália, e também está presa. Ela achou que era só fugir para a Itália que estaria liberada
dos crimes que cometeu. Não está. Ela está lá, presa. Ela já passou por 5 audiências – eu acho – e
continua presa, porque é uma criminosa.
A direita sempre dizia, naquele tempo, que “bandido bom é bandido morto”. Eu não acho isso.
Eu acho que bandido bom é bandido preso, bandido que responda perante a justiça pelos atos que
cometeu. É por isso que eu defendo a prisão do Capiroto, para que ele efetivamente pague por todos
os crimes cometidos contra a população brasileira.
A direita dizia que o Brasil iria virar a Venezuela. Nós estamos em pleno emprego. Vi ontem
pacote de arroz por 10 reais – arroz bom! Eu sou do tempo, na década de 1970, em que no Brasil
havia arroz de primeira, de segunda e de terceira. Pobre só comia arroz de terceira. Eu, vigilante, só
dava conta de comer arroz de terceira. Hoje, todo mundo come arroz de primeira, come feijão de
primeira, come carne de primeira. É a evolução da sociedade! Hoje, o filho do pobre, da empregada
doméstica, pode cursar uma faculdade. É por isso que há filho de pedreiro que virou engenheiro e há
filha de empregada doméstica que virou médica. Este é o Brasil que evoluiu com o presidente Lula!
Eu não quero ficar falando só dessas coisas. Eu falo delas quando o PT é provocado. Eu quero
discutir mesmo os problemas do Distrito Federal. Quero discutir nossas calçadas destruídas, nas quais
os idosos não têm como andar. Quero discutir a falta de médico nos postos de saúde. Quero discutir a
insegurança e a escuridão que tomam conta das nossas ruas. Acho que é isso que interessa ao povo
brasileiro.
Obrigado.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, deputado Chico
Vigilante.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Concedo a palavra.
DEPUTADO PASTOR DANIEL DE CASTRO (PP) – Presidente, mudando um pouco o foco da
discussão que estamos tendo – que, diga-se de passagem, é justa e legítima –, eu queria, daqui da
Câmara Legislativa, mandar toda a minha solidariedade e as minhas orações para a senadora Damares.
Ela foi muito corajosa e publicou ontem que descobriu que está com câncer e precisa passar por um
tratamento.
Hoje, no meu gabinete, conversei com algumas pessoas sobre a previsão de um grande leilão
que faremos com uma camisa do Flamengo assinada por todos os jogadores para justamente arrecadar
recursos para a associação que trabalha com pessoas que têm câncer.
Sabemos que é um momento difícil – uma amiga especial da nossa igreja. Independentemente
disso, é um ser humano e nos solidarizamos com ela. Pedimos a Deus que lhe dê força para passar por
esse momento e pelo tratamento. Que, acima de tudo, Deus possa dar a cura à nossa senadora
Damares!
Damares, a senhora é fruto das nossas orações. Que Deus a abençoe e lhe dê força! A senhora
terá o carinho de todas as pessoas, sejam elas de direita ou de esquerda, eu tenho certeza disso. Que,
nesse momento, a senhora cuide de sua saúde, porque seu pronto restabelecimento interessa a todos
nós! Que Deus a abençoe e lhe dê a cura!
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, deputado Pastor
Daniel de Castro.
Quero aproveitar a oportunidade para também dizer à minha amiga, ex-ministra e senadora
Damares, que estamos acompanhando sua situação de saúde; desejamos que todas as mulheres
possam ter um tratamento adequado e possam se salvar.
Na realidade, eu sinto no meu coração que a senadora Damares está passando essa situação
para reforçar o time de mulheres que mostram a vitória no combate ao câncer; acredito na saúde de
sua excelência e me sinto emocionada com isso. Uso uma mecha rosa há quase 5 anos – agora em
outubro, vai fazer 5 anos que eu uso essa mecha rosa –, exatamente para lembrar – infelizmente, eu
perdi 2 amigas com câncer – o autocuidado que nós mulheres devemos ter. Precisamos sempre nos
examinar, para que possamos sobreviver, pois hoje a ciência está bem avançada. Que sempre
tenhamos a oportunidade da cura!
Desejo à nossa querida ex-ministra e senadora Damares saúde e vitória. Tenho certeza de que
elas virão. Tenho esse sentimento no meu coração. Que o que está acontecendo com sua excelência
seja um grande testemunho de vida para muitas mulheres!
Concedo a palavra ao deputado Max Maciel.
DEPUTADO MAX MACIEL (PSOL. Para comunicado.) – Deputada Paula Belmonte, que preside
neste momento esta sessão, boa tarde. Boa tarde a todos os presentes e a quem nos acompanha pela
TV Câmara Distrital.
Deputada Paula Belmonte, venho falar de um pedido que o presidente Lula fez ontem, na
reunião ministerial, ao ministro da Fazenda, Haddad. Dados e informações foram fornecidos pelo
deputado federal Jilmar Tatto, que era presidente da Frente Parlamentar pela Tarifa Zero. O deputado
federal Jilmar é um dos parlamentares que, conosco, anda o Brasil inteiro defendendo a política da
tarifa zero. O presidente Lula pediu ao ministro Haddad que sejam feitos os estudos para a
implementação, no Brasil, da tarifa zero aos domingos e em feriados.
Esse é um passo importantíssimo que o presidente está dando, além de incorporar um debate
que a nossa deputada federal Luiza Erundina, do PSOL, já vem realizando desde 2015. Essa deputada
entendeu a jornada de luta dos jovens que, em 2013, foram às ruas para não haver aumento das
passagens em várias capitais. Além de ter apresentado matéria para incorporar o transporte como
direito constitucional, essa deputada, por meio da PEC nº 25, pede a criação de um sistema único de
mobilidade, em que o governo federal, estados e municípios subsidiam o transporte e fazem com que
ele se destine àqueles que não têm condição de acessá-lo.
Deputada Paula Belmonte, eu já trouxe alguns dados à casa. Por exemplo, o transporte
compromete 15% da renda dos trabalhadores. É muita coisa. Então, na região do Entorno, se a
passagem aumentar para R$12 – os empregadores do DF só entram com R$5,50, que é a tarifa do
Distrito Federal –, os trabalhadores têm que tirar quase R$400, R$500 do bolso. O salário é de
R$1.400. Portanto, eles levam para casa apenas R$1.000, porque R$400 são para complementar a
tarifa. Isso é um horror, é um dano que o transporte ocasiona!
O presidente Lula faz esse pedido. Esperamos, de fato, que o ministro consiga entender isso.
Mas há um detalhe. O Jilmar Tatto apresenta uma estratégia que parte dos movimentos sociais, como
o Movimento Passe Livre, o Triplo Zero, o Nossa BH e tantos outros. Trata-se da incorporação,
deputada Paula Belmonte, do vale-transporte ao fundo de apoio ao transporte. Eu vou dizer o porquê
disso.
Nós tivemos acesso, por meio do Caged, aos dados dos trabalhadores empregados
formalmente no Distrito Federal. Quanto ao vale-transporte, há, hoje, no Distrito Federal, 995.377
pessoas com carteira assinada. Trata-se de dados até junho de 2004, que podem ter oscilado para
mais ou um pouquinho para menos. Nós esperamos que seja para mais. Em média, o tíquete de
passagem gira em torno de R$242, pegando a tarifa mais cheia de R$5,50 como critério. Haveria,
assim, R$240 milhões vezes 12 meses – o que dá R$2.880.000.000 – só de vale-transporte nas mãos
do trabalhador.
Qual é a proposta, então, que nós estamos fazendo no debate com os vários movimentos
sociais e nas casas legislativas? Nós criamos o fundo, e o empregador, em vez de dar R$240, vai pagar
uma taxa de R$150 a R$170 por empregado – acima de 9 – na empresa dele. Portanto, o empregador
ganha, porque não vai pagar R$240; e o trabalhador ganha porque 4% a 6% serão descontados da
sua taxa, resultando em aumento real na sua folha.
Nós conseguimos, desses quase R$2.900.000.000, pelo menos R$1.900.000.000. Daria para
implementar a tarifa zero no Distrito Federal todo, apenas com os recursos do vale-transporte. Então,
existem caminhos para isso.
Deputado Gabriel Magno, não sei se o senhor sabe, mas, por causa do Vai de Graça aos
domingos e feriados, as empresas não estão pagando passagem para quem trabalha aos domingos.
Elas dizem: “Olha, se não há passagem, a legislação diz que eu não preciso te pagar”. Isso, de fato, é
previsto em lei. Então, há trabalhadores que não recebem a passagem aos domingos. O que nós
queremos é criar esse fundo, que será bom para o empregador, pois ele vai pagar menos do que paga
pelo vale-transporte, porque haverá um fundo para subsidiar isso.
O Lula incorporou essa proposta ontem. Aproveito para mandar um abraço ao deputado federal
Jilmar Tatto pela luta incansável. Espero que estejamos juntos em breve em Maricá, onde existe a
primeira experiência de grande capital no Brasil com tarifa zero. Que nós possamos, de fato, evoluir
nesse processo!
Para encerrar, presidente, eu queria só dizer que hoje nós participamos de uma entrevista na
rádio CBN. Denunciamos, mais uma vez, a tentativa de continuar com a minuta de privatização do
Metrô-DF.
Isso está no Tribunal de Contas. Foi concedido mais um prazo de 90 dias para que a secretaria
responda aos critérios. Um deles, por exemplo, visa saber qual vai ser o equilíbrio financeiro para a
empresa que ganhar. Sabe por que, deputada Paula Belmonte? Hoje, o Metrô-DF ganha R$5,50 de
quem passa pela catraca, e o governo não complementa com a tarifa técnica, como complementa nos
ônibus. Então, o Metrô-DF perde. Se uma pessoa pegar um ônibus no Sol Nascente, parar em
Taguatinga, pegar outro ônibus, descer na Rodoviária e pegar o metrô, o Metrô-DF não recebe a última
pernada. Esse trecho vai zerado. Assim, o Metrô-DF opera com prejuízo, porque a conta fica com as
empresas de ônibus.
O governo diz que não precisa dar a tarifa técnica porque ele complementa com a Fonte 100,
mas não é verdade. A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana fez uma representação ao Tribunal
de Contas mostrando que o Governo do Distrito Federal coloca o orçamento e não o executa.
O Messias, da comissão, participa aqui e do Sindicato dos Metroviários. Ele faz parte das
comissões de lá e está aqui. É um prazer, camarada, guerreiro como sempre! Não tinha visto você aí,
só o vi agora.
Deputada Paula Belmonte, de R$49 milhões do orçamento do ano passado, o Metrô-DF só
executou R$5 milhões, ou seja, executou 10% do orçamento previsto. Em 2023, de R$171 milhões,
executou R$640 mil. É impossível haver, de fato, um metrô eficiente sem um cálculo orçamentário
executado na ponta. Por isso, o metrô falha, há quedas de energia, está parando. Só há 15 trens
rodando. Não é só porque envelheceu. Trata-se de um plano de sucateamento.
Foi uma entrevista bem sincera. Quero agradecer ao Brunno Melo e à Mariana Machado a
atenção e a oportunidade de apresentar os dados sobre os quais a comissão vem se debruçando e com
os quais vem mostrando que o Metrô-DF tem condições de ser, sim, potente. O Metrô-DF não precisa –
muitos países já decidiram assim – ser administrado pela iniciativa privada. O metrô que funciona no
mundo de forma eficiente é aquele que o Estado banca, porque esse sistema é deficitário mesmo. Toda
vez que a passagem aumenta, há fuga de passageiros para o transporte individual.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Nós é que agradecemos a
seriedade com que vossa excelência trata o assunto. Semana passada, vossa excelência esteve no
seminário. Foi muito bom. Que Deus abençoe o senhor!
Concedo a palavra ao deputado Thiago Manzoni.
DEPUTADO THIAGO MANZONI (PL. Para comunicado.) – Senhora presidente, senhoras e
senhores deputados, às vezes, penso que vir para a Câmara Legislativa é um exercício de autocontrole
e de paciência. Por outro lado, acho que cumpro, nesta casa, uma missão que vale a pena, a de
desmentir as falácias repetidas 1 milhão de vezes pela esquerda, na tentativa de que elas se tornem
verdade.
A respeito do INSS, foi dito aqui que a direita não quer pagar o dinheiro que foi roubado dos
velhinhos. Não é verdade. O que a direita não quer que aconteça é que dinheiro do povo, dinheiro do
pagador de imposto seja usado para pagar o que eles roubaram dos velhinhos. Os caras metem a mão
grande. Todo mundo viu o que aconteceu com o irmão do Lula. A CPI vai desvendar e desmascarar o
monte de safados que roubou os idosos. Quem tem que devolver o dinheiro é quem o roubou. Foram
os sindicatos e as entidades associativas que roubaram os idosos. Não foi o pagador de impostos.
Peguem o dinheiro de quem roubou. Por que esses caras vão comprar imóvel lá fora, viajar e torrar o
dinheiro que roubaram, e quem vai pagar é o pagador de imposto?
Dizem: “Não, é dinheiro público”. Digo a você que está assistindo a esta sessão: “Não existe
dinheiro público, existe dinheiro de quem paga imposto. É o seu dinheiro, trabalhador. Os caras
roubaram os aposentados e, agora, querem usar o seu dinheiro para pagar o que eles roubaram. Eles
querem ficar com o dinheiro dos aposentados e pegar o seu para pagar.” Os caras são muito
descarados.
Vieram a esta tribuna dizer que o Brasil está em pleno emprego. Há 20.300.000 famílias
vivendo de bolsa família. Onde isso é pleno emprego, pelo amor de Deus? No mínimo, 60 milhões de
pessoas estão vivendo às custas do Bolsa Família. Como isso é pleno emprego?
Eles tiveram a audácia de falar nesta tribuna que combatem a impunidade. Mensalão, Petrolão,
Aposentão! Fazem o exercício recorrente de apagar o passado. Outro dia, o José Dirceu falou que
dizem por aí que os mensaleiros voltaram para o poder. Ele respondeu: “Nós nunca saímos”. Eles têm
orgulho da parada.
Eles estão apagando as provas da Lava Jato. No entanto, há entrevista do Luís Roberto
Barroso, no Roda Viva, dizendo que eles roubaram. O fato de as provas terem sido anuladas não
significa que o roubo não existiu. Eles roubaram. O Petrolão existiu.
Aí, dá-lhe discurso. Disseram que a direita é contra os direitos humanos. O princípio da
dignidade da pessoa humana nasceu do cristianismo. O que se vê hoje é uma vingança dura e cruel de
quem foi preso pelos crimes que cometeu, mas quer se vingar de quem foi eleito pelo povo e
personificou a indignação da população contra o PT. Essa pessoa é Jair Bolsonaro, e é por isso que eles
querem se vingar dele.
É por isso que eles vêm indignados a esta tribuna. Se for preciso, eles ressuscitam até a
pandemia. De alguma forma, é preciso incriminar o Bolsonaro. Eles perdem até a lógica, perdem até a
razão. Bolsonaro é incriminado por ter tentado remédios que salvassem as pessoas e,
concomitantemente, é acusado de ter matado 700 mil brasileiros. Isso é duvidar da inteligência da
população.
Utilizam jargõezinhos e palavras, como democracia. A democracia deles é o que vocês estão
vendo: é vingança. A democracia deles é quando eles estão no poder, acabando com a vida dos
outros. A democracia deles é todos de joelhos, fazendo o que o PT quer. É isso que eles acham que é
democracia. Democracia é quando o Lula ganha. Quando o Lula perde, é golpe.
Eles vêm com a história da tentativa de golpe. Essa é uma das histórias mais bizarras que já
existiram na história do Brasil. Daqui a 20 anos, quando o Brasil olhar para trás, a história vai dizer que
houve pessoas condenadas a 15, 16, 17 anos de cadeia porque tentaram dar um golpe de Estado com
um batom na mão, com paus e pedras, sem uma arma, contra prédios vazios! Invadiram prédios
vazios! Não estou falando que não cometeram um crime – daqui a pouco, alguém iria dizer que estou
defendendo quem cometeu crime.
Quem deteriorou patrimônio tombado que pague pelo que fez! Quem destruiu patrimônio
público – inclusive os esquerdistas, que vivem destruindo – que pague também pelo que fez. Os
esquerdistas nunca pagaram, mas acusam os outros de golpe.
Recentemente, vieram com essa história de soberania nacional. Falam de soberania nacional
enquanto vendem o Brasil para a China a preço de banana, descaradamente, com o consenso e a
anuência de parte da imprensa que assiste a tudo calada. Porém, há veículos de comunicação que
estão noticiando esse assunto – o Metrópoles, por exemplo, noticia. Porém, há uma parte da imprensa
que não noticia que o Brasil está sendo loteado e vendido para a China a preço de banana!
Soberania nacional? Para cima de quem jogam essa história de soberania nacional? Tudo o que
se vê no Brasil hoje é um projeto de vingança sendo concretizado contra pessoas inocentes, como é o
caso do Lucas Brasileiro. Há outra coisa. Essa acusação de que, porque os direitos humanos foram
violados quando o Lula estava preso, agora têm que ser violados também com esse pessoal não é
justa.
Não é justa, porque o certo é o certo. O certo era que o ex-presidente Lula, quando estava
preso pelos crimes que cometeu, tivesse sido liberado para ir ao velório do neto dele. Não é humano
impedir isso.
O certo era que ele pudesse ter ido ao velório do irmão para se despedir. O certo é o certo e
tem que valer para todos. Porém, como naquela ocasião – e eu não tenho compromisso com o erro,
deputado Chico Vigilante – o Poder Judiciário errou, agora eles querem se vingar. O Brasil vai viver de
vingança até quando? Ou vocês acham que esse pêndulo não vai voltar para onde estava? Quando
voltar, nós vamos viver de vingança outra vez? Que país queremos construir desse jeito? Que país será
construído desse jeito? O que os nossos filhos vão receber de nós? O que os nossos netos vão receber
de nós? Um ficará se vingando do outro o tempo inteiro? Eu não quero isso para o Brasil. Espero que o
Brasil encontre paz, pacificação.
Isso passa pela anistia e pela autocontenção do Poder Judiciário.
Anistia aos presos do 8 de janeiro e autocontenção do Poder Judiciário!
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, deputado Thiago
Manzoni.
Acredito que o senhor acompanha os números do GDF. A Secretaria de Desenvolvimento Social
possui um cadastro de 198 mil famílias – 198 mil famílias! –, o que significa quase 600 mil pessoas que
dependem dos programas sociais. A Secretaria de Desenvolvimento Social está fornecendo alimentação
para essas pessoas, mas precisamos fazer com que Brasília gere emprego. Essa é a vulnerabilidade das
pessoas do Distrito Federal. Precisamos trazer praticidade para essa questão no Distrito Federal. Espero
contar com o senhor para que possamos tirar essas pessoas da vulnerabilidade.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, pela ordem.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Concedo a palavra ao deputado
Chico Vigilante.
DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Quero só lembrar algo ao pessoal que está assistindo à
sessão. “Brasileiras e brasileiros”, como dizia o Sarney. Vocês sabem quem é Valdemar Costa Neto,
presidente do Partido Liberal? Esse Valdemar Costa Neto foi preso, segundo eles, envolvido com
Mensalão; segundo eles, envolvido com Petrolão, sei lá com o quê. Eu tive a oportunidade de visitá-lo
na Papuda. Falo do presidente do Partido Liberal, que agora se volta contra o governo do presidente
Lula.
Eu vi, deputada Paula Belmonte, o Valdemar Costa Neto dentro da prisão. Não sei se ele estava
rezando antes disso, mas estava na Papuda, estava preso. Portanto, essa gente da direita não tem
tanta autoridade para falar assim das coisas.
Com relação ao irmão do presidente Lula, ele não é acusado de nada. Não vão provar
absolutamente nada! Conheço o Frei Chico há pelo menos 40 anos. Ele é um sujeito que não tem nada
na vida, mas é um trabalhador e não merece ser acusado da maneira que está sendo, simplesmente
porque é irmão do presidente Lula. Não merece isso. É uma pessoa que sempre esteve ao lado dos
trabalhadores, lutando pelos trabalhadores. Não há absolutamente nada de envolvimento dele com
essa história terrível do INSS.
Eu defendo que todos os que cometeram crimes vão para a cadeia. Está na hora de se botar
na cadeia quem roubou os idosos e as idosas da previdência. Os envolvidos têm que, efetivamente, ir
para a cadeia. Além disso, é preciso tomar os bens dessas pessoas.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Deputado Chico Vigilante, o senhor
pediu a palavra pela ordem, mas estava inscrito para falar no comunicado de parlamentares. Já está
satisfeito?
(Intervenção fora do microfone.)
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Está ótimo.
Concedo a palavra ao deputado Gabriel Magno.
DEPUTADO GABRIEL MAGNO (PT. Para comunicado.) – Deputada Paula Belmonte, eu me
inscrevi, primeiramente, para dialogar com vossa excelência sobre a educação das nossas crianças e
dos nossos adolescentes no Distrito Federal. Eu quero trazer 3 pontos muito importantes.
O primeiro é que foi publicado recentemente o edital do processo seletivo simplificado para
professores em contratação temporária. Nós temos recebido uma série de questionamentos sobre o
processo; primeiramente, o de que o edital está com conteúdo muito extenso e disperso. É importante
dizer que, para avaliar os melhores, não necessariamente se precisa de mais conteúdo. Vou dar o
exemplo da prova do concurso público para o Senado Federal. Foi um edital enxuto, mas que cobrava
os conhecimentos necessários. Falo isso porque um edital com conteúdo confuso e disperso e com
prazo curto – a prova vai acontecer em outubro – tem trazido uma série de reclamações; até porque,
como vossa excelência disse, a maioria das pessoas que vai fazer essa prova já está em sala de aula.
Temos mais de 13 mil professores em contrato temporário em sala de aula.
Então, há um apelo quanto a essa questão. Nós, pela Comissão de Educação e Cultura, temos
tentado dialogar com a Secretaria de Educação para que adie a prova e dê um pouco mais de tempo
para esse processo de preparação. Pedimos que a prova possa ser feita, por exemplo, no início de
dezembro ou em outra data que não seja outubro, até porque, no início de novembro, também há a
prova do Enem.
Paralelamente a isso, queremos que o Governo do Distrito Federal avance com a nomeação dos
professores concursados aprovados no último concurso, o que é não só mais um dos acordos da greve
dos professores, mas uma necessidade, para esta cidade ter profissionais concursados nas nossas
escolas.
A respeito das escolas públicas do Distrito Federal, informo que nós apresentamos um ofício,
deputada Paula Belmonte, para a Secretaria de Educação, em que perguntamos como andam as 43
obras paralisadas. Tivemos a resposta hoje. A principal resposta do governo para o atraso é que,
muitas vezes, aparecem imprevistos que fogem ao planejamento. O principal imprevisto, de acordo
com o Governo do Distrito Federal, são as chuvas e, por isso, não há como se apresentar um
cronograma de entrega dessas 43 obras. No ofício eles dizem que, quanto a algumas obras, não dá
nem para saber como vai ser o processo de chamada, de licitação.
É um descaso, uma desorganização completa. O governo não tem um planejamento eficiente
para contratação das obras nem previsibilidade minimamente razoável da entrega. É um negócio
inacreditável o que acontece. Eu vou dar um exemplo. A creche do Jardins Mangueiral – saiu inclusive
matéria sobre isso hoje na Rede Globo –, pronta há 6 meses, está fechada. O motivo oficial da
Secretaria de Educação, deputado Chico Vigilante, é que não foi feita a ligação pela Neoenergia. Eu
moro lá, deputada Paula Belmonte, e passo por lá todas as noites para chegar à minha casa e as luzes
estão acesas. Eu não sei qual é o problema de conexão da Neoenergia, mas é um absurdo uma creche
pública, com a obra pronta e entregue há 6 meses, fechada para a população, sob o argumento de que
o governo não conseguiu conectar a energia. Esse é o desastre do processo de planejamento e
organização desse governo. Em relação a algumas obras, o governo é muito eficiente, muito rápido –
faz a obra, depois tem que refazer –, mas parece que, para entregar escola pública, tem dificuldade.
Deputada Paula Belmonte, eu não poderia deixar de tentar mais uma vez responder a alguns
absurdos que são ditos nesta tribuna pela extrema-direita. Eles falam sobre aparelhamento da Polícia
Federal. Quem se lembra qual foi o presidente da República que disse: “Eu vou mudar o diretor-geral
da Polícia Federal se eu quiser! Eu não vou deixar minha família ser perseguida – nem meus amigos.”?
Aliás, esse foi um dos motivos, pelo menos o público, da demissão do Moro, o juiz ladrão que
fez conluio com o Ministério Público e que foi citado aqui também. Citaram ainda o Dallagnol, aquele
que perdeu o mandato, que foi cassado, que fez conluio com um juiz para perseguir opositor. Essa é a
turma, deputado Chico Vigilante.
Para encerrar, quero dizer que o Brasil precisa de pacificação. De fato, o Brasil precisa de paz.
O Brasil está arrumando a casa, porque a paz de que o Brasil precisa, deputada Paula Belmonte,
deputado Chico Vigilante, não é a impunidade para os golpistas. A paz de que o Brasil precisa é a
agenda do desenvolvimento econômico e social, com elevação da renda dos brasileiros; com política
pública para tirar o Brasil de novo do mapa da fome; com um governo federal que age diante do
lateralismo com que atuam os Estados Unidos ao comprar dos produtores rurais brasileiros; com um
governo federal que age para colocar comida na merenda escolar, para garantir emprego e para
garantir o funcionamento da economia. O Brasil precisa disso, de fato. Essa é a pacificação de que o
Brasil precisa.
O Brasil precisa, sim, ressarcir os aposentados e as aposentadas que foram vítimas de golpe.
Aqueles e aquelas que já foram ou que vão ser investigados têm que ser presos, têm que ser
condenados!
Eles assumiram: “Vamos trabalhar contra mesmo!” A agenda da extrema-direita não é a
agenda do Brasil. É a agenda antinacional, é a agenda antipovo, é a agenda para salvar e livrar a cara
dos golpistas que eles estão defendendo. Repito, deputada Paula Belmonte: “Os áudios que vazaram
do filho do golpista com o golpista escancaram o interesse dessa turma”. Não é o Brasil, não é o povo
brasileiro. É livrar a cara dessa turma que cometeu crime contra o povo brasileiro, contra o Estado
democrático de direito.
Vai responder! Qual é o medo que essa turma tem da justiça brasileira? Eles vêm aqui e
atacam a polícia, inclusive! Depois dizem que defendem a polícia. Mas é bom lembrar que, no governo
Bolsonaro, as forças de segurança do Distrito Federal tiveram zero de reajuste.
Concluo, dizendo que é importante também lembrar, deputada Paula Belmonte, que está no
relatório final de uma CPI desta casa – a CPI dos Atos Antidemocráticos, da qual o deputado Fábio
Félix fez parte e de que era presidente o deputado Chico Vigilante – quão mal a extrema-direita tratou
as forças de segurança da capital brasileira, com falta de concurso público, com falta de reajuste, com
falta de condições estruturais para elas atuarem adequadamente. Isso está no documento aprovado
por esta casa e pelo relator, que foi, inclusive, líder do governo Ibaneis.
Essa turma precisa ter mais vergonha na cara para defender as posições lamentáveis contra o
povo brasileiro.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, deputado.
Concedo a palavra ao deputado Fábio Félix.
DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL. Para comunicado.) – Muito obrigado, presidente.
Eu resolvi subir à tribuna nesta tarde em função de uma preocupação muito grande. Assisti a
um vídeo em que a deputada Sâmia Bomfim, deputada federal do PSOL, faz um alerta ao Brasil. Acho
que esse alerta tem que chegar para todo mundo.
Uma PEC está tramitando na Câmara dos Deputados, a PEC da blindagem da classe política.
Essa PEC é uma vergonha! Há um conluio do centrão, da extrema-direita e de outros setores políticos
para aprovar uma emenda constitucional com o intuito de proibir que a justiça investigue
parlamentares neste país.
Eles falaram que o objetivo da PEC é o fim do foro privilegiado. Eles chegaram a se amarrar às
mesas do Senado e da Câmara dos Deputados, afirmando que queriam pautar o fim do foro
privilegiado. Mas o que realmente pretendem é que políticos envolvidos com corrupção ou que tenham
cometido qualquer tipo de crime não possam ser investigados pela justiça sem autorização prévia do
Congresso Nacional. Essa é a PEC. Não se trata de retirar o foro privilegiado. Do meu ponto de vista,
essa PEC, na verdade, aumenta o foro privilegiado.
A ideia original do foro privilegiado era as garantias democráticas à pessoa eleita. Muitas vezes,
isso se transformou em verdadeira impunidade. E agora, com essa PEC, o que querem é impedir que
setores da classe política sejam investigados por corrupção. Essa é a resposta que buscam dar ao
Supremo Tribunal Federal. Esse é o discurso feito com objetivo de acabar com o foro privilegiado. O
que a PEC faz, na prática – este é o alerta da deputada federal Sâmia Bomfim –, é garantir que
nenhum deputado federal ou senador seja investigado sem autorização prévia do Congresso Nacional.
Nós não podemos permitir que essa proposta de emenda à Constituição avance no Congresso Nacional.
Essa não é uma retaliação contra setores da justiça ou contra o Supremo, mas, sim, contra o
povo brasileiro. Na prática, é a legalização da corrupção que, muitas vezes, corre solta no Congresso
Nacional – e nós sabemos disso.
Ela ainda fez um segundo alerta sobre outra proposta de emenda à Constituição que tramita
atualmente e que pretende incluir na pauta a proibição de partidos com menos de 20 deputados, o que
atinge diretamente o meu partido, o PSOL, a entrarem com ações de inconstitucionalidade no Supremo
Tribunal Federal.
O PSOL foi autor de ações importantes no STF para garantir direitos das minorias, das
mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e de outros grupos, assegurando uma série de conquistas. Eles
querem impedir que um partido pequeno possa acionar o Supremo Tribunal Federal. Essa é uma régua
exata que eles estabeleceram para impedir que um partido combativo como o nosso, gigante em
capacidade política, possa defender direitos na justiça brasileira e na Suprema Corte. Esse é um recado
direcionado ao PSOL.
Faço um apelo aos parlamentares federais e aos partidos: isso não pode ser aprovado. Trata-se
de um ataque ao direito e à cidadania. Muitas conquistas das minorias, como as da população
LGBTQIA+, vieram de ações no Supremo Tribunal Federal e em outras instâncias da justiça. Um dos
primeiros casos de reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo gênero foi obtido em
2004, na primeira instância. Tivemos vitórias em todas as esferas do Judiciário, e agora querem
impedir que essas vitórias das minorias ocorram novamente.
Quando o Congresso Nacional se omite, é na justiça que podemos reivindicar nossos direitos.
Isso deve acender um alerta para toda a população quanto aos direitos das minorias, aos direitos civis
e aos segmentos sub-representados na política. Estes, muitas vezes, são invisibilizados e não podem
contar com os parlamentos como deveriam.
Então, são 2 propostas de emenda à Constituição que tramitam neste momento e que devem
acender o alerta. Todas elas são justificadas com o argumento de dar uma resposta ao STF, mas o
efeito colateral direto é danoso para a população e seus direitos.
Obrigado, presidente.
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Obrigada, deputado Fábio Félix.
Quero dizer que essa pauta de combate à corrupção é um princípio do nosso mandato desde
que entrei na Câmara dos Deputados. Eu, como presidente da Comissão de Fiscalização, Governança,
Transparência e Controle, acredito que precisamos nos unir. Essa pauta não é de esquerda nem de
direita, mas, sim, da sociedade civil e da população brasileira.
O que o senhor denuncia tem total apoio da minha parte; vou procurar me informar e divulgar,
porque isso é uma preocupação de todos nós, brasileiros. Não podemos aceitar isso.
Temos uma grande oportunidade, em 2026, de mudar a história usando nosso título de eleitor
e o voto. É dessa forma que nós mudamos, e não colocando corruptos nas cadeiras de poder. Esta
casa, se acreditamos na democracia, representa a vontade do povo. No entanto, muitas vezes, as
pessoas não pesquisam sobre os parlamentares que elegem para ocupar essas cadeiras. Nós
precisamos nos preocupar com isso.
Parabéns pelo alerta. Eu vou procurar saber mais sobre isso e vou estar junto nessa pauta, que
interessa a toda a sociedade brasileira.
Esta presidência informa que, em razão da aprovação do Requerimento nº 2.169/2025, de
autoria do deputado Max Maciel, a sessão ordinária de amanhã, quinta-feira, dia 28 de agosto de 2025,
será transformada em comissão geral para debater sobre ações de combate a incêndios no Distrito
Federal, proteger vidas e preservar o Cerrado.
Está encerrado o comunicado de parlamentares.
Dá-se início à ordem do dia.
(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria
Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)
PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Não há quórum para deliberação.
Que Deus abençoe a todos!
Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.
Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme
informados pelos organizadores dos eventos.
Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da
Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Siglas com ocorrência neste evento:
Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
Caps – Centro de Atenção Psicossocial
CBN – Central Brasileira de Notícias
Codeplan – Companhia de Planejamento do Distrito Federal
CPMI – Comissão Parlamentar Mista de Inquérito
Enem – Exame Nacional do Ensino Médio
INSS – Instituto Nacional do Seguro Social
Lide – Grupo de Líderes Empresariais
MP – Medida Provisória
PEC – Proposta de Emenda à Constituição
PGR – Procuradoria-Geral da República
Raps – Rede de Atenção Psicossocial
STF – Supremo Tribunal Federal
As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.
Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do
Setor de Registro e Redação Legislativa, em 02/09/2025, às 11:25, conforme Art. 30, do Ato da Mesa
Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março
de 2025.
A autenticidade do documento pode ser conferida no site:
http://sei.cl.df.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0
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