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DCL n° 281, de 18 de dezembro de 2025 - Suplemento

Ata Circunstanciada Sessão Ordinária 110/2025

 

Ata de Sessão Plenária 

 

3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA

ATA CIRCUNSTANCIADA DA
110ª SESSÃO ORDINÁRIA,

TRANSFORMADA EM COMISSÃO GERAL
PARA DEBATER A PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES NAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS, 

DE 4 DE DEZEMBRO DE 2025.

INÍCIO ÀS 15H54

TÉRMINO ÀS 18H37

 

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Sob a proteção de Deus, iniciamos os nossos trabalhos.

Sobre a mesa, expediente que será lido por mim.

(Leitura do expediente.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – De acordo com a aprovação do Requerimento nº 2.337/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte, e conforme art. 131, § 4º, do Regimento Interno, está aberta a sessão ordinária, que se transforma em comissão geral para debater sobre a proteção das nossas crianças e dos nossos adolescentes nas redes sociais virtuais.

Convidamos as senhoras e os senhores deputados, bem como todos que desejarem, a participar do debate em plenário. Todos são muito bem-vindos.

Suspendo a comissão geral para que as pessoas possam entrar no plenário.

(A comissão geral é suspensa.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – A comissão geral está reaberta.

Dou boas-vindas a todos os presentes.

Convido para compor a mesa as seguintes pessoas: a senhora delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, doutora Érica Macedo Castanho Portela Luna; a senhora superintendente de Relações com Consumidores da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, Irani Cardoso da Silva; e a senhora doutoranda e mestre em direito, autora do livro A Proteção das Crianças e dos Adolescentes nas Redes Sociais e Virtuais, Camila Aniceto. (Palmas.)

Antes de iniciar esta comissão geral, que é tão cara para nós, quero dar uma satisfação a todos os presentes e aos que nos acompanham. A nossa audiência estava marcada para as 15 horas, mas estamos iniciando às 16 horas e 20 minutos; portanto, agradeço a compreensão dos senhores por estarem aqui apesar de iniciarmos esta audiência com 1 hora e 20 minutos de atraso.

Hoje, dia 4 de dezembro, há pouco mais de 1 hora, perdi meu cunhado, Carlos Frederico Belmonte, terceiro irmão do meu marido. Ele já estava em uma situação de saúde delicada, mas eu tive que administrar essa situação. Ainda estamos aí. Que Deus abençoe meu marido, que é o irmão mais velho! A família sente. A minha sogra gostava muito dele e tinha muito cuidado com ele. Carlos, onde você estiver, que Deus o abençoe e o acompanhe! Tenho certeza de que você descansou.

Também quero dar satisfação aos senhores de que, nesse meio tempo, eu estava em uma formatura de crianças lindas no Itapoã Parque. É muito bonito ver a escola pública funcionando no Distrito Federal. Os meninos estavam todos com aquela roupa de formatura, sob uma chuva que molhou tudo, mas os pais acompanhavam todo o evento. Foi uma chuva de bênçãos de Deus também. Para chegarmos aqui, nós tivemos que dirigir devagar, com segurança, porque a minha vida é cara para mim, para Deus e para os meus filhos. Eu acabei chegando um pouco atrasada também por essa situação.

Esta comissão é muito importante, porque nós falaremos sobre nossas crianças e adolescentes. Eu, como mãe de 6 filhos, sei da importância desse tema. Estou vendo jovens aqui.

Sei como, muitas vezes, o celular tira a nossa atenção no dia a dia, principalmente com relação àquilo a que assistimos. Nós, como adultos, muitas vezes não percebemos a sutileza das coisas; e essa sutileza, muitas vezes, não é percebida mesmo por crianças e adolescentes.

O meu filho mais novo tem 8 anos, tenho filhos de 30 anos e tenho filhos também na pré-adolescência. Não é muito fácil lidar com isso, porque dizem que a mãe é careta, é chata; que ela não entende a época deles. Nós precisamos estar atentos a isso.

Este evento está sendo transmitida ao vivo, e eu estou aqui dando voz a tantas autoridades que falam sobre essa situação, não por caretice, não porque virou moda falar de adultização ou sexualização das nossas crianças. Eu estou aqui dando voz a esse tema neste plenário da Câmara Legislativa para que mais pessoas entendam – e eu quero aprender também – essas sutilezas da tecnologia. Não podemos negar que a tecnologia existe para fazer avançar muitas coisas, mas temos que ter cuidado com ela. Agradeço a oportunidade de trazer isso ao meu mandato. A Câmara Legislativa tem essa preocupação.

Esta comissão geral está sendo transmitida ao vivo pelo YouTube e será memória para que mais e mais pessoas tenham consciência e responsabilidade sobre o mundo virtual, em benefício das nossas crianças e dos nossos adolescentes.

Agradeço a todos que estão aqui. Nós todos estamos à disposição para escutar vocês, para aprendermos a proteger as nossas crianças.

Ontem, tivemos uma festa bonita. Hoje está sendo um dia muito intenso porque ontem foi um dia muito intenso. Eu me filiei a um partido. Como estou numa casa política, vou falar. Há algum tempo, eu estava procurando um partido. Ontem, fiz o lançamento da minha pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal. Isso não é uma coisa fácil para nós mulheres, e foi um passo importante. Não tive nem tempo de absorver. Hoje, às 6 da manhã, já se falava sobre isso. A vida é assim. A vida é intensa.

Falam assim: “Nossa! Você é muito guerreira!” Nós somos muito guerreiras. Talvez não devêssemos precisar de tanta luta. Nós somos muito guerreiras.

Apesar das lutas que a vida nos proporciona, que possamos ter alegria e união para levar dignidade principalmente para as pessoas mais vulneráveis! As pessoas mais vulneráveis das pessoas mais vulneráveis economicamente são as crianças. Elas são as esponjinhas. Precisamos mostrar para elas que elas podem sonhar e realizar esses sonhos.

Concedo a palavra à senhora delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, doutora Érica Macedo Castanho Portela Luna.

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – Boa tarde a todos.

Muito obrigada pelo convite para participar desta comissão geral sobre a proteção das nossas crianças e dos nossos adolescentes nas redes sociais – um tema tão caro para todos nós.

Deputada Paula Belmonte, inicialmente, eu gostaria de deixar os meus sentimentos a você pela sua perda. Que Deus possa confortar a sua família!

A proteção das crianças e dos adolescentes no mundo virtual é responsabilidade de todos nós: do parlamento, que elabora as leis e as fiscaliza; do Poder Executivo; da escola e da família.

Na minha experiência na delegacia, tenho observado que, cada vez mais, crianças menores de 11, 9, 8 anos estão tendo acesso ilimitado à internet e às redes sociais sem supervisão. Isso traz uma série de problemas, inclusive de ordem policial. Há meninos de 8 anos com Instagram em rede aberta que começam a receber pornografia, começam a receber fotos de partes íntimas. Há adulto que joga Roblox e se passa por criança. Ele começa a fazer desafios para as crianças com quem ele joga, pede à criança que envie fotos delas nuas e faça vídeos. Há todo tipo de aliciamento. Muito seria evitado se houvesse uma supervisão dos responsáveis.

As crianças não têm maturidade. Não se pode deixar esse uso livre para criança e adolescente infelizmente. Eles têm um domínio muito grande da tecnologia, sabem mexer até melhor do que nós nas redes sociais, mas não têm malícia, não têm maturidade, não têm condições de fazer isso.

Estamos avançando em termos de legislação para verificar se aquela pessoa que está ali é menor de idade e tentar filtrar esses conteúdos negativos de pornografia, misoginia, racismo. Infelizmente, isso hoje em dia está muito acessível, e a responsabilidade é de todos nós. É bom debatermos o assunto, analisarmos o melhor jeito de tornar isso mais seguro, porque a tecnologia está aí para nos ajudar. Ela nos dá muita informação, muito conhecimento, mas temos que ter cuidado, porque há coisas ruins e de fácil acesso.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, doutora Érica. Eu vou aproveitar e fazer uma pergunta. Na realidade, o fato chega à senhora depois de já ter acontecido. A minha expectativa é que possamos fazer com que esta comissão geral seja material de consulta de pais. Quais são as situações para as quais, às vezes, os pais não se atentam? Quais são as sutilezas que esses criminosos, que deveriam estar na cadeia, fazem com as nossas crianças?

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – A criança, muitas vezes, está em contato com algum pedófilo, que se passa por uma criança, conversa como uma criança. Ele entra nos jogos de que a criança gosta, como o Roblox, e ganha a confiança dela. A partir do momento em que a pessoa tem essa intimidade – isso não é difícil, porque, como eu disse, a criança não tem maturidade, não tem malícia –, ela pede à criança o envio de uma foto íntima; ela faz desafios e propõe recompensas, como, por exemplo, dinheiro se a criança fizer um determinado vídeo.

Houve na delegacia o caso de uma menina – acho que ela tinha 11 anos. Um pedófilo fez um perfil de criança com nome feminino em uma rede e começou a fazer desafios para a menina. Ele disse que iria dar R$15 mil para a menina se ela fizesse um vídeo que a mostrasse introduzindo uma escova de dente na vagina, um desodorante no ânus, esse tipo de perversidade. Mas, quando os pais descobrem – conseguimos prender a pessoa lá na Bahia –, o mal já está feito.

Se a criança está jogando, o pai tem que olhar com quem ela está interagindo, o que ela está acessando, que jogo ela está jogando. Não há outro jeito. A criança não pode ter privacidade, porque ela não tem maturidade. Quando se vê, o mal já foi feito; não adianta prendermos a pessoa depois que a criança foi violada. Como fica essa situação? O criminoso é preso, tudo bem, cumpre-se a lei, mas vamos evitar que isso aconteça.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – A senhora traz algo que tem relação com uma regra que eu tenho lá em casa. A regra é: celular só depois dos 12 anos – e eu até quero mudar para 15 anos.

O meu segundo filho, o Felipe, que está fazendo agora 18 anos, quando fez 12 anos e eu fui entregar o celular para ele, eu falei: “Eu deveria ter falado uma idade maior, porque 12 anos ainda é muito cedo”. É muito jovem.

Não é fácil. Eu ainda seguro muito, mas eu sei que não é fácil. A senhora fala sobre algo com que não tenho preocupação de me posicionar, inclusive politicamente: não há privacidade nesse caso. A mãe e o pai têm que olhar mesmo: olhar a mochila do menino, olhar a senha do celular. A partir de pequenas coisas podemos evitar um mal maior.

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – A verdade é que os pais não podem ter medo de exercer a sua autoridade. Pai não é amiguinho, não é coleguinha de filho. Pai e mãe têm que exercer a autoridade, sim; têm que fiscalizar, sim. Não vejo outra saída, não. (Palmas.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata.

Concedo a palavra à superintendente de Relações com Consumidores da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, Irani Cardoso da Silva. Muito grata pela sua presença. Com certeza, a senhora tem muito a contribuir, porque nós estamos tratando de questões sobre liberdade e regulação. Como a Anatel vê isso?

IRANI CARDOSO DA SILVA – Excelentíssima deputada, meus sentimentos! É um momento difícil. Que Deus derrame bênção sobre a vida de vocês e consolo sobre a família!

Senhoras e senhores, obrigada pelo convite e pelo espaço para que a Anatel possa contribuir com um tema tão relevante para o presente e para o futuro de toda a nossa sociedade.

Eu represento a Superintendência de Relações com Consumidores da Anatel com o intuito de trazer para este debate evidências, pontos de atenção e propostas objetivas sobre o uso da internet por crianças e adolescentes. Esse é um tema que, no nosso entendimento, exige uma coordenação entre todos os atores da sociedade.

Os dados mostram que o Brasil vive um momento de forte inserção digital. Segundo dados do IBGE, a utilização da internet alcançou mais de 89% da população com mais de 10 anos de idade – isso ocorreu em 2022. Então, é um dado bastante significativo. São 6,1 milhões de novos usuários nos últimos 2 anos. Esse avanço é motivo de celebração, porque amplia a oportunidade de acesso aos meios, à internet, mas também expõe mais pessoas – principalmente crianças e adolescentes – ao risco online.

Dados específicos sobre crianças e adolescentes confirmam esse cenário complexo. A pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Cetic.br, mostra, em sua mais recente edição, que uma parcela expressiva de crianças acessa e usa ferramentas digitais diariamente, inclusive para aprendizagem e criação de conteúdo; mas, como disse a delegada, também relata exposições e experiências de risco dessas crianças que variam conforme o contexto familiar, o contexto escolar e o contexto socioeconômico. Então, a criança está cada vez mais exposta a esses acessos e cada vez menos supervisionada neles.

Esses indicadores nos mostram que acesso e capacidade de assimilação de conteúdo digital caminham juntos, com a necessidade urgente de termos políticas de proteção e educação digital. Esses dados convergem com relatórios e ações recentes da Anatel, que tem promovido debates e iniciativas sobre boas práticas e proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A agência tem destacado a importância da atuação multissetorial, com o envolvimento de regulação, educação, plataformas e sociedade civil para reduzir riscos e ampliar mecanismos de orientação e responsabilização. Dentro dessa ideia de somar esforços e envolver múltiplos setores, agradeço publicamente à Secretaria de Educação do Distrito Federal, que, por meio da Assessoria Especial de Cultura de Paz, estabeleceu parceria com a Anatel e nos permitiu levar a peça teatral Vida de Influencer, sobre proteção online de crianças e adolescentes, para dezenas de escolas do GDF.

Realizamos apresentações em regiões como Guará, Sobradinho, Brazlândia, Taguatinga. Essa peça é muito interessante porque, de forma lúdica, mostra às crianças os riscos de aceitar um amigo sem saber quem está do outro lado, as consequências de estar exposto na internet e os cuidados necessários. A peça está disponível no YouTube.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Como ela se chama?

IRANI CARDOSO DA SILVA – Vida de Influencer. Está no YouTube.

Isadora, nossa gerente de Interações Institucionais e Educação, está aqui. Por favor, confirme se a peça está na internet.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Depois mande o link para que nós possamos fazer a divulgação.

IRANI CARDOSO DA SILVA – A peça Vida de Influencer foi premiada pela Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, da ONU, em 2025, fato que muito nos honrou pelo reconhecimento da importância dessa iniciativa.

Também realizamos uma parceria tripla entre a Anatel, a Secretaria de Educação do Distrito Federal e o Serpro para levar às escolas o jogo SerDigi, que utiliza conceitos de privacidade, proteção de dados e uso consciente da internet de forma lúdica e atrativa para os jovens. Alcançamos milhares de crianças e adolescentes com essas ações ao longo de 2025.

Outro programa da agência é o Anatel nas Escolas, que, por meio de rodas de conversa, leva informação sobre proteção online para crianças de escolas públicas em todo o Brasil. Temos visitado vários estados e percebido, nessas conversas, o quanto as crianças estão expostas e as dificuldades que pais e escolas enfrentam para conscientizá-las.

Destaco ainda a atuação da Anatel no âmbito internacional, por meio de sua participação ativa na União Internacional de Telecomunicações, a UIT. Essa atuação é parte essencial da nossa estratégia para garantir segurança, cidadania digital e proteção de crianças e jovens no ambiente online. Recentemente, em novembro, o Brasil, liderado pela conselheira Cristiana Camarate, conquistou consenso para uma importante vitória.

A proposta nacional para a proteção da criança no ambiente digital foi aprovada na Conferência Mundial de Desenvolvimento das Telecomunicações, promovida pela UIT. Essa reforma normativa internacional representa um avanço real, reconhece a urgência de políticas públicas que promovam o desenvolvimento de competências digitais e regulem o uso seguro de serviços e aplicações por crianças e adolescentes. Houve grande alinhamento entre os países sobre essa temática.

A contribuição do Brasil nessa conferência foi motivo de orgulho, porque nossa proposta foi aceita e definida como orientação para que os países trabalhem na proteção da criança e do adolescente.

Concluo com um princípio simples que acredito que possa servir como norte nesse tema tão relevante: a conectividade amplia direitos quando vem acompanhada de capacidade, ou seja, formação, proteção e regulação responsável. Conectar crianças e adolescentes sem protegê-los é transferir risco às famílias e aos sistemas de garantia de direitos.

Contem com a Anatel. Estamos à disposição e temos trabalhado para que crianças e adolescentes tenham proteção efetiva. Entendemos a complexidade do tema e a dificuldade que os pais enfrentam hoje – como a deputada falou muito bem –, pois controlar os filhos é um desafio quando o aparelho está disponível 24 horas por dia.

Eu mesma tenho netos e, para que durmam, há um horário em que o aparelho é tirado deles e levado para o quarto dos pais. Não conseguimos garantir que a criança não acesse conteúdos inadequados. Por isso, esse é um tema muito caro para a Anatel, relacionado ao que chamamos hoje de conectividade significativa.

É muito importante que crianças e adolescentes tenham acesso à internet, mas com limites. Esse acesso tem que ser seguro e útil: para aprendizado, não para assédio ou uso indevido. O trabalho da Anatel é garantir que essa conectividade significativa seja disponibilizada para jovens e adolescentes de forma efetiva. (Palmas.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito obrigada, Irani.

Convido para compor a mesa a representante da Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a senhora Ediane de Assis Bastos. Muito obrigada por estar aqui. Peço desculpas por não a ter chamado antes.

Enquanto a senhora se dirige à mesa, farei uma pergunta à Irani.

Como cidadã, confesso que não entendo muito de tecnologia. Hoje, as crianças baixam aplicativos com facilidade, enquanto eu, com 52 anos, tenho dificuldade. Há 30 anos, quando os celulares começaram a se popularizar, não havia nada disso. Tínhamos aquele tijolão, com antena – e achávamos aquilo bonito. Depois, houve uma evolução muito rápida com a internet e os celulares.

Eu perdi um filho, quer dizer, perdi não, porque não uso mais essa expressão; eu tenho um filho no céu. Ele sofreu um acidente dentro de casa, com 2 anos de idade. Por isso, cumprimento todas as mães que têm filhos no céu. Que Deus nos abençoe sempre, pois é um sentimento que só nós conhecemos. Mas podemos transformar essa dor em força, luta e conquista.

Estou na política hoje por causa dessa defesa das nossas crianças e dos nossos adolescentes. Meu filho Arthur me trouxe essa força e está presente diariamente. Não é fácil lidar com isso. Anteontem, conversava com uma assessora – a qual encontro praticamente todos os dias – sobre uma situação da Câmara Legislativa. Ela me disse algo que me tocou profundamente: “Eu passei pela situação de perder um filho com 16 anos de idade por causa de um desafio de internet.”

Quando ela me falou, isso me chocou muito, porque 16 anos é uma idade para se começar. Como nós podemos trabalhar a educação dos nossos filhos – o Paulinho, que está aqui, assim como outras pessoas, trabalha com o esporte para as nossas crianças – para que esse meio digital se torne mais seguro? O que nós precisamos fazer?

Tem que haver o envolvimento da sociedade. Com tantos filhos, eu reconheço que, muitas vezes, recorremos ao que eu chamo de chupeta eletrônica. Em um momento desses, como nós – a família, a sociedade e o Estado – podemos estar realmente mais conscientes desse risco? A senhora trouxe um desafio, falando em R$15 mil. Às vezes, a recompensa de joguinho de R$1 mil ou R$100, para criança, é muita coisa. Nós temos que estar atentos a isso.

Como a Anatel está trabalhando isso?

IRANI CARDOSO DA SILVA – O segredo é a informação. A Anatel tem disponibilizado, em seu site, várias cartilhas e orientações aos pais. Eu sei que é difícil às vezes a pessoa parar para ler, mas isso é muito importante. Este momento aqui de conscientização dos pais sobre o risco que os seus filhos estão correndo e sobre a importância dessa supervisão é muito importante.

Falando como mãe e avó, diante de uma vida muito corrida, em que nós trabalhamos o dia inteiro, a chupeta eletrônica, como disse a deputada, facilita a vida. É só dar à criança que ela vai ficar tranquila um pouquinho. Isso é muito complicado, é um desafio realmente, o qual teremos de trabalhar muito, pois isso faz, cada vez mais, parte da nossa vida. Precisamos de ações efetivas.

Por isso, falo que o teatro foi uma jogada muito legal da Anatel, porque nós lotamos um auditório com 100 ou 200 crianças e, por intermédio da peça, elas conseguem entender o risco que estão correndo. Mas os pais têm que buscar informação. Hoje, existem aplicativos que você instala no celular e pode controlar o que o seu filho está fazendo.

Tem havido um grande debate em torno das redes sociais, e elas estão se adaptando para proporcionar um pouco mais de controle, não permitindo que menores de idade as acessem. Nós sabemos que a criança mente a idade e cria uma conta na rede social.

O importante para mim hoje é a informação. A Anatel tem trabalhado com informação, por isso nós criamos um site no qual você pode encontrar, na página do consumidor, a parte de habilidades digitais, onde está disponível uma cartilha com informações sobre como se proteger, como conversar com a criança e como utilizar os aplicativos que facilitam a supervisão dos pais. Esse é o nosso desafio hoje.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata.

A responsabilidade é de todos nós – da sociedade e dos meios digitais. Eu tenho tendência a pensar que a sociedade tem que exercer essa regulação, mas, da mesma forma, precisamos trazer essa educação às nossas crianças, para elas aprenderem a se autorregularem também.

Concedo a palavra à senhora doutoranda e mestre em direito, autora do livro A Proteção das Crianças e dos Adolescentes nas Redes Sociais Virtuais, Camila Aniceto.

Obrigada, Camila.

CAMILA ANICETO – Desejo boa tarde a todos na pessoa da querida deputada Paula Belmonte. É uma honra e uma alegria muito grande estar aqui. Agradeço o espaço que a senhora deu.

Deputada Paula Belmonte, sempre admirei muito o seu trabalho, especialmente na frente de proteção das crianças e dos adolescentes. Depois, conheci um pouquinho da sua história e vi os seus projetos para crianças carentes no Distrito Federal. Precisamos de mais pessoas como a senhora, que defende os mais vulneráveis. Não existem pessoas mais vulneráveis do que as crianças e os adolescentes.

Estou muito feliz. Este espaço de diálogo pode render muitos frutos. Este tema é urgente.

Trouxe o meu livro e vou fazer propaganda dele. (Risos.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Pode fazer propaganda, porque eu também sou grande defensora do empreendedorismo.

Peço que a TV Câmara Distrital foque o livro.

CAMILA ANICETO – Este livro é fruto de muitos anos de estudo, de dedicação e da dissertação do meu mestrado.

Como a deputada Paula Belmonte falou, eu também sou mãe e me vi diante de um desafio. Eu tenho 2 filhos: o Bento, de 6 anos, e a Betina, de 2 anos. À época da dissertação, eu ainda não tinha a Betina, mas tinha dificuldade em casa com o Bento.

Aos 2 anos, ele começou a assistir a desenhos no YouTube. Eu observava que, enquanto ele assistia aos desenhos, passava propaganda de bebida alcóolica. Pensei: “O que eu faço?” Tive que ir atrás. Vi que existe o YouTube Premium, que não tem propaganda, por R$20 por mês. O YouTube Kids é um tipo de controle que os pais podem ter, mas os criminosos também entram nesse canal e mostram coisas bizarras, bem complicadas – eles utilizam desenhos para falar sobre pornografia e crimes e para lançar os desafios. Eu sou estudiosa, pesquiso as coisas, e não sabia como proteger o meu filho.

Estamos falando de uma criança que tinha acesso só a desenhos. A criança mais velha e o adolescente já têm acesso a celular, a redes sociais e a jogos, que, até hoje, os meus filhos não jogam. É um tema muito sensível.

Então, falei: “Vou estudar e pesquisar sobre isso”. Dissertação é difícil e tem que ser sobre algo relevante.

Quero fazer uma introdução no seguinte sentido. Acho que a coisa mais importante que podemos ter na vida é gratidão. Só por acordar e respirar já temos que ser gratos. Estou muito grata por estar nesta casa hoje e por ter parceiros e parceiras nesta luta.

Como a deputada Paula Belmonte falou, a nossa vida é corrida. Temos muitas coisas para fazer. É muito bom poder parar em prol desta luta. Este é um tema tão importante, tão sensível e tão urgente, que precisamos nos levantar e ajudar as pessoas.

Além de expressar a minha gratidão, quero parabenizar as pessoas que estão aqui por usarem seu tempo para fazer a diferença. Isto é fazer a diferença: colocar uma pauta para, verdadeiramente, ajudar as crianças, os adolescentes, os pais, as famílias, os responsáveis e as escolas.

Eu amei as falas e já aprendi muito. Sou muito fã do jogo SerDigi. Quem me apresentou esse jogo foi um aluno meu. Sou professora de direito no UniCeub. O meu aluno Marco é do Serpro e foi o idealizador desse jogo. Como eu sempre falo sobre a proteção de crianças e adolescentes em todos os lugares a que vou, ele me mostrou isso, e eu fiquei encantada. Como eu disse a ele, precisamos levar isso para as escolas.

Ele falou que já havia levado para muitas escolas esse projeto-piloto, mas não para todas. Então comecei a me questionar qual é o alcance desses projetos e dessas parcerias que já existem, principalmente no Distrito Federal.

Na semana passada, eu estava numa roda de conversa com menores aprendizes do UniCEUB, jovens de 16 a 19 anos. Perguntei a eles como tem funcionado a questão dos celulares nas escolas públicas em que eles estudam em Brasília. Sabemos que foi publicada uma lei que proíbe o uso do celular em sala, com todos aqueles critérios. Eles disseram: “Na minha escola, não há nada disso”. Outro falou: “Na minha escola, começou assim, mas já fingem que não veem; ou, quando veem, dizem para guardar o celular, mas não há penalidade”. Um deles comentou: “Na época em que estava rígido o uso do celular, a nota de todo mundo aumentou, assim como a participação, a aprendizagem, porque ninguém mexia mais no celular. Não havia problema de dispersão. Agora todo mundo voltou a usar o celular.”

Eu, que dou aula para jovens, observo muito isso também. Em sala de aula, um ou outro está prestando atenção; o restante está no celular. É uma realidade muito presente na nossa vida, facilitada não só em casa mas também nas escolas. Às vezes, como pais, falamos que em casa é diferente, há toda uma rotina rígida. Contudo, a criança ou adolescente vai para a escola e tem acesso ao celular; vai para a casa de algum familiar e tem acesso.

A tecnologia tem avançado cada vez mais e já é algo incontornável. Não existe mais: “Vou proibir”. Será que existe uma maneira de fechar as portas? O caminho não é esse – cheguei à conclusão de que não há como fechar as portas. As crianças e os adolescentes vão ter acesso a essa tecnologia. Então, qual é o ponto x da nossa conversa? É a prevenção.

Falamos muito sobre isso, e eu sou fã da Anatel. Já vi o que vocês fazem e quero parabenizá-los, porque é algo extraordinário. Mas qual é o alcance disso? É algo que temos de nos questionar. O que é direcionado para crianças e adolescentes? Muitas vezes, pensamos nos pais, na escola; mas e as próprias crianças?

Vou falar sobre algo pessoal. Na minha escola, havia o Proerd, que alertava sobre as drogas. Eu me lembro de como isso era legal, porque era algo preventivo. Os representantes do programa diziam: “As drogas causam isso, aquilo”. Eu sentia medo, temor, e pensava: “Se eu experimentar, eu vou morrer”. Isso me ajudou a nunca nem pensar nisso. Até hoje lembro da musiquinha do Proerd. São coisas que marcam. Quero elogiar também o trabalho deles.

Qual é o caminho para dialogarmos e levarmos essa reflexão para quem está assistindo à comissão? Como fazemos essa prevenção em relação a crianças e adolescentes? Acho que isso é extremamente necessário dentro das escolas. Estou me questionando, porque agora estou fazendo doutorado e quero fazer minha tese voltada justamente para as políticas públicas.

Como não conseguimos abraçar o mundo e estamos no Distrito Federal, vamos fazer a diferença começando por aqui, para – quem sabe – levar isso para outros estados. Vamos até as escolas. O que será que a Secretaria de Educação tem feito – é uma pena eles não estarem participando desta comissão presencialmente – em termos do que é obrigatório ou não? Porque a escola, além da família, faz a formação integral das crianças e dos adolescentes e, muitas vezes, as crianças e os adolescentes passam mais tempo fora de casa – porque estudam em tempo integral, por exemplo – do que dentro de casa. O que essas escolas estão fazendo? O que elas estão oferecendo? Será que há, na grade de disciplinas, “cidadania digital”, “uso consciente da internet”, “dados pessoais, como se proteger?”, “cyberbullying”?

Essas pautas são muito importantes, e as crianças precisam entender isso numa linguagem clara e adequada para cada idade. Não se pode falar com uma criança de 6 anos, que está no primeiro ano do ensino fundamental, na mesma linguagem de uma criança de 12 anos, nem na mesma linguagem de um jovem de 15 anos, 16 anos.

Eu acho que tem de haver essa adaptação, com esse foco realmente grande nas escolas – como no Proerd – para na aula se falar numa linguagem adequada para aquela criança ou aquele adolescente: “Sabem como os criminosos agem?” Ou, então, falar para uma criança mais nova: “Sabiam que existem pessoas ruins que estão na tela? Você pode estar jogando e vendo algo, e a pessoa fingir ser sua amiga, mas não é; ela é uma pessoa ruim.” Eles podem falar: “Ah, mas eu vi o vídeo com ela”. Então, pode-se alertar: “Vocês sabiam que existe inteligência artificial?” Esse é um tema sobre o qual também deveria ser falado.

Se a inteligência artificial engana os adultos, imaginem crianças e adolescentes! Nós caímos em fake news o tempo inteiro, com vídeos que são feitos por inteligência artificial.

Então, muitas vezes, o criminoso usa uma ferramenta de inteligência artificial e se passa por uma criança no vídeo. E a criança, do outro lado, acha que está falando com outra criança, e começa a falar de toda a sua rotina: moro em tal lugar, estudo em tal lugar, os meus pais são tais. Ela começa a expor a sua vida toda para um criminoso e corre vários tipos de risco.

É neste sentido que me refiro a levar essas questões para as crianças: “Não conversem com desconhecidos por causa disso”, “Não faça...” De verdade, eu acho que isso é muito mais efetivo do que repressão. É óbvio que repressão é importante.

Nós estamos acompanhando a evolução legislativa. No meu livro, eu fiz todo um estudo sobre isso. Nele, há uma abordagem jurídica, mas há também uma abordagem mais humana, social, urgente acima do jurídico.

Existem as legislações com as suas evoluções. A Constituição federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente são anteriores à tecnologia. A Constituição federal é de 1988, e o Estatuto da Criança e do Adolescente é de 1990. A internet entrou no Brasil alguns anos depois, em 1994, quando já existia o ECA. Tivemos uma vitória grande com o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, que virou lei recentemente – o projeto de lei dele eu até estudei para o livro. O Estatuto Digital fala muito de deveres que as plataformas de redes sociais precisam cumprir, de repressões, de algumas consequências. Mas – acho que eu posso falar sobre isto – é interessante para as plataformas, que ganham rios de dinheiro e têm um lucro gigante, implementarem certas coisas nas redes sociais e aceitarem uma regulação que, querendo ou não, vai tirar um pouco desse lucro?

Então, repressão é importante? Muito. Eu fico feliz que esteja havendo essa evolução, porque isso é muito importante mesmo, mas não é suficiente. É algo, como eu falei, importante, mas ainda não está completo.

O que nós precisamos fazer? Como eu já disse, a prevenção, pois, até a lei ter eficácia prática – como a do celular aqui no DF, por exemplo –, até realmente as redes sociais regularizarem tudo, sofrerem penalidades e começarem a se ajeitar, isso leva um tempo, isso demora. E, nesse tempo, como ficam as nossas crianças e os adolescentes? Como a doutora Érica falou, ela trabalha com essa parte de algo que já aconteceu, de quando o estrago já está feito. Ok. Às vezes, a pessoa é presa, vai haver o desdobramento da repressão, mas e aí? A criança ou o adolescente já sofreu. Cadê a prevenção nisso?

Eu acho que o foco tem que ser realmente o que podemos fazer, e acredito que é por meio de políticas públicas que conseguimos isso, nesse conjunto coordenado do Estado. No âmbito legislativo, toda uma evolução que já está acontecendo: o marco civil da internet, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a Lei do Cyberbullying, questões mais específicas de criança e adolescente, e, agora, o Estatuto Digital.

Mas o que podemos fazer na prática? Como alcançar as escolas do Distrito Federal com algo efetivo? Eu sou um pouco leiga nessa questão, sobre como funciona, o que o MEC aceita, como a Secretaria de Educação pode tornar algo obrigatório ou, ao menos, facultativo, talvez com uma bonificação para estimular os estudantes.

A partir do alcance de crianças e adolescentes, haverá abertura para pensar na família, na capacitação de professores, orientadores e diretores. Todo mundo que trabalha com criança e adolescente tem que ter formação. Precisamos entender essa tecnologia para que saibamos como agir.

Hoje em dia, crianças e adolescentes entram na internet e se expõem ao pior do mundo, porque os riscos são invisíveis. A Patricia Peck, doutrinadora muito querida, trata do direito digital e faz uma pergunta interessante em seu livro: “Você deixaria seu filho andar sozinho na rua à noite, com os perigos?” Nenhum pai ou mãe diria que sim. Então, por que entregar um celular, tablet ou computador sem saber o que a criança ou o adolescente está fazendo? Ali ele está mais exposto e vulnerável.

Esse problema envolve muitas vezes os pais, porque existe o fenômeno chamado sharenting, que é justamente a exposição excessiva que os pais fazem dos filhos. Vemos influenciadores trabalharem com crianças e adolescentes, exporem toda a rotina deles: mostram uniforme, localização, viagens, hotéis. Gente, como assim?! Os algoritmos já conhecem a criança desde cedo, acompanham e fazem predições. Isso é muito complicado e envolve muitas coisas.

No meu livro, fiz questão de falar dos riscos que crianças e adolescentes correm, porque não encontrei nenhuma obra que tratasse de todos os riscos; achei coisas soltas. Eu fiz questão de separar em âmbito cognitivo, mental e físico.

O primeiro problema é a dependência da internet, dependência das telas. Isso é só com crianças? Não. Adultos também. Tenho colegas que não conseguem se desligar. Essa dependência da internet gera uso excessivo da tela. E o que isso provoca? Várias coisas. Primeiro, muito cortisol, que reduz a melatonina, principalmente em crianças que ficam até tarde no celular e causa problemas no sono.

Crianças e adolescentes estão em desenvolvimento, precisam crescer e dormir. Isso já é explicado pela medicina. Se não dormem, começam a ter problemas de aprendizagem, ansiedade, depressão. Além disso, ficam sedentários, expostos a propagandas abusivas e enganosas, inclusive de alimentos prejudiciais à saúde. Criança, que é movimento, mas muitas vezes para de brincar, de correr para ficar apenas na tela.

Isso vai fazendo com que crianças e adolescentes fiquem totalmente vulneráveis. Além disso, os dados ficam expostos, facilitando o acesso de criminosos e todos os riscos que já mencionamos.

Sei que estou falando muito – peço desculpas –, mas é um tema tão importante e relevante, que sei que não conseguirei falar tudo o que eu queria. Nosso tempo é limitado, mas acredito que consegui trazer o essencial: a questão da prevenção.

Quero propor uma reflexão, deputada: como podemos, de fato, focar nessa proteção? A Irani mencionou trabalhos nas escolas, e acredito que precisamos alcançar crianças e adolescentes em todas as escolas do DF, a fim de criar um parâmetro. Pensando na minha tese sobre política pública, imaginei o seguinte: poderíamos usar os dados do Disque 100 e da DPCA como base para fazer uma comparação. Por exemplo: hoje temos um número x de crimes sexuais virtuais contra crianças e adolescentes. Como um projeto, podemos levar essa realidade para as escolas. Depois, podemos perguntar: quantas são as denúncias? Houve redução? Acho que é por aí que podemos fazer uma grande diferença.

Como disse a deputada, é justamente essa união que faz sentido, mesmo em meio às lutas.

Meus sentimentos e parabéns pelo trabalho, deputada. Muitas vezes, o reconhecimento não vem das pessoas, mas acredito no reconhecimento divino. Tudo o que colhemos é o que plantamos. Espero que hoje possamos plantar muitas informações, ideias e diálogos para colhermos um futuro em que nossas crianças e adolescentes tenham mais segurança. Isso é investir na futura geração, para que eles cresçam seguros, conscientes e íntegros. Também precisamos trabalhar a ética digital: não é apenas se comportar quando se está sendo visto, mas agir corretamente mesmo em ambientes em que somos anônimos. Devemos levar essa consciência, mostrar os riscos e ensinar como se proteger, ampliando isso para todos que convivem com eles.

Agradeço imensamente a oportunidade de fala. Estou muito feliz por estar aqui e fico à disposição para qualquer trabalho, porque precisamos lutar por essa causa tão importante.

Obrigada. (Palmas.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Obrigada, Camila. Suas palavras foram muito importantes. Há muito para conversarmos a respeito disso.

Quando você fala em usar dados do Disque Denúncia, isso representa apenas uma parte do todo. Você trouxe questões como a criança que não dorme, e isso repercute no desenvolvimento cognitivo e no crescimento dela, algo que não aparece nas denúncias. Por isso, o esporte entra com força nesse contexto. São políticas públicas que precisam ser construídas com consciência da população.

A nossa Constituição federal... Eu sonho – e quero realizar – com o dia em que teremos um ministério da criança e do adolescente, para que o Brasil olhe com responsabilidade para o futuro, mas com foco no presente, porque é hoje que a criança está se nutrindo ou sofrendo desnutrição, que a criança está crescendo, que a criança está consumindo alimentos ultraprocessados. É hoje! É hoje que precisamos parar e olhar, com responsabilidade, para quem está nascendo, se a criança está tendo acesso ao leite materno, se a mãe precisa de condições para oferecer isso. São muitas questões que precisamos enfrentar, mas todas se resumem a uma só: ser humano e olhar o ser humano na sua plenitude.

Como eu estava dizendo, a nossa Constituição federal, infelizmente, atribui a responsabilidade pela educação inicial – que compreende a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio – tanto ao município quanto ao estado. No Distrito Federal, há uma responsabilidade diferenciada, pois nós somos um distrito. O questionamento é que essa responsabilidade recai sobre o ente da Federação mais fragilizado.

Nós estamos falando do Distrito Federal, que tem um orçamento bilionário para a educação, e isso, sim, podemos colocar como uma determinação do governo e uma política pública. Mas como estão as nossas crianças brasileiras, no Brasil, em relação a isso? Isso tem que ser uma tarefa da nossa sociedade, de nós adultos, de nós jovens, de nós que vivemos em uma sociedade.

Como eu disse, eu sou empreendedora e creio no empreendedorismo, mas há um limite. Você trouxe algo do qual meu pai falava muito. Ele não falava de ambiente de internet porque, na época em que eu era adolescente, nem existia isso. Ele falava: “Nós sabemos o que é ética quando nós estamos sozinhos, só nós, e, sem testemunha de ninguém, agimos de forma correta”.

Isso é algo que nós temos que ensinar à nossa sociedade: princípios e valores. Na nossa sociedade, nós precisamos ter como meta não achar que, porque minha empresa visa ao lucro, ou por tal situação, algumas situações se justificam. Nós estamos falando de situações extremas, como pedofilia, assédio sexual e abuso sexual. Mas existem outras situações que também aleijam as nossas crianças e adolescentes. Por exemplo, quanto ao desenvolvimento da fala, um dia desses – eu falo isso porque eu vivencio isso – meu filho me enviou uma mensagem com 3 consoantes seguidas. Eu falei: “O que é isso?” Depois que ele me explicou – não me recordo o significado –, vi que tinha uma lógica. A meninada não está sabendo escrever, falar e olhar nos olhos. É muito importante que tratemos isso com responsabilidade, considerando um ser integral quanto à alimentação, quanto ao ser humano e quanto a nós, mulheres e meninos, podermos sonhar.

Eu quero chamar a atenção para o imediatismo da internet também. Eu falei hoje, na formatura, que eu fiquei muito feliz quando eu vi todas aquelas famílias, em uma quinta-feira, sob aquela chuva. Eu não sei se aqui estava chovendo, mas lá chovia muito e estava lotado. Todas as famílias estavam felizes. Eu falei: “Primeiro, parabéns pela família e façam com que essas crianças sonhem, sonhem em ser professores e sonhem em ser esportistas”.

Hoje, o imediatismo é: eu quero ter o tênis, eu quero ter o celular e eu quero ter o boneco. Nós não nos projetamos e precisamos fazer isso – e me refiro a mim também. Meu filho está sonhando em ser o quê? Com que ele está sonhando? Vamos perguntar para os nossos filhos com que eles sonham. Não devemos perguntar o que eles estão querendo ter, mas o que eles estão querendo ser! Precisamos fazer isso com responsabilidade. Esta comissão geral extrapola todas as consequências do mundo digital.

O mundo digital também oferece muitas facilidades. Eu me lembro do meu pai abrindo o mapa do guia Quadro Rodas. Nós íamos para São Paulo de carro. Hoje, temos GPS no celular. A tecnologia facilita muito a vida. Não sou contra a internet, mas temos que buscar o equilíbrio.

Falo como mãe. Estamos nos sentando à mesa para conversar? Pai e mãe são autoridade. Estamos falando de questões de direito e de nutrição, mas também da nossa visão de sociedade.

Esta audiência tem a presença de algumas pessoas e está sendo transmitida ao vivo. Vamos entregando sementes para as pessoas pensarem o que estamos pensando aqui. Estou aprendendo um monte de coisas com vocês. Com certeza, estamos aprendendo juntos e vamos fazer repercutir nosso aprendizado na sociedade, porque essa é uma mudança social e de responsabilidade.

Infelizmente, existem pouquíssimas escolas em tempo integral no Distrito Federal. Acredito na escola em tempo integral, porque temos que ocupar as nossas crianças e dar comidinha para elas. Os meninos precisam ter a barriga cheia para aprender. Não adianta falarem que as crianças vão aprender com a barriga vazia, porque não vão! Temos que ensinar para as nossas crianças que correr, conversar, abraçar e sorrir fazem bem! Que os professores sejam valorizados! Assim, podemos mudar a perspectiva da nossa cidade. Essa é a nossa responsabilidade.

Camila, muito obrigada. Vou fazer propaganda do seu livro, mais uma vez. Sou grata por você ter me dado um exemplar do seu livro A Proteção das Crianças e dos Adolescentes nas Redes Virtuais Sociais, de Camila Bernardes Aniceto de Sousa dos Santos. Que Deus abençoe!

A capa do livro mostra crianças com tablet e com celular. Mais que um livro, é uma posição de vida e uma possibilidade de desenvolvimento de Brasília, do Brasil e da família! Esse assunto tem que ser recorrente. No dia a dia, muitas vezes, a criança fala: “Mãe! Mãe! Mãe! Pai! Pai! Pai!” e damos o celular para a criança ficar em silêncio. Quando mandamos os nossos filhos ficarem em silêncio, estamos cortando os galhos de desenvolvimento deles.

Muito grata.

Concedo a palavra à Ediane de Assis Bastos, representante da Secretaria Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

EDIANE DE ASSIS BASTOS – Primeiramente, deputada, eu gostaria de agradecer o convite, em nome da secretária doutora Lílian Cintra, e parabenizá-la pela iniciativa. Eu me sinto muito honrada e feliz por compor uma mesa 100% feminina, de mulheres muito poderosas e mães. Eu sou mãe também, tenho um filho de 11 anos, pré-adolescente, e outro de 5 anos. É um desafio imenso. São faixas etárias diferentes, então temos que conciliar: para um podemos liberar um pouco mais e para o outro, não. Como todos falaram aqui, na nossa correria, é difícil. Vou acrescentar alguns pontos para agregar à discussão.

Primeiro, o que estamos tratando é do princípio da autonomia da criança e do adolescente. Na nossa realidade física, isso é muito fácil de lidar. Antes, quando não havia internet, na minha época, por exemplo, tudo era muito separado: havia um dispositivo para tocar música, outro para catalogar telefones, e o telefone não era algo tão fácil; nem todos os adultos tinham telefone, muito menos crianças. Hoje, em um mesmo dispositivo, existe tudo e mais um pouco. Há acesso a absolutamente tudo, e, às vezes, entregamos isso na mão de uma criança de 8 anos. Como lidar com a autonomia progressiva dessa criança quando entregamos para ela tudo de uma vez só? Com que idade permitimos que uma criança vá ao parquinho sozinha? Que ela durma na casa do amiguinho? No mundo físico, conseguimos entender bem essa autonomia progressiva. No digital, precisamos trazer esse princípio também, de forma concreta e prática.

O governo federal lançou este ano o guia de telas, que é um direcionador, uma coluna dorsal para as ações do governo em relação a esse tema. O guia traz diretrizes sobre o uso de telas, tanto para adultos quanto para crianças, porque ele coloca que o adulto precisa ser referência e exemplo. Muitas vezes, é difícil para nós controlarmos o uso excessivo de celular; imaginem para um filho.

Há também outras iniciativas, como a que a Camila mencionou. Foi publicada a Lei nº 15.211/2025, que é o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, em setembro deste ano. A lei resgatou algo que o Estatuto da Criança e do Adolescente já previa: a responsabilidade compartilhada. Proteger crianças e adolescentes é responsabilidade de todos: famílias, sociedade, governo e empresas. A lei foi muito forte e inovadora, considerada uma das mais avançadas do mundo nessa área, porque trouxe maior responsabilização das empresas. A partir de março de 2026, elas terão que se adaptar a uma série de novas exigências que a lei estabelece. Isso será desafiador, porque envolve desenvolvimentos tecnológicos e adaptações por parte das empresas. Será desafiador para o governo também, porque precisamos regulamentar isso. A lei é geral. Precisamos detalhar em decreto o que deve ser feito. A agência designada foi a ANPD, que vai funcionar como autoridade voltada para a proteção de crianças e adolescentes.

Então, são muitos desafios. Na secretaria, nós ficamos muito felizes de ter que lidar com esses desafios, porque nós vemos avanços acontecendo. Nós vimos nos preparando para esses avanços. Essa secretaria tem 2 anos de criação, ela é uma secretaria muito nova, muito recente, mas ela já nasceu com essa vocação para crianças e adolescentes. Desde sempre, esse é um tema prioritário para a secretaria.

Nós olhamos para isso há muito tempo, tanto é que, em abril deste ano, ou seja, muito antes da sanção da lei, o Ministério da Justiça lançou uma estratégia, a Estratégia Crescer em Paz, que consolida 46 ações de justiça e segurança pública. Todas essas ações são voltadas para a proteção de crianças e adolescentes. Nós começamos a olhar para o próprio Ministério da Justiça e falar: “O que nós fazemos em relação à proteção de crianças e adolescentes?” Havia muitas iniciativas, mas essas iniciativas estavam dispersas de uma certa forma. Então, falamos: “Vamos olhar para esse conjunto, vamos agregar, vamos potencializar isso”. Foi desse olhar que nasceu a Estratégia Crescer em Paz.

A estratégia se organiza em 4 contextos, que são contextos considerados de vulnerabilidade. São situações em que as crianças enfrentam grandes vulnerabilidades. Há o contexto de insegurança, o contexto de justiça, o contexto de jornadas vulneráveis – crianças que passam por situações de imigração, por exemplo –, e o contexto digital, porque nós entendemos que, nesse contexto, a criança é vulnerável, ela está muito vulnerável.

Com relação ao contexto digital, na ocasião do lançamento da Estratégia Crescer em Paz, foram instituídos 2 comitês consultivos, em abril deste ano: um comitê para trabalhar, para estudar, para fazer uma imersão no tema de aferição de idade, e outro comitê para fazer uma imersão no tema de canal de denúncia.

Com relação à aferição de idade, esse comitê foi muito convergente com o que a lei dispõe. A lei coloca justamente que, a partir da vigência da lei, as plataformas, os fornecedores de serviços e produtos de tecnologia da informação vão precisar garantir que quem esteja acessando aquele serviço tenha realmente a idade adequada. Hoje, é tudo por autodeclaração. A criança ou o adolescente coloca lá uma idade e consegue acessar, às vezes, uma plataforma que é para 14 anos, 16 anos. Então, isso não vai ser mais aceitável. As empresas vão...

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Então, como seria? Reconhecimento facial?

EDIANE DE ASSIS BASTOS – Existem diferentes métodos. Nós estamos trabalhando muito em conjunto com a ANPD nessa questão da aferição de idade, inclusive com a proporcionalidade ao risco. Quanto maior o risco, aquilo que é proibido para criança e adolescente – como, por exemplo, venda de álcool, acesso à pornografia, o que a lei já dispõe muito claramente que é uma proibição –, nós vamos exigir métodos mais eficazes, mais eficientes para que a empresa conceda esse acesso.

Em serviços que nós entendemos que não há tanto risco assim, podem ser métodos de aferição focados em estimativa, não necessariamente métodos que realmente demonstrem aquela idade.

Então, existem vários métodos. O Ministério da Justiça estava com uma consulta pública sobre esse tema. Encerrou a consulta pública no dia 15. Nós estamos numa etapa de consolidação de todas as contribuições. Em breve, nós publicaremos os resultados dessa consulta pública e os resultados desse comitê consultivo, que vai subsidiar tanto a regulamentação como o desenvolvimento por parte das empresas. Muitos países estão trabalhando com a questão da aferição de idade, porque não dá mais para admitir que uma criança consiga acessar... No mundo físico, não é assim: uma criança menor de idade não consegue comprar bebida alcoólica. Então, por que no mundo virtual permitiríamos algo desse tipo?

Outro avanço que a lei trouxe, e que já vinha sendo trabalhado, é com relação ao canal de denúncia. A lei trouxe artigos específicos, do 27 ao 30, dedicados a esse tema. Já havia um diagnóstico anterior à lei de que existem canais de denúncia no Brasil, públicos e privados, mas não há um fluxo padronizado para tratamento dessas denúncias. Muitas vezes não há convergência de informações, gerando retrabalho. Uma delegacia em uma unidade federativa pode estar trabalhando no mesmo caso que outra delegacia, e sabemos que o número de policiais e profissionais é restrito. Várias pessoas trabalhando no mesmo caso não é eficiente. É preciso aprimorar muito os canais de denúncia nos crimes virtuais. Em breve, o Ministério da Justiça vai publicar o relatório dos trabalhos desse comitê para subsidiar a regulamentação da lei.

Falamos muito da rotina, do corre-corre, e considero que a lei foi muito feliz ao olhar para a responsabilidade compartilhada. Hoje usamos essa “chupeta eletrônica”, como a deputada colocou, e penso na situação de muitas mães que precisam sair cedo e não têm com quem deixar seus filhos, mães solo. A internet surge como recurso auxiliar, mas essas pessoas podem ter mais dificuldade em entender os mecanismos de moderação. A própria Camila disse que foi difícil para ela, e para nós também é difícil desvendar algumas técnicas e ferramentas.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Complementando o que você falou, e também o que pensei quando a Camila falou, não podemos permitir que o poder aquisitivo seja uma forma de blindagem. Por exemplo, no YouTube, a população não pode ser obrigada a pagar para não ter propaganda inadequada. A população vulnerável precisa ter acesso à mesma proteção. Não pode haver diferença social em relação à proteção de crianças e adolescentes.

EDIANE DE ASSIS BASTOS – As empresas vão precisar assumir essa camada de responsabilidade de forma gratuita para todos.

É isso que eu gostaria de agregar à discussão, agradecendo mais uma vez e parabenizando-a pela iniciativa.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Eu que lhe agradeço. Na realidade, eu não conhecia essa lei, vou procurá-la, porque ela é recente, de setembro de 2025. Ela é muito importante, quero estudar sobre ela e dizer que estamos juntos.

Vejo que a proteção da criança e do adolescente não tem cor partidária, não tem ideologia. Ela representa a responsabilidade de uma sociedade melhor para todos nós. Parabéns pelo trabalho, parabéns ao Ministério da Justiça, que vem realizando esse trabalho com dedicação. Vejo que essa participação e corresponsabilidade da sociedade, da família e das empresas também é fundamental para essa regulamentação e para a segurança das nossas crianças. Sou muito grata.

Depois compartilharemos informações quando sair a resposta da consulta pública. Será fundamental nós divulgarmos isso para a sociedade. Nós nos colocamos à disposição, pois a informação é que forma a democracia e que confirma realmente a possibilidade disso. Sou muito grata.

Vou dar continuidade à comissão geral, fazendo com que as pessoas participem.

Concedo a palavra ao senhor Paulo Vanzetto, da Associação Comunidade Sustentável, para fazer uso da palavra. Agradeço a sua presença. Esses dias eu estava numa audiência pública em uma comunidade extremamente vulnerável, que é a comunidade do Varjão. Quando eu o conheci, o senhor falou para mim: “Eu ensino as crianças a velejar no meio da Estrutural.” Eu até achei meio doido na hora, pois quem conhece a Estrutural sabe que é uma região extremamente vulnerável do Distrito Federal. Quando vamos conhecer o trabalho desse velejar, vemos que não é só velejar, mas velejar com a vida, com o autoconhecimento, com princípios e valores. Esse trabalho já era grande, mas hoje o senhor faz um trabalho ainda maior. Sou muito grata pela sua presença. A palavra está com o senhor.

PAULO VANZETTO – Eu que agradeço a oportunidade e me sinto muito feliz de estar diante de uma mesa só de mulheres, mães e poderosas.

Nesta semana, esta já é a terceira pauta em que estou com a deputada Paula Belmonte. Ela apresenta pautas bastante entusiásticas.

Primeiro, ela apresentou uma pauta da Zona Verde. Não sei se vocês estão sabendo que Brasília teve um problema de cobrança de estacionamento. Eu tive que comparecer, porque é uma pauta que realmente choca os nossos olhos. Vou falar mais tarde sobre isso, porque aqui é uma casa política, uma casa legislativa. Então, há, sim, uma interseção entre a fala sobre criança e outros assuntos, porque a criança deixa de receber, às vezes, um auxílio, um benefício ou um direito que está na Constituição e no ECA, em detrimento de outra lei feita para tirar dinheiro do povo, que poderia ter sido revertida para a criança; mas isso vou tratar na sequência.

Esse meu projeto Velejando pela Cidadania nasceu há 12 anos, quando eu estava no lago Paranoá velejando – faço isso há quase 50 anos. Já entreguei minha idade, tenho 65. Vi pessoas na beira do lago sem a mínima possibilidade de aproveitar o lago Paranoá, que é nosso, não é de ninguém.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – É nosso.

PAULO VANZETTO – Comecei a me perguntar como se faz para curtir o lago Paranoá, para usá-lo. Vi que era para poucos. Sou um privilegiado, tenho condições para isso, mas me veio essa vontade, que sempre tive, de tornar isso público.

Comecei a pesquisar como levar a possibilidade de as pessoas velejarem. Criei esse projeto e pensei: “E, agora, onde vou executar?” Na época, eu tinha um carro caminhonete, coloquei um barquinho pequeno que tenho em casa em cima do carro e fui para um centro olímpico. Coloquei o barco numa piscina e vi que era possível velejar em piscina. Se é possível velejar em piscina, por que não levar as pessoas que não podem velejar? Primeiro eu levei à piscina da minha casa e vi que era possível velejar.

Levei, então, essa proposta à secretária de Estado de Esporte e Lazer do Distrito Federal à época, Leila Barros, que negou veementemente a minha ideia.

Bati à porta desta casa aqui, falei com uma deputada à época, que falou: “Eu quero que você leve essa ideia à frente”. Atravessamos a rua, fomos à Secretaria de Esporte e conseguimos implementar esse trabalho, que ficou quase 8 anos nas piscinas dos centros olímpicos da Estrutural, Riacho Fundo, Vaquejada.

Depois entrou esse governo atual, que, devido às parcerias que acontecem, não conseguiu dar continuidade, e eu tive que me retirar dos centros olímpicos. Tive, então, a felicidade de conhecer um projeto de âmbito nacional da Marinha do Brasil que se chama Profesp, do qual até hoje sou parceiro. Desenvolvo esse trabalho no lago Paranoá, dentro do Clube dos Fuzileiros Navais – aproveito para deixar meu sentimento de gratidão ao meu comandante Braga, que me deu essa oportunidade.

Quando ouvimos as pessoas falando – autoridades, como a deputada Paula Belmonte, essa autoridade da cultura, a Camila, a delegada, entre outras pessoas que estão aqui a esta mesa –, até mudamos o nosso posicionamento.

Hoje eu vejo o seguinte: de tudo o que falaram aqui, a ideia que eu pensei agora é: “Orai e vigiai.” Nós temos que orar e pensar o seguinte: como é que eu vou vigiar essa prática da internet, se não podemos estar longe dela?

Eu vejo a minha filha, que está numa faculdade maravilhosa, que deu acesso a ela à busca pela internet para pesquisa, e vejo as nossas crianças da rede pública onde eu atuo, que não têm essa possibilidade. Este é um relato até meio que em desabafo. Na escola do Cruzeiro, por exemplo, não há uma cadeira, uma disciplina de informática. Há uma voluntária que vai lá quando pode!

Fazendo uma crítica bem pesada ao governo atual: houve agora uma inauguração de um autódromo. Bilhões de reais para inaugurar, mas o que mais me chocou foi que, em 2 dias de inauguração, investiram R$950 mil em um camarote com drinques, bebidas, massagem, vaga em valet parking. Fazendo uma conta muito básica, R$900 mil dariam para comprar 950 tablets para o programa de ensino de informática!

Os meus alunos, na escola onde eu tenho o meu projeto, no Varjão, no Paranoá, na Estrutural e no Cruzeiro, têm uma informática muito rasa. Quando eu pergunto alguma coisa de internet, vêm coisas não muito saudáveis ao meu ouvido, que eu não gostaria de ouvir, mas eu tento ao máximo levá-los ao melhor conhecimento possível. A essas coisas básicas todos deveriam ter acesso.

Em relação ao que está acontecendo em relação a filhos, eu operei o Direito do Trabalho durante 40 anos, no Tribunal Superior de Trabalho, onde fui assessor. Trabalhei em processos bastante fortes neste sentido: do assédio e da possibilidade de interferir nas famílias.

Mas por que eu estou falando do Tribunal do Trabalho? Por que eu estou falando de trabalho? Porque o terceiro turno foi instituído. Na minha época, nós dormíamos depois do Jornal Nacional. Hoje o terceiro turno está instituído. Ninguém chega à casa antes das 22 horas e 30 minutos. Ninguém dorme antes das 22 horas e 30 minutos. E o telefone está lá na mão da criança. Como falou bem a doutora, a luz azul da exposição à tela interfere no sono. Sono é hormônio. Isso vem interferindo na educação das pessoas. A chupetinha eletrônica, o bico eletrônico, tudo isso interfere na criação e nós não temos controle. Só que é importante que as crianças tenham acesso ao telefone, é importante que elas tenham acesso à cultura. E a cultura está aqui, hoje, até mesmo no telefone. Nós também não temos controle sobre falar o tempo inteiro, sobre a exposição à tela. A pesquisa que li, muito rasa, indica que 6 bilhões de pessoas estão ligadas à internet, cada uma consumindo 2 horas e meia por dia. O mais interessante é que, de cada 10 pessoas, 3 são menores de 18 anos de idade. Então, não temos mais como controlar isso, mas podemos dar acesso com qualidade.

O importante é que controlemos com qualidade, dando acesso à informação. Mas o mais importante, deputada Paula Belmonte, é que as crianças da rede pública tenham acesso. No meu trabalho social, lá nos fuzileiros, vejo que as escolas não têm acesso. Ou a internet é fraca, ou não há o tablet. Por isso, volto a afirmar a minha bronca com o governo. Vi ontem esse gasto excessivo e falei: “Poxa, por que não comprar 950 tablets? Com professor de cadeira, empreendedorismo na informática, com disciplina para ensinar a fazer programas de computador.” Hoje isso é uma fonte de renda. Eu não consigo fazer muita coisa; tenho que cuidar da minha filha.

Uma rede Canvas, em que você faz colagens... Como é que se faz essa capa aqui? Não é difícil, mas tem que haver cultura para isso. Aliás, é maravilhoso esse livro. Já tive a chance de ler.

Então, esse acesso da criança à informática, sobre como empreender, é coisa para hoje, como falou a deputada Paula Belmonte. Amanhã é outro dia. Mas em 2026 e 2027, a senhora terá a chance de fazer isso.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Vou pedir a Deus que abençoe. Obrigada, Paulo.

PAULO VANZETTO – Obrigado.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Quero registrar o seguinte, Paulo: muitas vezes, quando falamos que estamos ensinando as crianças a velejar no lago Paranoá, parece que há uma distância, socioeconomicamente falando. Mas por que não ensinar nossa população a participar e ocupar os espaços que são da nossa Brasília? O lago Paranoá não pode ser só para quem tem jet-ski.

A nossa criança da Estrutural tem que ter esse acesso. Como você disse, você faz esse trabalho com as crianças do Varjão, que muitas vezes só olham o lago Paranoá pela janelinha do ônibus. Quero enfatizar a situação que você traz, Paulo. Estamos falando de tablet, mas, na Escola Classe da Estrutural – eu estive lá –, infelizmente, eu ouvi o seguinte: “Olha, eu tenho um hub aqui; não entendo muito quem fala, mas é aquele quadradão cheio de cabo de internet; somos transmissores de internet, mas nós aqui não temos internet.” Aí, acho importante falarmos que a proteção à criança não é tirar a internet, a tecnologia, porque a tecnologia hoje está aí para ser desenvolvida, senão essa criança não vai ter o desenvolvimento sociocultural para se tornar um profissional. Estamos aqui falando de humanidade, estamos falando de família, mas esta Câmara Legislativa tem um custo. Tem um custo a TV, onde as pessoas estão sendo pagas; o consumo de luz e de água. O nosso tempo, o nosso salário também tem um custo – e custa caro.

Quem paga isso? Somos nós, com os nossos tributos. Se nós não desenvolvermos as nossas crianças para serem futuros profissionais, o que vai haver? Só haverá privilégios. Então, a responsabilidade nessa questão da internet é muito ampla, Camila.

Estamos falando de cuidado, de prevenção de risco, mas temos que falar também de desenvolvimento. Como foi dito aqui, essa é a oportunidade de as nossas crianças terem conhecimento e profissionalismo, para que se tornem profissionais. Nós vamos a outros países, e todo mundo fala: “Ah, eu quero ir para tal país”. Naquele país, quando a criança nasce, já estão sabendo que há a vaga na creche, que há a escola e que aquele cidadão pequenininho vai se tornar um contribuinte, que vai pagar as nossas aposentadorias, que vai pagar a máquina pública, vai pagar tudo. Por isso que é responsabilidade da sociedade.

Nesses dias, eu estive em um país e, quando vi o valor da tarifa, falei: “É muito barato”. Custava R$0,62. Fui fazer uma pesquisa e ela dizia o seguinte: “São pagos – não pelo governo, mas pelo contribuinte, pelo pagador de impostos – tantos por cento, e outros tantos por cento, pela sociedade.

Então, é importante, na concepção das pessoas, saber que nada disso daqui é público. É nosso e é muito caro. Muito grata por trazer essa outra perspectiva.

Eu estou feliz porque me chamo Paula – nós temos 4 mulheres na mesa – e agora temos outro Paulo, que é o Paulo César de Sousa Santos, diretor da Ação Social da OAB do Guará. Muito grata pela sua presença.

PAULO CÉSAR DE SOUSA SANTOS – Boa tarde.

Eu gostaria de cumprimentar a mesa na pessoa da doutora Camila Aniceto. Recebi o convite dela para estar nesta audiência, que, para mim, custa muito caro.

Fui conselheiro tutelar por 4 anos, aqui na Região Administrativa do Guará, Distrito Federal. Atuo também na Secretaria de Educação do Distrito Federal há mais de 15 anos e fui um dos fundadores da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, na subseção da OAB do Guará, e sou membro, atualmente, da Comissão da Criança e do Adolescente do Guará e do IBDFAM.

Como eu falei, esse tema é muito caro. Já fui até citado pelo Paulo, que me antecedeu. Esta mesa está repleta de mulheres, e o que eu observei, na minha atuação dentro do Conselho Tutelar, foi essa realidade que também está aqui na mesa. Quando eu cheguei ao Conselho Tutelar, havia a prática de, quando você era notificado de uma situação que envolvia um direito da criança e do adolescente, se notificar a mãe dessa criança ou desse adolescente. Eu chamo à responsabilidade também o homem no cuidado e no zelo com a criança, porque essa mãe que muitas vezes é chamada é aquela mãe que já está com uma sobrecarga muito grande. É a mãe que tem que sair às 4 horas da manhã para trabalhar e não tem – não por maldade, não porque não reconheça o risco – como não deixar na mão do seu filho uma ferramenta tecnológica, porque não há auxílio do pai ou de outro familiar e, muitas vezes, nem da escola, como já foi falado pela deputada Paula Belmonte, a quem eu gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho que desenvolve na proteção da infância, pelo marco legal da primeira infância. Sempre acompanho o trabalho desenvolvido por ela. Muitas vezes não há possibilidade de evitar o acesso do filho à tecnologia.

Esse acesso – para quem já trabalhou no conselho tutelar... eu estava até conversando com a doutora Érica, da DPCA, sobre isto – leva crianças, sim, a situações graves e a sérios riscos. O interessante ao falar sobre este tema, a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais, é que, para a rede social, nós somos consumidores. Esse é o primeiro ponto que precisamos entender.

Por que ficamos muito tempo nas redes sociais? Isso não acontece só com crianças e adolescentes, mas também com adultos, porque eles colocam coisas que geram nosso interesse, e esse interesse faz com que estejamos em um ambiente de consumo. O mesmo ocorre com pessoas que gostam de ir ao shopping: elas chegam lá e ficam encantadas com o que há nas lojas, e o desejo é comprar. Muitas dessas crianças ficam vulneráveis, com tablets ou celulares nas mãos, com os olhos encantados e são seduzidas todos os dias por criminosos, por pessoas mal-intencionadas, que fazem todos os tipos de atrocidades que vocês imaginarem.

Eu mesmo já encaminhei para a DPCA, quando estive no conselho tutelar, situações em que adolescentes enviaram nudes para pessoas na internet, e esse documento, sob ameaça de ser espalhado no grupo da escola, serviu para que aquela criança ou adolescente cometesse automutilação. Nós, pais, temos uma responsabilidade muito grande nisso.

Também já foi falado aqui, não vou me estender muito, sobre a exposição dos nossos filhos nas redes sociais. Vocês não imaginam o que esses – desculpem-me a palavra – vagabundos miseráveis fazem com a foto simples de uma criança chupando uma manga. Eles substituem a manga na inteligência artificial e fazem coisas que vocês nem imaginam.

Existe um programa que estava sendo desenvolvido, que mostrou para os pais, em um cinema, a evolução da filha criança a adolescente, para que eles enxergassem o mal que estavam fazendo ao expor as crianças em ambientes virtuais. É terrível e isso precisa de proteção.

Atuo junto com um amigo, André Quintão, que está em Portugal. Ele escreveu um livro chamado Pai Real no Mundo Virtual. Em uma parte do livro, ele diz: “Pessoas utilizam a internet como ferramenta para enganar, seduzir os outros a acessar conteúdos inadequados, sejam eles golpes ou, ainda, estímulo à violência, preconceito, racismo, conteúdo pornográfico, intolerância e ódio”. A internet em si é neutra, ou seja, pode ser usada para o bem, mas muitas pessoas a estão usando para o mal.

Compete ao poder público, à sociedade e à família, conforme previsto no art. 227 da Constituição, no art. 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente e no art. 4º do Estatuto da Criança, garantir a segurança da criança e do adolescente.

Agradeço a oportunidade.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Eu lhe agradeço, Paulo.

Desculpe-me por pegar o telefone, mas tive que resolver uma situação do meu cunhado agora. Normalmente nem costumo pegar o telefone na hora das falas. Quero pedir desculpas, mas prestei atenção em tudo o que você falou. Você traz um ponto importante, que é a vulgarização dos próprios pais em expor seus filhos. Falamos que as empresas estão ganhando muito dinheiro. Eu não tenho nada contra ninguém ganhar dinheiro. Mas, muitas vezes, observamos que a sexualização das crianças é feita pelos próprios pais. É muito forte ver os adultos e a própria família fazerem daquela criança, da inocência dela, um produto de internet.

Então, parabéns. Estou muito grata pela sua presença aqui.

Concedo a palavra agora ao senhor Angelino dos Santos, servidor efetivo, aposentado da CLDF, sogro da professora Camila.

Camila, eu fiquei muito feliz de conhecer seu sogro e sua sogra.

ANGELINO RABELO DOS SANTOS – Penso que na vida nem tudo é coincidência, mas pode ser providência. Eu acredito nisso, deputada Paula Belmonte.

Eu quero, inicialmente, saudar a mesa na pessoa da deputada Paula Belmonte. Não tive o privilégio de trabalhar com ela aqui, porque eu fui um dos fundadores da Câmara Legislativa quando servidor público.

Ombreei na área de recursos humanos, particularmente com a Edilair e várias outras diretoras, desde o início da Câmara Legislativa, em 1991, 1992. Os primeiros concursados chegaram aqui em 1993. Mudamos para cá em 2010, mas eu me aposentei em 2017.

Quero, por extensão, saudar as autoridades de conhecimento que, de maneira muito brilhante, fizeram uso da palavra. Saúdo a senhora delegada de Proteção à Criança e ao Adolescente e a representante da Anatel pela clareza e objetividade da sua fala. Fiquei muito encantado com a sua fala. Surpreendeu-me saber da atuação, pelo menos mais recente, do Ministério da Justiça. Eu diria que a sua fala exauriu uma pergunta que eu tinha, mas eu vou mudar o meu foco.

A Camila dispensa comentário. Ela é uma nora muito querida, mãe do Bento e da Betina. Ela tem a sorte de ter uma rede de apoio da mãe dela e nossa também, para ela continuar com essa visão empreendedora.

Eu e Maria José somos casados há 49 anos. Perdemos um filho também muito querido, um médico clínico-geral e dermatologista, que faleceu de covid aos 37 anos. Deus quis que o sepultássemos no Natal. Deus nos deu e Deus levou. Então, estamos aos poucos, deputada Paula Belmonte, também sendo curados dessa dificuldade. Com a certeza de que tudo nessa vida passa, só Deus não passa, só Ele basta.

O marido da Camila cochichou ao meu ouvido e disse assim: “Olha, eu não posso ficar porque preciso pegar o Bento na escola. Ele tem horário para sair. Camila tem uma rede de apoio. Betina ficou em casa e o marido foi pegar o Bento. A mãe dela foi para casa porque a babá saiu.

A Camila realmente nos enche de orgulho. Primeiro, porque foi uma filha muito querida. Eu venho de uma família muito humilde do interior de Minas e aprendemos com os nossos saudosos pais a amar e a respeitar todos. Eu já perdi pai, mãe, 5 irmãos e 1 filho.

Tenho 71 anos. Meu pai dizia assim: “Filho, você tem que ser um homem trabalhador, honesto, responsável, respeitoso e, sobretudo, temente a Deus, independentemente de sua opção religiosa. Mas é fundamental que você tenha uma crença de que tudo nessa vida é efêmero e passageiro. Precisamos cultuar isso. É muito bonito, às vezes, bater no peito e dizer que é dessa ou daquela religião, mas, verdadeiramente, o que alicerça isso é a coerência entre fé e vida cristã. Vocês podem pensar que o Angelino está perdendo o foco, está mudando de assunto, mas eu chego lá.

A Camila, além de ser estudiosa e empreendedora, é uma boa mãe, é uma menina muito religiosa, evangélica, da Igreja Batista e se preocupa em passar isso para os filhos. Eu até confesso aqui... O Brasil todo está me ouvindo. Nós somos católicos. Eu e minha esposa participamos, há 29 anos, do movimento Equipes de Nossa Senhora. Mas o tempo nos mostrou que, na visão ecumênica da igreja, precisamos ter muito carinho e respeito pela pluralidade, sobretudo religiosa e espiritual.

Fundamentalmente, é muito fácil as pessoas dizerem: “Filho, não faça isso”. Por exemplo, o pai que fuma ou bebe é um hipócrita se diz para o filho não fumar ou beber, porque o exemplo é o melhor conselho. Não é verdade?

Quanto à minha pergunta inicial, não é necessário respondê-la, porque acho que, em parte, você já o fez. De maneira muito particular, com muita propriedade, autoridade e conhecimento, a Camila, que é estudiosa do tema, citou os enormes riscos que crianças e adolescentes, que são verdadeiramente vulneráveis, enfrentam. Há risco de serem levados à exploração sexual, ao acesso a coisas absurdas que não são condizentes com suas idades e – por que não dizer também? – há risco que podem levá-los a problemas no desenvolvimento físico, intelectual e moral e a problemas sérios de saúde. Você mesmo mencionou, Paulo, que dormir é hormônio. Dormir é fundamental.

Dito isso, o que vocês teriam a nos dizer sobre as legislações infraconstitucionais, em particular, o ECA digital – a senhora me surpreendeu com a nova lei e as ações do Ministério da Justiça –, exigirem ou cobrarem das plataformas digitais que elas tenham um dever social, sim, de fazer o controle desses vulneráveis?

A minha preocupação não é só com a mãe, é também com a “pãe”. Milhões de lares no Brasil estão desfeitos e, neles, a maioria das mães trabalha como empregada doméstica, diarista, gari. Nós somos privilegiados. Eu, por exemplo, moro no Sudoeste. Eu me sinto privilegiado. No entanto, nada caiu do céu. Trabalhei durante 50 e tantos anos como servidor público da Câmara Legislativa e, durante 35 anos, como professor de pós-graduação e consultor na área de RH. Acho que fizemos por merecer. E quanto a essas famílias vulneráveis que moram na periferia de Brasília e de todo o Brasil, nas favelas, em que a mãe é obrigada a trabalhar 8 horas, 10 horas por dia, e os filhos ficam em casa, sendo presas fáceis desses vagabundos? Esses vagabundos chegam e dizem para o menino: “Olhe, eu lhe dou um tênis de marca, eu lhe dou um celular de última geração”. O menino sabe que a mãe trabalha para ganhar R$1.500. A coisa é muito tentadora. O que fazer? Acho que o desafio é muito grande.

Como católico, acredito que as igrejas, não só católicas, mas também evangélicas, podem prestar uma grande contribuição e fazer um trabalho sistêmico, integrado, sinérgico com os órgãos públicos.

Vou citar 2 exemplos. A minha esposa trabalha voluntariamente na Catedral Militar Rainha da Paz, que fica aqui logo abaixo e tem um trabalho belíssimo, que foi idealizado há 30 anos, 40 anos, pelo saudoso Dom Ávila. Começou com a Casa da Sopa, que fica no Cruzeiro e que, todo dia à noite, sai distribuindo sopa, gratuitamente, para as pessoas que chegam a Brasília. Agora é a época em que chegam milhares de pessoas à cidade, porque, quer queira, quer não, Brasília é uma ilha da fantasia. O poder econômico de Brasília é diferenciado. Também há a produção de enxovais, com 2 bazares por ano. Juntamente com os vicentinos, fazem um trabalho belíssimo de grande alcance social para essas crianças e para essas mães que chegam grávidas e que, às vezes, têm um filho na rua.

O que esse Governo do Distrito Federal está fazendo? Na minha visão, muito pouco ou quase nada. Minha pergunta é esta: o que essas normas infraconstitucionais têm exigido dessas plataformas digitais a fim de que criem contornos ou mecanismos para que esses vulneráveis tenham dificuldade de acesso a conteúdo que represente risco a eles?

A minha paróquia nem é aqui na Catedral Militar Rainha da Paz. A nossa paróquia é o futuro santuário de São Pio de Pietrelcina, no Sudoeste. É uma história longa, que não vale a pena contar aqui. Nós conseguimos um terreno privilegiado de mais de 2 hectares em troca daquilo que é chamado de moeda social. Eu não posso criticar o atual governo, porque foi ele que realmente conseguiu chancelar isso.

Na paróquia, nós temos médico, advogado, psicólogo e vários outros profissionais que atendem, notadamente, as pessoas mais vulneráveis, pobres, da Estrutural, em troca de um trabalho que chamamos de moeda social. É difícil você conseguir um terreno nobre de 2 hectares. Ele custa milhões. E isso está sendo feito.

A outra pergunta que faço é a seguinte: tendo em vista o alcance da visão de vocês, notadamente do Ministério da Justiça, não seria interessante buscar uma parceria ou aliança estratégica com essas igrejas? Nós temos o padre Silas, que é um padre militar, extremamente acolhedor; nós temos o padre Fernando, na São Pio. Quantas paróquias e igrejas evangélicas tentam fazer um trabalho para minorar esse absurdo que acontece com as crianças, notadamente, na periferia de Brasília?

Eu acho que, realmente, chegou a hora de a sociedade e, sobretudo, de quem tem esse poder – as autoridades de conhecimento, as autoridades competentes do governo – se unirem com as igrejas para tentar fazer um trabalho com mais efetividade, com mais alcance. Só assim vamos, minimamente, ganhar essa guerra, porque eu vejo que ela está perdida.

Não sei se fui claro.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Nossa, eu não tenho como reparar a fala do senhor. Eu só tenho que assinar embaixo e dizer que penso da mesma maneira. Vejo a busca da sociedade da forma como o senhor disse, por meio da conduta religiosa e por meio de posicionamento pessoal, social.

Eu fui criada na Igreja São Francisco de Assis, e meus pais fizeram parte da comunidade vicentina. Havia, ali atrás, aquela invasão – ainda há.

Camila, deve ser muito legal ter um sogro assim. Ele está casado há 49 anos com a dona Maria José. Minha mãe começou a namorar meu pai aos 14 anos de idade. Isso para nós é um alicerce. Que Deus abençoe vocês, abençoe o coração e a história de vocês! É um momento especial para você, Camila, ter esse reconhecimento.

Concedo a palavra ao senhor Leandro Araújo, assessor. (Pausa.)

Concedo a palavra à professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, senhora Luciana Pacheco. Muito grata pela sua presença.

LUCIANA PACHECO – Boa tarde a todos. Serei breve.

Quero agradecer à mesa o debate de importantíssimo tema. Agradeço também à deputada Paula Belmonte, que trabalha na proteção da infância.

Sou professora da rede pública e pós-graduanda em neuropsicopedagogia. Vou trazer uma preocupação – e já pode ser uma proposta para uma futura audiência, para um futuro trabalho – sobre os limites: a questão limítrofe entre critérios diagnósticos e sintomas do espectro autista com o excesso de telas.

Atendo a muitas crianças autistas, e precisamos rever diagnósticos, rever laudos em função do excesso de telas. Esse tema também foi citado pelos membros da mesa. Nós estamos perdendo o olho no olho, e isso é muito sério. Estamos perdendo a socialização, perdendo várias questões, pelo excesso de telas, como já foi falado, em muitas famílias. Não se trata de uma questão de negligência, mas de uma questão de rede de apoio que as telas ocupam. Isso é seríssimo.

Além da secretaria, também represento a Abrapango, uma associação que trabalha com o medicamento canábico para crianças autistas. O óleo canábico tem apresentado respostas muito positivas para crianças do espectro autista, e isso está cientificamente comprovado.

Nossa luta é: do jeito como o óleo está sendo comercializado hoje, deputada, a R$300 no mínimo, como as crianças periféricas – que são a nossa pauta aqui – terão acesso ao direito à saúde, ao direito ao tratamento? Isso é muito sério. Trabalho com a classe média nessa questão e vejo a dificuldade que é para eles terem acesso a um tratamento multidisciplinar, efetivo e de qualidade, então, imaginem para as famílias periféricas!

A Abrapango, deputada Paula Belmonte, tem uma frente de trabalho para democratizar o acesso ao tratamento, ao óleo e à medicação para crianças periféricas, sobretudo as da Ceilândia e do Sol Nascente. Estou aqui representando também a Abrapango para que possamos dialogar e ampliar o acesso ao tratamento e à política de enfrentamento às telas.

Teremos o maior prazer em dialogar com o seu gabinete nesse sentido, deputada Paula Belmonte, pois acompanhamos muito o seu trabalho lá na Ceilândia e no Sol Nascente. É fantástico! Nós só temos a lhe agradecer.

Para fechar, como professora, digo a vocês: a situação de se propor a leitura de um texto em uma sala de aula era uma antes das telas e, depois das telas, tornou-se outra, porque os stories tiram a capacidade de concentração. Dez minutos para os filhos de vocês, para as nossas crianças, para nossos adolescentes, é muito. Nós precisamos preparar os nossos alunos para uma leitura. Pessoal, isso é demais! Precisamos de uma política de enfrentamento às telas mesmo.

Agradeço muito à Camila. Agradeço demais essa pauta, que é urgente. Muito obrigada. (Palmas.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Luciana, para mim, é uma alegria você estar aqui, principalmente porque eu sou fruto de escola pública. Eu estudei a minha vida inteira em escola pública, sei o potencial dela e o que ela faz pelas nossas crianças atípicas, neurodivergentes. Não existe escola melhor do que a escola pública para atender às nossas crianças.

Independentemente de qualquer coisa, quero dizer que vocês têm o meu reconhecimento. Como foi dito anteriormente, falamos sobre a mãe que também exerce o papel de pai. Nas famílias em que existe uma criança com espectro autista, 80% dos pais abandonam os lares. Isso é muito sério. Essas mulheres não utilizam a tela dos aparelhos apenas para entreter o filho para ir à escola. Muitas vezes, as mães fazem isso para cumprirem o terceiro turno, que é alimentar, cuidar do filho. Precisamos encarar a situação dentro de nossa sociedade.

Na Constituição federal, no art. 227, a criança e o adolescente são responsabilidade da sociedade, do Estado e da família. A família tem poder, mas a sociedade também tem obrigações. Como foi dito pela Camila, existe uma rede de apoio. Infelizmente, a grande maioria das mulheres não tem esse apoio. Como vou julgar uma pessoa assim?

Eu sou uma grande defensora das nossas crianças e, muitas vezes, os conselhos tutelares são chamados para intervir numa situação. Como vou julgar uma mãe que deixa os filhos trancados? São meninos de 8 anos, 10 anos. Ela precisa sair para trabalhar e não tem com quem deixar os filhos. Quem sou eu para atirar a primeira pedra nessa mãe? Ela não tem rede de apoio da família nem do Estado. Se houvesse escola integral, se houvesse uma creche, essa mãe poderia sair para o trabalho.

O acesso ao tratamento tem que ser democratizado. Precisamos superar a barreira do preconceito. Eu vi algumas pessoas sendo tratadas. Elas apresentaram evolução no tratamento com o óleo. As crianças também melhoraram com vários tratamentos contra doenças. Não podemos ter preconceito. Precisamos ter responsabilidade e conhecimento qualificado. Isso é muito importante.

A filha do meu enteado nasceu com uma síndrome rara. Infelizmente, ela não tinha perspectiva de crescimento e faleceu com menos de 2 anos de idade. Ela tinha crises epiléticas com frequência, mas, depois que começou a usar o óleo, ela apresentou uma qualidade de vida, o que deu mais tranquilidade à família dela, à mãe e ao meu enteado. É muito importante que olhemos para esses resultados com responsabilidade.

Podem contar conosco. Obrigada pela sua fala e por deixar isso registrado. Sou muito grata. (Palmas.)

A nossa comissão geral começou tarde. Achei que concluiríamos mais cedo nossa reunião. Que bom conseguirmos apresentar tantos assuntos, com muitas perguntas e muito trabalho a fazer! Estamos sempre comprometidos com a responsabilidade e o conhecimento.

Passarei a palavra para os componentes da mesa. Cada um poderá pincelar sobre sua área de atuação e falar sobre essa responsabilidade para concluirmos os assuntos.

Que Deus nos abençoe! Estou muito grata pela presença de todos.

Concedo a palavra à senhora delegada de Proteção da Criança e do Adolescente, Érica Macedo Castanho Portela Luna.

Enquanto a senhora abre o seu microfone, quero falar uma coisa. Disseram assim: “Há 5 mulheres aqui. Cada uma com o seu poder, dentro de sua limitação”. Eu quero chamar a atenção para algo em nossa sociedade. Toda vez que eu tiver oportunidade, falarei isso, para que fique registrado. Nós temos oportunidade de estar aqui porque, de alguma maneira, tivemos algum tipo de privilégio. Eu não sou uma pessoa de ficar falando de privilégio.

Hoje, no Distrito Federal, em especial na Estrutural, que você conhece bem, Paulinho, as nossas meninas estão se sexualizando muito cedo, estão tendo filhos muito cedo. Isso não é papo careta. Isso é papo real. As meninas estão abandonando o ensino médio muitas vezes porque querem ser a namorada do traficante, a namorada do menino envolvido com coisa errada.

Nós precisamos lutar para que mais mulheres cheguem a espaços de poder, para falarem para as nossas meninas, para as nossas crianças, que elas podem sonhar, que elas podem realizar e que, para isso, elas têm que estudar.

Eu até brinco com elas: “Vocês podem o quê? O que vocês têm que fazer para irem para o ensino médio? Vocês têm que sonhar, vocês têm que ter determinação. Mas vocês não podem o quê?” Eles falam: “O quê?” Eu respondo: “Não podem namorar”. Eles acham isso ruim, mas é uma realidade.

Este é o lugar de fala. Eu tenho essa oportunidade de falar para as pessoas que estão assistindo a esta sessão e para as que a assistirão no futuro. Vamos falar para nossas meninas que elas podem sonhar e chegar a este lugar.

Eu sou fruto de escola pública. Nós não precisamos ter baixa autoestima porque estudamos em escola pública. Nós podemos, sim, fazer com que todas as nossas crianças sonhem, realizem e cheguem aqui.

Eu queria deixar isso registrado. Eu fico muito feliz de estar neste lugar de fala.

Desculpe-me, doutora Érica.

Concedo a palavra à doutora Érica.

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – Deputada Paula Belmonte, o que a senhora acabou de falar me remeteu a uma realidade muito triste que eu também vejo na delegacia, que é a seguinte: quando a criança nasce e a mãe tem 14 anos ou menos, nós somos notificados, porque podemos estar diante de uma situação de possível estupro de vulnerável, pois, com menos de 13 anos, o consentimento não é válido. Isso acontece muito em todas as classes sociais e em todo o Distrito Federal. É muito triste porque, em muitos desses casos, não existe a figura do pai, ou seja, a menina está grávida com menos de 13 anos e já está abandonada com a criança.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – E ela não continua os estudos.

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – Não. A mãe da menina vira avó e tem a responsabilidade de cuidar da filha adolescente e do neto. Isso as coloca em uma situação ainda mais difícil.

Vamos ver como nós podemos mudar a realidade dessas meninas, porque criança não pode ser mãe, gente.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Com certeza.

Nós não podemos ter medo de nos posicionar com relação a isso, porque as pessoas acham que isso é papo careta, doutora Érica. Isso não é papo careta. Tudo tem seu tempo. Nós precisamos mostrar para essas meninas que a sexualização precoce atrapalha a nós mesmas. Eu falo para todas as mulheres e meninas que nós precisamos estar juntas em prol de nós mesmas.

ÉRICA MACEDO CASTANHO PORTELA LUNA – Já é difícil para todas nós, mulheres, mães, casadas, profissionais. Imaginem ter um filho e ser mãe ainda em idade escolar.

Para encerrar, eu gostaria de dizer que esta foi uma tarde muito proveitosa. Estou muito feliz pelo convite e por poder compartilhar a mesa com mulheres tão incríveis, tão estudiosas e com tanto conhecimento da matéria. Confesso que aprendi muito com vocês também. A participação de todos é importante para que nós possamos efetivamente defender as nossas crianças e os nossos adolescentes no mundo virtual e no mundo real. Ao proteger no mundo virtual, isso acaba se refletindo no mundo concreto onde vivemos.

Podem contar com a Polícia Civil e com a DPCA. Estamos aqui para ajudar. Qualquer coisa, estamos à disposição.

Obrigada.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata, doutora Érica.

Aproveito para registrar que já estão pedindo nomeações. Quando acabar esta comissão, haverá uma audiência pública sobre a nomeação de aprovados da Polícia Penal. Diz a faixa: “A nomeação de aprovados da Polícia Penal significa garantir a segurança do DF e o futuro de 990 famílias. Esta pode ser a maior nomeação da história.” Parabéns, que Deus abençoe vocês!

Nós estamos falando sobre a proteção de crianças e adolescentes. Eu quero dizer que a proteção deles, com certeza, faz diminuir a criminalidade das nossas crianças e dos nossos adolescentes. Que nós estejamos juntos em prol dessa menor criminalidade na nossa sociedade também!

Grata.

Concedo a palavra à senhora Irani Cardoso da Silva, superintendente de Relações com Consumidores da Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel.

IRANI CARDOSO DA SILVA – Obrigada.

Eu queria só retomar um pouco a fala da Camila sobre a capilaridade. Nós estamos aqui discutindo, mas como nós alcançamos realmente as crianças?

Nas nossas palestras que fazemos para as crianças, elas variam um pouco de idade. Trabalhamos com adolescentes, mas também com crianças. Foi uma experiência boa em 2025, mas a Anatel quer aumentar essa capilaridade. A nossa intenção é olhar para 2026 e analisar como podemos ampliar esse projeto do teatro para levá-lo a mais escolas.

Nós estivemos no Paraná, em uma cidade próxima a Curitiba – Campo Largo, se eu não me engano –, e havia mais de 200 crianças na plateia. Os professores adoraram a ideia e a mensagem foi transmitida. Agora, nós estamos pensando em 2026, em como aumentar, realmente, essa capilaridade.

Também é importante destacar que, no site da Anatel, há um material produzido em parceria com a UIT, voltado aos professores, aos pais e às crianças, para que as crianças possam entender, de forma lúdica, os perigos que correm na internet. Existe esse desafio de elevar a capilaridade, e a Anatel está empenhada nisso.

Agradeço à deputada o espaço para mostrarmos o que temos feito na nossa superintendência e na Anatel. Camila, é muito bom o seu trabalho e foi muito boa a sua fala. Eu acho que é importante a conscientização da população de que temos um desafio que não é só dos pais, mas também da sociedade e dos órgãos públicos. Nós temos que trabalhar em parceria. Eu acho que esse é o nosso grande desafio, e a Anatel tem se preocupado muito com isso.

Ninguém faz nada sozinho. É muito importante que nós todos estejamos unidos nesse desafio, porque isso não vai mudar, é a realidade. Nós precisamos conviver com isso, mas é preciso garantir a segurança.

Hoje, a Anatel trabalha com crianças e adolescentes, mas também com idosos. O idoso tem acesso à internet, mas tem medo de utilizá-la. O idoso depende do filho, da nora ou dos netos, porque morre de medo de entrar na internet e sofrer um golpe. Ele tem dificuldade porque, nem sempre, os aplicativos são amigáveis para que ele possa interagir. Estamos trabalhando com 2 públicos. Um deles é de crianças e adolescentes; o outro, de idosos.

Fizemos várias oficinas junto à Unesco para tentar entender a dificuldade do idoso. Esse é o nosso desafio. Nós precisamos de capilaridade. O desafio da Isadora em 2026 será realizar essa capilaridade. Como vamos chegar a um número maior de crianças, pais e escolas?

Reforço o pedido ao GDF para ampliar a participação desse teatro. Temos que ver também como financiar esse teatro de forma mais ampla, para que outras entidades possam utilizá-lo para levar informação aos adolescentes, visto que ele é muito lúdico. As crianças não aprendem com o nosso discurso. Elas precisam entender, de forma muito lúdica, que estão correndo perigo na rede e que têm que tomar cuidado.

Obrigada, mais uma vez.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito grata.

Conte conosco para pensarmos juntos. É muito importante que isso se torne política pública. Espero que realmente isso faça parte da Secretaria de Educação e da nossa sociedade, de várias formas, como na tela num elevador e em canais de comunicação. Que as pessoas tenham acesso ao perigo que correm! O celular pode ser também meio de conhecimento das nossas crianças.

IRANI CARDOSO DA SILVA – Eu me lembrei de um detalhe muito importante.

Agora, além de toda rede social, existe o desafio da IA. Esse também será um desafio da Anatel em 2026.

Nesta semana, vi, numa reportagem, que 75% dos alunos em idade escolar já utilizaram a IA para fazer algum trabalho. Esse é um desafio porque a IA não é uma aplicação muito confiável. Ela traz alguns problemas. Como a criança vai identificar, por exemplo, se a história é verdadeira ou se a informação é verídica?

Eu tenho um neto de 8 anos. Eu ganhei um livro sobre crianças e uso da rede. O livro é todo bonitinho, levei-o para casa e falei para o meu neto: “Olhe que legal esse livro! Foi um amigo meu, o Rodrigo Curi, que o produziu.” Ele falou assim: “A capa foi feita por inteligência artificial”. Isto é o importante: a criança reconhecer, no ambiente em que está, se a informação é falsa ou verdadeira e de que forma foi produzida.

Obrigada.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Muito importante.

Os algoritmos seduzem e induzem. Acabamos induzindo um pensamento sobre o qual até nós não sabemos direito. Precisamos ter muito cuidado com isso e tentar não ter preconceito. Devemos subtrair o que é bom e jogar fora o que é ruim. A internet é muito importante como mecanismo de desenvolvimento, mas devemos ter cuidado com as crianças e os idosos.

Nesses dias, a minha mãe foi pega numa ligação em que eles falaram: “Aqui é da Secretaria de Justiça do Estado”. Minha mãe respondeu: “Qual estado?” Na hora, eles desligaram. Eles estão muito desenvolvidos. Isso faz com que os idosos também tenham medo, e nós não podemos ter esse medo da internet. Temos que ter cuidado com a internet e saber usufruir dela da melhor forma possível. É preciso que haja esse cuidado.

Concedo a palavra à representante da Secretaria Nacional dos Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a senhora Ediane de Assis Bastos.

Muito grata. A senhora pode responder às perguntas.

EDIANE DE ASSIS BASTOS – Mais uma vez, quero agradecer todos os comentários apresentados.

Agora, no final desta comissão geral, falamos sobre proteger crianças e a relação disso com a redução de crimes. De fato, existem estudos que mostram, infelizmente, que os crimes estão sendo cometidos por perpetradores cada vez mais jovens. Há adolescentes que cometem crimes contra adolescentes. Isso é um fato que está acontecendo. Proteger crianças é primordial.

Há estudos que mostram que esse acesso precoce às mídias – foi mencionada a questão da sexualização – é extremamente preocupante. É importante proteger as crianças desse acesso, porque ele pode levá-las rapidamente à pornografia. Estudos mostram que o acesso precoce à pornografia incita violência na criança. Isso está muito relacionado a crimes de radicalização e crimes de ódio extremo. Essa associação entre acesso precoce à pornografia e cometimento de crimes é demonstrada por estudos. Este assunto é de uma gravidade muito grande.

Aproveito para responder às perguntas apresentadas. A Lei nº 15.211/2025 foi uma iniciativa do Senado Federal, não do governo. O ECA Digital é considerado uma lei suprapartidária, uma causa que todos abraçam. A deputada já mencionou isso. É uma lei muito debatida com a sociedade civil e especialistas. Ela traz camadas de proteção. Na lei, há a citação da política de classificação indicativa, que está hoje no escopo do Ministério da Justiça e Segurança Pública. É uma política muito antiga, com 35 anos, presente nos lares de todos os brasileiros. Todos conhecem e reconhecem a importância dela. É uma política que auxilia os pais na recomendação a quais filmes e conteúdos audiovisuais os filhos podem assistir. Essa política sofreu uma modernização e agora ela tem mais um critério de avaliação. Todas as mídias são avaliadas por uma equipe do MJSP, que utiliza 3 eixos de análise: sexo/nudez, violência e drogas. Este ano, acrescentamos mais 1 eixo de avaliação: interatividade. No eixo da interatividade, não analisamos necessariamente o conteúdo, mas verificamos se o aplicativo ou a plataforma permite comunicação de criança com adultos desconhecidos. Esse fator pode elevar a recomendação para uma faixa etária maior, por exemplo.

Também será analisada a presença de filtro de beleza, o que pode elevar a recomendação para uma faixa etária maior. Essa medida foi muito importante para a política de classificação.

Além disso, foi criada mais uma faixa etária, a de 6 anos. Inclusive, na semana passada, foi publicada a primeira recomendação do Ministério da Justiça, referente ao filme Zootopia 2, cuja classificação indicativa é de 6 anos. Anteriormente, havia apenas a classificação livre e a de 10 anos, o que gerava uma distância muito significativa entre as faixas. Para alinhar-se à política de proteção da primeira infância, foi realizada uma análise detalhada e, neste ano, foi criada a categoria de 6 anos.

O ECA Digital reforça a política de classificação indicativa, acrescentando camadas de proteção, como a verificação de idade, canais de denúncia e o conceito de segurança por design, que exige que as plataformas desenvolvam produtos voltados para crianças desde o início. As plataformas não podem desenvolver um produto para adulto e, depois, disponibilizá-lo para criança. Isso também está no cerne da lei. As plataformas e os fornecedores de produtos e serviços devem, desde o design, lá no início da produção do produto, incorporar as proteções necessárias para crianças. Não é permitido criar um produto para adultos e, posteriormente, disponibilizá-lo para crianças, apenas adicionando moderação ou medidas de segurança para os pais após o produto estar pronto.

Existe ainda a proteção de dados de crianças e adolescentes, em alinhamento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a fim de evitar o uso dos dados de crianças e adolescentes para perfilamento e publicidade direcionada. A lei é rigorosa nesse aspecto e prevê o reforço do arcabouço fiscalizatório, nomeando uma autoridade responsável para garantir sua implementação. Por esse motivo, há grande expectativa e muita esperança de que a lei seja implementada e cumprida. É um desafio, sim, mas ela precisa acontecer, já que criança é prioridade absoluta, conforme nossa legislação. Precisamos fazer jus a esse princípio. A criança é prioridade absoluta.

Fiquei muito contemplada quando a deputada mencionou o sonho de haver um ministério dedicado a crianças e adolescentes, pois isso realmente seria uma forma de reconhecer essa prioridade.

Mais uma vez, quero agradecer a todos e parabenizá-los. Obrigada.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Vamos sonhar juntos!

(Intervenção fora do microfone.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Eu concordo com o senhor que essa responsabilidade, como disposto na Constituição, é de responsabilidade da família, da sociedade, do Estado. A Igreja – não só a Igreja Católica, mas todas as Igrejas – também tem essa responsabilidade.

Eu vou falar como parlamentar do Distrito Federal. Eu me coloco à disposição. Vou falar sobre esses programas. Depois, nós vamos levantar isso.

(Intervenção fora do microfone.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Com o cardeal, a respeito disso.

(Intervenção fora do microfone.)

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Com certeza.

Eu vou pedir licença aos senhores, porque haverá outra audiência pública neste plenário. As pessoas já estão chegando, e nós precisamos concluir para entregar o auditório. Peço perdão por isso.

Eu quero passar a palavra para você, Camila, uma das pessoas que foi a inspiração para esta audiência pública. Eu saio daqui com muito mais responsabilidade do que quando eu entrei, apesar de já ter a responsabilidade com a defesa das nossas crianças. Saio daqui também com a responsabilidade de pensarmos juntos esse mecanismo para a sociedade se empoderar dessas informações. Muitas das vezes, eu sinto a angústia do senhor Angelino, no sentido de as pessoas estarem em um local e elas não terem acesso ou nem saberem que existem essas informações; as políticas são sobrepostas.

Então, fica essa responsabilidade como parlamentar. Que esta comissão geral chegue a várias pessoas! Eu acredito que muitas pessoas estejam me escutando, inclusive o público da próxima sessão, que, provavelmente, não tem a ver com o tema. Quero dizer para vocês que nós estamos discutindo a respeito da proteção das crianças e dos adolescentes e de como é importante a nossa sociedade abraçar esse tema. Estou vendo uma neném de colo ali. Quero dizer que isso é muito importante para nós.

Concedo a palavra à Camila.

CAMILA ANICETO – Mais uma vez, eu quero agradecer. A senhora falou, deputada, de privilégio. Verdadeiramente, sinto-me muito privilegiada e muito honrada por compor esta mesa com os senhores, que, de verdade, são tão incríveis, são inspirações.

Nós estávamos falando da realidade. Eu agradeço a Deus todos os dias, porque acho que nós temos que agradecer primeiro pela vida e saúde – a nossa, a das pessoas que nós amamos e a dos nossos familiares. Saúde é o mais importante. Como diz aquele jargão: do resto nós corremos atrás.

Eu sempre digo algo muito importante: independentemente do cargo que você ocupa, da sua profissão ou do que você faz, o que mais importa é o que nós significamos e como os nossos filhos nos veem.

Nós estamos aqui, o que não tira nosso mérito também, porque há essa parte de que nós estudamos, nós corremos atrás, nós nos dedicamos, nós nos ausentamos um pouco da nossa família. Como eu falei, eu tenho essa rede de apoio, mas eu sou muito presente com os meus filhos e eu sei que isso é raro hoje em dia. Até me dói, porque tenho amigas e conhecidos que falam: “Nossa, esse é meu sonho”. Eu fico pelo menos meio período com os meus filhos. Há a escola depois, mas, à noite, eu também já estou com eles. Então, eu sou muito presente e eu sei que essa é uma realidade que reflete o quanto eu sou privilegiada. No entanto, dentro da minha realidade, eu tento fazer a diferença.

Eu agradeço a vocês por estarem fazendo a diferença.

A senhora é um exemplo. Hoje, por estar passando por uma questão familiar tão sensível, a senhora poderia ter desmarcado esta comissão, poderia ter feito outra coisa. Em vez disso, está abraçando o seu trabalho nobre e importante, falando de criança e adolescente, deixando de lado outras questões. O seu celular deve estar cheio de mensagens. Imagino que o seu coração esteja apertado querendo vê-las, mas a senhora está aqui. Por isso, digo que a senhora tem mérito. Muitas mulheres podem não ter tido certos privilégios, como a senhora mencionou, mas muitas também não têm essa garra, essa dedicação, essa luta de vestir a camisa. Sei como a sua vida é corrida.

No dia em que a conheci, pensei: “Meu Deus, não sei se eu teria essa força”. É assim: “Deputada, deputada”. É isso o tempo inteiro, são as redes sociais, são os compromissos. Sabemos que não é fácil, mas tenho certeza de que os frutos serão colhidos em sua vida, em todas as áreas. É isso que desejo.

Quero também dizer às mães e aos pais que talvez não tenham o privilégio de uma certa visibilidade: seus filhos veem o que vocês fazem. Aquela mãe que acorda às 4 horas e chega em casa às 22 horas, o filho dela tem consciência de que ela é guerreira, é trabalhadora e passa o dia inteiro fora para trazer comida e manter a casa. Tenho amigas que dizem: “Minha mãe foi tão ausente”. Eu lhes respondo: houve uma ausência, mas, quando vocês estavam juntas, havia presença, havia qualidade.

Tudo o que sou hoje veio dos exemplos de trabalho, honestidade, perseverança, dedicação e prioridade à família.

Desejo que todos nós sejamos exemplo, mesmo anonimamente, que tenhamos ética e que busquemos causas importantes para a sociedade.

Quero me colocar à disposição, de verdade, para o que precisarem, nos estudos, nas pesquisas. Quero conhecer mais, porque estou um pouco defasada. Escrevi minha dissertação em janeiro, e já houve muitas novidades este ano. Vou me inteirar e quero ajudar no que for possível. No meu mundo, com alunos, sala de aula, escritório, tento sempre falar das crianças e dos adolescentes e levar essa pauta. Sei que vocês fazem isso com ainda mais visibilidade, mas quero me colocar à disposição.

Muito obrigada.

Quero agradecer ao meu sogro; à minha sogra; à minha mãe, que estava presente; ao meu marido, que precisou sair; e, em especial, ao meu pai. Falei dos exemplos dos pais, e os meus sempre foram grande referência para mim. Meu pai está morando em Goiânia e, aos 72 anos, vai ter que se aposentar compulsoriamente. Ele é servidor público e assumiu um cargo importante, que sempre foi o sonho dele, ou seja, ele está realizando sonhos e fazendo a diferença com 72 anos. Sempre o vi tentando fazer a diferença.

É importante que nós, como pais, mães, professores, babás ou qualquer pessoa responsável por crianças e adolescentes, sejamos exemplo não apenas com palavras, mas com atitudes, e mostremos o que realmente vale a pena, o que é certo, correndo atrás dos sonhos e dedicando-nos.

Obrigada. Aprendi muito hoje e saio com o coração cheio de alegria e gratidão.

PRESIDENTE DEPUTADA PAULA BELMONTE (CIDADANIA) – Eu que lhe agradeço, Camila. Nós todos estamos juntos pela proteção de nossas crianças e adolescentes e pelo desenvolvimento da nossa sociedade. Essa é a responsabilidade de todos nós. Vamos pensar juntos. Tenho que escrever sobre o que desejo para 2027 e 2028 e, com certeza, será que a criança é prioridade absoluta, não só na Constituição, mas também na nossa ação e no nosso orçamento.

Peço a Deus que abençoe todos vocês que estão aqui. Agradeço a todos os participantes.

Que esta Câmara Legislativa seja sempre o lugar para onde trazemos esperança; mais do que isso, que, por meio dela, exista possibilidade de transformação e alegria para a sociedade! Muito grata.

Agradeço a todas as autoridades e a todos os convidados que honraram a Câmara Legislativa do Distrito Federal com a presença.

Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a presente comissão geral, bem como a sessão ordinária que lhe deu origem.

 

Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.

Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Siglas com ocorrência neste evento:

 

Abrapango – Associação Brasileira do Pito do Pango

Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações

ANPD – Agência Nacional de Proteção de Dados

Cetic.br – Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação

DPCA – Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente

ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente

GDF – Governo do Distrito Federal

IA – Inteligência Artificial

IBDFAM – Instituto Brasileiro de Direito de Família

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

MEC – Ministério da Educação

MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública

OAB – Ordem dos Advogados do Brasil

ONU – Organização das Nações Unidas

Proerd – Programa Educacional de Resistência às Drogas

Profesp – Programa Forças no Esporte

Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados

TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação

UIT – União Internacional das Telecomunicações

Unesco – United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization; em português, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

 

As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.


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Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 16/12/2025, às 08:26, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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...  Ata de Sessão Plenária    3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA 110ª SESSÃO ORDINÁRIA, TRANSFORMADA EM COMISSÃO GERAL PARA DEBATER A PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E DOS ADOLESCENTES NAS REDES SOCIAIS VIRTUAIS,  DE 4 DE DEZEMBRO DE 2025. INÍCIO ÀS 15H54 TÉRMINO ÀS 18H37   PRESI...
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DCL n° 281, de 18 de dezembro de 2025 - Suplemento

Ata Circunstanciada Sessão Extraordinária 34/2025

 

Ata de Sessão Plenária 

 

3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA

ATA CIRCUNSTANCIADA DA
34ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA,

DE 2 DE DEZEMBRO DE 2025.

INÍCIO ÀS 20H10

TÉRMINO ÀS 20H31

 

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Está aberta a sessão, nos termos dos arts. 124, 125 e 182 do Regimento Interno.

Solicito que os deputados registrem a presença nos terminais.

(Realiza-se a verificação de presença.)

DEPUTADO IOLANDO (MDB) – Presidente, pela ordem.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.

DEPUTADO IOLANDO (MDB) – Presidente, o senhor pulou o número do meu projeto.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – É o Projeto de Lei nº 1.670/2025. Incluo esse projeto como extrapauta.

Faço uma correção: onde eu falei 2.030, entenda-se 2.003/2025.

Dá-se início à ordem do dia.

(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.073/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a Lei nº 7.549, de 30 de julho de 2024, que “dispõe sobre as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro de 2025 e dá outras providências””.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.073/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.962/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Dispõe sobre a criação do Conselho Distrital de Proteção e Promoção de Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Intersexos e demais dissidências de gênero e sexualidade (CDLGBTI+), e dá outras providências”.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.962/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados. Houve votos contrários do deputado Roosevelt Vilela, do deputado Iolando, do deputado Martins Machado e do deputado João Cardoso.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão em votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.040/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 15.314.615,00”.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.040/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.771/2025, de autoria da deputada Jaqueline Silva, que “Dispõe sobre a criação de diretrizes para implantação de Delegacias Especializadas em Proteção à Pessoa Idosa no âmbito do Distrito Federal”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 1.771/2025, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.021/2024, de autoria do deputado Pepa, que “Altera a Lei nº 4.568, de 16 de maio de 2011, que “institui a obrigatoriedade de o Poder Executivo proporcionar tratamento especializado, educação e assistência específicas a todos os autistas, independentemente de idade, no âmbito do Distrito Federal”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 1.021/2024, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

(Assume a presidência o deputado Fábio Félix.)

PRESIDENTE DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.856/2025, de autoria do deputado Wellington Luiz, que “Institui o Programa Reconhecer e dá outras providências”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 1.856/2025, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

(Assume a presidência o deputado Wellington Luiz.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.014/2025, de autoria do deputado Thiago Manzoni, que “Reconhece a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e demais recursos de expressão a ela associados, como meio legal de comunicação e expressão”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 2.014/2025, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.517/2025, de autoria do deputado Chico Vigilante, que “Institui os Centros de Atendimento Especializado para Idosos – CEAI no Distrito Federal, e dá outras providências”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 1.517/2025, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 312/2023, de autoria do deputado Fábio Félix, que “Dispõe sobre a responsabilização administrativa em caso de prática, esforços ou terapias de “conversão” da orientação sexual, identidade e/ou expressão de gênero no Distrito Federal”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 312/2023, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados. Houve votos contrários do deputado Iolando, do deputado Roosevelt Vilela e do deputado Martins Machado.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.375/2024, de autoria do deputado Roosevelt Vilela, que “Dispõe sobre a criação do Voucher Saúde, destinado a pacientes que necessitem de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos urgentes, quando houver indisponibilidade na rede pública de saúde do Distrito Federal, por meio de ajustes e parcerias com a rede privada de saúde e dá outras providências”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão o Projeto de Lei nº 1.375/2024, em segundo turno.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados. Houve votos contrários do deputado Fábio Félix, do deputado Gabriel Magno, da deputada Dayse Amarilio, do deputado Max Maciel e 1 abstenção do deputado Jorge Vianna.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.540/2025, de autoria do deputado Eduardo Pedrosa, que “Altera a Lei nº 4.190, de 6 de agosto de 2008, que “assegura a todas as crianças nascidas nos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de gestantes da rede pública de saúde do Distrito Federal o direito ao teste de triagem neonatal, na sua modalidade ampliada”, para ampliar o rol de detecção de doenças metabólicas, genéticas, infecciosas e imunológicas”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.568/2025, de autoria do deputado João Cardoso, que “Concede ao servidor público do Distrito Federal o direito a um dia de abono de ponto por ano, no dia do seu aniversário, sem prejuízo dos seus vencimentos”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.676/2025, de autoria da deputada Dayse Amarilio, que “Regulamenta o exercício da Enfermagem Estética no Distrito Federal, estabelecendo diretrizes, requisitos e normas para a atuação dos profissionais de Enfermagem Estética”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.670/2025, de autoria do deputado Iolando, que “Institui e inclui no Calendário Oficial do Distrito Federal o dia do Triciclista a ser comemorado no mês de julho de cada ano”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.251/2024, de autoria do deputado Gabriel Magno, que “Dispõe acerca das condições mínimas de estrutura das Unidades Escolares da Rede Pública do DF”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.371/2021, de autoria do deputado Martins Machado, que “institui e inclui no calendário oficial de eventos do Distrito Federal o Dia do Profissional da Dança”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.336/2024, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz, que “Altera a Lei nº 7.404, de 16 de janeiro de 2024, que “Institui a Política Distrital do Hidrogênio Verde e dá outras providências”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.162/2024, de autoria do deputado Max Maciel, que “Dispõe sobre a publicidade de dados abertos relativos ao Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal”.

Em discussão o projeto.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.543/2025, de autoria do deputado Hermeto, que “Autoriza os postos de abastecimento de combustíveis a disponibilizarem pontos de recarga de veículos elétricos e híbridos”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.543/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.003/2025, de autoria da deputada Doutora Jane, que “Institui o Programa “Beleza Legal DF”, que estabelece diretrizes de apoio, capacitação, saúde e formalização das profissionais e microempreendedoras do setor de beleza, estética e cuidados pessoais no âmbito do Distrito Federal”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.003/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

DEPUTADA DOUTORA JANE (MDB) – Presidente, solicito a palavra para declaração de voto.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.

DEPUTADA DOUTORA JANE (MDB. Para declaração de voto.) – Presidente, vou falar muito rapidamente, um minutinho, só para expressar a minha felicidade, alegria e satisfação pela aprovação desse projeto de lei, que é um gesto de respeito, reconhecimento e cuidado com milhares de profissionais, especialmente mulheres, que estão pelo DF e cuidam. São pessoas que cuidam. Então, esse projeto é para cuidar de quem cuida realmente. São manicures, cabeleireiras, depiladoras, trancistas, maquiadoras, mulheres que trabalham duro, muitas vezes na informalidade, sem apoio, sem segurança, sem oportunidades reais de crescimento.

Também agradeço aos colegas que votaram. Com certeza, é uma grande entrega, é uma grande política pública que vai ficar para o nosso DF.

Aproveito a oportunidade para fazer uma ressalva. Quanto ao Projeto de Lei nº 1.962/2025, eu só queria registrar minha abstenção.

Obrigada, presidente.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Obrigado, deputada.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.578/2025, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de câmeras de monitoramento em sessões clínicas que tratam de pessoas com deficiência no Distrito Federal”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.578/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.622/2025, de autoria do deputado Jorge Vianna, que “Altera a Lei nº 2.185, de 30 de dezembro de 1998, que “dispõe sobre registro e funcionamento de academias e de estabelecimentos que atuam na área de ensino e prática de modalidades esportivas no Distrito Federal”, para atualizar as condições de frequência nas academias e estabelecimentos dedicados ao ensino e à prática de modalidades esportivas no Distrito Federal e atualizar o valor da multa aplicável em caso de descumprimento”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.622/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados. Houve votos contrários do deputado Fábio Félix e do deputado Gabriel Magno.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.654/2025, de autoria do deputado Joaquim Roriz Neto, que “Institui o Programa de Benefício Econômico-Social denominado Cartão-Feira e dá outras providências”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.654/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado em segundo turno com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.119/2024, de autoria da Defensoria Pública do Distrito Federal, em que “Fica autorizada a Defensoria Pública do Distrito Federal a transferir, anualmente, o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) para custeio do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais – CONDEGE”.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.119/2024.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto foi aprovado, em segundo turno, com a presença de 16 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Solicito aos deputados que se esforcem para que, amanhã, todos estejam presentes, a fim de que possamos adiantar significativamente a pauta e deixar para terça-feira apenas a LOA.

Obrigado a todos e a todas.

Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.

 

Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.

Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Siglas com ocorrência neste evento:

 

PLe – Processo Legislativo Eletrônico

LOA – Lei Orçamentária Anual

 

As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.


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Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 12/12/2025, às 11:42, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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...  Ata de Sessão Plenária    3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA 34ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2025. INÍCIO ÀS 20H10 TÉRMINO ÀS 20H31   PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Está aberta a sessão, nos termos dos arts. 124, 125 e 182 do Regimento Inter...
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Ata Sucinta Sessão Extraordinária 39/2025

 

Ata de Sessão Plenária 

3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA

ATA SUCINTA DA 39ª (TRIGÉSIMA NONA)

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA,

EM 10 DE DEZEMBRO DE 2025

 

SÚMULA

 

PRESIDÊNCIA: Deputado Wellington Luiz

SECRETARIA: Deputado Ricardo Vale

LOCAL: Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal

INÍCIO:14 horas e 13 minutos

TÉRMINO: 14 horas e 28 minutos

 

Observação: a versão integral desta sessão encontra-se na ata circunstanciada.

 

1 ABERTURA

 

Presidente (Deputado Wellington Luiz)

– Declara aberta a sessão.

 

2 ORDEM DO DIA

Observação: As ementas das proposições foram reproduzidas de acordo com a Ordem do Dia disponibilizada pela Secretaria Legislativa/CLDF.

 

ITEM 1: Discussão e votação, em 2º turno, do Projeto de Lei nº 2.096, de 2025, de autoria do Deputado Hermeto, que “altera a Lei nº 1.254, de 8 de novembro de 1996, que ‘dispõe quanto ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS e dá outras providências’.

– Votação da proposição em 2º turno. APROVADA por votação em processo simbólico (20 deputados presentes).

– Apreciação da redação final. APROVADA.

 

ITEM 2: Discussão e votação, em 2º turno, do Projeto de Lei nº 1.937, de 2025, de autoria do Poder Executivo, que “estima a receita e fixa a despesa do Distrito Federal para o exercício financeiro de 2026”.

– Votação da proposição em 2º turno. APROVADA por votação em processo nominal, com 17 votos favoráveis e 4 votos contrários. Houve 3 ausências.

– Apreciação da redação final. APROVADA.

 

 

3 COMUNICADO DA PRESIDÊNCIA

 

Presidente (Deputado Wellington Luiz)

– Informa que as sessões ordinárias de hoje, dia 10, e a de amanhã, dia 11, estão canceladas, de acordo com o Ato da Mesa Diretora nº 331/2025.

 

4 ENCERRAMENTO

 

Presidente (Deputado Wellington Luiz)

– Declara encerrada a sessão.

 

Observação: o relatório de presença e a folha de votação nominal, encaminhados pela Secretaria Legislativa, estão anexos a esta ata.

 

 

                                                                                                                                    Nos termos do art. 135, I, do Regimento Interno, lavro a presente ata.

 

 

TIAGO PEREIRA DOS SANTOS

Chefe do Setor de Ata e Súmula

 


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Documento assinado eletronicamente por TIAGO PEREIRA DOS SANTOS - Matr. 23056, Chefe do Setor de Ata e Súmula, em 11/12/2025, às 13:36, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Ata Sucinta Sessão Extraordinária 39a/2025

Relatório Ata Resumida

10/12/2025 02:47:33


39ª Sessão Extraordinária da 3ª Sessão Legislativa da 9ª Legislatura


Dia: 10/12/2025

Início: 14:14

Horário Previsto: 13:00

Término:14:47

Local: PLENÁRIO

Total de Presentes: 21

Presentes


CHICO VIGILANTE


PT


10/12/2025


Login Biometria

DANIEL DONIZET

MDB

10/12/2025

Login Biometria

DAYSE AMARILIO

PSB

10/12/2025

Login Biometria

DOUTORA JANE

REPUBLICANOS

10/12/2025

Login Biometria

EDUARDO PEDROSA

UNIÃO

10/12/2025

Login Biometria

FÁBIO FELIX

PSOL

10/12/2025

Login Biometria

GABRIEL MAGNO

PT

10/12/2025

Login Biometria

HERMETO

MDB

10/12/2025

Login Biometria

IOLANDO

MDB

10/12/2025

Login Biometria

JAQUELINE SILVA

MDB

10/12/2025

Login Biometria

JORGE VIANNA

PSD

10/12/2025

Login Biometria

JOÃO CARDOSO

AVANTE

10/12/2025

Login Biometria

MARTINS MACHADO

REPUBLICANOS

10/12/2025

Login Biometria

MAX MACIEL

PSOL

10/12/2025

Login Biometria

PAULA BELMONTE

PSDB

10/12/2025

Login Biometria

PEPA

PP

10/12/2025

Login Biometria

RICARDO VALE

PT

10/12/2025

Login Biometria

ROBÉRIO NEGREIROS

PSD

10/12/2025

Login Biometria

ROGERIO MORRO DA CRUZ

PRD

10/12/2025

Login Biometria

ROOSEVELT VILELA

PL

10/12/2025

Login Biometria

WELLINGTON LUIZ

MDB

10/12/2025

Login Código


Ausentes


JOAQUIM RORIZ NETO

PL

PASTOR DANIEL DE CASTRO

PP

THIAGO MANZONI

PL

Justificados Fases


Fase

Ordem do Dia

Inicio Término

10/12/2025 10/12/2025

Duração

00:30:53


Página 1 de 2

Votações



Nome: PL 1937/2025 - 2º Turno Situação: Concluida

Turno: Ementa:

2º Turno

Modo: Nominal

Resultado:

APROVADO



Início:

10/12/202

Término:

10/12/2025

Sim: 17

Não: 4

Abstenção:

0

Total:

21

Presentes:

21

Estima a receita e fixa a despesa do Distrito Federal para o exercício financeiro de 2026. AUTORIA: Poder Executivo


Nome: PL 2096/2025 - 2º Turno Situação: Concluida

Turno: Ementa:

2º Turno

Modo: Simbólica

Altera a Lei nº 1.254, de 8 de novembro de 1996, que "dispõe quanto ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - ICMS e dá outras providências", e dá outras providências.


AUTORIA: Poder Executivo



Resultado:

APROVADO



Início:

10/12/202

Término:

10/12/2025

Sim: 20

Não: 0

Abstenção:

0

Total:

0

Presentes:

20


Página 2 de 2

...Relatório Ata Resumida 10/12/2025 02:47:33 39ª Sessão Extraordinária da 3ª Sessão Legislativa da 9ª Legislatura Dia: 10/12/2025Início: 14:14Horário Previsto: 13:00Término:14:47Local: PLENÁRIOTotal de Presentes: 21PresentesCHICO VIGILANTEPT10/12/2025Login BiometriaDANIEL DONIZETMDB10/12/2025Login BiometriaDAYSE AM...
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Ata Sucinta Sessão Extraordinária 39b/2025


Turno:


2º Turno

Lista de votação 10/12/2025 14:18:27

39ª Sessão Extraordinária da 3ª Sessão Legislativa da 9ª Legislatura

PL 1937/2025 - 2º Turno

Início: 10/12/2025 14:17

Modo: Nominal

Estima a receita e fixa a despesa do Distrito Federal para o exercício financeiro de 2026.

Término: 10/12/2025 14:18


AUTORIA: Poder Executivo



Parlamentar

CHICO VIGILANTE (PT)



Voto

Sim




Hora

14:17:06

DANIEL DONIZET (MDB)


Sim



14:17:25

DAYSE AMARILIO (PSB)


Não



14:17:25

DOUTORA JANE (REPUBLICANOS)


Sim



14:17:15

EDUARDO PEDROSA (UNIÃO)


Sim



14:17:08

FÁBIO FELIX (PSOL)


Não



14:17:05

GABRIEL MAGNO (PT)


Não



14:17:13

HERMETO (MDB)


Sim



14:17:18

IOLANDO (MDB)


Sim



14:17:13

JAQUELINE SILVA (MDB)


Sim



14:17:17

JOÃO CARDOSO (AVANTE)


Sim



14:17:12

JORGE VIANNA (PSD)


Sim



14:17:18

MARTINS MACHADO (REPUBLICANOS)


Sim



14:17:16

MAX MACIEL (PSOL)


Não



14:17:12

PAULA BELMONTE (PSDB)


Sim



14:17:09

PEPA (PP)


Sim



14:17:12

RICARDO VALE (PT)


Sim



14:17:12

ROBÉRIO NEGREIROS (PSD)


Sim



14:17:13

ROGERIO MORRO DA CRUZ (PRD)


Sim



14:17:18

ROOSEVELT VILELA (PL)


Sim



14:17:13

WELLINGTON LUIZ (MDB)


Sim



14:17:49

Totais: SIM 17

NÃO 4


ABSTENÇÃO

0


Resultado: APROVADO







Página 1 de 1

... Turno: 2º Turno Lista de votação 10/12/2025 14:18:27 39ª Sessão Extraordinária da 3ª Sessão Legislativa da 9ª Legislatura PL 1937/2025 - 2º Turno Início: 10/12/2025 14:17 Modo: Nominal Estima a receita e fixa a despesa do Distrito Federal para o exercício financeiro de 2026. Términ...
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Ata Circunstanciada Sessão Extraordinária 35/2025

 

Ata de Sessão Plenária 

 

3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA

ATA CIRCUNSTANCIADA DA
35ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA,

DE 3 DE DEZEMBRO DE 2025.

INÍCIO ÀS 18H49

TÉRMINO ÀS 19H06

 

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Está aberta a sessão.

Convido o deputado Robério Negreiros a secretariar os trabalhos da mesa.

Dá-se início à ordem do dia.

(As ementas das proposições são reproduzidas conforme ordem do dia disponibilizada pela Secretaria Legislativa; as dos itens extrapauta, conforme PLe.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.078/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$17.430.432,00”.

Solicito que os deputados registrem a presença nos terminais.

(Realiza-se a verificação de presença.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.078/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

Foi aprovado com a presença de 19 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.058/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$55.654.257,00”.

DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, pela ordem.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.

DEPUTADO FÁBIO FÉLIX (PSOL) – Presidente, peço que seja realizada a votação nominal.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Acolho a solicitação de vossa excelência.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.058/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.

(Realiza-se a votação nominal.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.

Houve 15 votos favoráveis e 3 votos contrários.

Foi aprovado.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 740/2023, de autoria do deputado Robério Negreiros, que “disciplina o transporte de cadeirantes nos serviços de transportes de passageiros por aplicativos”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 740/2023.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado com a presença de 15 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 963/2024, de autoria do deputado Ricardo Vale, que “Dispõe sobre a implantação de faixa elevada para travessia de pedestre em frente a unidades de saúde e de educação”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 963/2024.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado em segundo turno com a presença de 15 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.753/2021, de autoria do deputado Daniel Donizet, que “Dispõe sobre a criação da Farmácia Veterinária Popular do Distrito Federal e dá outras providências”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.753/2021.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado em segundo turno com a presença de 15 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.060/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera o Orçamento de Investimento da Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal, no valor de R$ 6.185.000,00”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.060/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado em segundo turno com a presença de 20 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Corrijo o quórum das votações anteriores: houve a presença de 20 deputados.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.063/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Concede remissão e anistia de créditos tributários do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU relativos aos imóveis pertencentes ao Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas do Distrito Federal – FGP-DF, instituído pela Lei nº 5.004, de 21 de dezembro de 2012”.

Aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.063/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

São necessários 16 votos.

Em votação.

Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.

(Realiza-se a votação nominal.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.

Houve 20 votos favoráveis.

Foi aprovado.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.988/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece a pauta de valores venais de veículos automotores usados registrados e licenciados no Distrito Federal para efeito de lançamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA, relativamente ao exercício de 2026”.

O projeto foi aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.988/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado, em segundo turno, com a presença de 20 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 2.062/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Altera a Lei nº 2.402, de 15 de junho de 1999, que institui o Programa Bolsa Atleta”.

O projeto foi aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 2.062/2025.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados favoráveis ao projeto que permaneçam como estão e aos contrários que se manifestem.

O projeto está aprovado, em segundo turno, com a presença de 20 deputados.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Item da ordem do dia.

Discussão e votação, em segundo turno, do Projeto de Lei nº 1.989/2025, de autoria do Poder Executivo, que “Estabelece a pauta de valores venais de terrenos e edificações do Distrito Federal para efeito de lançamento do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU, relativamente ao exercício de 2026, e dá outras providências”.

O projeto foi aprovado em primeiro turno.

Em discussão, em segundo turno, o Projeto de Lei nº 1.989/2025.

DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT) – Presidente, solicito o uso da palavra para orientar a bancada.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Concedo a palavra.

DEPUTADO CHICO VIGILANTE (PT. Como líder. Para orientar a bancada.) – Presidente, peço que a votação seja nominal e oriento a bancada do PT a votar “não”.

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Acato a solicitação de vossa excelência.

Continua a discussão.

Como não há quem queira discutir, encerro a discussão.

Em votação.

Solicito aos deputados que aprovam o projeto que votem “sim” e aos que o rejeitam que votem “não”.

(Realiza-se a votação nominal.)

PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Votação encerrada.

Houve 13 votos favoráveis, 5 votos contrários e 2 abstenções.

Foi aprovado.

Nos termos do art. 208, inciso II, do Regimento Interno, declaro aprovada a redação final.

Esta presidência informa que, em razão da aprovação do Requerimento nº 2.337/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte, a sessão ordinária de amanhã, quinta-feira, dia 4 de dezembro de 2025, será transformada em comissão geral para debater sobre a proteção das crianças e dos adolescentes nas redes sociais virtuais.

Estamos concluindo os trabalhos, faltam apenas alguns ajustes.

Informo que, na terça-feira, haverá reunião do Colégio de Líderes, às 14 horas.

Agradeço a presença a todos e todas.

Como não há mais assunto a tratar, declaro encerrada a sessão.

 

Observação: nas notas taquigráficas, os nomes próprios ausentes de sites governamentais oficiais são reproduzidos conforme informados pelos organizadores dos eventos.

Todos os discursos são registrados sem a revisão dos oradores, exceto quando indicado, nos termos do Regimento Interno da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Siglas com ocorrência neste evento:

 

FGP-DF – Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas do Distrito Federal

IPTU – Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana

IPVA – Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores

PLe – Processo Legislativo Eletrônico

 

As proposições constantes da presente ata circunstanciada podem ser consultadas no portal da CLDF.


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Documento assinado eletronicamente por MIRIAM DE JESUS LOPES AMARAL - Matr. 13516, Chefe do Setor de Registro e Redação Legislativa, em 12/12/2025, às 11:43, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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...  Ata de Sessão Plenária    3ª SESSÃO LEGISLATIVA DA 9ª LEGISLATURA ATA CIRCUNSTANCIADA DA 35ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, DE 3 DE DEZEMBRO DE 2025. INÍCIO ÀS 18H49 TÉRMINO ÀS 19H06   PRESIDENTE DEPUTADO WELLINGTON LUIZ (MDB) – Está aberta a sessão. Convido o deputado Robério Negreiros a secretariar os ...
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DCL n° 282, de 18 de dezembro de 2025 - Extraordinário

Atas de Reuniões 57/2025

Mesa Diretora

 

ATA DA 57ª REUNIÃO DO GABINETE DA MESA DIRETORA DE 2025

 

Aos dezessete dias do mês de dezembro do ano de dois mil e vinte e cinco, às dezoito horas, na Sala do Secretário-Geral, reuniram-se os membros do Gabinete da Mesa Diretora, os Senhores João Monteiro Neto, Secretário-Geral, Presidência; João Torracca Junior, Secretário-Executivo, Primeira Vice-Presidência; Jean de Moraes Machado, Secretário-Executivo, Segunda Vice-Presidência; Bryan Rogger Alves de Sousa, Secretário-Executivo, Primeira-Secretaria; Juliana Ribas Paraiso, Secretária-Executiva substituta, Segunda-Secretaria; Rusembergue Barbosa de Almeida, Secretário-Executivo, Terceira-Secretaria; e Guilherme Calhao Motta, Secretário-Executivo, Quarta-Secretaria, para deliberar sobre o item a seguir: 1) Processo SEI nº 00001-00020224/2025-76. Assunto: recurso administrativo. Relator: Secretário-Geral/Presidência. Deliberação: aprovado, por seis votos favoráveis, o Parecer-PG nº 630/2025-NPRAD (2465883), e indeferido o pedido de reconsideração (2414736). O Secretário-Executivo da Primeira-Secretaria se absteve de votar. Nada mais havendo a tratar, eu, João Monteiro Neto, Secretário-Geral, Presidência, lavro esta Ata, que vai assinada por mim e pelos secretários do Gabinete da Mesa Diretora.

 

JOÃO MONTEIRO NETO

Secretário-Geral/Presidência

 

 

JOÃO TORRACCA JUNIOR

Secretário-Executivo/1ª Vice-Presidência

JEAN DE MORAES MACHADO

Secretário-Executivo/2ª Vice-Presidência

 

 

BRYAN ROGGER ALVES DE SOUSA

Secretário-Executivo/1ª Secretaria

JULIANA RIBAS PARAISO

Secretária-Executiva substituta/2ª Secretaria

 

 

RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA

Secretário-Executivo/3ª Secretaria

GUILHERME CALHAO MOTTA

Secretário-Executivo/4ª Secretaria


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Documento assinado eletronicamente por GUILHERME CALHAO MOTTA - Matr. 24816, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/12/2025, às 08:44, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Documento assinado eletronicamente por JULIANA RIBAS PARAISO - Matr. 24536, Secretário(a)-Executivo(a) - Substituto(a), em 18/12/2025, às 09:21, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Documento assinado eletronicamente por JEAN DE MORAES MACHADO - Matr. 15315, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/12/2025, às 12:42, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Documento assinado eletronicamente por RUSEMBERGUE BARBOSA DE ALMEIDA - Matr. 21481, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/12/2025, às 14:14, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Documento assinado eletronicamente por JOAO TORRACCA JUNIOR - Matr. 24072, Secretário(a)-Executivo(a), em 18/12/2025, às 15:45, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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Documento assinado eletronicamente por JOAO MONTEIRO NETO - Matr. 24064, Secretário(a)-Geral da Mesa Diretora, em 18/12/2025, às 16:16, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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...  ATA DA 57ª REUNIÃO DO GABINETE DA MESA DIRETORA DE 2025   Aos dezessete dias do mês de dezembro do ano de dois mil e vinte e cinco, às dezoito horas, na Sala do Secretário-Geral, reuniram-se os membros do Gabinete da Mesa Diretora, os Senhores João Monteiro Neto, Secretário-Geral, Presidência; João Torracca Junio...
Ver DCL Completo
DCL n° 283, de 19 de dezembro de 2025

Atos 658/2025

Presidente

 

Ato do Presidente Nº 658, DE 2025

O PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, e considerando o Despacho do Secretario Executivo, de 10/12/2025, publicado no DODF nº 234, de 11/12/2025, bem como o que consta no Processo SEI nº 00001-00048373/2025-08, RESOLVE:

DECLARAR que, a partir desta data, o servidor HELTON JOSE MEIRELES JUNIOR, requisitado da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal, ficará à disposição, em caráter excepcional, do gabinete parlamentar do deputado Pastor Daniel de Castro. (RQ).

 

 

Brasília, 18 de dezembro de 2025.

 

DEPUTADO WELLINGTON LUIZ

Presidente


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Documento assinado eletronicamente por WELLINGTON LUIZ DE SOUZA SILVA - Matr. 00142, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, em 18/12/2025, às 18:27, conforme Art. 30, do Ato da Mesa Diretora n° 51, de 2025, publicado no Diário da Câmara Legislativa do Distrito Federal nº 62, de 27 de março de 2025.


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...  Ato do Presidente Nº 658, DE 2025 O PRESIDENTE DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso de suas atribuições regimentais, e considerando o Despacho do Secretario Executivo, de 10/12/2025, publicado no DODF nº 234, de 11/12/2025, bem como o que consta no Processo SEI nº 00001-00048373/2025-08, RESOLVE: DEC...

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