Orçamento participativo do DF é debatido na Câmara
Orçamento participativo do DF é debatido na Câmara

A audiência foi presidida inicialmente pelo deputado Wasny de Roure (PT), que deixou bem claro que o papel dos delegados e conselheiros não é apenas o de nomear as obras que consideram importantes para as comunidades, mas também de acompanhar a execução orçamentária para verificar o aporte de recursos dos cofres do DF. Posteriormente, os trabalhos foram conduzidos pelos deputados Olair Francisco (PTdoB) e Agaciel Maia (PTC).
O chefe da Coordenadoria de Cidades da Secretaria de Governo, Francisco das Chagas Machado, disse que "não existe nenhuma sombra de dúvida sobre a importância do orçamento participativo para o governo", mas entende que é preciso que esse envolvimento seja cada vez mais amplo para dar mais "musculatura" a essa participação.
Por seu turno, Geraldo Melo Monteiro, representante dos conselheiros de Planaltina, manifestou seu entendimento de que "essa é uma forma de governar incluindo a comunidade". Frisou, no entanto, que em muitas ocasiões ocorre um desencontro entre o que a comunidade reclama e as obras liberadas pelo governo.
O técnico Alexandre Paranhos, assessor da Secretaria de Planejamento, informou que a importância dada a essa iniciativa pelo órgão pode ser traduzida pela unidade criada para acompanhar o orçamento participativo, na qual é feita o mapeamento das propostas e das fases em que se encontram, como andamento, conclusão, licitação e outras.
O representante dos conselheiros de Taguatinga, Francisco Carlos de Sá Freitas, observou que uma obra menor, como uma boca de lobo para escoar as águas pluviais, é mais importante, para as pessoas simples que participam das reuniões, do que grandes investimentos destinados à Copa do Mundo de 2014.
Mais de vinte pessoas, principalmente conselheiros e delegados do orçamento participativo, se inscreveram para dar sua opinião sobre o assunto ou reivindicar obras que, mesmo tendo sido definidas como prioritárias, ainda não foram executadas.