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Deputados da oposição criticam projeto que cria Companhia Metropolitana de Trânsito

Publicado em 22/10/2008 15h23
Com as galerias da Câmara Legislativa lotadas de servidores do Detran-DF, que estão em greve, deputados distritais do PT e do PDT criticaram o GDF por encaminhar à Casa para votação projeto de lei que cria a Companhia Metropolitana de Trânsito (CMT) - PL-840/2008, e retirando de suas atribuições atividades exclusivas, como a fiscalização e emissão de multas.

O primeiro a manifestar-se em solidariedade aos servidores do Detran, que são contrários à criação da Companhia, foi o líder do PT, deputado Cabo Patrício. "O projeto encaminhado à Câmara Legislativa tem vários problemas, como a não-previsão do impacto financeiro com os novos cargos. Além disso, estipula um salário de apenas R$ 800, - bem abaixo da realidade da área de segurança pública".

Também os deputados petistas Chico Leite, Erika Kokay e Paulo Tadeu  dispararam várias críticas contra a iniciativa do governo. "A idéia de municipalização dos serviços de trânsito é um retrocesso profundo e quem perde com isso é a população", afirmou Chico Leite, sob aplausos das galerias.
 Paulo Tadeu ressaltou que o GDF deveria "honrar o compromisso com os servidores do Detran e garantir a incorporação das gratificações". Ele acusou o governo de estar pressionando os deputados da sua base para aprovar um projeto para punir os servidores que estão em greve.

Erika, por sua vez, enfatizou que no projeto "inconstitucional" de criação da Companhia de Trânsito o governo estaria propondo aos futuros servidores cuidar dos estacionamentos que serão entregues à iniciativa privada. "O projeto é um crime contra o Estado e à política de trânsito no DF", disse.

Já o deputado Reguffe (PDT) também condenou o projeto, mas ressaltou que sua maior preocupação não era a reivindicação individual dos servidores, mas sim o atendimento à população e a garantia da segurança no trânsito. "O projeto cria mais despesas para o erário, contratando pessoas sem o devido preparo", justificou.

Até o início das votações dos projetos da Ordem do Dia, não houve consenso para votação da proposta que cria a Companhia Metropolitana de Trânsito.

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