Livro sobre mestre da União do Vegetal é lançado na CLDF nesta sexta-feira (29)
Livro sobre mestre da União do Vegetal é lançado na CLDF nesta sexta-feira (29)
Foto: DMC/Sede Geral

“O Canto do Sabiá - A História de Mestre Florêncio” percorre os passos de um dos grandes nomes da União do Vegetal (UDV), responsável por implantar essa religião em Manaus (AM). Escrito por Edson Lodi, pesquisador e discípulo da UDV desde a década de 1970, o livro será lançado em Brasília nesta sexta-feira (29), no foyer do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a partir das 19h.
O evento, realizado por iniciativa da deputada Paula Belmonte (Cidadania), vai contar com a presença do autor e de Suely Moraes de Carvalho, companheira de mestre Florêncio por mais de 44 anos. Durante o lançamento, será servido um coquetel; e a solenidade será transmitida ao vivo pela TV Câmara Distrital.
A publicação resulta de uma pesquisa minuciosa, que visita a infância de Florêncio Siqueira de Carvalho, nascido em Juazeiro do Norte (CE), em 1932; passa por seu trabalho nos seringais na Amazônia e sua vivência na floresta; e chega ao encontro, em Porto Velho (RO), com Mestre Gabriel, o fundador do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal. Foi esse líder espiritual que apelidou Florêncio de “Sabiá”, por sua forma de fazer as “chamadas” (cânticos do ritual religioso) no Salão do Vegetal.

A UDV é uma religião de fundamentação cristã e reencarnacionista, a qual utiliza em seu ritual o chá Hoasca (também conhecido como “ayahuasca” ou “vegetal”): preparado a partir de duas plantas amazônicas, o cipó Mariri e as folhas da árvore Chacrona. Mestre Florêncio, que era um exímio conhecedor das plantas, destacou-se como um dos melhores “mestres de preparo”, com grande habilidade para preparar o “vegetal”.
A obra
O escritor e pesquisador Edson Lodi conviveu, por décadas, com mestre Florêncio e sua família. Para escrever “O Canto do Sabiá”, além de sua experiência pessoal com o mestre, lançou mão de dezenas de entrevistas, relatos e documentos. Ademais, pesquisou o contexto histórico e cultural do Nordeste e da Amazônia para melhor compreender as vivências de Florêncio.
Além de versão impressa, a obra também está disponível em audiolivro. "É uma singela homenagem a ele [mestre Florêncio], que não sabia ler o alfabeto, mas era um professor nas linhas da vida”, destaca Lodi.
Denise Caputo - Agência CLDF
Mais notícias sobre

Com participação da mãe de Isabella Nardoni, CLDF encerra Semana pela 1ª Infância
13h40 29/08/2025